A felicidade está dentro de cada um de nós, e para encontrá-la é preciso saber compreender e amar
marcoscarlosvieiradossantos@gmail.com
Escritor e pesquisador espiritualista
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SOMOS EDUCADORES DE NÓS MESMOS
Existe um guia dentro de cada um, que nos orienta a seguirmos os caminhos mais assertivos para a nossa evolução espiritual, nos tornando pessoas melhores.
Nosso corpo e nossa mente são matérias que requerem cuidado. Os mesmos são constituídos de componentes complexos e sensíveis ao trato que lhe damos. São materiais maleáveis que têm sua constituição pelo alimento, ar e os pensamentos internalizados. Portanto, nosso guia interior nos orienta sobre o melhor, entretanto, o corpo animalizado requer uma domesticação para não ceder aos impulsos animalescos dos simples instintos que podem adoecer o ser pelas escolhas irracionais e meramente instintivas.
É necessário que saibamos domar o leão que abriga nosso espírito. Essencialmente somos vida, esta que move nosso grotesco envoltório que tem suas necessidades biológicas. Então precisamos dar de fato a importância ao substancial e não ao secundário, ou seja, ao espírito que é eterno e não ao corpo que é efêmero. Os sofrimentos que o corpo suporta, impregna suaves perfumes e o doce do mel ao espírito, enquanto os prazeres fugazes do corpo confere nevoeiro ao desenvolvimento espiritual.
Saibamos discernir e manter o equilíbrio que vem da orientação de nosso guia interior e tomarmos decisões mais assertivas mesmo que sejam contrárias às vontades da carne, seja em sentido material ou moral.
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O PROPÓSITO DA VIDA
O Universo é regido por uma Lei, assim também tudo que nele há. Desta forma nós humanos também somos submetidos a tal, e se trata da lei de evolução. Sendo assim, não estamos aqui na Terra ao acaso, cada um de nós tem a sua missão.
Às vezes ficamos sem rumo, não entendendo o porquê de várias coisas e situações, adentrando em um enorme complexo existencial. Entretanto, utilizando-se de uma reflexão racional e amorosa, de forma despretensiosa e humilde podemos lograr êxito com as respostas tiradas da nossa própria intimidade, o nosso eu. Não estamos e nem somos sozinhos, temos um Pai Supremo que zela por cada um de nós; basta que exerçamos nossa humildade e súplica ao Altíssimo que seremos amparados, tendo o reconforto para a mente inquietante e a alma ansiosa.
A evolução é meta de cada ser, e quando nos afastamos do caminho padecemos, então surgem os conflitos existenciais. Então a calmaria só retorna quando voltarmos a trilhar o caminho o qual fomos incumbidos pelos desígnios divinos. E somente nós mesmos após profunda meditação silenciosa de encontro a nós mesmos podemos obter as respostas do caminho que devemos seguir.
Uma vida sem propósito é um desperdício do tempo que nos foi dado para o nosso próprio crescimento espiritual. Se quisermos estar em uma condição humana melhor amanhã, descubramos e façamos com amor nossa missão.
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SOMENTE O CONHECIMENTO VERTICAL NOS LEVA AO CRESCIMENTO ESPIRITUAL
Existem dois tipos de conhecimento, o horizontal quantitativo e o vertical qualitativo. Para a nossa evolução espiritual necessitamos desenvolver este último.
O conhecimento horizontal que é quantitativo, refere-se ao conhecimento acumulado. Como exemplo temos o conhecimento técnico, habilidades, geralmente designando profissões, como pedreiro, médico, engenheiro, padeiro etc. Este conhecimento está relacionado ao fazer.
O conhecimento vertical que é qualitativo, refere-se ao conhecimento moral, o qual é sentido pelo ser, vivido e experienciado. Como exemplo temos os monges franciscanos que vivem o desapego, vivendo o isolamento externo à procura do eu interior, na busca do conhecimento espiritual. Contudo, não se faz necessário pertencer a qualquer ordem religiosa para o desenvolvimento da espiritualidade.
