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28/12/2020 - O ressurgimento repentino da Covid-19 em países com os melhores resultados do mundo no combate à pandemia envia uma mensagem desanimadora para autoridades de saúde: estratégias para erradicar totalmente o coronavírus não funcionam como solução de longo prazo, e mesmo lugares com os melhores dados nunca podem baixar a guarda.
Depois de mais de 250 dias sem um única infecção por coronavírus transmitida localmente, Taiwan divulgou o primeiro caso desde abril na terça-feira, encerrando o período mais longo livre de Covid do mundo. No mesmo dia, a Tailândia registrou 427 novos casos, um aumento impressionante para um país que, até setembro, estava há 100 dias sem transmissão local.
“Infelizmente, em países que têm níveis realmente baixos de vírus e podem muito bem tê-lo eliminado, uma volta é muito fácil”, disse Peter Collignon, professor de doenças infecciosas da Escola de Medicina da Universidade Nacional da Austrália, em Canberra, que aconselhou o país sobre a mitigação do coronavírus.
“Minha preocupação é quando você usa o termo eliminação, as pessoas pensam que acabou e que assim podem voltar às atividades normais e não ter nenhuma restrição.”
A região da Ásia-Pacífico tem conseguido controlar surtos desenfreados que continuam a atingir os EUA e partes da Europa, mas a persistência da Covid em outros lugares significa que o surto pode voltar em países que eliminaram casos locais, mesmo com restrições nas fronteiras e quarentenas obrigatórias em vigor. O caso de Taiwan foi o de uma mulher que entrou em contato com um piloto de avião que havia chegado recentemente dos EUA, enquanto o surto em Sydney – que também passou meses com apenas algumas infecções locais – pode ter se originado em um trabalhador de hotel de quarentena.
Japão e Coreia do Sul
O retorno da Covid nesses lugares acontece quando outras partes da região, elogiadas pelo controle do coronavírus, também ficam sob pressão com o início do inverno. A Coreia do Sul e o Japão conseguiram manter os casos em um nível administrável durante a maior parte do ano, sem recorrer a lockdowns ou restrições vistas em outros lugares. Agora, registram casos recordes, já que essa estratégia é desafiada pelo cansaço das pessoas na pandemia e maior tempo em ambientes fechados por causa do frio.
Em vez de ter como objetivo a erradicação completa, disse Collignon, pode ser melhor tentar manter os casos em níveis baixos. Dessa forma, diz, é possível manter “a população em geral aderindo ao distanciamento físico, afastada do trabalho quando doente, afastada da família quando doente e usando máscaras, como se houvesse transmissão comunitária”, afirmou.
A crise de coronavírus vai durar outros dois a três anos, de acordo com Collignon, mesmo com a distribuição das vacinas que, segundo ele, provavelmente são mais eficazes na prevenção de doenças na pessoa vacinada do que para evitar a propagação.
“Você pode estar razoavelmente seguro em seu próprio país”, disse. “Mas, assim que viaja, ainda corre um risco.”
Fonte: Money Times
21/12/2020 - O secretário de Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, afirmou neste domingo (20) que uma variação do novo coronavírus, que se espalha mais rapidamente do que outras cepas e levou ao aumento das restrições para os britânicos durante o período do Natal, está "fora de controle".
Hancock disse que a nova variante, que não é, necessariamente, mais perigosa que as anteriores, precisa ser controlada. O Reino Unido elevou as restrições para o Nível 4 em Londres e no sudeste da Inglaterra e restringiu as movimentação em toda a Inglaterra durante o período festivo.
"A única maneira de fazer isso [controlar a mutação] é restringindo os contatos sociais e, essencialmente, especialmente nas áreas de Nível 4 [de restrições], todos precisam se comportar como se pudessem ter o vírus e essa é a maneira que podemos controlá-lo e manter as pessoas seguras ", disse ele.
A Holanda e a Bélgica impuseram proibição de voos para o Reino Unido para tentar conter a disseminação dessa variante da doença. A Holanda proibiu todos os voos de passageiros vindos do Reino Unido já a partir da manhã deste domingo a fim de minimizar "tanto quanto possível" o risco da nova cepa se espalhar no país, de acordo com um comunicado do governo. A proibição de voos permanecerá em vigor até o Ano Novo.
O governo holandês disse que a mesma variante do vírus foi detectada no país em uma amostra de um caso do início de dezembro e que está conduzindo investigações adicionais para determinar se há outros casos relacionados.
Enquanto isso, o primeiro-ministro da Bélgica, Alexander De Croo, disse que o país bloqueará viajantes do Reino Unido por 24 horas na segunda-feira (21) como uma "medida de precaução", embora a proibição possa ser estendida, se necessário.
"Como medida de precaução, decidimos interromper os voos do Reino Unido a partir da meia-noite por um período de 24 horas e, tão importante quanto para o nosso país, fazer o mesmo com o Eurostar (trem) – porque é a via principal pela qual as pessoas do Reino Unido vem ao nosso país", disse ele ao programa de notícias De Zevende Dag, da emissora VRT, afiliada da CNN.
A Itália também Suspendeu os voos com origem no Reino Unido por temor da nova cepa do coronavírus detectada pelo governo britânico.
“A variante da Covid-19, recentemente descoberta em Londres, é preocupante e terá de ser investigada pelos nossos cientistas. Enquanto isso optamos pelo caminho da máxima prudência”, afirmou o ministro da Saúde italiano, Roberto Speranza. Além disso, qualquer pessoa que tenha transitado pelo Reino Unido nos últimos 14 dias também está proibida de entrar na Itália, informou ele no Facebook.
Um porta-voz do Ministério da Saúde esclareceu, no entanto, que os voos que saem da Itália para o Reino Unido não serão afetados, a fim de permitir que as pessoas que vivem lá voltem para casa.
A possibilidade de a Itália restringir os voos do Reino Unido já havia sido adiantada horas antes pelo ministro de Relações Exteriores, Luigi Di Maio, também em publicação no Facebook.
“Como governo temos o dever de proteger os italianos, por isso, depois de notificarmos o governo britânico, com o Ministério da Saúde estamos prestes a assinar a cláusula de suspensão dos voos com a Grã-Bretanha”, afirmou. "A nossa prioridade é proteger a Itália e os nossos compatriotas."
Fonte: CNN Brasil
15/12/2020 - Muitos de nós aguardamos ansiosos para que vacinas eficazes contra o coronavírus nos transportem de volta às nossas vidas pré-Covid-19. Mas muitos cientistas alertam que sua chegada provavelmente não significará descartar nossas máscaras tão cedo.
As vacinas são amplamente consideradas uma das maiores conquistas médicas do mundo moderno.
Todos os anos, elas impedem cerca de 2 a 3 milhões de mortes, ao combater mais de 20 doenças fatais, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Doenças infantis que eram comuns na geração passada são cada vez mais raras hoje. E a varíola, que matou centenas de milhões de pessoas, foi erradicada.
Mas esses sucessos levaram décadas para serem alcançados, e muitos de nós agora esperamos que vacinas eficazes contra o coronavírus tenham resultados semelhantes em um período de tempo radicalmente mais curto.
As notícias de que algumas das vacinas recentemente anunciadas têm uma eficácia acima de 90%, ou seja, cerca de nove em cada dez pessoas que as recebam estariam protegidas contra a Covid-19, levaram muitos a acreditar que em breve poderíamos estar abandonando o distanciamento social e descartando nossas máscaras faciais.
Nos EUA e no Reino Unido, onde a aprovação regulatória para as vacinas já foi dada e programas de vacinação em massa estão sendo planejados, alguns até sugeriram que a vida poderia voltar ao normal no início de 2021.
Mas muitos cientistas e especialistas em saúde global estão alertando que as vacinas, com suprimentos iniciais limitados e distribuição a grupos selecionados, embora protegendo grupos vulneráveis e profissionais de saúde da linha de frente, provavelmente não nos transportarão de volta ao nosso antigo modo de vida tão cedo.
Foi o que disse o próprio diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus.
"Uma vacina irá complementar as outras ferramentas que temos, não substituí-las", disse ele. "Uma vacina por si só não vai acabar com a pandemia."
Uma explicação para essa lacuna de expectativas, entre o otimismo de alguns políticos e do público, por um lado, e a hesitação de muitos profissionais da ciência por outro, poderia ser, em parte, a falta de compreensão de quão grande é a missão de obter vacinas suficientes para um número considerável de pessoas.
O que muitos de nós talvez não percebam é que, quando falamos de doenças infecciosas (aquelas que passam de pessoa para pessoa), para proteger verdadeiramente a todos, precisamos vacinar em grande número.
Leia o texto completo através do link abaixo:
Fonte: G1
09/12/2020 - O governo de Pernambuco informou, nesta terça (8), após reunião no Ministério da Saúde, que mantém a determinação de seguir o Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a Covid-19. Além disso, o estado deve iniciar a vacinação após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Pela manhã, o governador Paulo Câmara (PSB) e outros governadores do país estiveram reunidos com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para discutir o Programa Nacional de Imunização.
Em Pernambuco, até esta terça, ainda não havia sido determinada a data do início da vacinação. A Secretaria de Imprensa de Pernambuco informou que o governo voltou a cobrar a implantação do Plano Nacional de Imunização.
A determinação de seguir o plano nacional já havia sido mencionada pelo secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, em uma coletiva de imprensa na quinta-feira (3).
"Tão logo esteja disponível uma vacina aprovada pela Anvisa, que nós estejamos em condições de fazer a aplicação. Nós acreditamos que não vai prevalecer o poder econômico ou qualquer outro tipo de articulação em detrimento do programa nacional de imunizações, respeitando todos os brasileiros que inicialmente tenham necessidade de aplicação", disse Longo, na ocasião.
Por meio de nota, divulgada após o encontro com o ministro, o governo de Pernambuco informou que, na reunião com Pazuello nesta terça (8), Câmara mencionou a “falta de coordenação nacional do enfrentamento ao coronavírus no início de pandemia” e disse que “isso não pode acontecer de novo com relação às vacinas”.
Antes do encontro, ao ser questionado se os governadores dos estados brasileiros consideram comprar vacina contra a Covid-19 sem registro da Anvisa, mas com aval de agências de outros países, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) apontou que a lei permite.
"Tem que avaliar caso a caso e a própria legislação aprovada esse ano já prevê essas cooperações entre as agências reguladoras no mundo todo. Então, cabe também ao país ter essa condição de unidade”, afirmou.
De acordo com a lei 14.006, publicada no Diário Oficial da União do dia 29 de maio de 2020 e assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, há "autorização excepcional e temporária para a importação e distribuição de quaisquer materiais, medicamentos, equipamentos e insumos da área de saúde sujeitos à vigilância sanitária sem registro na Anvisa considerados essenciais para auxiliar no combate à pandemia do coronavírus".
É preciso, no entanto, que o material tenha registro em pelo menos uma das autoridades estrangeiras como a Food and Drug Administration (FDA), European Medicines Agency (EMA), Pharmaceuticals and Medical Devices Agency (PMDA) e National Medical Products Administration (NMPA).
“Nós precisamos é que haja coordenação nacional, a unidade e ver as oportunidades. Onde tiver vacina que tenha eficácia, que tenha registro, verifique se esse registro está adequado com a normas brasileiras e vamos vacinar a população", disse o governador de Pernambuco.
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, previu nesta terça-feira (8), em reunião com governadores, que a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca tenha o registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim de fevereiro (veja vídeo acima).
O governo destinou R$ 1,99 bilhão para o Ministério da Saúde viabilizar a produção e/ou a aquisição de 100 milhões de doses da chamada vacina de Oxford.
De acordo com Pazuello, a vacina de Oxford está na etapa de conclusão da fase 3 dos testes. Em seguida, o processo deve ser submetido à Anvisa, que avaliará se pode conceder o registro. Segundo o ministro, esses documentos devem ser enviados à agência até o fim deste mês.
Fonte: G1
01/12/2020 - Mais 565 casos do novo coronavírus e sete óbitos causados pela Covid-19 foram confirmados no estado nesta segunda-feira (30). De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), Pernambuco tem 182.406 infectados e 9.037 mortes devido à doença, números que começaram a ser registrados em março, no início da pandemia .
Do total de novos casos confirmados nesta segunda-feira (30), 14 são de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 551 são leves, de pessoas infectadas que não precisaram ser internadas ou que descobriram que tiveram a Covid-19 depois de curadas.
Com esses novos registros, Pernambuco totalizou 28.013 graves e 154.393 leves. Há casos de coronavírus confirmados em todos os 184 municípios de Pernambuco e no arquipélago de Fernando de Noronha. Além disso, o boletim registra um total de 161.569 pacientes recuperados da doença. Destes, 17.882 eram pacientes graves, que necessitaram de internamento hospitalar, e 143.687 eram casos leves.
As sete mortes confirmadas nesta segunda-feira (30) ocorreram entre o dia 8 de setembro e o domingo (29). Foram quatro mulheres e três homens. As novas mortes são de moradores dos municípios de Bom Conselho (1), Caruaru (1), Chã Grande (1), Igarassu (1), Jaboatão dos Guararapes (2) e Paulista (1).
Os pacientes tinham idades entre 44 e 85 anos. As faixas etárias são: 40 a 49 (1), 70 a 79 (3) e 80 ou mais (3). Do total, 4 tinham doenças pré-existentes: doença renal (1), diabetes (1), hipertensão (1), doença respiratória (1) e doença cardiovascular (1) - um paciente pode ter mais de uma comorbidade. Os demais estão em investigação.
A ocupação média de leitos dedicados à Covid-19 é de 75%, sendo de 84% a ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e 66% de leitos de enfermaria. Foram feitos, desde março até esta segunda-feira (30), 761.466 testes para detecção do novo coronavírus.
Fonte: G1
23/11/2020 - Pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) descobriram a presença do coronavírus em dois cães de Curitiba. Um da raça buldogue francês e outro sem raça definida. Segundo a instituição, estes são os primeiros casos identificados no Brasil em um estudo que analisou amostras de cães e gatos em cinco capitais. A pesquisa recrutou tutores que testaram positivo para coronavírus e apontou que os animais podem se infectar, mas isso não se equivale a dizer que eles têm a doença ou são transmissores.
De acordo com o estudo, o primeiro caso foi de um macho, adulto, da raça buldogue francês, cujo tutor, de Curitiba, testou positivo para Covid-19 no teste RT-PCR na última semana. Segundo o tutor, o cão teve uma discreta secreção nasal. O animal e ele dormem na mesma cama. Em um segundo teste, o tutor negativou, mas o cão estava positivo, já com uma quantidade pequena de vírus no organismo. No segundo teste realizado com o buldogue no dia seguinte, o animal também deu negativo.
