Cruzadinha 57
"... que vos reconcilieis, com o Senhor Rei meu, venho a serviço do meu Deus."
Cruzadinha 57
Dica: a 1° letra da 1° palavra é "C".
O que se entrega ao pecado não fala toda verdade, mas somente a parte que lhe interessa. Cuidado! Essa advertência é séria e profundamente bíblica. O pecado, quando domina o coração, distorce não apenas as ações, mas também as palavras. Jesus ensinou que “a boca fala do que está cheio o coração” (Lucas 6:45), e um coração governado pelo engano do pecado tende a manipular, omitir e selecionar verdades conforme sua conveniência. Quem vive entregue ao pecado aprende a esconder a luz, a proteger suas próprias trevas com meias verdades — que, no fim, são mentiras disfarçadas. É o mesmo espírito da serpente no Éden, que usou parte da verdade para gerar dúvida, confusão e queda (Gênesis 3). Por isso, devemos vigiar: o pecado não apenas corrompe nossos atos, mas nos torna mestres na arte da autojustificação e da distorção.
Cuidado, pois quem vive dessa forma não apenas engana aos outros, mas principalmente a si mesmo. A mentira parcial é mais perigosa que a mentira total, porque se disfarça de justiça. O apóstolo João foi claro ao dizer: “Se dissermos que temos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade” (1 João 1:6). O cristão é chamado a viver na luz, e isso significa ser íntegro — inteiro, sem fragmentações na verdade. A transparência, a confissão e a sinceridade são marcas de quem foi alcançado pela graça. Se em alguma área de nossa vida ainda escolhemos a conveniência da meia verdade, é sinal de que o pecado precisa ser confessado e crucificado. Que haja temor em nosso coração, e que, ao invés de proteger o erro com falsidade, escolhamos ser verdadeiros diante de Deus e dos homens, pois só assim há cura, libertação e vida.