Para o desenvolvimento moral, o qual leva à evolução do espírito, primeiramente tem que partir do real interesse individual, consciencial. O conhecimento vertical é pura qualidade, pois viSa à santidade do ser, a auto-iluminação, o que torna o indivíduo bom, justo, ético, compassivo etc. Estes conceitos só podem ser praticados pela grandeza da alma. Ao contrário, o conhecimento horizontal que é somente quantidade, está na superficialidade das coisas. Assim vemos o quanto é comum pessoas bem instruídas serem egoístas, malvadas, arrogantes. Isso se dá porque o conhecimento que se tem é apenas quantidade, por maiores gênios que sejam não conseguem ter generosidade se não tiverem o mínimo do conhecimento qualitativo. Ao contrário, vemos pessoas que detêm o mínimo de conhecimentos quantitativos, mas sabem desenvolver seu lado espiritual, sendo ótimas pessoas de se conviver, generosas etc.
Então procuremos refletir sobre nossas condutas, se estamos agregando somente conhecimentos horizontais quantitativos e esquecendo dos verticais qualitativos, aqueles que realmente nos realizará como ser humano que somos.
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O PODER DA PRECE
Como bem disse Jesus Cristo: orai e vigiai. O poder da oração realmente pode trazer alívio para nossos conflitos. Independente do problema, seja existencial, material ou de relacionamento; a sintonia espiritual nos torna plenos.
Independente da religião que professamos, ou até mesmo para quem não pratica, a espiritualização é imprescindível para a plenitude do ser. Às vezes nos sentimos desprotegidos, fracos, sem perspectivas. Mas o que pode mudar esse cenário hostil de desalento é a meditação, a reflexão interior, ou seja, a comunicação com o Pai que nos criou. Não somos órfãos, temos um Pai onipresente. É preciso habituarmos a orar, uma conversa com Jesus Cristo. Com esse hábito, teremos mais claras as perspectivas que serão de felicidades para nossas vidas.
Mesmo que não vejamos, existe um mundo espiritual ao nosso redor, por isso a importância de estarmos em sintonia com os espíritos de luz, ou como se diz: nosso Anjo da guarda. Às vezes nos são sugeridos pensamentos que não são genuinamente nossos, e que os são de espíritos malévolos. Desta forma devemos questionar tais pensamentos e recorrer à prece, orando para atrair os benfeitores espirituais de Cristo.
Não importa se sabemos rezar ou se fazemos parte de alguma igreja, o importante é cultivar bons pensamentos sempre. Contudo, nas horas mais difíceis é fundamental uma oração mais profunda e prolongada. Não estamos sós, somos filhos de um Pai misericordioso que sempre nos dará as mãos quando necessitarmos.
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O UNIVERSO ESPIRITUAL
No plano terrestre onde vivemos, muitos acreditam ser a única realidade, onde a morte do corpo físico é o fim. Entretanto, a realidade verdadeira é constituída de diferente material, mais sutil, não captada por nossa visão limitada à experiência que devemos adquirir na Terra.
O Universo espiritual, ou Universo sutil, é a realidade cósmica. Mesmo com a ascensão do homem ao espaço não foi possível enxergar a verdadeira realidade da qual fazemos parte. Vivemos em uma realidade de sombra, se comparada à verdadeira. O projeto de vida que conhecemos é apenas mais um em meio a tantos outros inimagináveis pela nossa mente e atual senso de razão.
Observe pessoas espiritualistas, independente da religião, ou mesmo sem. Podemos ver que seus focos não são materialistas. Seus valores são universais, preocupam-se com o espírito, pois o mesmo está além deste “mundo”. As futilidades são desprezadas, como tipos de vestimenta, dinheiro além do necessário para sobreviver, mágoas, raiva, revolta, desavenças. A única preocupação é servir e ser bom, e sempre avaliar se está no correto caminho através da meditação.
Independente de crermos ou não, não se pode negar a felicidade intrínseca nestas pessoas, e o bem que nos transmitem simplesmente por está perto. Elas emanam sua paz interior, e de suas bocas não sai nada mais que bons conselhos.
Saibamos analisar não somente com a razão intelectiva, impregnada de preconceitos e forte materialismo. É preciso deixar nosso eu interior refletir, nosso coração, nosso espírito.
UNIVERSO ESPIRITUAL
A realidade primeira é aquela de onde tudo se origina. No Universo, onde se pode confundir com Deus, que tudo cria, podemos apenas intuir sobre o Criador. No estágio evolutivo que nos encontramos, nossa mente ainda não consegue compreender Deus e seus desígnios. Dessa forma vagamos à procura de respostas para nossas revoltas interiores.
