MEMÓRIA DE TRADUÇÃO PORTUGUÊS-ESPAÑOL-LIBRAS:
UM ESTUDO TRILÍNGUE DE LÉXICO, TERMOS E SINAIS-TERMO
Vânia de Aquino Albres SANTIAGO¹
Mairla Pereira Pires COSTA²
Renato Faustino RODRIGUES³
O campo dos Estudos da tradução tem sido um fértil contexto de interdisciplinaridade com diferentes teorias da linguagem e da linguística e também de outras áreas como por exemplo Sistemas de Informação e Gerenciamento de Dados, e de pesquisas sobre produtos gráficos e de audiovisual, isso acontece porque cada tarefa de tradução aciona uma série de outras tarefas, e que demandam do tradutor saberes específicos para cada trabalho de tradução. O campo da Lexicologia e Terminologia historicamente subsidia a pesquisa em tradução, assim como é subsidiada por ela, pois costumeiramente os tradutores organizam glossários, pesquisas terminológicas por obra ou por campo que resultam em base de dados que chamamos de “memória de tradução”. Conforme Tuxi (2016), a Terminologia, devido ao seu grau de intensidade nos moldes de descrição e organização, não só do léxico especializado, mas também junto à gramática, é área de estudo dentro da Linguística, como campo maior e com diversas interfaces com as demais áreas, que comportam as linguagens científicas e técnicas. Não obstante, uma memória de tradução consiste em uma ferramenta de trabalho, é um repositório de segmentos: terminológicos e ou fraseológicos, acompanhados de suas respectivas traduções humanas, armazenados para que possam ser manipulados e reaproveitados em outras traduções (STUPIELLO, 2014). O objetivo deste trabalho é apresentar o estudo terminológico feito em 2017 para a tradução do documentário “Cuba Jazz” dirigido pelos brasileiros Max Alvim e Mauro di Deus, que narra as transformações em Cuba através da vida de jovens músicos de Jazz. O trabalho de tradução foi feito por uma equipe de dois tradutores, a tradutora para a janela de Libras e o tradutor revisor in loco, que acompanhou todo o processo de estudo e gravação. Se refere a uma tarefa de tradução que envolveu três línguas, o espanhol como língua C (língua fonte), o português como língua A dos tradutores e a língua conceitual, e a Libras como língua B (língua meta). De início elencamos algumas dificuldades desta tarefa de tradução: o estudo se tornou complexo em especial no campo semântico referente às expressões terminológicas da disciplina da música, terminologia especializada em espanhol, sem correspondência conhecida em Libras. Dos termos mais fáceis, como por exemplo, gênero, ritmo, batida, melodia, aos termos mais difíceis como clave cubana, descarga, contratempos, Scat e sincope. Nos resultados podemos observar que os campo terminológico que demandaram mais atenção dos tradutores precisaram passar primeiramente pela tradução do espanhol para o português, conceituação, e depois por um estudo para construção de sinal-termo em Libras em alguns casos, considerando que a significação desse campo semântico corresponde à uma linguagem específica que faz referência aos sons dos instrumentos musicais e da voz humana, experiência sensorial que a maioria dos surdos, público alvo da tradução, não têm intimidade ou mesmo conhecimento mínimo. Para fins deste estudo compreendemos como sinal-termo o termo da Língua de Sinais Brasileira que representa conceitos com características de linguagem especializada, próprias de classe de objetos, de relações ou de entidades (FAULSTICH, 2014). O trabalho de tradução resultou em uma memória de tradução espanhol-português-Libras, que serve de repertório para outras tarefas de tradução posteriores, observamos que para contemplar armazenamento dos termos em língua de sinais (por videogravação) novos recursos tecnológicos como plataformas e softwares ainda estão sendo desenvolvidos (TREVIÑO, 2018). Outro resultado desta análise foi compreender que a tradução de produtos audiovisuais, como é o caso do filme do gênero documentário, a tradução trilíngue é realidade, as três línguas formam um amalgama, e observamos que, por mais que o tradutor tenha todo o roteiro traduzido para o português, sua língua A e esta seja sua língua de conforto e conceitualização, a gravação da tradução é uma atividade que parte do áudio do vídeo original em espanhol diretamente para a Libras em tempo real, neste caso, respeitando inclusive, aspectos prosódicos do espanhol, pausas e a verbo-visualidade presente no documentário (BRAIT, 2013). Segundo Prometi, Costa e Tuxi (2017), com base nos estudos da Socioterminologia, a formação de um sinal-termo em Libras tem ligação direta com uma linguagem de especialidade, que se organiza a partir de algumas premissas: reconhecimento e identificação do público-alvo; delimitação das áreas pesquisadas; coleta e organização de dados; organização de glossário; teste de validade. Podemos considerar que a produção de uma memória de tradução constitui parte desse processo no que tange a linguagem de especialidade, pesquisa e organização de informações para produção de uma tradução. Decisões tradutórias são tomadas a partir desses estudos terminológicos e essas linguagens são colocadas em uso a partir da premissa da acessibilização de informação, dos mais diversos e possíveis conteúdos. Trazemos também como considerações o entendimento de que um trabalho de tradução exige do profissional a expertise dos estudos lexicológicos e terminológicos assim como a sensibilidade às demandas sociais e de cada campo de atividade ou gênero textual e discursivo em que o tradutor atua.
