No mapa Percentual de Domicílios com Rede de Esgoto em Salvador - BA é possível visualizar que existe uma desigualdade espacial considerável ao comparar os diferentes percentuais, além de poder ser observado as áreas extensas do município com um percentual de atendimento menor que 20%.
Figura 12
Observação: Para realizar uma análise mais verídica, deve-se analisar também outro tipo de esgotamento sanitário adequado: a fossa séptica. Tal análise irá facilitar a visualização da distribuição das formas adequadas de esgotamento, pois muitas áreas de Salvador são classificadas pelo IBGE como urbanas, mas podem apresentar comportamento e estrutura rurais.
Figura 13
Figura 14
Nas Figuras 13 e 14 pode ser observada a hidrografia de Salvador, onde á notável o elevado número de trechos d`água em todo o município, inclusive nas áreas de baixo percentual de esgotamento, ou seja, esta análise pode servir de base para um estudo mais aprofundado da EMBASA a fim de identificar os locais de maior necessidade de implantação de rede.
O Brasil tem um enorme déficit de acesso aos serviços de saneamento básico, principalmente em municípios de menos de 20.000 habitantes e de alta vulnerabilidade social. Sendo Salvador uma cidade com mais de 2 milhões de habitantes, a capital baiana apresenta grandes desigualdades no que tange ao tema de saneamento básico e, consequentemente, de saúde pública da região.
O objetivo desse estudo é verificar o nível de correlação entre a baixa renda per capita de parte da população em Salvador e a falta de rede de esgotamento sanitário.
Figura 15
O mapa foi elaborado com dados do IBGE (2010) que traz um média da renda per capita da população na área. É possível perceber, visualmente, que bairros como Cassange, Valéria, Nova Esperança, Areia Branca, Cajazeiras XI, entre outros, são os que apresentam menores níveis de renda. Com essas informações, é notável que, no mapa de porcentagem de domicílios com rede de esgoto (Figura 12), são justamente esses locais que apresentam baixas ligações de rede de esgoto feitas pela EMBASA.
O baixo interesse, por parte do poder público, da companhia estadual e de empresas privadas, em tomar iniciativas e investir em locais que não forneçam tanto lucro se comparados aos de alta renda, coloca a população marginalizada em uma situação de total negligência, não possibilitando o seu crescimento e desenvolvimento.
Como Salvador é uma cidade muito acidentada, alguns serviços de saneamento, como limpeza urbana e coleta de resíduos sólidos, são afetados e estão sempre a procura de alternativas e inovações. O último tema tem como objetivo procurar a relação entre a altimetria e a rede de esgotamento sanitário.
O mapa foi elaborado a partir do SRTM disponibilizado pela Embrapa - Monitoramento por Satélite, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil.
Figura 16
Pelo que é possível perceber dos mapas 12 e 16, Valéria e Cassange são exemplos de elevadas altitudes e baixo acesso a rede de esgoto. Porém, as ocorrências desses dois eventos simultaneamente, em Salvador, não são tão altas, mostrando que, apesar das dificuldades para se estabelecer a rede, o relevo não é uma grande barreira na região.
Figura 17
Figura 18
No mapa acima são apresentados os postos de gasolina no município de Salvador, sendo estes, locais de risco de acidentes, como por exemplo, vazamento de combustível, o que pode gerar a contaminação dos solos e águas subterrâneas da região. Para analisar quais as áreas da cidade de maior risco pode-se usar como fator a permeabilidade do solo.
Os solos encontrados no município possuem taxas de infiltração caraterizadas como (SARTORI et. al, 2005):
Portanto, as áreas de solos mais vulneráveis aos riscos de acidentes de vazamento correspondem à maior parcela da cidade de Salvador, necessitando, desta forma, de um sistema controlado e estanque para manutenção da segurança hídrica.
Observação: Seria interessante elaborar um mapa de calor relacionando o nível de vulnerabilidade do solo (maiores taxas de infiltração) e os postos de gasolina presentes no mesmo. Como resultado, poderíamos visualizar as áreas de maior risco de contaminação para propor o monitoramento dos solos e/ou um plano de segurança da água dos aquíferos.