O vazio que sentimos vem da falta de entendimento do nosso propósito de vida, das dúvidas e perguntas como, de onde viemos e para onde vamos? Tais questionamentos sem maduras respostas podem gerar um conflito existencial. Outras também como, por que sofremos, o porquê das injustiças sociais etc. Outras mais como, a origem do Universo e dos Planetas. Tais respostas não podem ser dadas simplesmente pela ciência material. Como fazemos parte de uma sociedade capitalista materialista, onde é preciso ver para crer, em que as questões espirituais e transcendentes são desacreditadas, vivemos superficialmente a experiência terrena.
Devemos então procurar uma sintonia com nós mesmos para descobrirmos a realidade primeira, aquela que transcende a morte física, onde a existência está além do que podemos enxergar. As vidas são múltiplas e a criação não cessa, assim como a evolução. Assim, estamos sempre aprendendo, para nossa felicidade e contribuição para com os nossos semelhantes.
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TEORIA SOBRE A CRIAÇÃO HUMANA
Com um pensamento divino surge a alma humana. Sua concepção foi dada como um ser simples, mas potencialmente complexo. Por sua vez, a mesma tem a capacidade por seus próprios méritos de autotranscender.
O espírito humano foi criado simples e ignorante. Simples por ser apenas como uma folha em branco, mas potencialmente divino; e ignorante porque nada sabia, sendo uma espécie primitiva. Em se tratando de planeta Terra, à medida que seu espírito evoluía, também passava-se pela mudança corporal, deixando os traços físicos mais grosseiros para os mais delicados.
Na lei divina não há injustiças. A criatura humana desperta gradativamente sua consciência. Como nada sabe inicialmente, pode errar, contudo, existe dentro de si a fagulha da consciência cósmica que intuitivamente é percebida. Como tem livre arbítrio, o ser pode por si mesmo escolher seu caminho. Então, toda ruína, ou toda glória tem como efeito a causa de sua própria vontade praticada. Deus nos criou simples, mas propensos ao seu amor, à sua justiça, dentro de sua lei cósmica. Não existe pecado, mal, esses conceitos são criações das nossas mentes. O que de fato existe é tão somente nossa evolução, uma vez que não fomos criados prontos, mas, sementes com potenciais de árvores belas. Devemos então sermos compreensivos para conosco e para com nossos irmãos.
Nosso êxito está dentro de nós mesmos. Todo sofrimento que não compreendemos agora, faz parte do efeito do sofrimento que causamos a alguém em outro momento, ou em outra existência. Compreendendo os desígnios divinos podemos entender que não há injustiças sofridas, todos padecem para resgatar dívidas contraídas. Contudo, podemos aliviar nosso fardo, sendo caridosos e generosos, pois somente o amor pode anular ou abrandar nossas culpas.
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ESPÍRITOS ILUMINADOS X ESPÍRITOS TREVOSOS
O espírito humano é criado simples e ignorante. Isso vale para todos, caso contrário Deus não seria justo. Entretanto, o Criador em sua perfeita e grandiosa justiça e amor dá as mesmas condições de progresso, cabendo ao espírito (ser humano) trilhar pelo seu livre-arbítrio, o melhor caminho a seguir.
Tanto os espíritos considerados das trevas ou os considerados das luzes são pessoas criadas da mesma forma, com o mesmo poder de escolha. Pela livre-escolha uns tendem a atitudes malévolas e outros às bondosas. No entanto, todos têm em sua consciência íntima e profunda, gravada em seu ser a potencialidade angelical. Cedo ou tarde cada espírito humano rumará à justiça e ao amor Supremo. Todos somos irmãos e não existem demônios ou anjos, só humanos, uns mais e uns menos iluminados.
Apesar do ser humano ser criado em igual forma, por suas vontades e escolhas criam uma esfera personalizada aos seus desejos e condutas. Essa esfera é compartilhada pelos semelhantes, ou seja, pelos afins. O espírito mais evoluído não encontra eco com os trevosos, por isso não se abala e não se recente, pois está em outro patamar vibracional.