1 ISESP-Singularidades e PUC-SP/LAEL – vania.santiago10@yahoo.com.br.
2 UFSC/PPGET - mairla.libras@gmail.com3 TV Cultura - renatofrodrigues50@gmail.com.
‘A BOM ENTENDEDOR MEIA PALAVRA BASTA’:
O JOGO IROHA KARUTA E A CULTURA JAPONESA
ATRAVÉS DOS PROVÉRBIOS
Gisele Tyba Mayrink ORGADO¹
Adja Balbino de Amorim Barbieri DURÃO²
Esta comunicação tem o objetivo de promover a reflexão sobre decisões tradutórias através da análise de equivalência interlinguística entre provérbios em dois idiomas distintos, a saber: o japonês e o português em sua variante brasileira, a fim de discutir suas interpretações em cada uma das respectivas culturas. O provérbio pode ser considerado uma sentença de caráter prático e popular, expresso de forma sucinta e geralmente rico em significado. Todas as línguas e culturas têm provérbios, que trazem em si traços que podem identificar especificidades culturais. Esta estrutura linguística fixa é uma manifestação que nasceu no passado, se cristalizou e chegou até o presente. Apesar de sua remota origem, todas as pessoas são capazes de citar provérbios, mesmo que não saibam especificar onde e como os aprenderam. A fim de realizar esta análise comparativa, o corpus da pesquisa será composto por um seleto número de provérbios da língua japonesa, conhecidos como kotowaza, presentes em um clássico jogo de cartas japonês que remonta ao período Edo (1603-1868) e até os dias de hoje é tradicionalmente utilizado nessa cultura, o Iroha Karuta. Os referenciais teóricos para este estudo se baseiam em casos de investigação contrastiva entre o japonês e outros idiomas (DALGADO, 1922; UKIDA, 1922), em dicionários paremiológicos específicos tradicionais e/ou digitais na língua base (GAKKEN, 1998; KOTOWAZA.ORG), bem como na língua meta (MAGALHÃES JR, 1974; LACERDA & LACERDA, 2004), além de conceitos apresentados nos Estudos da Tradução (BERMAN, 2007; NORD, 2012) e da Fraseoparemiologia (ALVAREZ, 2012; XATARA, 2012).
1 Pesquisadora de Pós-doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina.
2 Professora da Universidade Federal de Santa Catarina / Bolsista de Produtividade do CNPq / Professora da Universidade Federal de Santa Catarina / Professora Visitante Sênior na Universidad de Valladolid, España pelo Programa CAPES/PRINT – Programa Institucional de Internacionalização.
PARA BOM ENTENDEDOR MEIA PALAVRA NÃO BASTA!