O segundo caso trata-se de um cão macho, também adulto, cuja tutora testou positivo para coronavírus. Segundo seu relato dela à equipe de pesquisa, seus quatro cães, que dormem na cama com ela, tiveram discretos episódios de espirros. Todos os moradores humanos da casa testaram positivo e, dentre os quatro cães, apenas um confirmou a presença do vírus.
Para o professor Alexander Biondo, coordenador do estudo, os dados serão registrados junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Todas as amostras estão sendo enviadas para confirmação no TECSA Laboratório Animal, para que sejam testadas em outro laboratório de referência. Apesar dos primeiros resultados positivos, não existe nenhum caso confirmado de cães e gatos transmissores do vírus ou com registro da doença Covid-19.
Além de Curitiba, o projeto é realizado em Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Recife (PE), São Paulo (SP) e Cuiabá (MT). Serão dois momentos de avaliação, com amostras biológicas coletadas com intervalo médio de sete dias, entre animais cujo tutor esteja em isolamento domiciliar, com diagnóstico laboratorial confirmado por RT-PCR ou resposta imunológica apenas por IgM.
Fonte: Gazeta do Povo - Paraná
10/11/2020 - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu nesta segunda-feira, 9, os testes da vacina Coronavac, testada contra o novo coronavírus, após o registro de evento adverso grave. O órgão federal não detalhou qual foi o problema registrado com o imunizante, desenvolvido pelo Instituto Butantã em parceria com o laboratório chinês Sinovac. O produto está em fase três de testes.
"O evento ocorrido no dia 29/10 foi comunicado à Anvisa, que decidiu interromper o estudo para avaliar os dados observados até o momento e julgar sobre o risco/benefício da continuidade do estudo", disse a Anvisa em nota.
Segundo a agência reguladora, a interrupção é prevista pelas normativas da Anvisa e faz parte dos procedimentos de boas práticas clínicas esperadas para estudos clínicos conduzidos no Brasil.
"Com a interrupção do estudo, nenhum novo voluntário poderá ser vacinado", disse a Anvisa, acrescentando que os dados sobre voluntários de pesquisas clínicas devem ser mantidos em sigilo, em conformidade com princípios de confidencialidade, dignidade humana e proteção dos participantes.
"A Anvisa mantém o compromisso com o Estado brasileiro de atuar em prol dos interesses da saúde pública", afirmou.
Segundo a Anvisa, são considerados eventos adversos graves: óbito; evento adverso potencialmente fatal (aquele que, na opinião do notificante, coloca o indivíduo sob risco imediato de morte devido ao evento adverso ocorrido); incapacidade/invalidez persistente ou significativa; evento que exige internação hospitalar do paciente ou prolonga internação; anomalia congênita ou defeito de nascimento; qualquer suspeita de transmissão de agente infeccioso por meio de um dispositivo médico; evento clinicamente significante.
Fonte: Terra Notícias
03/11/2020 - No momento que eu começava a escrever esta coluna, o primeiro-ministro do Reino Unido concedia uma entrevista coletiva para anunciar a decretação de um lockdown nacional, segundo ele, como último recurso para tentar deter o progresso da segunda onda de covid-19 que tomou de assalto o país e todo continente europeu. O anúncio, feito com duas semanas de atraso em relação ao alerta original emitido pelo comitê científico do país —conhecido pela sigla SAGE—, marcou uma mudança de 180 graus na posição oficial do governo conservador britânico, que desde o início da pandemia vem sofrendo toda sorte de críticas da mídia local, da comunidade científica e da população pelas falhas monumentais no manejo da crise sanitária no país.
Ao anunciar a reversão da sua posição original contrária à medida, Boris Johnson informou aos britânicos que não havia outra alternativa neste momento a não ser a reinstituição do mesmo tipo de isolamento social rígido, já usado pelo Reino Unido em março passado, para que o país evitasse que a segunda onda da pandemia fosse ainda pior que a primeira. Algumas horas depois desse pronunciamento, os detalhes mais lúgubres, apresentados pelos cientistas do SAGE ao até então relutante primeiro-ministro do que poderia acontecer caso Johnson não realizasse este cavalo de pau político e mudasse de rumo radicalmente, começaram a vazar na imprensa britânica. Na sua edição de domingo, o jornal britânico The Guardian reportou que ao tomar conta que, se um novo lockdown não fosse instituído imediatamente, o país provavelmente teria que converter arenas de patinação no gelo em morgues de emergência para conseguir dar conta do número massivo de fatalidades, além de utilizar o uso de guardas armados nas portas de hospitais públicos que, totalmente sobrecarregados com pacientes e carências de toda sorte, teriam que rejeitar a admissão de novos pacientes à força. Confrontado com este cenário apocalíptico, Johnson finalmente capitulou e se rendeu às recomendações do seu comitê científico e anunciou um lockdown nacional.
Quase que em paralelo, do outro lado do Oceano Atlântico, o cientista mais renomado da força tarefa científica da Casa Branca, o doutor Anthony Fauci, diretor-geral, há 36 anos, do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas e Alergia do governo dos Estados Unidos, e que algumas semanas atrás havia previsto que os EUA atingiriam a marca de 100.000 novos casos diários de covid-19 ainda em outubro, emitiu o seu próprio alerta, numa entrevista ao jornal Washington Post. Segundo ele, os EUA vão sofrer profundamente durante os meses de outono e de inverno com a covid-19 e, muito provavelmente, devido a um aumento considerável de casos, hospitalizações e mortes por todo país.
Exatamente duas semanas atrás, eu usei as minhas redes sociais para alertar sobre a possibilidade de que, tanto a segunda onda europeia, como o novo crescimento descontrolado dos casos nos EUA, poderiam contribuir para o surgimento de uma segunda onda de covid-19 no Brasil nos próximos meses. Somadas as aglomerações produzidas pelo relaxamento das medidas de isolamento social em todo país, bem como pela campanha eleitoral e os dois turnos das eleições e as festas de final de ano, uma segunda onda de casos de covid-19 poderia atingir em cheio o Brasil a partir dos seus aeroportos internacionais, nos primeiros meses de 2021. Alguns dias depois, o Boletim 12 do Comitê Científico de Combate ao Coronavírus (C4) do Consórcio Nordeste colocou com destaque a sua preocupação com a possibilidade de uma segunda onda de covid-19 no Brasil, identificando os aeroportos internacionais brasileiros como uma enorme vulnerabilidade do país. Este alerta se justifica plenamente uma vez que o espaço aéreo brasileiro internacional permanece aberto neste momento e nenhum protocolo de segurança padronizado tem sido aplicado aos viajantes que chegam ao Brasil, advindos da Europa e dos EUA.
Como é de conhecimento notório que a pandemia de covid-19 chegou ao Brasil no final de fevereiro passado a partir dos nossos aeroportos internacionais, que permaneceram abertos por mais 30 dias, até o final de março, num dos erros mais crassos do manejo da crise perpetrado pelo Governo Federal, o alarme com grande antecedência feito pelo C4 aos governantes do Nordeste brasileiro é necessário para que não só nesta região, mas em todo o país, as autoridades federais tomem as devidas precauções. Estas deveriam incluir não só exigência de comprovante de teste negativo para covid-19, realizado recentemente pelo viajante que chega ao Brasil, como oferta de testagem nos aeroportos e exigência de quarentena de pelo menos 14 dias aos que não pudessem comprovar não estarem infectados com o SARS-CoV-2. No limite, o Brasil já deveria começar a preparar um plano de contingência que incluísse o fechamento do espaço aéreo internacional, caso viajantes infectados provenientes da Europa e EUA fossem identificados nos nossos aeroportos.
Tomados de surpresa com este alarme, alguns gestores responderam ao alerta do Boletim 12 do C4 indicando que os dados atuais não sugerem qualquer risco de uma segunda onda. Todavia, em menos de uma semana este argumento foi por terra abaixo, como mostrou a reportagem de Beatriz Jucá no EL PAÍS. Usando os dados de internação hospitalar por síndrome respiratória aguda grave (a vasta maioria das quais representando casos de covid-19), produzidos pelo grupo de pesquisadores do Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro, o artigo relatou que sete capitais brasileiras (Aracaju, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa, Macapá, Maceió e Salvador) já exibem claros sinais de crescimento no número de pessoas infectadas nas últimas semanas. Somam-se a estas três outras, Belém, São Luís e São Paulo, que exibiram sinais moderados de crescimento. Apesar destes números não caracterizarem ainda uma segunda onda da pandemia, todos os sinais de problemas futuros estão se materializando no horizonte brasileiro.
Resta saber se, desta vez, o Governo Federal vai se mexer no tempo certo para reabastecer o país com tudo que faltou na primeira onda da pandemia, desde testagem em massa, equipamentos de proteção, máscaras, medicamentos básicos, até a definição de uma mensagem coerente, unificada e transparente para todo o país, ou, ao invés, repetir os mesmos erros primários que nos levaram a maior tragédia humana da história do país, representada por mais de 160.000 mortes em pouco mais de oito meses de pandemia.
No Grupo Escolar Napoleão de Carvalho Freire, onde eu estudei, se dizia que errar uma vez é possível, mas persistir no erro é pura burrice. Infelizmente, eu temo já saber de antemão qual será a atitude do Governo brasileiro em mais esta encruzilhada da pandemia de covid-19. E, neste caso, burrice é o termo mais leve que vem à minha mente para caracterizar uma eventual repetição, em 2021, da tragédia já vivida pelo país em 2020, mesmo depois de o alerta ter sido feito com grande antecedência por um comitê científico de porte como é o C4. Os governantes brasileiros só precisam atentar nas próximos semanas e meses o que vai acontecer no Reino Unido, e com a carreira de Boris Johnson, para terem uma clara medida do enorme preço humano e político que se paga ao se ignorar, uma vez mais, os alertas da ciência nestes trágicos e incertos tempos de pandemia.
Fonte: El País
26/10/2020 - O sangue de milhares de pessoas acaba de anunciar boas notícias em uma das frentes mais cruciais na guerra contra o novo coronavírus: a imunidade natural. Desde o começo da pandemia, uma das perguntas mais urgentes foi qual era a eficácia da imunidade adquirida por um indivíduo após superar a infecção e, sobretudo, quanto tempo ela dura. É uma pergunta angustiante, porque, para respondê-la, é preciso esperar, apesar da urgência pandêmica. O mesmo aconteceu com a SARS em 2002: no princípio, se duvidava de que houvesse imunidade duradoura. Hoje sabemos que quem passou pelo vírus continuava tendo anticorpos 12 anos depois.
Nos últimos dias foram publicados casos de algumas poucas pessoas reinfectadas pelo SARS-CoV-2, incluídas algumas que sofreram uma forma mais grave da doença na segunda vez. Os anticorpos são proteínas do sistema imunológico que se unem ao vírus e impedem que este infecte mais células. Vários estudos de meses atrás mostravam que os anticorpos decaem poucos meses depois da infecção em pessoas com a doença em forma leve. Sendo assim, quem superou a primeira infecção está protegido?
Segundo os dados de um dos maiores estudos feitos até agora sobre o assunto, o mais provável é que sim; e essa proteção mediada por anticorpos dura pelo menos sete meses.
“Nosso estudo demonstra que é possível gerar imunidade duradoura contra este vírus”, afirma Deepta Bhattacharya pesquisador do Centro de Câncer da Universidade do Arizona (EUA) e coautor do trabalho, que será publicado na revista Immunity. “Nas infecções moderadas que analisamos a resposta de anticorpos parece bastante convencional; os níveis destas proteínas sobem no princípio e depois caem, mas depois se estabilizam”, acrescenta. As reinfecções, observa, são casos “excepcionais”.
Quando o SARS-CoV-2 entra em nosso organismo, tem início uma complexa resposta do sistema imunológico que demora umas duas semanas para ser concluída e envolve milhões de células de todo o organismo. Algumas delas são sofisticadíssimas: são capazes de recordar para sempre um agente patogênico que tiverem conhecido e de desenvolver as armas moleculares necessárias para destrui-lo, incluindo diferentes tipos de anticorpos de grande potência.
O estudo do Arizona surge de uma campanha maciça de testes com participação de 30.000 pessoas. O trabalho se centrou nos dados de quase 6.000 dessas pessoas e analisou a produção de anticorpos neutralizantes em mais de 1.000.
A prevalência de infecções é baixa, então foram detectadas apenas 200 pessoas que tinham passado pela infecção e produzido anticorpos neutralizantes, explica Bhattacharya. O máximo que a equipe conseguiu retroceder no tempo para ver quanto duram os anticorpos são esses sete meses, pois a epidemia de coronavírus chegou relativamente tarde a esse Estado norte-americano. “Só pudemos analisar seis pessoas que se infectaram entre cinco e sete meses atrás, mas temos muitas outras que se infectaram entre três e cinco meses atrás. Não temos uma bola de cristal para saber quanto duram os anticorpos, mas, com base no que sabemos de outros coronavírus, esperamos que a reação imunológica se mantenha durante pelo menos um ano, e provavelmente muito mais”, explica Bhattacharya.
A equipe dos EUA acredita que os dados preliminares que apontavam para uma rápida redução dos anticorpos se devem ao fato de que foi analisado um tipo de célula do plasma sanguíneo que é o primeiro a socorrer quando ocorre uma infecção, mas que tem vida curta. São células capazes de segregar anticorpos não muito específicos, como os IgM. Algum tempo depois, entra em cena um segundo tipo de células sanguíneas mais longevas, que vão aos centros germinais, espécies de quartéis-generais da imunidade, localizados nos gânglios e no baço, onde recebem antígenos do novo vírus. Estes lhes permitem identificar o agente patogênico com muito mais precisão e desenvolver anticorpos muito mais específicos, os famosos IgG.
No meio desta segunda onda de anticorpos, há uma tropa de elite voltada contra a proteína que diferencia o novo coronavírus de outros de sua classe: a espícula. Essa protuberância pontiaguda, que se destaca no envoltório de gordura do vírus, serve para se encaixar no receptor das células humanas e abri-las; uma vez feita a invasão, o vírus se apropriar do maquinário biológico da célula anfitriã e começar a se reproduzir desenfreadamente. Isto representa o início de uma infecção, com sintomas ou não. Numa minoria de casos, a entrada do vírus gera uma reação desproporcional do sistema imunológico, que pode acabar provocando a morte.