A natureza universal e suas leis regem o Universo harmonicamente, sendo nós partícipes desta orquestra, podendo nós voluntariamente entrarmos em sintonia, colhendo bons frutos ou em desarmonia, colhendo as amarguras que refletem as más ações.
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NÃO SOMOS O CORPO E NEM MESMO A MENTE
Apesar de adultos cronológica e biologicamente falando, em matéria existencial e espiritual somos crianças, uma vez que desconhecemos a nossa verdadeira essência primária e potencial.
A vida que somos é confundida com o caráter transitório existencial corpóreo. E uma forte gama de indivíduos ocidentais, mais espiritualistas, supõem o pensamento sendo a alma ou o espírito. Quando ainda estamos fortemente atrelados à matéria, não nos damos conta da realidade a qual fazemos parte, como uma criança que ainda está descobrindo o seu corpo e os objetos ao seu redor.
Jaggi Vasudev, referido como Sadhguru é um yogi indiano que divulga em suas palestras sobre a realidade do ser, relata que o indivíduo não é o corpo e nem mesmo seus pensamentos. Pois o corpo é constituído da alimentação que é algo externo, da mesma forma os pensamentos que são construídos com base em experiências externas ao ser. Desta forma a meditação seria uma ferramenta para alívio das pressões que são absorvidas do corpo e da mente para o ser.
Então o distanciamento do corpo que sofre os impactos das labutas e dos pensamentos que nos são chegados pelos turbilhões das mais diversas informações, pode trazer paz ao ser, a vida que realmente somos.
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SOMOS PARCIALMENTE DIRIGENTES DA NOSSA TRAJETÓRIA EVOLUTIVA
Não escolhemos nosso gênero sexual, nossa estatura, cor de pele, olhos e cabelos, nem nossos pais, irmãos ou inexistência destes. Podemos titubear no caminho, mas a chegada já está em nosso “DNA”, a santidade é inevitavelmente a programação humana feita pelo Criador. Cedo ou tarde todos chegam!
O Universo é vida, assim tudo é vida, o Planeta Terra em que vivemos é um grande complexo de vida onde somos parte. Com serenidade podemos observá-la, vendo que que toda espécie de vida que emergiu e se expressou, antes foi uma vida em potencial como uma semente ou um embrião. Então a vida se torna o que deve ser independente da vontade humana que é só mais uma das criações. Uma das vertentes da iluminação ou abertura do chamado terceiro olho é vê a vida como ela é, sem pretenções, sem egoísmo ou superego.
Uma das grandes causas da ansiedade e sofrimento humano é preocupar-se com o futuro, e tal fato é algo comum em praticamente todas as sociedades, assim o indivíduo agrega este pensamento coletivo, absorvendo este mal como uma conduta necessária. Fato é que se enxergarmos a vida como realmente é, sem os conceitos socioeconômicos e moralistas, podemos sair do ciclo vicioso da ansiedade. É preciso entender que a autonomia humana frente aos acontecimentos é relativa, e quando temos a pretenção de ter o total controle sofremos, pois na verdade temos apenas o controle parcial em nossa própria vida e às vezes queremos contralar situações externas, o que é mais improvável de conseguirmos. Sobre o próprio corpo podemos ter uma significativa influência própria, mas externo a nós podemos apenas sugerir expressões de nossas vontades, pensamentos e reflexões.
O que devemos fazer para ter a vida equilibrada emocionalmente é ter a boa vontade de experienciar a vida como ela é, aceitando que não somos autocriados e sim criados, suavizando assim as relações humanas, as quais são heterogêneas, pois cada ser carrega em si experiências únicas, pelas próprias experiências diversas e por seus modos pessoais de enxergá-las. A preocupação excessiva com o futuro só traz desequilíbrio ao indivíduo, pois a mente gasta inutilmente a energia que poderia se utilizada para resolução prática do problema, o qual só é resolvido no presente, uma vez que, o passado não existe mais e o futuro é uma hipótese.
Somente o presente é uma realidade a qual podemos agir de fato. Portanto o equilíbrio em nossas vidas pode ser alcançado quando conseguirmos nos harmonizar com o ‘agora’ e ter a consciência que o grande orquestra da vida não somos nós, somos músicos que a compõem e devemos nos ater em afinar e estar conectados à melodia que fomos incumbidos a tocar pelo maestro regente.
