A) Visão de P&D: Um dos dilemas que enfrenta qualquer grupo de pesquisa é na relação entre pesquisa pura e aplicada. O que se diz em geral é que a pesquisa pura tende a gerar produção acadêmica mas poucas vezes é aplicável a curto prazo para as empresas nacionais. Já o desenvolvimento de produtos que estas gostariam não gera ou pouco gera produção científica. Como a inovação aplicada é uma das missões das Rede Federal nós precisamos definir um modelo que nos permita trabalhar com isso. Utilizamos o modelo de desenvolvimento proposto por Haussman no qual há uma rede de conexões entre tecnologias e o desenvolvimento se dá por aquisição de competências adjacentes ao know how institucional dentro dessa rede. Isso acontece de duas maneiras: pela descoberta de novas aplicações para o mesmo conhecimento; ou por pela aquisição de tecnologias chave que habilitam um conhecimento pré-existente a atender uma nova aplicação. É em particular nessa segunda situação que vemos a oportunidade de ação do grupo.
B) Modelo de projetos: Trabalhamos com um modelo de projeto dividido em três ciclos da concepção da ideia ao desenvolvimento do produto:
Consideramos que as Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) são o local ideal para a o desenvolvimento constante da primeira etapa, enquanto a maior parte das empresas de tecnologia costumam se focar na fase três, na fase dois todos se encontram. O problema disso é que o ciclo todo é relativamente longo: Ao se assinar um projeto em geral se gostaria de chegar o mais próximo possível de iniciar a terceira fase.
C) Parcerias com o setor produtivo: A fim de permitir que os projetos correspondam as necessidades tanto do grupo quanto das empresas adotamos o seguinte procedimento para convênios:
Hoje as princípais parcerias do GET se dão com empresas do Arranjo Produtivo Local Complexo Industrial da Saude de Pelotas. O Grupo de pesquisa tem convênios de cooperação em propriedade intelectual e confidencialidade com a LIfemed (2012) e com a Contronic (2014). Com a Lifemed já foram iniciados e estão em desenvolvimento dois projetos com fomento (Editais CNPq RHAE/2012 e SETEC/CNPq 94/2013). Esses projetos tem previsão de encerramento nos primeiros meses de 2016. A segunda parceria já submeteu e teve concedido recentemente um projeto de fomento externo (SETEC/CNPq 17/2014) que deve ter inicio em março de 2015.