No Iêmen, um país ao sul da Arábia Saudita que foi devastado pela guerra civil que começou em 2015, milhões de pessoas estão sob risco de morrer de fome, pois lá, a comida está extremamente cara. As Nações Unidas descreveram isso como possivelmente a pior escassez de comida dos próximos 100 anos, com um total de 13 milhões de pessoas com fome extrema.
Essa guerra civil, iniciada em 19 de março de 2015, é entre o governo oficialmente reconhecido e o grupo terrorista separatista Houthi, também conhecido como Ansar Allah. O país está dividido entre áreas controladas pelos Houthis, pelo governo apoiado pela vizinha muito mais poderosa Arábia Saudita e pelo Estado Islâmico, além do Conselho Transitório do Sul, uma organização secesisionista apoiada pelos Emirados Árabes Unidos. Ambos o governo oficial e o Houthi se dizem ser o governo.
A guerra causou um severo impacto na educação das crianças iemenitas. Mais de 20% das crianças, ou seja, 1,8 milhão, está fora de escola. Mais de 3600 escolas foram afetadas: 68 estão ocupadas por grupos armados, 248 estão incapazes de operar por causa de dano estrutural, 270 são usadas como abrigos para refugiados e as outras têm problemas diversos, como falta de dinheiro para operar a escola e pagar os professores e falta de material escolar. Os governadores de cada área são todos incapazes de resolver esse problema for falta de autoridade e de poder.
Os civis também têm risco altíssimo de morte por causa da guerra, principalmente por minas terrestres, que mesmo sendo banidas pelo governo, são usadas pelo Ansar Allah em vários lugares, incluindo cidades. O exército iemenita já removeu 300000 minas do Houthi. A guerra também destruiu locais de produção e armazenamento de comida, o que tornou a fome ainda mais grave. Além disso, fábricas foram fechadas e destruídas, causando grande desemprego. Por falta de produção, bens como comida, água e medicamentos se tornaram impossíveis de comprar para milhões de civis.
Pessoas que fogem do Iêmen estão sob alto risco de serem vítimas de contrabando e tráfico humano. Um grande problema lá é a escravização de crianças e a venda de mulheres adultas como prostitutas. Algumas crianças estão até mesmo sendo levadas para os exércitos dos grupos armados.