A equipe do Arizona analisou dois destes anticorpos capazes de se unirem a diferentes regiões da espícula e bloquear sua entrada nas células. Esses anticorpos demonstraram no laboratório que têm o poder de frear a expansão do vírus de uma forma muito mais efetiva que os que atacam a proteína N (nucleocapsídeo), situada no interior do agente patogênico ―uma estratégia para proteger seu genoma e facilitar sua cópia após a entrada na célula.
Na Espanha, um estudo sorológico mostrou que os anticorpos contra o coronavírus decaíam aproximadamente três meses depois da infecção em 4 de cada 10 infectados com sintomas leves. O mesmo aconteceu em outros estudos em outros países. O problema, argumentam agora os pesquisadores norte-americanos, é que esses estudos mediram apenas anticorpos contra a proteína N. Em seu trabalho mostram que os anticorpos contra a espícula e a parte desta que entra em contato com as células humanas (RBD) são muito mais duradouros.
A ausência deste tipo de anticorpos duradouros pode explicar os casos mortais de covid-19, conforme mostra um recente estudo coordenado por dois dos melhores hospitais de Boston (EUA). Os pacientes que acabam falecendo não geram corpos germinais e, portanto, não chegam a produzir anticorpos neutralizantes especializados, conforme demonstrou a análise de 17 pacientes de covid-19 muito graves, incluindo 11 mortos cujos baços e gânglios foram analisados em autópsias. Sem esta tropa de elite, a reação imunológica dá errado e o corpo começa a gerar uma cascata de proteínas inflamatórias que levam ao óbito.
Estas descobertas têm importantes implicações para a eficácia das vacinas. A maioria das mais avançadas se baseia em gerar imunidade contra várias partes da espícula do vírus. “Há alguns casos em que a resposta imunológica gerada pela vacina é superior à da infecção normal, como a do papiloma humano, mas em geral a eficácia das vacinas é maior quando o próprio sistema imunológico é capaz de varrer o vírus por si só. Acredito que várias das vacinas mais avançadas serão efetivas, só falta esperar que acabem os ensaios e analisemos detalhadamente os dados de segurança”, conclui Bhattacharya.
Desde o começo da pandemia, quase 30 milhões de pessoas superaram a infecção graças a seu sistema imunológico. “Com os estudos acumulados até agora, o lógico é pensar que nossa resposta imunológica contra o coronavírus nos protege”, opina Marcos López, presidente da Sociedade Espanhola de Imunologia. “Embora haja reinfecções, estas são pontuais e em alguns casos de reinfecção não foi feito um estudo prévio para saber se na primeira infecção não houve uma reação imunológica adequada”, ressalta.
O trabalho dos EUA põe em xeque a utilidade de alguns testes de anticorpos comerciais, explica Carmen Cámara, imunologista do hospital La Paz, em Madri. “Os testes que só avaliam os anticorpos contra a proteína N, como o do laboratório Abbott, podem estar dando negativo quando ainda restam anticorpos neutralizantes contra a proteína S [a espícula]”, ressalta.
Fonte: El País
19/10/2020 - Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) encontraram o novo coronavírus em cérebros de pacientes mortos pela doença, além de alterações morfológicas – que se referem à forma e à estrutura – no cérebro de pessoas com quadros moderados de covid-19. O resultado deve ajudar em tratamentos mais efetivos de pacientes de covid-19 que apresentam sintomas neurológicos, como anosmia, confusão mental, convulsões e zumbido no ouvido.
“O que identificamos agora é que o vírus é sim capaz de chegar no sistema nervoso central, no cérebro. Não só detectamos o vírus no cérebro de pessoas que morreram com a covid-19 – coletamos os cérebros delas post mortem -, mas nós fizemos também análises de imagem, escaneamos os cérebros de pacientes com covid-19 moderada e alterações significativas foram observadas”, disse o professor de bioquímica da Unicamp, Daniel Martins-de-Souza, coordenador da pesquisa. O estudo foi divulgado essa semana, em plataforma preprint, ainda sem revisão por pares.
Ele ressalta que até o momento não existem evidências disso na literatura, apesar de alguns pacientes apresentarem sintomas neurológicos. “Esse é um estudo feito com centenas de pacientes moderados, não são nem pacientes graves, e que demonstra que as alterações morfológicas estão correlacionadas com a covid-19”, disse. Segundo ele, as consequências nos pacientes ainda estão sendo observadas porque a covid-19 é uma doença nova. “Não deu tempo de vermos o que vai acontecer no longo prazo, mas fato é que pessoas já curadas ainda tem queixas de sintomas neurológicos mesmo depois de o vírus já ter saído do corpo”.
Os pesquisadores já haviam comprovado em testes in vitro que o novo coronavírus era capaz de infectar os neurônios. No entanto, em testes em humanos, eles identificaram a presença do vírus em uma outra célula do cérebro, chamada astrócito.
“Vimos que o vírus está no cérebro de algumas das pessoas que morreram de covid-19, não tanto nos neurônios, mas em uma outra célula que chama astrócito. Esta é uma célula que auxilia os neurônios a se comunicarem. No laboratório, fizemos um experimento mostrando que os astrócitos infectados podem produzir substâncias que matam neurônios e essa pode ser a causa de a gente ver aquelas alterações nas imagens do cérebro [de pessoas vivas infectadas]”, explicou.
O pesquisador afirma que essas informações são a primeira pista para que se tenha tratamentos mais efetivos especialmente para aqueles pacientes que tiveram acometimentos neurológicos. “Nem todos vão ter [sintomas neurológicos], uma média de 30% a 35% são os que têm esses sintomas. Para esses, é bom saber que os sintomas podem sim ser derivados de infecção no cérebro”.
Martins-de-Souza explicou que o que se acreditava até agora é que os sintomas neurológicos eram causados apenas por uma infecção sistêmica. “Pensava-se até aqui que os sintomas neurológicos seriam uma consequência de inflamação em outros lugares – como o pulmão – e que afetava secundariamente o cérebro. Mas aqui vemos que isso [sintomas neurológicos] pode acontecer também porque o vírus chega sim ao cérebro”, disse.
Além desses resultados, os pesquisadores vão continuar as investigações para entender melhor o papel dos vírus dentro dos astrócitos, as consequências disso no longo prazo, além de uma questão que Martins-de-Souza considera essencial: como é que o vírus chega no cérebro.
Fonte: Istoé
13/10/2020 - Em 1968, no auge da última grande pandemia de gripe, pelo menos um milhão de pessoas morreram em todo o mundo, incluindo 100.000 americanos. Naquele ano A.M.M. Payne, professor de epidemiologia da Universidade de Yale, escreveu:
Na conquista do Monte Everest, qualquer coisa abaixo de 100% de sucesso é um fracasso, mas na maioria das doenças transmissíveis não nos deparamos com o alcance de tais objetivos absolutos, mas sim com a tentativa de reduzir o problema a níveis toleráveis, o mais rápido possível, dentro de os limites dos recursos disponíveis ...
Essa mensagem vale a pena repetir porque o cisma entre aqueles que buscam “metas absolutas” e aqueles que buscam “níveis toleráveis” é muito evidente na atual pandemia. Em 21 de setembro, o BMJ relatou que a opinião entre os cientistas do Reino Unido está dividida quanto a se é melhor se concentrar em proteger aqueles com maior risco de COVID grave ou impor o bloqueio para todos.
Um grupo de 40 cientistas escreveu uma carta aos diretores médicos do Reino Unido sugerindo que eles deveriam ter como objetivo “suprimir o vírus em toda a população”.
Em outra carta, um grupo de 28 cientistas sugeriu que “a grande variação no risco por idade e estado de saúde sugere que os danos causados por políticas uniformes (que se aplicam a todas as pessoas) superarão os benefícios”. Em vez disso, eles pediram uma “abordagem direcionada e baseada em evidências para a resposta política do COVID-19”. Uma semana depois, o escritor de ciência Stephen Buranyi escreveu um artigo para o Guardian argumentando que as posições na carta com 28 autores representam as de uma pequena minoria de cientistas. “O consenso científico avassalador ainda reside em um bloqueio geral”, afirmou. Poucos dias depois, mais de 60 médicos escreveram outra carta dizendo: “Estamos preocupados, devido aos dados acumulados e à experiência do mundo real, que a resposta de uma via única ameaça mais vidas e meios de subsistência do que as vidas salvas de Covid.
Este vai e vem, sem dúvida, vai continuar por algum tempo ainda, embora os envolvidos vão começar a ver as visões e opiniões científicas opostas como um presente e uma oportunidade de ser cético e aprender, ao invés de um “campo rival”.
O consenso científico leva tempo
Existem questões, como o aquecimento global, em que existe consenso científico. Mas os consensos levam décadas e a COVID-19 é uma doença nova. Os experimentos não controlados de bloqueio ainda estão em andamento e os custos e benefícios de longo prazo ainda não são conhecidos. Duvido muito que a maioria dos cientistas no Reino Unido tenha uma opinião definida sobre se os jardins dos pubs ou os campi das universidades devem ser fechados ou não. As pessoas com quem converso têm uma variedade de opiniões: desde aqueles que aceitam que a doença agora é endêmica, até aqueles que se perguntam se ela ainda pode ser erradicada.
Alguns sugerem que qualquer epidemiologista que não segue uma linha em particular é suspeito ou não fez modelagem suficiente e que suas opiniões não devem ter muito peso. Eles passam a rejeitar as opiniões de outros cientistas e acadêmicos não-cientistas como irrelevantes. Mas a ciência não é um dogma e os pontos de vista muitas vezes precisam ser modificados à luz do aumento do conhecimento e da experiência. Eu sou um geógrafo, então estou acostumado a ver esses jogos de hierarquia acadêmica jogados acima de mim, mas me preocupo quando as pessoas recorrem a insultar seus colegas em vez de admitir que o conhecimento e as circunstâncias mudaram e uma reavaliação é necessária.
Um cálculo sombrio
A cura é pior do que a doença? Essa é a pergunta que atualmente nos divide, então vale a pena pensar em como ela pode ser respondida. Teríamos que saber quantas pessoas morreriam de outras causas, por exemplo, de suicídio (incluindo suicídios de crianças) que não teriam ocorrido de outra forma, ou doença hepática pelo aumento do consumo de álcool, de cânceres que não foram diagnosticados ou tratados, para determinar o ponto em que políticas específicas estavam tirando mais vidas do que salvando. E então que valor você deve atribuir a essas vidas perdidas ou danificadas em comparação com as consequências econômicas?
Não vivemos em um mundo perfeito com dados perfeitos. Para as crianças, para as quais o risco de morte por COVID é quase zero e os riscos de efeitos a longo prazo são considerados muito baixos, é mais fácil pesar os efeitos negativos de não ir à escola ou de ficar preso em famílias com aumento da violência doméstica.
Para estudantes universitários, em sua maioria jovens, um conjunto semelhante de cálculos pode ser feito, incluindo estimar o “custo” de ter a infecção agora, versus o custo de tê-la mais tarde, possivelmente quando o estudante estiver com seus parentes mais velhos no Natal. Com pessoas mais velhas, porém, o cálculo - mesmo em um mundo perfeito - se tornaria cada vez mais complexo. Quando você está muito velho e tem muito pouco tempo, quais riscos você estaria disposto a correr? Um homem idoso afirmou: “Não vale a pena desistir de nenhum prazer por mais dois anos em um lar geriátrico em Weston-super-Mare.”
Um artigo recente, publicado na Nature, sugere que mesmo em Hong Kong, onde a adesão ao uso de máscara tem sido superior a 98% desde fevereiro, a eliminação local de COVID não é possível. Se não for possível lá, pode não ser possível em qualquer lugar.
No lado positivo, em outros lugares, os idosos foram protegidos mesmo quando as taxas de transmissão são altas e os recursos gerais são baixos. Na Índia, um estudo recente descobriu que “é plausível que pedidos rigorosos de permanência em casa para adultos indianos mais velhos, juntamente com a entrega de itens essenciais por meio de programas de bem-estar social e interações regulares com profissionais de saúde da comunidade, contribuíram para diminuir a exposição à infecção nesta idade grupo em Tamil Nadu e Andhra Pradesh. ”
No entanto, minimizar a mortalidade não é o único objetivo. Para aqueles que não morrem, o resultado ainda pode ser uma debilidade prolongada e grave. Isso também deve ser levado em consideração. Mas, a menos que você tenha certeza de que uma determinada medida de bloqueio fará mais bem do que mal, na rodada, você não deve fazê-lo. Em 1970, pouco antes de se tornar reitor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, C.E. Gordon Smith escreveu:
"O pré-requisito essencial de todas as boas medidas de saúde pública é que estimativas cuidadosas devem ser feitas de suas vantagens e desvantagens, tanto para o indivíduo quanto para a comunidade, e que elas devem ser implementadas apenas quando houver um equilíbrio significativo de vantagens. Em geral, essa ética tem sido uma base sólida para a decisão na maioria das situações anteriores no mundo desenvolvido, embora, ao contemplarmos o controle de doenças mais leves, considerações bastante diferentes, como a conveniência ou produtividade da indústria, estejam sendo trazidas para essas avaliações."
As crenças atuais sobre onde reside o equilíbrio entre vantagens e desvantagens estão mudando. A retórica dos “campos rivais” precisa acabar. Nenhum indivíduo ou pequeno grupo representa a opinião da maioria.
05/10/2020 - Dois médicos que atuaram na linha de frente da pandemia são os primeiros exemplos documentados cientificamente de reinfecção pela Covid-19 no Recife. O homem de 40 anos e a mulher de 44 anos foram temas de estudo coordenado pelo professor Carlos Brito, da UFPE, que traz evidências de uma segunda infecção nos profissionais, detectada atrás do exame RT-PCR, considerado padrão ouro para novo coronavírus.
A pesquisa foi publicada ontem na revista científica International Medical Case Reports Journal. O médico analisado no estudo apresentou febre e sintomas respiratórios em 10 de abril, recuperando-se dentro de cinco dias. Os sintomas retornaram 44 dias depois, juntamente com perda de olfato e paladar. Um exame RT-PCR foi realizado dois dias após o ressurgimento, confirmando a nova infecção. Já a médica apresentou sintomas em 30 de abril e melhorou em seis dias. Em 24 de maio teve febre e tosse, além de perda de olfato e paladar. Seu exame também deu positivo, denotando novo contágio.
O estudo reforça que os dois pacientes testaram positivo duas vezes, separadas por períodos sem sintomas, e que outros casos de reinfecção têm sido reportados entre profissionais da linha de frente.