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A experiência da paz e da felicidade advêm de doses conquistadas pelo mérito individual e pela graça da Divindade.
Inconscientemente todo ser humano busca um preenchimento do que se chamam “vazio espiritual”. Na verdade, o que ocorre com o indivíduo, com este sentimento de incompletude é a semente potencial da angelitude que cada um de nós carregamos desde nossa criação primitiva. Somos potencialmente divinos embora persistemos no mal, o qual é transitório e passageiro, pois nenhum indivíduo pode eternizar nas más ações porque sua natureza em essência é divina, e assim como uma semente projetada para se tornar uma árvore, também o ser humano não pode fugir do seu destino e tornar-se outra coisa que não seja o divino.
Quando as inquietações existenciais começam a nos perturbar, significa que nossa semente está se abrindo rumo ao alto. Seguimos assim, em busca da plenitude para qual fomos criados, sendo partes da criação porque a obra é algo advindo de seu criador, então começamos a perceber as verdadeiras nuances da vida. Mas nada na natureza ocorre de imediato, a paciência também é uma virtude que requer exercício diário. Desta forma, entendamos que a busca deve ser diária, e as doses virão conforme o mérito da verdadeira prática e desejo íntimo, não esquecendo do amor, compaixão e caridade.
– Vamos internalizar o seguinte pensamento:
Quero que a Luz de Deus brilhe em mim, porque Deus é tudo e eu sou nada. Conhecereis a verdade, e a verdade lhe libertará. A verdade consiste em experienciar a regência Divina sem relutar, deixando para trás os caprichos do ego.
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DISSE JESUS: "VINDE A MIM VÓS QUE ESTAIS CANSADOS"
Jesus de Nazaré a mais de dois mil anos nos ensina a não sucumbir nos momentos de provação, ou melhor dizendo, expiação. Expiação seria um termo mais apropriado, pois conforme a Lei de Justiça Divina só colhemos o que plantamos, então só expiamos ou sofremos as consequências do nosso plantio.
Além da Justiça Suprema o Criador lança amor e consequentemente misericórdia às criaturas, não as deixando a mercê de sua própria ignorância efêmera. Assim, mesmo nas mais difíceis batalhas da existência humana de sofrimentos em diversos níveis e gêneros, nenhuma alma sucumbirá, pois todos os seres são assistidos por missionários benfeitores. Desta forma podemos sentir no íntimo, mesmo em momentos amargos a certeza do alívio do fardo ao fazer a entrega dos problemas e dificuldades insuportáveis a quem nos criou. Fato é que Deus nos dá o peso conforme nossa força e se não o suportamos em determinado momento, então o entregamos ao Mestre Supremo.
- Mas como faremos isso?
- Aceitando a realidade que de antemão não pode ser mudada e compreendendo que tudo passa, pois a existência é dinâmica.
Devemos sempre manter acesa a fagulha da esperança em nosso íntimo, essa fagulha é a voz da inteligência Criadora que nosso livre-arbítrio pode voluntariamente ouvir ou não. Então façamos a nossa parte para o alívio de nossas dificuldades, porque o Mestre Supremo Criador, imutável em suas leis, sempre as fez e fará pela eternidade.
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PENSAMENTOS ALEATÓRIOS
Nossos pensamentos são vagos, soltos; e com base neles agimos. Nossas atitudes são reflexos diretos dos nossos pensamentos, por isso temos que direcioná-los positivamente.
Muitas vezes sofremos e não questionamos a origem do sofrimento. O fato é que se investigarmos o porquê do sofrimento constataremos que não há porque sofrer. Quando deixamos nossos pensamentos livres e os mesmos tomam uma direção melancólica e não os questionamos, corremos o risco de adentrarmos em um sofrimento psicológico. Por isso devemos sempre estarmos atentos e fazer uso da educação mental que consiste em orientar nossos pensamentos, de forma a vivermos com saúde mental, tão importante quanto a saúde física.
Assim, como devemos exercitar fisicamente, de forma correta e moderada, não exagerando nos exercícios, não sobrecarregando os músculos para não lesioná-los, mas também não tendo uma vida sedentária; também devemos educar nossos pensamentos. Quando nos alimentamos de fatos negativos e damos importância exagerada aos mesmos, acabamos por construir lixos mentais que vão se alojando em nosso subconsciente e sem perceber vamos adoecendo com medos e pessimismos.
