O investimento em conhecimento sempre paga os melhores juros.
-Benjamin Franklin
O investimento em conhecimento sempre paga os melhores juros.
-Benjamin Franklin
Você sabe qual a definição de juros? Como e quando ele deve ser cobrado? Se está sendo cobrado um valor maior do que as legislações permitem?
Aqui na Gonçalves vamos te ajudar a entender um pouco mais sobre essa taxa tão temida.
Os juros correspondem à remuneração do capital em uma operação de crédito, ou seja, são o valor pago pelo tomador de um empréstimo ao credor, para compensá-lo pelo capital cedido por determinado prazo.
Quando alguém toma dinheiro emprestado para quitar a dívida contraída, é preciso devolver, na data acordada para o pagamento (Prazo), o valor do empréstimo (Capital) acrescido da remuneração do credor (Juros). À soma desses dois valores dá-se o nome de Montante.
Quando falamos de juros, quase sempre o foco está nos bancos. Para quem empresta, é o “lucro”; para quem pega emprestado, é o “custo do dinheiro”. Mas por trás desse número, há um sistema bem estruturado — e, muitas vezes, desfavorável ao cliente desinformado.
Os bancos são instituições privadas com objetivo claro de lucro. O principal meio de remuneração de um banco é emprestar dinheiro a taxas maiores do que ele mesmo pagou para captar esse dinheiro.
Exemplo simples:
Um banco capta dinheiro com o cliente via poupança pagando 0,5% ao mês
Depois, empresta esse mesmo dinheiro via cartão, cheque especial ou financiamento a 10% ao mês
➡️ A diferença entre o que ele paga e o que ele cobra é o ganho real, chamado de spread bancário.
Esse modelo de “ganhar com o tempo do dinheiro” é uma das maiores fontes de lucro de bancos no Brasil.
O nome desse processo é Spread Bancário.
Trata-se, essencialmente, da diferença entre a taxa que o banco paga para captar recursos e a taxa que ele cobra ao emprestá-los. É assim que as instituições financeiras constroem grande parte de sua lucratividade.
No Brasil, o spread praticado pelos bancos está consistentemente acima da média mundial.
No Brasil, a elevada taxa de juros — e, consequentemente, o alto retorno financeiro obtido pelos bancos por meio do spread bancário — está diretamente ligada a uma série de fatores estruturais e econômicos.
Entre os principais motivos, destacam-se:
A baixa concorrência bancária, com grande concentração em poucas instituições;
Os altos índices de inadimplência, que elevam o risco das operações de crédito;
A carga tributária pesada sobre as transações financeiras;
E a complexidade regulatória que encarece o sistema como um todo.
No entanto, talvez o fator mais determinante — e, ao mesmo tempo, mais silencioso — seja a falta de educação financeira da população.
Em um cenário onde a maioria das pessoas não compreende como os juros funcionam, não questiona taxas e tampouco compara propostas de crédito, os bancos encontram espaço para praticar margens elevadas sem resistência.
Esse desconhecimento abre portas para a aplicação de taxas excessivas, muitas vezes disfarçadas em contratos de difícil compreensão ou embutidas em produtos como financiamentos, cartões de crédito e empréstimos pessoais.
Enquanto o consumidor não entende, o banco lucra.
E é justamente por isso que promover educação financeira acessível e prática se torna não só uma questão de justiça, mas de autonomia econômica.
Em um cenário onde a maioria dos consumidores não entende com clareza o que está contratando, os juros abusivos se tornam cada vez mais comuns — especialmente em financiamentos, cartões de crédito e empréstimos pessoais.
Juros abusivos são taxas cobradas acima do que é considerado razoável ou legalmente aceitável, de acordo com o mercado e as normas de proteção ao consumidor.
Essas taxas muitas vezes passam despercebidas, disfarçadas em parcelas longas, cláusulas pouco claras ou contratos extensos, com letras pequenas e linguagem técnica.
A legislação brasileira, por meio do Código de Defesa do Consumidor (CDC), impõe uma série de regras e limites aos bancos e instituições financeiras, especialmente no que diz respeito à transparência e ao equilíbrio contratual.
Entre essas exigências estão:
A divulgação clara da taxa de juros aplicada;
A apresentação do CET (Custo Efetivo Total) da operação;
A comparação com a taxa média de mercado, divulgada regularmente pelo Banco Central;
A proibição de cláusulas que coloquem o consumidor em desvantagem excessiva;
💡 IMPORTANTE: Mesmo que você tenha assinado um contrato, é possível contestar judicialmente taxas que extrapolam os limites razoáveis ou que foram aplicadas de forma abusiva.
🔎 As “letras miúdas” podem conter soluções
A maioria dos contratos de financiamento ou crédito traz informações técnicas e jurídicas pouco compreensíveis, o que acaba deixando o consumidor vulnerável.
Mas é justamente nessas "letrinhas pequenas" que podem estar:
Cláusulas que autorizam revisões contratuais
Indícios de cobranças indevidas ou duplicadas
Falta de informações obrigatórias, o que torna o contrato passível de anulação parcial ou total
Analisar juridicamente esses detalhes pode tirar o consumidor do sufoco.
Solicite o CET por escrito antes de fechar qualquer contrato
Compare com a média de juros do mercado (disponível no site do Banco Central)
Peça auxílio profissional antes de assinar, principalmente se o valor for alto ou de longo prazo
Caso você já tenha firmado um contrato com possíveis abusos, ainda há solução.
Você pode:
Solicitar a revisão contratual extrajudicialmente (com apoio contábil ou jurídico)
Entrar com uma ação de revisão de contrato ou restituição de valores pagos indevidamente
Buscar renegociação com base técnica e legal, especialmente com respaldo de laudos ou pareceres
Nós avaliamos seus contratos, calculamos os juros reais aplicados, comparamos com a média do mercado e orientamos o melhor caminho para prevenir ou regularizar cobranças indevidas.
📞 Se você:
Tem um financiamento que parece “estrangulado”
Está pagando parcelas sem entender de onde vem o valor
Suspeita que está sofrendo juros acima da média
Fale conosco.
Nosso time está pronto para analisar, orientar e, se necessário, atuar na defesa do seu direito como consumidor.