Os médicos e outros com possível reinfecção estão agora sendo observados clinicamente, uma vez que a resposta imune ao vírus não está totalmente elucidada, reforçando que é necessário expandir as investigações. "Se o risco de reinfecção for confirmado, essas descobertas serão relevantes do ponto de vista clínico e epidemiológico para definir estratégias de isolamento e desenvolver vacinas”, diz a conclusão do estudo.
Fonte: Diário de Pernambuco
25/09/2020 - O número de vítimas fatais da pandemia do novo coronavírus está prestes a ultrapassar um milhão, muito mais do que as causadas por outros vírus recentes, mas muito menos do que a terrível "gripe espanhola" de um século atrás.
A contagem, que inclui apenas mortes oficialmente registradas, é provisória, uma vez que a pandemia continua. Mas é uma referência para comparar sua devastação com a de outros vírus, atuais e passados.
Vírus do século XXI
O número de mortes causadas pelo Sars-Cov-2 (o vírus responsável pela atual covid-19) excede o de epidemias de vírus que surgiram no século XXI.
Em 2009, a epidemia de gripe A (H1N1), chamada de "suína", foi um alerta pandêmico. Oficialmente, causou 18.500 mortes. Esse saldo foi revisado em alta pela revista médica The Lancet, que estimou entre 151.700 e 575.400 mortes.
A epidemia de SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) foi causada por um vírus que apareceu na China. Foi o primeiro coronavírus a desencadear pânico global, mas no total causou 774 mortes em 2002-2003.
Epidemias gripais
O balanço da covid-19 é frequentemente comparado ao da gripe sazonal. "Em todo o mundo, essas epidemias anuais são responsáveis por cerca de 5 milhões de casos graves e entre 290.000 e 650.000 mortes", segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
No século XX, duas grandes pandemias de gripe causadas por novos vírus (não sazonais), a pandemia de 1957-58 conhecida como gripe asiática e a gripe de Hong Kong de 1968-70, provocaram aproximadamente um milhão de mortes cada, de acordo com contagens retrospectivas, embora pareçam ter sido esquecidas.
Mas aconteceram em um contexto muito diferente de hoje. A globalização tem causado intensas relações econômicas e as pessoas (e, portanto, os vírus) circulam cada vez mais rápido.
Se voltarmos mais atrás no século XX, a grande gripe de 1918-1919, conhecida como gripe "espanhola" (também causada por um novo vírus) foi uma hecatombe: em três "ondas" causou um total estimado de 50 milhões de mortes, segundo dados publicados no início dos anos 2000.
Vírus tropicais
O número de mortos pelo novo coronavírus já é muito maior do que o temível ebola, cujo aparecimento remonta a 1976.
O último surto da "doença do vírus ebola" matou quase 2.300 pessoas na República Democrática do Congo (RDC) entre agosto de 2018 e o final de junho de 2020. Se somarmos todas as epidemias de ebola ao longo dos últimos 40 anos, o vírus causou cerca de 15.000 mortes, todas elas na África. E isso porque o ebola tem uma taxa de mortalidade muito maior que a do coronavírus Sars-Cov-2: cerca de 50% dos doentes morrem e em algumas epidemias chega a 90%, segundo a OMS.
Mas esse vírus é menos contagioso do que outras doenças virais: é transmitido por contato direto e não pelo ar.
Outros vírus tropicais, como dengue ou "gripe tropical", cuja variante mais grave pode causar a morte, também apresentam saldos mais baixos. Esta infecção transmitida pela picada do mosquito progride há 20 anos e causa milhares de mortes anualmente (4.032 em 2015).
Outras epidemias virais
Outro vírus assassino, o HIV-aids, para o qual não há vacina eficaz décadas após seu surgimento, causou muitas mortes entre os anos 1980 e 2000.
Graças à generalização das terapias antirretrovirais, o número anual de pessoas que morrem de aids diminuiu desde o pico de 2004 (1,7 milhão). Em 2019 foram registradas 690.000 mortes, de acordo com o UNAIDS. A aids, que pode ser tratada, mas não tem cura, matou quase 33 milhões de pessoas desde o seu surgimento.
E os vírus das hepatites B e C matam cerca de 1,3 milhão de pessoas por ano, principalmente em países pobres, por cirrose ou câncer de fígado (900.000 mortes por hepatite B e 400.000 por hepatite C).
A principal fonte de dados é a OMS.
Fonte: Folha de Pernambuco
21/09/2020 - Na segunda-feira (21), cerca de oito bairros da cidade do Recife recebem estações itinerantes para orientar a população sobre a covid-19 até sexta-feira (25), das 8h às 16h. As tendas serão montadas pela prefeitura em Alto do Eucalipto, Casa Amarela, Caxangá, Dois Unidos, Imbiribeira, Ibura de Baixo, Santo Amaro e Tejipió.
A ação promovida pela Secretaria Municipal de Saúde do Recife tem como objetivo alertar sobre a Covid-19, principalmente, para pessoas do grupo de risco como idosos, obesos, transplantados, diabéticos ou com algum tipo de enfermidade que possa trazer complicações em caso de contaminação.
Além de montar as estações itinerantes, a secretaria promoverá visitas em casas localizadas em áreas mais carentes da cidade. Para realizar a ação, profissionais das equipes de Saúde da Família e agentes comunitários levarão máscaras, álcool em gel, panfletos específicos e informações para moradores de de mais quatro comunidades.
As estações itinerantes estarão disponíveis segunda (21) à sexta-feira (25), das 8h às 16h, nos seguintes pontos:
Alto do Eucalipto: Na área do estacionamento da USF
Casa Amarela: Bompreço de Casa Amarela
Caxangá: próximo à UBT Olinto de Oliveira
Dois Unidos: ao lado da Igreja Presbiteriana Renovada
Ibura de Baixo: Alto da Bela Vista
Imbiribeira: estação do metrô da Imbiribeira
Santo Amaro: praça do Campo Santo
Tejipió: em frente à Escola Paulo Souza Leal
Comunidades que serão visitadas:
Segunda-feira (21): Córrego do Deodato, em Água Fria.
Terça-feira (22): Comunidade Bom Clima, na Guabiraba
Quarta-feira (23): Comunidade Vila Vintém, no bairro do Parnamirim
Quinta-feira (24): Comunidade Antero Mota e Avilã, na Iputinga
Fonte: Diário de Pernambuco
16/09/2020 - O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, é capaz de invadir o cérebro, podendo provocar uma infecção potencialmente mais grave e letal do que a registrada nos pulmões. A conclusão está em dois trabalhos científicos brasileiros assinados por especialistas da UFRJ, Fiocruz e Instituto D’or, publicados nesta segunda-feira, 14, em plataformas de pré-publicação.
Um terceiro trabalho, da Universidade de Yale, publicado na quarta-feira passada, chega a conclusões semelhantes de forma complementar aos estudos brasileiros.
O principal alvo do coronavírus é o pulmão. Já ficou bem claro, no entanto, que ele também ataca os rins, o fígado, os vasos sanguíneos e o coração, entre outros. Metade dos pacientes apresenta sintomas neurológicos, como confusão mental, anosmia (ausência de olfato), delírio e risco aumentado de AVC, sugerindo que o vírus ataca também o cérebro.
“Nosso laboratório trabalha com o cérebro e o sistema nervoso central. Essa era a pergunta natural de se fazer diante dos relatos médicos”, afirmou o neurocientista Stevens Rehen, da UFRJ e do Instituto D’or, principal autor dos estudos brasileiros, explicando por que resolveu investigar a questão.
O grupo teve acesso aos resultados de uma necropsia feita em uma criança de 1 ano e 2 meses morta por covid. “Essa é a primeira evidência que temos da presença do vírus dentro do cérebro”, constatou Rehen. “Os estragos são óbvios, há uma clara destruição dos tecidos.” O segundo estudo, feito a partir das observações in vitro, não foi capaz de identificar a replicação do vírus Sars-Cov2 dentro das células cerebrais, como o grupo já havia demonstrado com o vírus da zika no passado.
Entretanto, ficou constatada uma ligação do vírus com as células da barreira hematoencefálica – que protege o cérebro contra agentes infecciosos. A forte reação inflamatória causada para a defesa do organismo seria responsável pelas alterações neurológicas encontradas. O estudo da Universidade de Yale, que também foi divulgado em uma plataforma de pré-print, e ainda sem revisão dos pares, chega a uma conclusão um pouco diferente. O grupo de Yale, liderado pela imunologista Akiko Iwasaki, conseguiu flagrar a replicação do vírus nas células.
O grupo americano estudou o tecido cerebral de um adulto morto por covid, um camundongo infectado e também organoides (células cerebrais cultivadas em laboratório). As descobertas são consistentes com observações feitas por outros especialistas, como o brasileiro Alysson Muotri, neurocientista da Universidade da Califórnia, em San Diego, que também trabalha com organoides in vitro. “Poucos dias depois da infecção constatamos uma redução drástica no número de sinapses”, afirmou Muotri, em entrevista ao New York Times. “Não sabemos ainda se isso é reversível ou não.”
As descobertas são também compatíveis com as observações feitas pelos clínicos na linha de frente do tratamento de pacientes com covid-19. “Constatamos que a doença apresenta manifestações neurológicas diferentes do que estávamos acostumados a ver”, afirmou o infectologista Victor Cravo, coordenador das UTIs do grupo Américas Serviços Médicos. “Há, inclusive, uma necessidade diferente de sedação, não só na quantidade, mas no tipo de sedativos usados. Voltamos a usar drogas que já considerávamos ultrapassadas na UTI porque são pacientes muito difíceis de sedar.”
Sistema de infecção
O vírus infecta as células por meio de uma proteína chamada ACE2. Essa proteína aparece em diversas partes do corpo, especialmente nos pulmões. O Sars-Cov2 chega ao cérebro pelo bulbo olfatório, pelos olhos, e pela corrente sanguínea.
*As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Istoé
10/09/2020 - A pandemia de coronavírus fez com que muitos de nós mudássemos nossas vidas para plataformas de tecnologia digital, com empresas como Zoom , Netflix , Amazon , Facebook e Twitter, todos experimentando um forte crescimento, já que grande parte da população mundial se isola.
Ao mesmo tempo, as taxas de depressão e outros problemas de saúde mental dispararam em países como os Estados Unidos e o Reino Unido . Em julho, um estudo da Mental Health America descobriu que "solidão e isolamento" são mais comumente citados como a causa de depressão e ansiedade nos Estados Unidos (em 74% e 65% dos casos, respectivamente).
Essas duas tendências estão relacionadas. À medida que mais pessoas se isolam em casa, mais plataformas digitais testemunham um aumento no número de usuários e clientes. Muitos de nós podem estar tentando suavizar nossos sentimentos de solidão, isolamento e ansiedade migrando para a internet, mas essa migração claramente não está fazendo um bom trabalho na manutenção de nossa saúde mental coletiva. Embora essa possa ser uma declaração óbvia a se fazer, parece que a tecnologia digital e as mídias sociais realmente não são um substituto adequado para a vida real.
Por "vida real", quero dizer o contato humano pessoal e a socialização face a face, que, segundo pesquisas, reduz significativamente o risco de depressão . Em um estudo altamente citado de 2015 publicado no Journal of the American Geriatrics Society, pesquisadores da Oregon Health & Science University descobriram que as pessoas que têm contato social face a face apenas "a cada poucos meses ou menos" tinham quase o dobro do risco de depressão (em comparação com pessoas que se encontram com amigos ou parentes pelo menos três vezes por semana).
Curiosamente, o mesmo artigo descobriu que o contato via telefone ou e-mail basicamente não teve efeito nos níveis de depressão. Seus autores escreveram: "O contato telefônico era o modo mais comum de contato social, mas as taxas de sintomas depressivos permaneceram estáticas em vários níveis de contato telefônico, e as taxas variáveis de sintomas depressivos em todos os níveis de contato escrito ou por e-mail impedem conclusões sobre o assunto tendo um efeito. "
Esses achados foram corroborados pela pandemia de coronavírus.
No Reino Unido, dados publicados em meados de agosto pelo Office for National Statistics revelaram que as taxas de depressão "quase dobraram" durante a pandemia. 19,2% dos adultos britânicos relataram depressão moderada ou grave em junho, em oposição a 9,7% antes da imposição de qualquer bloqueio (entre julho de 2019 e março de 2020).
Nos Estados Unidos, uma pesquisa de agosto dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) descobriu que a "prevalência de sintomas de transtorno de ansiedade foi aproximadamente três vezes" maior em junho do que no segundo trimestre de 2019, passando de 8,1% dos adultos americanos para 25,5%. Ainda mais preocupante, os sintomas de depressão foram quase quatro vezes maiores do que os relatados no segundo trimestre de 2019, tendo aumentado de 6,5% para 24,3%.
Esses picos alarmantes em problemas de saúde mental ocorreram no contexto do uso crescente de mídias sociais e outras plataformas digitais. Graças à pandemia de coronavírus, o Facebook atingiu um recorde de três bilhões de usuários ativos mensais no final de abril (em sua família de plataformas), enquanto o Twitter também relatou um grande salto de 34% em usuários ativos diários no segundo trimestre de 2020.
Mais de nós estão nas redes sociais e outras plataformas digitais enquanto tentamos evitar a propagação ou a captura do coronavírus. No entanto, a julgar pelos picos recentes de depressão e ansiedade, nosso uso da mídia social faz pouco ou nada para responder à nossa necessidade profunda de contato humano significativo face a face.
Reconhecidamente, pode ser ir longe demais esperar que o Facebook, Twitter ou qualquer outra plataforma combata os efeitos psicológicos de uma pandemia global. Muitos de nós podemos temer por nossos empregos, por nossas casas e por nossas vidas, então pode ser irreal pensar que uma rede social ou qualquer outra coisa na Web possa realmente ajudar com essas preocupações.
No entanto, lembre-se de que o estudo da Mental Health America citado acima descobriu que "solidão e isolamento" foram de longe o maior fator nos picos recentes de depressão e ansiedade. Não é possível que o desemprego ou o próprio coronavírus esteja deixando a maioria de nós para baixo, mas sim a nossa incapacidade de socializar e ter um contato significativo com outras pessoas.
Em outras palavras, o Facebook e o Twitter não nos ajudam particularmente a nos socializar e a ter contato significativo com outras pessoas. Isso é o que os dados sugerem. A ' conexão ' que essas plataformas oferecem aparentemente não substitui a conexão pessoal, embora pesquisas anteriores tenham sugerido que o uso frequente do Facebook pode até aumentar os sintomas de depressão e ansiedade.