Devemos utilizar da educação mental para orientar os nossos pensamentos aleatórios. Quando um pensamento de medo, raiva, inveja ou algo destrutivo do tipo vier em nossa mente, devemos apertar a tecla STOP da nossa mente e assumirmos a autonomia de nós mesmos.
Nosso objeto é sermos felizes e vitoriosos, e o primeiro passo é autodominarmos. Após o acionamento da tecla STOP da nossa mente, utilizamos um pensamento reflexivo para questionar nosso próprio pensamento de forma crítica. Assim, alteramos tal pensamento. Pensamentos aleatórios, que culminam em pensamentos pessimistas devem ser paralisados e substituídos pelos edificantes, como amor, ternura, esperança. Precisamos então tirar o foco do trágico e observarmos os aspectos positivos que também permeiam nosso ambiente.
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SAÚDE MENTAL
Nossa saúde mental pode ser adquirida pelo direcionamento de nossos pensamentos. Muitas pessoas sofrem sem razão, mas não sabem, se soubessem e absorvessem a verdade não sofreriam.
A verdade é que não há razão para ninguém se martirizar mentalmente; seja pela perda de um ente querido, seja por falta de dinheiro, uma humilhação sofrida, não importa. Tudo que acontece em nossas vidas é para nossa evolução espiritual. E mais, não há causa sem efeito, a Lei do Universo é justa, não somos coitadinhos. É preciso olhar a vida de forma ampla, a existência é múltipla e eterna, estamos sempre renascendo. Contudo, é com o tempo que vamos adquirindo sabedoria, então vamos nos poupando do sofrimento ilusório, existente em grande latenticidade nos espíritos mais ignorantes.
Assim, temos como objetivo descortinar o véu que encobre o que parece ser realidade, e trazer à tona o verdadeiro sentido da vida. A vida não é lamentação, é desprendimento, não é possessão, é entrega, não é avareza, é doação. Não são os outros que nos fazem sofrer, não é a perda do automóvel, da casa, do filho, da mãe; são nossos pensamentos mesquinhos que nos levam ao sofrimento. A saúde mental está em nossa maturidade espiritual, no discernimento do que tem valor de fato em nível universal. É com o crescimento moral que obtemos a aquisição da felicidade.
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“HÁ MAIS MISTÉRIOS ENTRE O CÉU E A TERRA DO QUE A VÃ FILOSOFIA DOS HOMENS POSSA IMAGINAR” (Frase de William Shakespeare)
Nós aqui no campo material terreno não nos damos conta do imenso Universo o qual pertencemos. Assim também não temos sequer noção das influências não visíveis as quais somos constantemente submetidos.
Sem entrarmos no mérito das questões religiosas, mas partindo de um princípio filosófico, mais precisamente da metafísica que trata de questões a respeito do mundo intangível, dos aspectos da alma do ser, vamos tentar interpretar tais fenômenos. Fato é que somos espíritos que animam o corpo físico, e alguns espíritos benevolentes ou malevolentes conseguem nos sugerir ideias que pensamos serem nossas.
Alguns espíritos que são tendenciosos ao mal, se comprazem em nos atormentar. Por isso devemos estar vigilantes, sempre nos sintonizando com o bem; eis aí a importância de termos uma religião, ou se não a tivermos, que busquemos desenvolver nossa espiritualidade buscando conhecimentos edificantes. O importante a sabermos é que existe um Criador justo e que nos criou simples, mas com potencialidade divina, e que também somos assistidos por bons espíritos, chamados por alguns de anjos-da-guarda.
Então cabe a nós questionarmos os pensamentos destrutivos que chegam até nós, nos apegando às boas sugestões de otimismo e boas condutas, pois somente elas podem nos levar à felicidade.
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A vida está sempre se renovando e se multiplicando na vastidão do Universo. No entanto, com a limitada visão e mesquinhez reflexiva, o ser humano é levado a crer que nada há, além do que seus próprios sentidos possam captar. Portanto, para que se possa ampliar o campo de entendimento sobre a realidade da vida, bem como seus múltiplos ambientes existenciais pode-se contar com a ciência contemporânea e indivíduos já despertos do véu material que ainda obstrui à massa humana da Terra.
