1 - Avaliação Inicial Multidimensional
A avaliação clínica é realizada de forma sistemática e interdisciplinar, de acordo com recomendações de diretrizes internacionais (ESPEN 2021, ERS/ATS 2021, GOLD 2025, EAPC 2023, WHO 2022, EWGSOP2 2019):
História clínica completa: doenças preexistentes, terapias atuais e anteriores, comorbidades e perfil funcional.
Avaliação nutricional (ESPEN): análise do estado nutricional, risco de desnutrição, presença de anorexia, perda de peso não intencional e risco de caquexia.
Avaliação da sarcopenia (EWGSOP2 2019):
Critério principal (probabilidade de sarcopenia): baixa força muscular (avaliada por dinamometria de preensão manual ou teste de sentar-levantar).
Confirmação diagnóstica: baixa quantidade ou qualidade de massa muscular (DXA, BIA, ultrassom ou tomografia).
Gravidade: estabelecida pela presença de baixo desempenho físico (SPPB, velocidade de marcha).
Monitoramento: uso de ferramentas validadas como SARC-F e acompanhamento longitudinal de força, massa e função.
Avaliação psicológica (EAPC): rastreamento de sintomas de ansiedade, depressão e estresse relacionados à doença e ao tratamento.
Avaliação médica: análise da resposta às terapias em curso, monitoramento de toxicidades, ajustes farmacológicos.
Avaliação fisioterapêutica e funcional:
Força muscular periférica e respiratória (pressões máximas inspiratória e expiratória – ERS/ATS);
Capacidade funcional (6MWT, SPPB,TUG, teste de velocidade de marcha);
Função pulmonar (espirometria, pletismografia);
Equilíbrio, mobilidade e tolerância ao esforço;
Identificação de limitações em AVDs (Índice de Katz, Índice de Barthel).
Monitoramento respiratório contínuo, especialmente em pacientes com DPOC e doenças intersticiais (GOLD 2025, ATS/ERS).
2 - Definição de Metas Terapêuticas Personalizadas
As metas são estabelecidas em conjunto com o paciente e familiares, alinhadas ao conceito de cuidado centrado na pessoa (WHO, EAPC). Elas podem incluir:
Treinamento físico e funcional:
Exercícios resistidos e funcionais de baixa a moderada intensidade, individualizados conforme tolerância (ATS/ERS Pulmonary Rehabilitation 2021);
Intervenções multicomponentes para prevenção e reversão da sarcopenia (EWGSOP2 2019).
Intervenção nutricional adaptada (ESPEN):
Adequação proteico-calórica;
Suplementação com leucina, HMB, vitamina D e antioxidantes quando indicados;
Estratégias contra anorexia e inapetência.
Acompanhamento psicológico contínuo: suporte para adesão, enfrentamento da doença e melhora da qualidade de vida (EAPC).
Cuidados de enfermagem especializados: manejo de vias de administração de suplementos, vacinas, coletas de amostras de sangue, curativos e monitoramento clínico.
Ajustes farmacológicos dirigidos: controle de sintomas como fadiga, dor, dispneia, náusea e distúrbios do sono.
Orientação médica contínua: integração do cuidado e prevenção de complicações.
3 - Monitoramento Longitudinal e Reavaliações
Todos os parâmetros são documentados em prontuário eletrônico integrado, com seguimento baseado em diretrizes internacionais:
Sarcopenia (EWGSOP2 2019):
Reavaliação periódica de força, massa e função muscular;
Uso de instrumentos clínicos (SARC-F, dinamometria, velocidade de marcha);
Registro evolutivo para identificar progressão ou resposta terapêutica.
Nutrição (ESPEN): monitoramento por MUST, MNA, parâmetros antropométricos e laboratoriais.
Função respiratória (ERS/ATS, GOLD): espirometria seriada, força muscular respiratória e testes de performance funcional.
Aspectos psicossociais (EAPC): escalas de qualidade de vida, depressão e ansiedade (HADS, PHQ-9).
Marcadores laboratoriais inflamatórios/metabólicos: PCR, IL-6, albumina, vitamina D, creatinina.
Essas informações são acessíveis à equipe e à família, permitindo um monitoramento contínuo e a participação ativa no cuidado. Reavaliações mensais garantem a atualização do plano terapêutico e promovem discussões interdisciplinares para decisões mais assertivas.
No Evolve Method, entendemos que cuidar de um paciente vai muito além do tratamento da doença. Cada pessoa está inserida em um contexto familiar, social e ambiental que influencia diretamente seu processo de recuperação e bem-estar. Por isso, adotamos um olhar mais generalista e integrador, que considera não só os sintomas e limitações físicas, mas também o impacto da condição de saúde no cotidiano do paciente e daqueles que estão ao seu redor.
Reconhecemos a família como parte fundamental do cuidado — ela é suporte, companhia, voz e força na jornada. Ao envolver familiares no planejamento terapêutico, oferecemos orientações e suporte para que se sintam preparados e acolhidos, promovendo um ambiente de cuidado colaborativo e empático.
Além disso, avaliamos o ambiente domiciliar para identificar possíveis barreiras ou facilidades que possam influenciar a autonomia e segurança do paciente, propondo adaptações e recursos que facilitem a vida diária. Essa abordagem ampla ajuda a criar um espaço onde o paciente possa se sentir confortável, seguro e motivado a enfrentar os desafios com mais qualidade de vida.
Assim, o Evolve Method promove um cuidado integral, que respeita e valoriza o ser humano em sua totalidade, fortalecendo vínculos, construindo redes de apoio e criando condições para que a recuperação ou o convívio com a doença sejam mais dignos e humanos.
Indo mais além
Cuidar não é apenas tratar sintomas. Cuidar é enxergar o ser humano em sua totalidade — corpo, mente, história e sonhos. Foi com essa visão que nasceu o Evolve Method: para ir além dos protocolos, além do básico, além da doença.
Em um cenário onde muitos acreditam que já não há mais o que fazer, nós escolhemos fazer diferente. Onde outros veem limitações, nós vemos potencial de recuperação, fortalecimento e autonomia. E quando não há cura, ainda há espaço para conforto, respeito, funcionalidade e sentido.
O Evolve Method representa um compromisso com o que é essencial: qualidade de vida, dignidade e presença ativa na própria história. Reunimos ciência, empatia e tecnologia para construir um cuidado inteligente, humano e transformador, respeitando a individualidade de cada paciente, em cada fase da jornada.
Indo mais além é:
· Acreditar no potencial funcional mesmo diante da fragilidade;
· Nutrir não apenas o corpo, mas também a esperança;
· Oferecer suporte psicológico real, que escuta, acolhe e fortalece;
· Construir um plano de cuidado ao lado do paciente, e não para ele;
· Trazer a família para perto, transformando medo em participação ativa.
Indo mais além é não aceitar a perda da autonomia como destino inevitável.
É olhar para cada paciente e dizer:
“Você ainda pode. E nós estamos aqui para te ajudar a conseguir.”
Esse é o nosso propósito.
Esse é o Evolve Method.