Se a mídia social e as plataformas digitais não podem ajudar muito quando as pessoas estão sentindo "solidão e isolamento" significativos, então surge uma questão importante: para que servem, realmente?
Bem, eles são ótimos para publicidade , obviamente. E ajudam os políticos a espalhar propaganda . Fora isso, vou deixar você decidir.
Fonte: Forbes (traduzido do inglês)
31/08/2020 - O Brasil atingiu nesta sexta-feira, 28, a menor taxa de mortes pela Covid-19 desde o dia 21 de maio. A média móvel ficou em 887,6 casos, um pouco superior à de 864,9, registrada há mais de três meses....
Com a média móvel, utilizada por VEJA, é possível anular as variações diárias do registro feito pelos órgãos públicos de saúde. A conta é realizada a partir da soma do número de casos e mortes nos últimos sete dias, dividido por sete.
Nos últimos catorze dias, apenas uma vez a média móvel superou a barreira de 1.000 mortos no país (no sábado, 22, quando chegou a 1.002,6), contrariando o que ocorrera em julho, quando a taxa foi superior a esse indicador durante quase todo o mês (ficou abaixo em apenas dois dias).
Para configurar desaceleração na pandemia, é preciso ainda haver uma redução superior a 15% em relação aos 15 dias anteriores. A média atual é 10,6% menor que a registrada nas últimas duas semanas e, portanto, ainda está dentro do intervalo de estabilidade. A taxa de transmissão também precisa estar abaixo de 1. O índice foi alcançado na semana passada, quando chegou a 0,98, mas voltou a subir para 1 nesta semana, com variação de até 1,12, de acordo com dados da Imperial College.
Entretanto, há um forte indício de que o Brasil começa a se distanciar do último pico de mortes da média móvel ocorrida em 25 de julho, quando foram registrados 1.096,7 óbitos, e de que o país possa começar a sair do platô de queda de mortes observado desde o início de junho, em direção à queda na curva.
Fonte: Veja
18/08/2020 - Um estudo conduzido por cientistas suecos mostrou que pessoas que testaram negativo para a covid-19 apresentaram uma célula que tinha uma espécie de memória do novo coronavírus (SARS-CoV-2) e sabia como combatê-lo. Isso aconteceu mesmo sem que elas estivessem produzindo anticorpos contra a doença.
A pesquisa foi realizada com 206 indivíduos com casos leves e severos de covid-19, outros que não foram expostos e familiares expostos ao vírus. Os resultados foram publicados na revista "Cell".
Essas células, chamadas de linfócitos T, são capazes de eliminar o novo coronavírus por uma ação chamada de "citotóxica". "As células T de memória específicas para SARS-CoV-2 provavelmente serão críticas para a proteção imunológica de longo prazo contra covid-19", diz um trecho do estudo.
Foi a primeira vez que pacientes que testaram negativo para a covid nos exames sorológicos (que avalia os anticorpos contra o vírus) apresentaram linfócitos T com a memória do SARS-CoV-2.
Os autores comemoraram o resultado sugerindo que o estudo "sugere que a exposição natural ou infecção deve prevenir episódios recorrentes de covid-19", ao menos por um período de tempo.
Fonte: UOL
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Fonte: Folha UOL
28/07/2020 - Um estudo publicado na revista científica “Nature” conseguiu identificar 21 remédios existentes, usados para tratamentos das mais diferentes doenças, que conseguem impedir a replicação do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no corpo humano.
O grupo de cientistas internacionais ainda detectou que quatro deles funcionam melhor quando usados ao mesmo tempo que o antiviral remdesivir – que vem tendo bons resultados em testes clínicos em hospitais de vários países e que foi criado com o objetivo de combater o ebola. Os estudiosos fizeram testes aprofundados sobre as drogas e analisaram uma das maiores coleções mundiais de medicamentos, com 12 mil moléculas, chamada de ReFrame.
Fazendo uma análise desses componentes, foram individualizados 100 com atividades antivirais consagradas em testes laboratoriais. Desses, 21 apresentaram eficácia no bloqueio da reprodução do Sars-CoV-2 em doses com concentrações seguras para uso dos pacientes.
Em particular, os pesquisadores apontaram para os bons resultados de quatro drogas que foram aplicadas com o remdesivir: clofazimina, usada no tratamento da hanseníase; hanfangchin A, que tem como princípio ativo a tetrandina e que combate doenças como silicone pulmonar, cirrose hepática e artrite reumatoide e que foi testada contra o ebola; apilimod, utilizada para doenças autoimunes e em testes contra o câncer; e ONO 5334, testada para artrite reumatoide.
Segundo o diretor do Programa de Imunidade e Patogênese da Sanford Burnham Prebys e autor sênior do estudo, Sumit Chanda, o remdesivir “demonstrou com sucesso que abrevia o tempo para os pacientes em hospitais, mas o remédio não funciona para todos que o recebem”.
“Esse estudo expande significativamente as possibilidades de opções terapêuticas, sobretudo, porque muitas das moléculas já têm os dados de segurança clínica no homem. Com a base da nossa análise, a clofazimina, hanfangchin A, apilimod e ONO 5334 representam as melhores opções a curto prazo”, destacou Chanda.
Os pesquisadores continuam com os estudos e agora testam essas 21 substâncias em modelos de pequenos animais e minipulmões, que foram desenvolvidos em laboratório e que imitam o tecido pulmonar real. (ANSA).
Fonte: Istoé
13/07/2020 - Um estudo feito pela King's College de Londres, na Inglaterra, indicou que a imunidade contra o coronavírus dura apenas alguns meses e que o vírus pode ser detectado novamente como um resfriado. Cerca de 90 profissionais e pacientes de dois hospitais do sistema NHS do Reino Unido — equivalente ao SUS, no Brasil — foram analisados na pesquisa.
Os anticorpos dessas pessoas atingiram o pico de proteção na terceira semana depois de apresentar sintomas da covid-19. Neste período, o "nível potente" dessas estruturas de defesa do organismo era encontrado em 60% das pessoas. Três meses depois, apenas 17% dos profissionais e pacientes ainda mantinham o nível desejado.
Segundo informações do jornal "Sky News", os anticorpos diminuíram 23 vezes nesse espaço de tempo e até se esgotaram em alguns casos.
Uma das autoras, a doutora Katie Doores, afirmou em entrevista ao jornal "The Guardian" que, se o comportamento da linha de defesa por anticorpos seguir o estudo, vacinas terão que ser aplicadas em mais de uma dose.
"A infecção tende a fornecer o melhor cenário para uma resposta de anticorpos, portanto, se a infecção está fornecendo níveis de anticorpos que diminuem em dois a três meses, a vacina potencialmente fará a mesma coisa. As pessoas podem precisar de reforço", disse.
Fonte: UOL
09/07/2020 - Pesquisadores de pelo menos cinco países, incluindo o Brasil, apontaram a presença do novo coronavírus em amostras de esgoto coletadas semanas ou meses antes do primeiro caso registrado oficialmente na cidade chinesa de Wuhan, epicentro da pandemia de Covid-19. Mas o que essas descobertas de vírus nas fezes mudam sobre o que sabemos do vírus Sars-CoV-2?
Em relação ao terceiro ponto, o estudo que mais chamou a atenção foi liderado por pesquisadores da Universidade de Barcelona. Segundo eles, havia presença do novo coronavírus em amostras congeladas — coletadas na Espanha — de 15 de janeiro de 2020 (41 dias antes da primeira notificação oficial no país) e de 12 de março de 2019 (nove meses antes do primeiro caso reportado na China).
Mas como um vírus com potencial pandêmico poderia ter circulado sem chamar a atenção ou criar uma explosão de casos, como ocorreu em Wuhan? Especialistas citam ao menos cinco hipóteses.
Uma, é que pacientes podem ter recebido diagnósticos errados ou incompletos de doenças respiratórias, algo que teria contribuído para o espalhamento inicial da doença. Outra é que o vírus não tenha se espalhado com força a ponto de originar um surto.
Há também duas possibilidades de problemas na análise: uma eventual contaminação da amostra ou um resultado falso positivo, por causa da similaridade genética com outros vírus respiratórios ou de falhas no kit de teste.
Por fim, há quem fale em um vírus à espera de ativação. Tom Jefferson, epidemiologista ligado ao Centro de Medicina Baseada em Evidências da Universidade de Oxford, afirmou ao veículo britânico "The Telegraph" que há um número crescente de evidências que apontam que o Sars-CoV-2 estava espalhado pelo mundo antes de emergir na Ásia. "Talvez estejamos vendo um vírus dormente que foi ativado por condições ambientais."
Para o virologista Fernando Spilki, presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, é preciso aguardar mais estudos sobre o tema antes de tirar qualquer conclusão sobre a incidência do vírus meses antes da origem conhecida da pandemia, em dezembro.
Fonte: G1
18/06/2020 - Relatório publicado no site da Organização Mundial de Saúde (OMS) com dados até 18 de junho mostra que estão em desenvolvimento 141 candidatas a vacina contra o vírus SARS-Cov-2, causador da Covid-19, sendo que 13 delas estão na fase clínica, ou seja, sendo testadas em humanos.
Embora os estudos avancem em todo o planeta, muitos especialistas acreditam que a vacina não estará disponível em 2020. Projeções otimistas falam num prazo de 12 a 18 meses, que já seria recorde. A vacina mais rápida já criada, a da caxumba, levou pelo menos quatro anos para ficar pronta.
Outra hipótese contra a qual todos os pesquisadores lutam é a de que uma vacina efetiva e segura nunca seja encontrada. O vírus do HIV, que causa a Aids, é conhecido há cerca de 30 anos, mas suas constantes mutações nunca permitiram uma vacina.
"Está todo mundo muito otimista, mas estudo de vacina é algo muito complicado. A maioria deles para na fase 3, de testes clínicos, pelos problemas que aparecem. É importante discutir essa possibilidade (de não se ter uma vacina)", admite Álvaro Furtado Costa, médico infectologista do HC-FMUSP.
Gustavo Cabral, imunologista que lidera um estudo na USP e no Incor (leia mais abaixo) concorda: “A vacina é o melhor caminho profilático (preventivo), mas não é o único caminho, há também os tratamentos. Para o HIV não há vacina e as pessoas que têm o vírus podem ter uma vida normal. Sabemos que aproximadamente 80% das pessoas infectadas com o SARS-CoV-2 não desenvolvem a Covid-19 ou têm sintomas leves. O problema são os outros 20% e o risco de fatalidade, hoje de 6%. Mas há centenas de estudos sobre medicamentos neste momento”, disse.
Para chegar a uma vacina efetiva, os pesquisadores precisam percorrer diversas etapas para testar segurança e resposta imune. Primeiro há uma fase exploratória, com pesquisa e identificação de moléculas promissoras (antígenos). O segundo momento é de fase pré-clínica, em que ocorre a validação da vacina em organismos vivos, usando animais (ratos, por exemplo).
Só então é chegada à fase clínica, em humanos, dividida em três momentos:
Fase 1: avaliação preliminar com poucos voluntários adultos monitorados de perto;
Fase 2: testes em centenas de participantes que indicam informações sobre doses e horários que serão usados na fase 3. Pacientes são escolhidos de forma randomizada (aleatória) e são bem controlados;
Fase 3: ensaio em larga escala (com milhares de indivíduos) que precisa fornecer uma avaliação definitiva da eficácia/segurança e prever eventos adversos; só então há um registro sanitário
Das dez vacinas em testes em fase clínica, algumas aparecem em estágio mais avançado, como a desenvolvida pela Universidade de Oxford, da Inglaterra, que vai iniciar testes na 3 e que imunizará mais de 10.260 voluntários no Reino Unido.
Essa vacina é produzida a partir de um vírus (ChAdOx1), que é uma versão enfraquecida de um adenovírus que causa resfriado em chimpanzés. A esse imunizante foi adicionado material genético usado para produzir a a proteína spike do SARS-Cov-2 (que ele usa para invadir as células), induzindo a criação de anticorpos.
A empresa AstraZeneca já fechou com EUA e Reino Unido para produzi-la em escala mundial. O CEO da farmacêutica disse à rede britânica BBC, no domingo, que a população pode ter acesso a 100 milhões de doses da vacina já em setembro.
"De forma prática: é possível que uma vacina fique disponível em cerca de 18 meses por causa do investimento no mundo inteiro. O mundo parou. Mas eu diria que é impossível até setembro", opina o brasileiro Gustavo Cabral.
Álvaro Furtado Costa também recomenda cautela com anúncios muito otimistas sobre vacinas. Ele acredita que não se pode desprezar, por exemplo, que uma novidade nesse campo impulsiona as ações da empresa que a anuncia.
A empresa norte-americana Moderna relatou que encontrou níveis de anticorpos semelhantes aos de curados nos primeiros testes clínicos. A companhia usa RNA mensageiro (mRNA). Uma vacina chinesa, do Instituto de Tecnologia de Pequim, feita com adenovírus recombinante tipo 5 (ad5), também mostrou bons resultados. Ambas estão neste momento no início da fase 2.
“Quando se começa um estudo de vacina, a fase 1 tem resultados bem preliminares e rápidos, para começar a avaliar se é segura, se não tem grandes efeitos adversos, mas você testa pouca gente. Nas fases 2 e 3 você testa 10 mil, 20 mil pessoas, isso é mais demorado. Aí você vê se realmente protege. O mundo testou vacinas de HIV que chegaram à fase 3 e aí falharam. É preciso ter calma”, disse Costa.
Fonte: G1
18/06/2020 - Pensando na retomada das atividades escolares após o fim do período de isolamento social causado pelo coronavírus, a Gerência Regional de Educação (GRE) Metro Sul elaborou o plano de ação de retorno às aulas. Apesar do futuro incerto no que se refere a uma data para essa retomada, a Gerência Regional considerou imprescindível que as escolas reúnam representantes das diversas áreas para iniciar uma discussão sobre os pilares operacionais pensados com base no atual momento, de forma a garantir um retorno sem comprometer a saúde dos funcionários, dos estudantes e de toda comunidade escolar, respeitando sempre os protocolos da Organização Mundial de Saúde (OMS) e das autoridades sanitárias do Brasil.
No cronograma de retomada está previsto a criação de grupos de trabalho com representação por núcleo para facilitar a orientação das diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação e Secretaria Estadual de Educação; orientação nas escolas no que se refere aos temas dos pilares operacionais como estrutura física para recepção dos professores e estudantes e planejamento pedagógico; orientação sobre a importância de realizar a revisão do planejamento anual e começar a repensar nas atividades previstas para o restante de 2020; e garantir um sistema educacional estadual melhor e mais forte, focando também na garantia da qualidade do processo educativo em todas as escolas jurisdicionadas à GRE.