Giselle Maria Pantoja RIBEIRO¹
Adja Balbino de Amorim Barbieri DURÃO²
Mente quem diz que a língua portuguesa falada no Brasil é unívoca; se equivoca quem pesquisa o vocabulário nacional e aponta que há uma única forma de dizer, pronunciar ou escrever as coisas que julga serem cabíveis nos dicionários. As regiões brasileiras se apresentam criativas no uso da comunicação, da fala, da linguagem oral ou da escrita. A literatura, por sua vez, se responsabiliza, além de oferecer prazer estético, por apresentar os dados de cultura e identidade de cada lugar no mapa do Brasil. Cabe ao estudo da lexicografia, revelar as nuances, o jogo de claro-escuro que a literatura propõe quando lança a representação dessas falas para fora do seu lugar de origem, assim elas são postos em xeque, avaliadas cuidadosamente para serem comunicadas fora do lugar de uso. O estudo lexicográfico desenvolvido na pesquisa que vem sendo levado a cabo por Ribeiro com a orientação de Durão traz o empenho em revelar certos pontos ‘abandonados’ de certas palavras e seus significados, quando tais pontos são condicionados em via de mão única, ou seja, quando são amarrados em conceitos que alguns julgam serem comuns a todos. Para isso, propomos o Jogo de Palavras e seus Significados, uma boa combinação entre a alegria e o aprender. Para o momento propomos 04 jogos lexicográficos que vão circular entre o conhecimento da língua portuguesa falada no Brasil: 1. Roda dos saberes (para fazer pensar o conceito de língua que se adquiriu); 2. Giralíngua (esse jogo será aplicado com o uso do Dicionarinho papachibé, SOBRAL, 2019, para recriar os significados das palavras em uso no Norte do Brasil e aplicá-las em textos poéticos); 3. Fábrica de significados (para jogar com o Dicionário do folclore brasileiro, CASCUDO, 2001, propondo novos significados para as palavras sorteadas na roleta e assim criar um pequeno dicionário das palavras andantes); 4. Jogo de Palavras Entrecruzadas (o jogo pretende verificar a aprendizagem das palavras ao longo dos jogos anteriores). Todos esses jogos fazem parte da referida pesquisa de tese de doutoramento em fase final de elaboração: Roteiro de viagem pelas histórias contadas na Amazônia e outras paisagens da tradução.
1 Professora da Universidade Federal do Pará / Doutoranda DINTER- CAPES/UFSC.
2 Professora da Universidade Federal de Santa Catarina / Bolsista de Produtividade do CNPq / Professora da Universidade Federal de Santa Catarina / Professora Visitante Sênior na Universidad de Valladolid, España pelo Programa CAPES/PRINT – Programa Institucional de Internacionalização.
PARA NÃO PISAR NA JACA, TOME AS RÉDEAS DA SITUAÇÃO! CULTUREMAS: UMA MÃO NA RODA NO ATO TRADUTÓRIO E NO FAZER PEDAGÓGICO
Cláudia Cristina FERREIRA¹
Traduzir e ensinar requerem conhecimentos e estratégias que vão além do meramente linguístico. Destacamos a necessidade de também dominarmos aspectos culturais, sociais e pragmáticos de ambos os idiomas envolvidos na tradução e/ou no ensino para que se alcance o objetivo proposto: competência tradutória e/ou competência comunicativa. Neste contexto, este minicurso tem por objetivo refletir sobre culturemas (FERREIRA, 2018, 2019a, 2019b, 2019c, 2019d, 2019e, 2019f; FERREIRA; DURÃO, 2019a, 2019b, 2019c, 2019d, 2019e; GIRACA, 2013, 2017; GIRACA; OYARZABAL, 2018; FONSECA, 2017; LUQUE NADAL, 2009), presentes, por exemplo, em gírias, palavrões, interjeições, expressões idiomáticas, provérbios, e sua relação com o labor tradutório e o processo de ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras/adicionais. Pretendemos, também, definir e exemplificar culturemas em português e em espanhol, a fim de despertar e/ou fomentar o interesse de tradutores (em formação ou experientes), professores e aprendizes pela temática em voga, bem como melhor ilustrar a teoria em contexto de uso das línguas base e meta, evidenciando peculiaridades e identidade das comunidades linguístico-culturais envolvidas. No intuito de verter um texto escrito em uma língua para outra, o tradutor precisa ser bilíngue e bicultural, por isso especificidades que caracterizam e marcam determinada comunidade linguístico-cultural devem ser levadas em consideração para que a tradução seja o mais ajustada possível ao contexto, ao público alvo e ao objetivo pretendido. Acreditamos, ainda, que ao contemplarmos culturemas em sala de aula, possibilitamos que os aprendizes possam ter uma compreensão mais ampla da comunidade linguístico-cultural que fala o idioma alvo, oportunizando espaços para reflexão, revisitamentos e ressignifcações em relação às línguas/culturas base e meta e, possivelmente, minimizando preconceitos e estereótipos e, assim, estimulando o respeito à diversidade. Por fim, entendemos que ao se apropriar de culturemas em ambos os idiomas envolvidos, tanto o tradutor como o aprendiz, a tradução e a comunicação serão mais espontâneas e autênticas ao contexto. Esperamos suscitar reflexões e despertar o olhar para os culturemas, evidenciando possíveis contribuições do domínio desse conteúdo, em vez de cair em armadilhas e choques culturais por não ter assimilado aspectos essenciais quando se trata de línguas em contato/contraste.