A incredulidade em virtude do forte apego materialista ainda persiste na humanidade por um lado, por outro, acredita-se piamente em ensinamentos religiosos, em seus dogmas de raízes tradicionais, mantidos como sendo verdades absolutas. O erro em que se corre é devido ao fato de que tais construções dogmáticas advém de pessoas que podem não ter a fidelidade ético-moral à razão crítico-reflexiva a respeito da cultura, época e contexto dos fatos. A crença cega é um perigo a sanidade, por conseguinte, à própria humanidade.
Apesar da falta de desprendimento e abertura a aprendizagem do que não se sabe, existe uma parcela significativa de indivíduos dispostos a aceitarem que seria prepotência acreditar em exclusividade humana na Terra e que esta raça terráquea é a que detém a sabedoria do Universo. Para se chegar a um certo conhecimento, antes de tudo é preciso humildade em reconhecer a pequenez, uma vez que, pouco se sabe a respeito da própria individualidade. Basta refletir sobre os fortes impulsos primitivos que nos movem, como raiva, ódio, inveja, medo e egoísmo por exemplo. A falta de controle pessoal já evidencia o atraso psíquico-moral que deve ser despojado. Felizmente, com a misericordiosa fonte da vida com a Lei da justiça e mérito evolutivo a que o ser está submetido, somos partícipes da coletividade com seres de diferentes graus evolutivos, para aprendermos e ensinarmos.
Felizmente, os missionários da luz vêm emitir esclarecimentos de que a Terra é mais um dos pontos do infinito Universo que a todo momento cria vidas, sendo nós uma das múltiplas espécies de vida, não sendo nem a mais e nem a menos evoluída na escala Universal Divina. Além de notáveis pessoas, de várias idades, nacionalidades que têm conhecimento de suas vidas e origem, há também relatos de pessoas comuns que tiveram contatos com outros seres que se mostram mais adiantados que nossa espécie. Para que o caro leitor possa melhor entender tais fatos, elenca-se aqui alguns nomes que podem ser pesquisados para melhor entendimento: Laércio Benedito Fonseca, os irmãos Flávio e Marcos Cabobianco, Artur Berlet, David Grusch, o casal Betty e Barney Hill, Linda Cortile, os amigos Charles Hickson e Calvin Parker, Travis Walton e o garoto Arthur Marshall Godoy como exemplos.
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É interessante notar que nos dias atuais ainda persistem temor ao tema espiritual, mas especificamente ao ligado ao espiritismo, doutrina esta, amplamente divulgada nos livros de Allan Kardec. Parece que, a Idade Média ainda resiste à evolução filosófica dos fatos que se teimam em não perceberem.
Sem dúvidas a cultura de uma comunidade, ou a crença religiosa devem ser respeitadas, mas o que se vê na sociedade brasileira ainda hoje é a ignorância da maioria em temer quando o assunto se refere aos espíritos. Assim, acredita-se que os espíritos comunicantes são demônios, e esta comunicabilidade seria um pecado. Tais conceitos fazem parte de particularidades culturais com forte dogmatismo, sem se abrir os olhos frente às novas descobertas. A evolução é constante e não se poder se apegar às crenças que serviram às culturas antepassadas. A valorização cultural deve ser ressignificada conforme a própria evolução humana.
O que ocorre entre grande parte dos religiosos ou seus simpatizantes é o apego demasiado em relação a interpretação literal a que foi dada a Bíblia. É preciso caminhar e não estagnar com o pé no passado, e sim saber utilizar da base do conhecimento que foi construído, para refletir sobre o presente com as novas construções espiritualistas e filosóficas conforme a nova fase intelectual humana, visando também a evolução de sua moral.
Não se quer aqui de maneira alguma criticar qualquer religião que se tenha, pelo contrário, uma vez que, todo credo visa a busca pela melhoria espiritual do ser. Posiciona-se somente em abrir o debate para que se possa ter um diálogo reflexivo sem pré-conceitos do que não se conhece de fato. Pois, somente a partir de estudos, alguém pode opinar com conhecimento de causa, sendo o contrário, haverá apenas falácia e não ocorrerá o crescimento do ser e a “saída do casulo” tonar-se-á inviável.