“É importante nos conscientizarmos de que a efetividade das ações e resultados dos esforços dependerá principalmente de quem está no chão da escola, mesmo a Secretaria Estadual de Educação e a GRE estabelecendo protocolos claros e oferecer sólida estrutura de apoio, a gestão escolar precisa conquistar o engajamento de professores, funcionários, estudantes, pais/responsáveis e de toda comunidade escolar e lhes conferir importante grau de responsabilidade no sucesso dos resultados do planejamento elaborado para o retorno das aulas presenciais”, destacou o gestor da GRE Metro Sul, Gleibson Cavalcanti.
É importante ressaltar também que durante o período em que as aulas estiveram suspensas por causa da pandemia, a GRE Metro Sul mobilizou as equipes técnica e de manutenção para realizar alguns reparos nas escolas, como manutenção de banheiros (descargas, pias, torneiras) e das caixas d'água; aquisição e fornecimento de sabão líquido; capinação através de parcerias com a prefeitura, comunidade escolar e instituições privadas; manutenção/limpeza de bebedouros, ventiladores e ares-condicionados; instalação de ventiladores; e aquisição de produtos para higienização (álcool gel, álcool 70, máscaras, luvas, etc). Além disso, os funcionários organizaram os espaços de sala de aula com demarcações respeitando o distanciamento recomendado pela Secretaria de Saúde.
Na Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Rodolfo Aureliano, localizada em Jaboatão dos Guararapes, as paredes estão recebendo cores novas e os professores estão adotando novos protocolos de convivência. Já na Escola Estadual Miriam Seixas, também localizada em Jaboatão dos Guararapes, as equipes estão organizando o espaço com pintura e ornamentação.
“Essa nova realidade se apresenta como um grande desafio para todos. Não é diferente para o sistema de educação. As escolas da Regional Metropolitana Sul, diante desse cenário, promoveram ações de planejamento e alinhamento de soluções para a nova realidade. Tivemos diversas reuniões para orientação de atividades remotas. Participaram destas conversas não só a equipe gestora, mas também professores e estudantes. Estamos realizando ciclos de diálogos para refletirmos os rumos da educação, enquanto comunidade pedagógica, diante do eventual retorno das atividades”, avaliou o gestor da EREM Rodolfo Aureliano, Denner Luna.
02/06/2020 - Foram registradas 30.079 mortes provocadas pela Covid-19 e 530.733 casos confirmados da doença em todo o país.
O diretor de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, destacou nesta segunda-feira (1º) que o Brasil foi um dos países com o maior aumento do número de casos de Covid-19 nas últimas 24 horas. Também afirmou que o país está entre aqueles que não chegaram ao pico da transmissão.
Desde 22 de maio, o Brasil é o segundo país com mais casos confirmados de Covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos, que registravam mais de 1,7 milhão de casos neste domingo (31), segundo balanço global feito pela universidade norte-americana Johns Hopkins.
No sábado (30), o Brasil passou a França em número de mortes por Covid-19, quando o país europeu, um dos mais afetados pela pandemia, tinha 28.774 mortos no balanço da Johns Hopkins.
O balanço do Ministério da Saúde nesta segunda (1º) informou 29.937 mortos e 526.447 casos. Somos o quarto país em número de mortos pela doença, atrás de EUA, Reino Unido e Itália.
Das 20 cidades com maior mortalidade no Brasil, 15 estão na Região Norte. No ranking, aparecem cinco capitais, nesta ordem: Belém (3°), Fortaleza (6°), Recife (9°), Manaus (12°) e Rio de Janeiro (17°).
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Consulte aqui quantos casos e mortes há em sua cidade.
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Fonte: G1
27/05/2020 - As ruas de Taiwan estão movimentadas, os restaurantes estão abertos a lanchonetes, as escolas fecham por duas semanas em fevereiro e até a temporada de beisebol está a todo vapor - embora um time conte temporariamente com espectadores de manequins. Com uma população de quase 24 milhões, a ilha teve apenas 7 mortes por coronavírus e, graças ao rastreamento e teste rápidos de contatos, menos de 450 infecções totais por COVID-19. Tudo isso, apesar de estar a apenas 80 quilômetros da China continental, onde a pandemia começou.
"Planejamos qualquer tipo de pandemia que possa afetar Taiwan", disse o ministro das Relações Exteriores Joseph Wu à CBS News, "porque em 2003, Taiwan foi fortemente afetada pela SARS". Dezessete anos de planejamento pandêmico e "não vamos parar", acrescentou Wu.
Taiwan já tinha um centro de comando de desastre de saúde pública pronto para ativar, estoque generoso de equipamentos de proteção, e empresas de Taiwan investiram em soluções de alta tecnologia, incluindo máquinas de teste robótico.
Fundamentalmente, o governo começou a alertar o público sobre a gravidade do novo coronavírus em janeiro. O ministro da saúde chegou a chorar ao anunciar uma nova infecção.
O professor Robert Brook, especialista em saúde pública norte-americano que estudou a resposta de Taiwan, contrasta isso com franqueza com a preparação e a reação precoce do governo dos EUA: "Parece que fomos pegos de calças". "É uma combinação de coragem e inovação", disse ele à CBS News, enfatizando que, em uma crise como essa, os líderes devem deixar de lado as disputas partidárias "e apenas dizer 'realmente não temos tempo a perder - estamos nisso juntos. '”
Outra vantagem que Taiwan tinha era um sistema de saúde universal que mantém registros de todos os residentes, que eram facilmente casados com dados de imigração para facilitar o rastreamento de infecções. "Eu acredito que precisamos compartilhar muito mais dados", disse Brooks, "para impedir que tenhamos resultados catastróficos quando algo nos atacar como um vírus".
Taiwan foi elogiada por sua resposta ao COVID-19, apesar de ter sido excluída das reuniões da Organização Mundial da Saúde devido à oposição do governo central da China. Ainda assim, Isaac Stone Fish, um membro sênior do Asia Society Center nos EUA e Relações com a China, disse à CBSN no início deste mês que haviam sido "realmente ótimos vários meses para Taiwan na comunidade internacional". "Taiwan tem sido um ótimo exemplo de como lidar com o coronavírus, e eles usaram uma mistura de rastreamento inteligente, uso de máscaras e, francamente, calma, para ajudar a combater o vírus".
Alguns observadores argumentaram que os governos asiáticos eram mais fáceis porque as pessoas nessas culturas são supostamente mais obedientes. O ministro das Relações Exteriores Wu riu dessa sugestão. "De modo nenhum. Taiwan é uma democracia ”, disse ele. "A oposição de Taiwan também é muito crítica ao governo ... Mas quando se trata de saúde pública, quando o centro de comando educa o povo o suficiente, eles entendem o que é melhor para eles".
Fonte: WLNS (Traduzido do inglês)
13/05/2020 - Nathalya Reis, Clara Mello, Ana Regina Costa e Dora Fernandes. Quatro adolescentes que vivem realidades sociais diferentes, mas contam com uma estrutura familiar e de moradia que permitem atravessar a pandemia de coronavírus dentro de suas casas. Em comum, vivem as angústias de um confinamento de quase dois meses que praticamente deixou em suspenso suas vidas. E suas juventudes. “Acho que as pessoas têm vivido a quarentena de forma muito individual, mas a juventude é uma fase em que as coisas estão pulsando. Não poder sair é muito cruel”, opina Dora, 19 anos, moradora do rico bairro de Higienópolis, em São Paulo. Também compartilham preocupações com os estudos, com suas relações pessoais e com a própria realidade do país. “A escola liberou agora os estudos online, mas a maioria não conseguiu acessar o site ou enviar as lições. E e, muito menos para enviar o trabalho”, relata Nathalya, 15 anos, moradora da periférica Brasilândia e aluna do 9º ano de uma escola da rede municipal de São Paulo.
As quatro garotas nasceram e cresceram já nos tempos da Internet e da explosão das novas tecnologias. Pertencem a uma geração que sentirá os efeitos mais fortes das mudanças no mercado de trabalho e do aquecimento global. E agora precisam lidar também com uma pandemia de proporções equiparáveis à gripe espanhola —que matou milhões de pessoas entre 1918 e 1920— e com potencial para alterar não só seu futuro como também suas percepções sobre a própria vida. “Por mais que continuemos a usar as redes sociais, nada substitui o contato físico com as outras pessoas. Acho que vamos valorizar mais isso tudo. Ouço gente dizer que deveria ter aproveitado mais”, conta Clara, 15 anos e moradora do Leme, bairro de classe média da zona sul do Rio de Janeiro.
A adolescente se dedicava a várias atividades fora de casa. Entre os que mais sente falta está o futevôlei na praia. Fazer exercícios pelo aplicativo não é a mesma coisa. Ela ainda está se acostumando a viver 24 horas no mesmo ambiente —um apartamento de dois quartos— com seus pais e sua irmã. “Divido o quarto com ela e não tenho privacidade, então fico muito agoniada com isso. To tendo que conviver com minha família como não fazia há muito tempo”, conta Clara. “Por outro lado, tem a parte boa de conversar com minha família, conhecer esse lado que não conhecia. Nunca fui uma pessoa aberta com eles, e agora esses dias acabo conversando sobre coisas como escola, relacionamentos, amigos...”.
Não gosto da ideia de viver essas grandes coisas", opina Dora. Ela até acredita que sua geração, “que em geral é muito acelerada, quer tudo na hora”, vai passar a dar valor a outras coisas. "Mas não acho que a humanidade vai repensar hábitos ou o próprio sistema capitalista”, acrescenta.
Para Ana Regina, 17 anos, moradora do município de Cabo de Santo Agostinho, na região metropolitana de Recife, o período de quarentena deixará “uma mensagem para todos de humanidade”. O que isso significa? Ela explica: "A gente vê que a natureza está voltando, que as pessoas estão amorosas. E isso fica de lição para o jovem, que dá tanta importância para a tecnologia, para o mundo virtual, a valorizar mais a família e as pessoas da escola. Esse mundo virtual não é tão interessante”.
Enquanto esse futuro ainda não chega, Ana Regina vem vivendo as angústias da quarentena. Aluna do 2º ano do Ensino Médio de uma escola da rede estadual de Pernambuco, deseja cursar Direito e vem, desde o ano passado, se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). A pandemia de coronavírus fez com que interrompesse as aulas do cursinho. Sua escola, por outro lado, foi uma das poucas da rede pública da região a adotar o esquema de aula online. “Tenho dificuldade. Ainda que os professores passem tudo na plataforma online, não é a mesma coisa que estar na sala de aula explicando e fazendo perguntas", explica.
Com exceção das aulas da escola, conta que seu dia “acaba sendo vazio”, sem que ela consiga organizá-lo com muito sucesso. Ao contrário de outras pessoas, séries e filmes da Netflix ou as videoconferências com os amigos não entraram em sua rotina. A jovem conta estar com o “emocional bastante fragilizado” e até mesmo o gosto de ler perto do pau-brasil em seu quintal foi deixado de lado. “Eu adoro ler, mas não tenho conseguido. O que mais tenho feito é dormir”, explica. Ela elenca os motivos de estar emocionalmente fragilizada: “Eu tenho problemas de asma e coração e gostaria muito de poder caminhar, mas não tenho nenhum tipo espaço para fazer exercício. Não posso estar perto das pessoas que amo, não posso atuar politicamente, não posso estar na escola estudando...".
Apesar de morar numa região de periferia, Ana Regina, que mora com a mãe numa casa de três quartos com quintal, considera ter mais estrutura que muitos de seus colegas. “Enquanto alguns romantizam a quarentena e falam sobre se reinventar e se adaptar as plataformas online, outras pessoas nem mesmo tem acesso a internet”. Não surpreende que, diante desse cenário, o Governo Jair Bolsonaro queira manter as provas do ENEM, uma de suas principais preocupações. Os adolescentes mais ricos, com mais estrutura para continuar estudando durante a quarentena, serão beneficiados em detrimento de pessoas com menos recursos para tal, acredita ela. “É algo feito para os adolescentes mais ricos, e os prejudicados somos nós. Estamos vivendo na prática um governo que sempre se apresentou como preconceituoso e misógino”.
A quarentena também afetou a saúde mental de Nathalya, que mora na Brasilândia com a mãe e o padrasto. A garota conta ter ficado os primeiros dias de isolamento em seu quarto. Ainda hoje “é horrível" estar trancada dentro de casa. “Eu adorava sair para um monte de lugares, para festa... Ia de ônibus para a escola, então estava sempre vendo gente. Estava sempre rodeada de amigos, então foi um baque no início”. Além da Netflix, se distrai com ligações com os amigos. “Aí tem que mexer no celular, ver vídeo no Youtube, para ir passando o tempo, ir enrolando...". A quarentena também afetou seu horário de sono e fez com que trocasse o dia pela noite: as séries e filmes têm feito com que durma por volta de cinco da manhã e só acorde na tarde do dia seguinte.
A adolescente vê as opções de lazer dos jovens da periferia como ela reduzida, ao contrário de jovens de classe média ou alta. “Eles vão ter uma piscina dentro do condomínio ou de casa, vão conseguir colocar o som alto, se divertir... Agora, a gente aqui não dá”. Já Dora, que mora num apartamento de três quartos em Higienópolis e se considera uma privilegiada, sempre romantizou o fato de que moradores das periferias e favelas brasileiras possuem, segundo explica, um senso maior de coletividade, de solidariedade. “Vivem mais em comunidade, nas ruas, enquanto a gente, por ser mais individualista, já ficava em casa vendo Netflix", argumenta. “Tenho uma amiga que foi com namorado para a praia. As pessoas mais ricas subestimam as mais pobres, como se fossem menos conscientes da doença, e não é assim”.
Faz uns dias que ela deixou com seus pais e seu irmão o apartamento que vivem para continuar a quarentena no sítio da família em Mogi Mirim. “Tem árvore, tem piscina, dá para tomar sol”. Também mantém uma rotina de aulas online da faculdade de Psicologia da PUC de 9h às 16h, aula de violão às terças e terapia às quartas por Skype, além das conversas constantes com os amigos por Facetime. Todos esses fatores, além do fato de que ela e seu irmão podem dormir em quartos separados, aumentaram ainda mais sua consciência sobre como o Brasil é desigual. "Não são só as coisas materiais, é a tranquilidade de tomar sol. As pessoas não tem tranquilidade do tempo. A gente tem a capacidade de relaxar, descansar a mente, enquanto as pessoas estão desesperadas. A mulher que trabalha na minha casa estava desesperada, com medo que minha mãe fosse mandá-la embora. Tem gente que não tem água pra lavar a mão”.