1 Docente de Língua Espanhola da Universidade Estadual de Londrina / Pesquisadora em nível de Pós-doutoramento na Universidade Federal de Santa Catarina.
A TRADUÇÃO NA TEORIA E NA PRÁTICA: REFLEXÕES SOBRE UMA EXPERIÊNCIA TRADUTÓRIA E SOBRE AS ESCOLHAS DO TRADUTOR
Katia Maria CARVALHO¹
Adja Balbino de Amorim Barbieri DURÃO²
Cláudia Cristina FERREIRA³
Embora seja prazeroso traduzir, esta é uma tarefa que demanda paciência, pesquisa, reflexão em busca daquelas palavras que são mais ajustadas a cada contexto, ao público leitor e aos objetivos pretendidos, ademais de ser também uma luta contra prazos muitas vezes curtíssimos. Nesse viés, esta comunicação tem a finalidade de dialogar sobre as escolhas de tradutores e dos desafios enfrentados num ato tradutório específico. Para tanto, analisa-se uma tradução do português para o espanhol de uma narrativa contística intitulada O mistério da floresta de verde intenso, conto de autoria de Adja Balbino de Amorim Barbieri Durão, publicado em 2016. Como construto teórico para embasar a análise e as reflexões acerca do texto selecionado e traduzido, utilizamos, principalmente, as ideias de Aslanov (2015), Bassnett (2003), Gentzler (2009), Hurtado Albir (2008) e Ronai (2012). Como resultado, se volta a afirmar que traduzir é uma tarefa árdua que requer um olhar atento e uma postura ética, de respeitosa hospitalidade linguístico-cultural em relação à língua estrangeira em questão em cada caso, visto que envolve intertextualizar, transcriar e tornar o que se traduz acessível a leitores que não têm o domínio do idioma no qual o texto base foi escrito. É preciso, portanto, respeitar o texto base, assim como reconhecer a autoria e o labor do tradutor.
1 Estudante de Letras Espanhol na Universidade Federal de Santa Catarina.
2 Professora da Universidade Federal de Santa Catarina / Bolsista de Produtividade do CNPq / Professora da Universidade Federal de Santa Catarina / Professora Visitante Sênior na Universidad de Valladolid, España pelo Programa CAPES/PRINT – Programa Institucional de Internacionalização.
3 Docente de Língua Espanhola da Universidade Estadual de Londrina / Pesquisadora em nível de Pós-doutoramento na Universidade Federal de Santa Catarina.
REPERTÓRIO LEXICOGRÁFICO CONTRASTIVO BILÍNGUE PORTUGUÊS – ESPANHOL DE NOMES DEALIMENTOS
Ivan Pereira de SOUZA¹
Adja Balbino de Amorim Barbieri DURÃO²
María Ángeles SASTRE RUANO³
Dada à sua importância no contexto de qualquer cultura, o léxico dos alimentos é essencial como item vocabular, daí a importância de ser abordado sistematicamente nas aulas de línguas estrangeiras. O Dicionário, nesse sentido, entra como uma importante ferramenta nos processos de ensino e aprendizagem de línguas e, ainda, como fonte de consulta idônea para a tradução. Entre os diferentes tipos de dicionários existentes, está o dicionário bilíngue, que é um dos tipos mais usados nos contextos de ensino e aprendizagem de línguas. No entanto, vários estudiosos apontam problemas decorrentes dos tipos de informação que esse tipo de dicionário apresenta (HUMBLÉ, 2008; SASTRE-RUANO, 2013). Nesta breve comunicação pretendemos abordar algumas opções adotadas no processo de elaboração de um repertório lexicográfico que reúne nomes de alimentos, no que tange a aspectos referentes à sua macro e microestrutura, o Repertório Lexicográfico Bilíngue Contrastivo Português-Espanhol de Nomes de Alimentos (DBC-Ali), quem vem sendo elaborado no contexto da tese que está em fase de conclusão, de autoria de Ivan Pereira de Souza, sob a orientação das Profas. Dras. Adja Barbieri Durão e María Ángeles Sastre Ruano.
