Cruzadinha 58
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Cruzadinha 58
Dica: a 1° letra da 1° palavra é "A".
É impossível amar a Deus e não amar seu semelhante. Essa afirmação é sustentada com firmeza pelas Escrituras, especialmente em 1 João 4:20, onde está escrito: “Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois quem não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.” O amor a Deus nunca é apenas vertical; ele sempre se expressa horizontalmente. Amar a Deus com todo o coração, alma e entendimento nos leva inevitavelmente a enxergar o outro com os olhos do Senhor — olhos de compaixão, paciência e misericórdia. A comunhão verdadeira com Deus produz um coração transformado, incapaz de desprezar, ferir ou ignorar o próximo deliberadamente. Quando dizemos que amamos a Deus, estamos também assumindo um compromisso de amar aquilo que Ele ama: e Deus ama pessoas.
Negar amor ao próximo é, na prática, negar a presença de Deus em nós. Podemos até cumprir ritos, professar uma fé coerente e ter um discurso piedoso, mas se o nosso coração está cheio de amargura, indiferença ou desprezo por quem está ao nosso lado, estamos vivendo uma contradição espiritual. O amor ao semelhante não é um “extra” na vida cristã — é a evidência essencial de que nascemos de Deus. Jesus mesmo afirmou que o segundo maior mandamento é: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:39), e declarou que esse mandamento é semelhante ao primeiro. Isso significa que ambos caminham juntos. O verdadeiro cristão ama, perdoa, serve e se compadece — não por força própria, mas porque o amor de Deus foi derramado em seu coração pelo Espírito Santo (Romanos 5:5). Amar a Deus e ao próximo não são tarefas distintas, mas faces de uma mesma fé viva e autêntica.