Clara, aluna do 1º ano do Ensino Médio de uma escola privada do Rio, também conta se reconhecer como alguém com privilégios nessa pandemia. “Eu já tinha consciência da desigualdade e de que tenho privilégios, mas agora me dou ainda mais conta disso". Como exemplo ela cita o ensino a distância, um regime de aulas que, quando começou a pandemia, ela já imaginava que seu colégio adotaria. Uma forma de perceber como isso por si só era um privilégio, uma oportunidade que não seria oferecida para todos os jovens de sua idade, se deu através de seu pai, professor tanto de escola privada como pública. “Vejo ele sempre tendo reunião e discutindo coisas distantes da minha realidade, debatendo uma forma de os alunos da escola pública terem acesso ao conteúdo e não ficarem no prejuízo”.
09/05/2020 - A GRE METROPOLITANA SUL em parceria com a UNINABUCO Recife convidam o Terceirão para a MEGA Feira Digital de Profissões que acontecerá nesse mês de maio. O evento acontecerá no formato digital, e os alunos podem assistir de qualquer lugar.
A Feira digital de Profissões tem o objetivo de ampliar o conhecimento dos jovens acerca do seu futuro profissional, proporcionando informações que permitam identificar suas possibilidades e sonhos, esclarecendo suas dúvidas quanto a sua escolha profissional.
🗓️ CRONOGRAMA
16/05: Orientações sobre os cursos de Humanas - 15h às 16h
23/05: Orientações sobre cursos das áreas de Tecnologia e Exatas - 15h às 16h
30/05: Orientações sobre os cursos de Saúde - 15h às 16h
No final de todos os encontros teremos super dicas de redação com a professora Angélica Guilherme. @angeliteratura
Inscrições: https://url.gratis/o8LNH
A confirmação com link de acesso ao ambiente digital do evento será enviado por e-mail até um dia antes da realização do evento.
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08/05/2020 - Um paciente tratado em um hospital perto de Paris em 27 de dezembro por suspeita de pneumonia realmente teve o coronavírus, informou o médico. Isso significa que o vírus pode ter chegado à Europa quase um mês antes do que se pensava anteriormente.
O Dr. Yves Cohen disse que um cotonete coletado na época foi testado recentemente e voltou positivo para o Covid-19. O paciente, que se recuperou desde então, disse que não tinha ideia de onde pegou o vírus, pois não havia viajado para o exterior. Saber quem foi o primeiro caso é essencial para entender como o vírus se espalhou.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que é possível que casos mais iniciais venham à tona, e o porta-voz Christian Lindmeier pediu aos países que verifiquem registros de casos semelhantes, a fim de obter uma imagem mais clara do surto.
O ministério da saúde francês disse à BBC que o governo estava obtendo confirmação sobre o caso e que consideraria investigações adicionais se fossem necessárias.
A França não é o único país onde os testes subsequentes apontam para casos anteriores. Duas semanas atrás, um exame post mortem realizado na Califórnia revelou que a primeira morte relacionada ao coronavírus nos EUA foi quase um mês antes do que se pensava anteriormente.
Cohen, chefe de medicina de emergência dos hospitais Avicenne e Jean-Verdier, perto de Paris, disse que o paciente era um homem de 43 anos de Bobigny, nordeste de Paris. Ele disse ao programa Newsday da BBC que o paciente deve ter sido infectado entre 14 e 22 de dezembro, já que os sintomas do coronavírus levam entre cinco e 14 dias para aparecer.
Amirouche Hammar foi internado no dia 27 de dezembro, apresentando tosse seca, febre e dificuldade para respirar - sintomas que mais tarde seriam conhecidos como principais indicações de coronavírus. Isso ocorreu quatro dias antes de o escritório da OMS na China ser informado de casos de pneumonia de causa desconhecida sendo detectadas na cidade chinesa de Wuhan.
Hammar disse à emissora francesa BFMTV que não havia deixado a França antes de ficar doente. Cohen disse que, enquanto dois filhos do paciente também adoeceram, sua esposa não apresentou nenhum sintoma.
Cohen destacou que a esposa do paciente trabalhava em um supermercado perto do aeroporto Charles de Gaulle e poderia ter entrado em contato com pessoas que chegaram recentemente da China. A esposa do paciente disse que "muitas vezes os clientes vinham diretamente do aeroporto, ainda carregando suas malas".
01/05/2020 - Segundo levantamento feito pela universidade americana Johns Hopkins, mais de um milhão de pessoas se recuperaram do novo coronavírus. O balanço diz respeito apenas aos casos confirmados oficialmente da doença.
No mundo, mais de 3,2 milhões de pessoas foram infectadas pelo novo vírus e 233 mil perderam suas vidas por complicações da doença.
Nesta semana, o número de mortes no Brasil chegou a mais de 6 mil e o de infectados passou de 85,3 mil. Os números mostram que o Brasil passou a China, mesmo com uma população menor.
Fonte: Jornal de Brasília
01/05/2020 - No meio da pandemia de gripe espanhola em 1918, Angelina Friedman nasceu em um navio de passageiros que levava imigrantes da Itália para Nova York. Agora, quase 102 anos depois, ela sobreviveu a uma segunda pandemia.
Friedman, moradora do Centro de Terapia Restaurativa e Enfermagem North Westchester, foi levado ao hospital em 21 de março para um pequeno procedimento médico.Quando ela testou positivo para COVID-19, o procedimento foi adiado e Friedman passou uma semana no hospital. Ela voltou para a casa de repouso e foi isolada em seu quarto. Depois de ficar com febre por várias semanas, Friedman finalmente deu negativo para o coronavírus em 20 de abril.
A filha dela, Joanne Merola, recebeu um telefonema tarde da noite de enfermeiras. Disseram que ela estava indo muito bem, que estava comendo de novo e procurando fios com os quais fazer crochê. "Minha mãe é uma sobrevivente", disse Joanne Merola por telefone. "Ela sobreviveu a abortos, sangramento interno e câncer".
Friedman nasceu Sciales em 1918 a bordo desse navio no Atlântico. A mãe dela morreu no parto.
27/04/2020 - O ventilador pulmonar emergencial criado por um grupo de engenheiros da Escola Politécnica (Poli) da USP para suprir a necessidade de respiradores durante a pandemia de coronavírus foi aprovado em testes técnicos e agora será enviado para aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Os testes com humanos foram feitos com quatro pacientes nas dependências do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas (HC) da USP, entre os dias 17 e 19 de abril. Na avaliação dos técnicos, o respirador foi considerado aprovado em todos os modos de uso e não houve nenhum problema com os pacientes ventilados.
Além da pesquisa feita no HC, testes com animais e avaliações técnicas também comprovaram a eficiência do respirador, que pode ser fabricado em 2 horas e custa 15 vezes menos do que os aparelhos comerciais mais barato, segundo os pesquisadores.
O ensaio no HC foi feito de acordo com as orientações da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa e sob a coordenação do professor José Otávio Auler Junior, da Faculdade de Medicina. Antes disso, em 13 e 14 de abril, o equipamento foi testado em animais, sob a orientação de professoras da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ).
O respirador Inspire foi desenvolvido pela equipe do professor da Poli, Raul González Lima. Além de ser produzido em até 2 horas, o equipamento tem custo vantajoso: enquanto os ventiladores convencionais custam, em média, R$ 15 mil, o valor do Inspire é de cerca de R$ 1 mil, de acordo com os pesquisadores envolvidos.
Fonte: G1
27/04/2020 - A pandemia do novo coronavírus está batendo hoje a marca de 3 milhões de casos no mundo. Às 7h desta segunda-feira, os dados compilados pela universidade americana Johns Hopkins apontavam 2,980 milhões de casos confirmados. Os números mostram a manutenção do ritmo de avanço dos casos nas últimas quatro semanas.
Desde que a Organização Mundial da Saúde recebeu da China o primeiro alerta de um surto da covid-19 na cidade de Wuhan, em 31 de dezembro de 2019, passaram-se 93 dias para o mundo chegar a 1 milhão de casos confirmados da doença, marca atingida em 2 de abril. O segundo milhão de casos foi registrado 13 dias depois, em 15 de abril. E o terceiro milhão está sendo batido 12 dias depois, nesta segunda-feira.
Embora a presença do novo coronavírus já tenha sido constatada em 185 países e regiões, sua distribuição ao redor do mundo tem sido desigual. Os casos de subnotificação impedem um retrato fiel da realidade, mas os dados disponíveis apontam que os países situados no Hemisfério Norte representam hoje 95% dos casos confirmados e 97% do total de 206.640 mortes. Nove entre as dez maiores economias do mundo estão no Hemisfério Norte, que concentra 92% do PIB global.
Já os países localizados abaixo da linha do Equador, onde se encontra a maior parte do Brasil, representam 5% dos casos confirmados e 3% dos óbitos. Esses países abrigam 12% da população do mundo, pouco mais de 900 milhões de pessoas. Ao todo, os países do Hemisfério Sul registram até agora cerca de 151.000 casos e 7.000 mortes por covid-19.
Nos Estados Unidos, o país com maior número de casos confirmados até agora, só a cidade de Nova York, que tem 8,4 milhões de habitantes, já contabilizou 158.000 casos e 11.700 mortes. No estado de Nova York, são 288.000 casos e 17.000 mortes. A boa notícia é que, ontem, o número de óbitos no estado americano caiu abaixo de 400 pela primeira vez no mês de abril, sinalizando que foi atingido o pico.
Fonte: Exame
21/04/2020 - O número de pessoas que enfrentam insegurança alimentar aguda pode quase dobrar este ano, para 265 milhões, devido às conseqüências econômicas da Covid-19, informou o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (ONU).
A estimativa é que o impacto das perdas de receitas com turismo, remessas em queda e restrições a viagens deixem 130 milhões de pessoas sob "ameaça severa". Somadas às 135 milhões de pessoas que já estavam nessas condição antes da pandemia, a ONU estima que as vidas e subsistências de 265 milhões de pessoas em países de baixa e média renda estejam ameaçadas.
Fonte: G1
21/04/2020 - O site G1 lançou nessa terça-feira, dia 21 de abril, a ferramenta Mapa do contágio.
A ferramenta consiste num mapa completo com o total de casos e mortes por município brasileiro. Através da ferramente você pode ter acesso aos dados sobre a COVID-19 de seu município.
É uma ferramenta simples, com uma interface simplificada para que todos possam ter facilidade ao utilizar a ferramenta.
O Blog GRE MS Informativo disponibiliza abaixo o link de acesso à ferramenta. Ela é gratuita e pode ser acessada tanto do computador quanto pelo smartphone.
03/04/2020 - Um novo estudo na China descobriu que o novo coronavírus se transformou em pelo menos 30 variações diferentes. Os resultados mostraram que as autoridades médicas subestimaram amplamente a capacidade geral do vírus de sofrer mutações, ao constatar que diferentes cepas afetaram diferentes partes do mundo, levando a possíveis dificuldades em encontrar uma cura geral.
A equipe de Li analisou as cepas de 11 pacientes de coronavírus escolhidos aleatoriamente em Hangzhou, onde houve 1.264 casos relatados, e depois testou com que eficiência eles poderiam infectar e matar células. Mais de 30 mutações diferentes foram detectadas, das quais 19 foram descobertas anteriormente.
16/04/2020 - O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (16) o mais recente balanço dos casos de coronavírus no Brasil. Os principais dados são:
1.924 mortes, eram 1.736 na quarta, aumento de 10,8%
30.425 casos confirmados, eram 28.320, aumento de 7,4%
São Paulo tem 853 mortes e 11.568 casos confirmados
Em 7 dias, total de mortes subiu 82,4%
Os estados com mais mortes confirmadas são: São Paulo (853), Rio de Janeiro (300), Pernambuco (160), Ceará (124) e Amazonas (124).
Fonte: G1
16/04/2020 - O novo coronavírus matou mais de 31.000 pessoas nos Estados Unidos e as principais autoridades de saúde projetam que cerca de 60.000 americanos morrerão do COVID-19 até agosto, mas dois especialistas dizem que a maioria das mortes pode ter sido evitada se medidas de distanciamento social fossem implementadas apenas duas semanas antes do que eram.
Os epidemiologistas Britta L. Jewell e Nicholas P. Jewell escreveram na terça-feira, em um artigo do The New York Times, que 90% das mortes por coronavírus nos EUA poderiam ter sido evitadas se o distanciamento social começasse em 2 de março, quando havia apenas 11 mortes registradas na nação. Se essas políticas tivessem sido implementadas uma semana antes, em 9 de março, os epidemiologistas dizem que poderia haver uma redução de 60% nas mortes.
"Qualquer que seja o número final de mortes nos Estados Unidos, o custo da espera será enorme, uma consequência trágica da disseminação exponencial do vírus no início da epidemia", escreveram os especialistas.
Fonte: The Hill (traduzido do inglês)
08/04/2020 - O governo de Pernambuco anunciou, nesta quarta-feira (8), o lançamento de um cartão alimentação para estudantes da rede pública estadual. Cerca de 240 mil - de um total de 580 mil - alunos da rede serão beneficiados pela medida. Os cartões serão carregados com R$ 50 por mês. O investimento da política é de aproximadamente R$ 12 milhões.
Muitas pessoas estão com dúvidas sobre como proceder. Pensando nisso a GGTIC/SEE-PE elaborou um material informativo com as principais informações a cerca do cartão alimentação dos estudantes. Estamos disponibilizando o manual para download aqui no blog. Para ter acesso ao material, clique no link abaixo.
13/04/2020 - A Organização Mundial da Saúde está exortando os países do mundo inteiro a fechar mercados úmidos "perigosos" em meio a avisos sobre os riscos apresentados por ambientes onde os seres humanos estão em contato próximo com os animais.
Os mercados úmidos em Wuhan, a cidade onde o surto de coronavírus surgiu pela primeira vez, começaram a reabrir após o levantamento das restrições de bloqueio. Essa ação ocorre, apesar do vírus estar vinculado ao mercado atacadista de frutos do mar Huanan da cidade.
Mas a OMS, assim como outras organizações de saúde pública e ativistas, disseram que os mercados representam um "perigo real", já que os patógenos podem se espalhar fácil e rapidamente dos animais para os seres humanos.