1 Professora da Universidade Federal do Pará / Doutoranda DINTER- CAPES/UFSC.
2 Professora da Universidade Federal de Santa Catarina / Bolsista de Produtividade do CNPq / Professora da Universidade Federal de Santa Catarina / Professora Visitante Sênior na Universidad de Valladolid, España pelo Programa CAPES/PRINT – Programa Institucional de Internacionalização.
3 Professora de la Universidad de Valladolid, España.
A TRADUÇÃO EM UM CONTEXTO TURÍSTICO: UMA PERSPECTIVA FUNCIONALISTA
Maria Cândida Figueiredo Moura da SILVA¹
Adja Balbino de Amorim Barbieri DURÃO²
O turismo é responsável por mover diversos setores econômicos e culturais, gerando empregoS, vias de exportação e desenvolvimento. A organização WORLD TOURISM ORGANIZATION - WHO (2018) informa que no ano 2017, a Espanha foi o segundo país do mundo que recebeu o maior número de turistas. Na América Latina, o Brasil também foi destaque no campo do turismo nesse mesmo ano, recebendo turistas brasileiros e estrangeiros durante todo o ano. Em meio a essa troca intercultural relacionada aos movimentos turísticos, se advoga pela necessidade de elaborar e de traduzir materiais voltados especificamente para esse setor. Considerando essa necessidade, pretendemos, com esta comunicação, dialogar sobre a possibilidade de tomar a perspectiva funcionalista (REISS e VERMEER, 1996; NORD, 2009; DURÃO e DURÃO 2016; DURÃO et al. 2017) como base para a tradução de textos do âmbito do turismo (KELLY, 1997; FISCHER, 2002; DURÁN MUÑOZ 2012), para, na sequência, usar as soluções tradutórias envolvidas nas escolhas tradutórias propostas, como ponto de partida para a produção de um Vocabulário da festa de Moros y Cristianos, festividade que ocorre todos os anos principalmente no sul da Espanha, congregando, nesse contexto, um contingente significativo de turistas.
1 Estudante de Doutorado do Programa de Pós-graduação em Estudos da Tradução / Universidade Federal de Santa Catarina.
2 Professora da Universidade Federal de Santa Catarina / Bolsista de Produtividade do CNPq / Professora da Universidade Federal de Santa Catarina / Professora Visitante Sênior na Universidad de Valladolid, España pelo Programa CAPES/PRINT – Programa Institucional de Internacionalização.
KEEP CALM AND USE A DICTIONARY: O PAPEL DO DICIONÁRIO BILÍNGUE CONTRASTIVO NA APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA
Priscila Handa Suzuki¹
Cláudia Cristina Ferreira²
O dicionário é uma ferramenta válida e eficaz, pois é rica fonte de informação que contribui para o processo de ensino e aprendizagem, uma vez que esclarece possíveis dúvidas (ortográficas, semânticas, sinonímicas, gramaticais, dentre outras), além de possibilitar autonomia ao aprendiz (DURÃO; TOLEDO, 2011), podendo ser consultado dentro e fora do espaço escolar, com ou sem a presença de um docente. Neste trabalho, temos por objetivo dialogar sobre questões em torno da Lexicografia e suas contribuições, bem como sobre o uso de dicionários (BOLZAN; DURÃO, 2011), em especial dicionário contrastivo (DURÃO; RUANO; WERNER, 2009), no intuito de otimizar a expressão escrita de aprendizes de inglês como língua estrangeira/adicional. Destacamos que este artigo é um recorte de futura pesquisa a ser desenvolvida no Doutorado, cujo objetivo é elaborar um dicionário bilíngue contrastivo sobre preposições de inglês que possa vir a auxiliar professores e aprendizes da língua, isto é, potenciais consulentes que busquem esclarecer dúvidas acerca da temática. Em suma, podemos concluir que os dicionários bilíngues contrastivos são uma ferramenta que, quando utilizada com propriedade e conhecimento, pode auxiliar usuários a ampliar o caudal lexical, esclarecer dúvidas de ortografia e gramaticais em contexto e, também, contribuir para o desenvolvimento da competência do aprendiz na língua estrangeira meta.
