Cruzadinha 62
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Cruzadinha 62
Dica: a 1° letra da 1° palavra é "S".
“A liberdade da escravidão da lei não nos libera para pecar com impunidade.”
Essa afirmação está profundamente enraizada na mensagem paulina, especialmente em Romanos 6:15: “E daí? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça? De modo nenhum!” A graça de Deus, que nos liberta da condenação da lei, não é um passaporte para a desobediência, mas o poder para uma nova vida. A lei mosaica expunha o pecado, mas não dava forças para vencê-lo. Em Cristo, porém, somos libertos não apenas do peso legalista, mas também do domínio do pecado. No entanto, essa liberdade não significa autonomia moral ou licenciosidade. O cristão reformado entende que fomos libertos da lei como meio de justificação, mas não da lei como expressão da vontade santa de Deus. Assim, a graça nos conduz à obediência voluntária, não ao descaso espiritual.
Na tradição evangélica reformada, a verdadeira liberdade cristã é vista como uma libertação para viver segundo a justiça, e não de qualquer responsabilidade moral. O coração regenerado não deseja abusar da misericórdia, mas glorificar Aquele que o salvou. A santidade, então, não é uma imposição externa, mas fruto de uma transformação interna operada pelo Espírito Santo. Como ensina Gálatas 5:13, “fostes chamados à liberdade. Porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor.” A graça não relativiza o pecado — ela o revela em sua gravidade e oferece o remédio em Cristo. Viver sob a graça é caminhar com temor, não com desprezo, sabendo que fomos comprados por alto preço e chamados à pureza como testemunhas vivas da santidade de Deus.