12/04/2020 - A USP (Universidade de São Paulo) e os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês divulgaram a realização de um estudo que utiliza em doentes o plasma do sangue de pessoas que se curaram da covid-19. A Fiocruz publicou uma pesquisa sobre o Atazanavir, já usado no tratamento de pacientes com HIV, cujo desempenho foi superior ao da cloroquina.
Essas são apenas algumas apostas. Até o momento, cientistas brasileiros conseguiram registrar 53 estudos na Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa), o órgão federal responsável por autorizar e fiscalizar as pesquisas médicas realizadas em seres humanos no Brasil, como são os casos envolvendo o novo coronavírus. "Todos os estudos sobre o assunto precisam passar pelo Conep. Se isso não ocorre, podemos denunciar ao Ministério Público", afirmou ao UOL Jorge Alves Venâncio, médico e coordenador da comissão.
A pandemia intensificou a rotina no órgão, que agora trabalha "sete dias por semana" para avaliar tudo o que é registrado. "Temos muitas tentativas, que vão desde a cloroquina a antirretrovirais, remédio contra HIV, células tronco... Os cientistas estão jogando a rede para ver o que aparece. E é essa a função da ciência."
O Instituto Paulista de Reumatologia, por exemplo, avalia em 9 mil pessoas o efeito do uso de remédios contra a malária, em pacientes com doenças reumáticas que foram infectados pelo novo coronavírus. O Hospital Albert Einstein testa em dez participantes um tratamento com células mesenquimais, consideradas as "células do futuro" por serem fundamentais no processo de cicatrização e a principal aposta em tratamentos para doenças autoimunes, como diabetes e esclerose múltipla.
Fonte: UOL
08/04/2020 - O governo de Pernambuco anunciou, nesta quarta-feira (8), o lançamento de um cartão alimentação para estudantes da rede pública estadual. Cerca de 240 mil - de um total de 580 mil - alunos da rede serão beneficiados pela medida. Os cartões serão carregados com R$ 50 por mês. O investimento da política é de aproximadamente R$ 12 milhões.
De acordo com o secretário de Educação do estado, Fred Amancio, a ação tem como objetivo atender aos estudantes mais carentes da rede estadual. "Serão beneficiados os estudantes em maior situação de vulnerabilidade e que dependem da merenda fornecida pelas escolas", afirmou. Com as aulas suspensas devido ao isolamento como forma de prevenção a propagação do novo coronavírus, a medida busca suprir a interrupção das atividades nas escolas, inclusive, do fornecimento da merenda para os estudantes.
O valor repassado será equivalente aos alimentos necessários para um mês de refeição por estudante e só poderá ser utilizado em compras de produtos alimentícios. A iniciativa tem como base os dados das famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal.
A distribuição do cartão alimentação, que será gerenciado pela Alelo, empresa de serviços financeiros especializada em benefícios, incentivos e gestão de despesas corporativas, será realizada a partir do dia 20. A Secretaria de Educação do Estado explica que a partir desta segunda-feira (13), as famílias dos estudantes da rede pública estadual poderão acessar o site da Secretaria de Educação e realizar a consulta para saber se terão direito ao benefício.
Também será disponibilizada a consulta da rede Alelo, que contempla mais de 9,3 mil estabelecimentos credenciados em todas as regiões do estado. A estratégia de uso do cartão alimentação vai também beneficiar a economia do estado, pois os alimentos serão adquiridos em supermercados, mercadinhos, padarias e outros estabelecimentos locais.
Além do cartão merenda, a família receberá uma carta de apresentação com todas as orientações sobre o uso do cartão, informações nutricionais, sugestões dos produtos a serem adquiridos e de produtos não permitidos, como bebidas alcoólicas e refrigerantes, por exemplo.
Fonte: Diário de Pernambuco
07/04/2020 - A China não registrou morte por Covid-19 nas últimas 24 horas, algo inédito desde o início da publicação de estatísticas sobre a epidemia do coronavírus em janeiro, informaram as autoridades de saúde nesta terça-feira (7).
O país asiático, onde o novo coronavírus, o Sars-Cov-2, surgiu no fim de 2019, informou sua primeira morte por Covid-19 no dia 11 de janeiro. Desde então, registrou 3.331 óbitos. Porém, o número diário de mortes está caindo há semanas e na segunda-feira (6) ocorreu apenas uma morte.
Os novos casos de contágio na China continental também têm caído desde março, mas o país enfrenta uma segunda onda de infecções provocada por viajantes que chegam do exterior. Apenas nesta terça foram confirmados 32 novos casos de contágio desse tipo. A Comissão Nacional de Saúde afirma que o país registra mil 'casos importados'.
Foram registrados 30 novos pacientes assintomáticos, o que eleva o total de infectados no país a 1.033. O levantamento da universidade americana Johns Hopkins aponta que o novo vírus já atingiu 1,3 milhão de pessoas e já deixa 74,8 mil mortos.
Fonte: G1
07/04/2020 - Boa Viagem e Torre, nas zonas Sul e Oeste, respectivamente, são os bairros do Recife com maior número de casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2). Foram 27 registros no primeiro, sem mortes, e 11 confirmações e três mortes no segundo, de acordo com o boletim da segunda-feira (6). Ao todo, no estado, eram 223 casos confirmados, sendo 146 na capital pernambucana.
Os dados são atualizados, diariamente, pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) da prefeitura, após a divulgação das estatísticas estaduais. Entre os casos registrados no Recife, havia dez casos em que o local de residência do paciente não foi informado. Em terceiro lugar, no índice, estava o bairro das Graças, na Zona Norte, que tem sete casos. Em quarto, com cinco casos cada, estavam Encruzilhada, Espinheiro e Parnamirim, na Zona Norte, e Cordeiro, na Zona Oeste.
Imbiribeira, na Zona Sul, e Nova Descoberta e Vasco da Gama, na Zona Oeste, tinham quatro casos confirmados, cada um. O boletim mostrou, ainda, que o Recife concentrava 16 das 30 mortes já registradas no estado, de pacientes que estavam com a doença Covid-19. Dos bairros com casos registrados, a Torre e o Vasco da Gama, este segundo, periferia, são os que tinham o maior número de óbitos, com três casos, cada. Boa Viagem, apesar de ter quase sete vezes esse número de casos, não tinha nenhuma morte.
Fonte: G1 Pernambuco
30/03/2020 - O presidente Donald Trump está estendendo a orientação sobre distanciamento social por 30 dias, enquanto os cientistas alertam que o novo coronavírus continuará a se espalhar.
O principal especialista em doenças infecciosas do governo dos EUA diz que o país pode sofrer de 100.000 a 200.000 mortes pelo surto de coronavírus. Anthony Fauci disse na CNN no domingo que milhões podem ser infectados nos Estados Unidos.
Foi uma mudança radical no tom do presidente. Apenas alguns dias atrás, ele refletiu sobre a reabertura do país em algumas semanas. No Rose Garden, no domingo, ele disse que suas esperanças de avivamento na Páscoa eram apenas "aspiracionais".
O número de mortos nos EUA é de mais de 2.400, com quase a metade dessas mortes no estado de Nova York. No mundo, mais de 33.000 pessoas morreram, metade delas na Espanha e na Itália. Hospitais lá estão inundados.
Fonte: Wrex (Inglês)
31/03/2020 - A crise do coronavírus fez o governo de Pernambuco lançar um pacote para reduzir as despesas de custeio, que incluem energia elétrica, material de consumo, contrato com fornecedores, entre outros. “A nossa expectativa é de uma redução de R$ 136 milhões até o final deste ano”, explica o secretário estadual da Fazenda, Décio Padilha. As medidas entraram em vigor na sexta-feira (27).
A meta do governo do Estado é cortar em 50% o consumo de energia, gastar metade do que era comprado com o material de consumo (papéis, tinta pra impressora, cafezinho, entre outras coisas), reduzir em 50% os materiais de almoxarifado e fazer um corte de 30% nos valores de todos os contratos. Com relação ao combustível, também deve ocorrer uma diminuição de 50% das despesas, com exceção do que é usado pelas polícias militar, civil e Secretaria Estadual de Ressocialização (Seres).
O pacote veda a celebração de novos contratos para consultorias técnicas, com exceção das relacionadas ao combate do coronavírus, que terão que ser submetidas à Câmara de Programação Financeira da Sefaz-PE. Também estão suspensas a realização de novos contratos de aluguel, a aquisição de passagens aéreas, a concessão de diárias e o início de novas obras.
Fonte: Jornal do comércio
03/04/2020 - O número de casos confirmados de Covid-19 no mundo superou a marca de 1 milhão nesta quinta-feira (2), informa levantamento da Universidade Johns Hopkins (Estados Unidos). O total de mortos pelo novo coronavírus Sars-Cov-2, segundo o estudo, passa de 50 mil.
Entretanto, o número real de casos pode ser bem maior porque nem todos são diagnosticados e reportados. Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem reforçado a necessidade de testar o máximo de pessoas possível.
A disparada no número de casos e a transmissão sustentada do novo coronavírus em praticamente todos os continentes levou a OMS a declarar pandemia em 11 de março.
Na ocasião, os contágios na China — primeiro epicentro da doença — começavam a estagnar. No entanto, os registros de Covid-19 na Europa, especialmente na Itália, disparavam. Foi ainda no início de março que diversos governos europeus decretaram medidas para forçar o distanciamento social, como restrições na circulação de pessoas nas ruas e fechamento de bares, restaurantes e outros estabelecimentos.
Fonte: G1
25/03/2020 - A Secretaria de Educação e Esportes do Estado disponibilizou, em sua página oficial, orientações de materiais complementares para estudantes e professores desenvolverem atividades e estudarem durante este período de quarentena. Sugestões de livros, filmes, materiais pedagógicos e exercícios estão disponíveis na plataforma, que possibilita o estudo e a realização dos trabalhos.
O conteúdo proposto permite ainda que os estudantes expressem seus sentimentos neste momento difícil, contribuindo para o bem-estar deles. Os conteúdos contemplam crianças da Educação Infantil e estudantes do Ensino Fundamental (Anos Iniciais e Finais), Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA), Educação do Campo, Educação Inclusiva, Educação Indígena e Travessia.
Uma das atividades propostas é o ”Laboratório de Redação”. Com o tema sugerido pela equipe pedagógica da Secretaria de Educação e Esportes, os estudantes irão desenvolver textos e enviar a produção para correção. Eles contam ainda com o “Diário de Bordo – Minha vida em tempo de Coronavírus”, onde podem relatar a rotina diária durante este período. Para alunos da Educação Infantil, os pais ou responsáveis terão acesso a brincadeiras que podem ser realizadas com a utilização de materiais de uso domésticos, além de dicas de filmes.
Fonte: Diário de Pernambuco
27/03/2020 - Diante da necessidade de manter os estoques e a rede abastecida de sangue, o Ministério da Saúde orienta à população que as doações de sangue devem continuar acontecendo neste momento em que o país registra casos e óbitos por coronavírus. Pessoas com anemias crônicas, acidentes que causam hemorragias, complicações decorrentes da dengue, febre amarela, tratamento de câncer e outras doenças graves, continuam ocorrendo. Ou seja, o consumo de sangue é diário e contínuo.
A doação de sangue é segura, não havendo riscos para quem doa. Para receber os doadores, os cerca de 32 hemocentros no país, além de aproximadamente 500 serviços de hemoterapia - onde também são feitas coletas e uso do sangue -, estão preparados. Todas esses serviços estão disponibilizando condições de lavagem de mãos, uso de antissépticos e acolhimento que minimizem a exposição a aglomerado de pessoas. Cuidados com a higienização das áreas, instrumentos e superfícies também têm sido intensificados pelos hemocentros.
Fonte: Ministério da sáude
25/03/2020 - Educação: funcionamento de escolas, universidades e demais estabelecimentos de ensino das redes pública e privada foram suspensos desde dia 18 de março, através de um decreto do governador Paulo Câmara.
Transporte público: reforçada a limpeza dos ônibus a cada viagem, bem como terminais, metrô e estações. O cartão VEM passou a disponibilizar cancelamento pelo WhatsApp e também que estudantes confirmem dados cadastrais pelo aplicativo. O Metrô do Recife reduziu o horário de funcionamento. O governo do estado também proibiu aglomerações nos terminais integrados de ônibus. O Tribunal Regional do Trabalho determinou que, a partir da quarta (25), só podem andar de metrô pessoas que atuam em serviços essenciais.
Saúde: a prefeitura do Recife suspendeu as férias de todos os profissionais de saúde, assistência social, defesa civil e guarda municipal nos meses de abril e maio. Os profissionais necessários para a atenção emergencial à população poderão ser convocados a trabalhar em regime especial.
Segurança: a Polícia Civil limitou registros presenciais de boletim de ocorrência nas delegacias. Crimes como de injúria, difamação, calúnia, estelionato, roubo e desacato devem ser registrados pela internet.
Cultura: O governo do estado decretou a proibição de eventos com público superior a 50 pessoas.
Água: O governo deixa de cobrar conta de água a mais de 120 mil pessoas.
Religião: a Arquidiocese de Olinda e Recife cancelou todas as cerimônias com a participação de público, e anunciou missas celebradas pela internet. Terreiros de matriz africana também suspenderam atividades.
Fonte: G1
25/03/2020 - Após os decretos do governador Paulo Câmara, e posterior estado de quarentena em Pernambuco, a equipe da GRE Metropolitana Sul está adotando medidas alternativas para dar continuidade as demandas de trabalho.
O gestor Gleibson Cavalcanti, as coordenadoras gerais da GRE Metropolitana Sul e a equipe de operacionalização estão mantendo reuniões diárias através de chamadas de vídeo conferência e conversas pelos aplicativos de comunicação social, para que os serviços prestados pela GRE às escolas seja contínuo e eficiente.
Com o advento da internet e a chegada da era da informação, a alternativa encontrada para trabalhar com segurança nessa quarentena é o trabalho remoto. O Home Office vem se popularizando e se mostrando uma importante ferramenta de trabalho para os profissionais de diversas instâncias profissionais, dentre elas, a educação. Através do Home Office, reuniões estão sendo realizadas pela equipe da GRE Metropolitana Sul. Além da análise dos resultados das pesquisas de satisfação, a equipe continua atendendo as demandas escolares através das redes sociais, garantindo assim um canal de comunicação contínuo entre a Secretaria Estadual de Educação, a GRE e as escolas.
A GRE Metropolitana Sul em parceria com a GGPE/SEE-PE está disponibilizando material educativo sobre trabalho remoto. Você pode baixar o arquivo na nossa página de downloads.
por Diego Alves