Cruzadinha 61
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Cruzadinha 61
Dica: a 1° letra da 1° palavra é "A".
“Não sejamos tão cheios de nós mesmos ao ponto de não dar espaço ao Espírito de Deus.”
Essa exortação ecoa a advertência contida em Efésios 5:18, onde o apóstolo Paulo diz: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito”. A ênfase aqui é sobre o que nos domina. O ser humano, em sua inclinação natural, tende a encher-se de si mesmo — de orgulho, de autossegurança, de ambições pessoais — como se fosse autossuficiente para discernir e caminhar segundo a verdade. Contudo, essa autossuficiência nos distancia da dependência de Deus e nos torna surdos à voz suave e transformadora do Espírito Santo. O crente que está cheio de si não tem espaço para ouvir, muito menos obedecer, pois o eu grita onde o Espírito sussurra. A fé reformada nos ensina que a verdadeira vida cristã começa com o esvaziar-se de si mesmo, reconhecendo nossa miséria sem Cristo e nossa total necessidade da graça de Deus.
Dar lugar ao Espírito é, portanto, um ato contínuo de rendição. É permitir que Ele nos convença do pecado, nos conduza à justiça e nos lembre da verdade revelada por Cristo. É viver em humildade, reconhecendo que até mesmo o nosso arrependimento é fruto da ação divina. O orgulho espiritual, por mais sutil que seja, é uma barreira contra a santificação. Por isso, a piedade presbiteriana insiste em uma vida de oração, meditação na Palavra e constante exame do coração — não para alimentar culpa, mas para cultivar sensibilidade à voz do Senhor. Que não sejamos vasos cheios de si, mas recipientes transbordantes da presença do Espírito, prontos para servir, amar e glorificar a Deus em tudo. Afinal, como disse João Batista: “É necessário que Ele cresça e que eu diminua” (João 3:30).