1 Mestranda no programa de Pós-Graduação em Letras Estrangeiras Modernas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).
2 Pós-doutoranda em Estudos da Tradução (UFSC) / Professora associada da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
AS UNIDADES FRASEOLÓGICAS NO ENSINO DE ESPANHOL: PROPOSTAS DE ATIVIDADES A PARTIR DE UM BLOG
Ana Paula Mantovani VIEIRA¹
Claudia Cristina FERREIRA²
Há anos linguistas como Ortiz Alvarez e Unternbäumen (2011) vêm reivindicando o lugar das Unidades Fraseológicas (UFs) na didática de línguas, na lexicografia e estudos fraseológicos, pesquisando e destacando a importância tanto de seu ensino como de sua aprendizagem por docentes e discentes de espanhol como língua estrangeira/adicional. Objetivamos com esta comunicação dialogar sobre os estudos fraseológicos aplicados e divulgar um produto educacional elaborado no Mestrado Profissional em Línguas Estrangeiras Modernas (MEPLEM/UEL). Este produto foi elaborado com o intuito de desmistificar a ideia de complexidade no ensino e na aprendizagem das UFs (BAPTISTA, 2014; RIOS, 2010; SKYNDLER, 2015; OLIMPIO, 2006) e, buscando responder às necessidades relacionadas ao uso das Tics e à globalização, o disponibilizamos em um blog, que está em contínua construção, intitulado “El huevo de Colón: Unidades Fraseológicas y otros tesoros”. Ao oferecer as atividades em um blog acreditamos possibilitar maior alcance desta ferramenta pedagógica, tanto para professores como para alunos e demais interessados nos estudos fraseológicos.
1 Mestra em Línguas Estrangeiras Modernas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Professora Colaboradora da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR).
2 Pós-Doutoranda em Estudos da Tradução (UFSC). Professora associada da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
INFORMAÇÕES CENTRAIS DE MEDICAMENTOS EM LIBRAS (LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS): PASSOS DA TRADUÇÃO FUNCIONAL PARA O ACESSO DOS SURDOS NA ÁREA DA SAÚDE
Núbia Flávia Oliveira MENDES¹
Markus Johannes WEININGER²
Neuma CHAVEIRO³
Dolors RODRÍGUEZ-MARTÍN⁴
Este estudo é um recorte da pesquisa de mestrado intitulado “Informações centrais de medicamento em Libras: Tradução comentada para instituir o direito e o acesso linguístico dos Surdos na área da saúde. Neste, serão apresentados os passos de uma tradução que aproxima o público Surdo de informações centrais, por meio das embalagens dos medicamentos Dipirona Monoidratada e Dropropizina e da bula do medicamento Refresh Advanced. A Libras é a primeira língua dos Surdos, no entanto, apenas o reconhecimento da língua não é o bastante. As práticas sociais precisam ser modificadas, especialmente na área da saúde, onde os Surdos vêm encontrando barreiras nas informações, pois a falta de compreensão pode levá-los no uso de medicamentos irracional, prejudicando a qualidade de vida desses usuários, podendo levá-los até mesmo a óbito. Nesse sentido, o objetivo principal deste estudo é mostrar os passos da tradução funcional para a adequação de acesso dos Surdos às informações centrais e uso racional de medicamentos, na sua primeira língua, na Libras (Língua Brasileira de Sinais). Esta pesquisa baseia-se metodologicamente na abordagem funcionalista apresentada por Nord (2016), na qual a autora contextualiza a teoria e a prática tradutória. Nessa perspectiva, o texto e o público de chegada são determinantes do método e das estratégias utilizadas (REISS; VERMEER, 1984a) para cada passo utilizado na tradução funcional.