Outubro a dezembro de 2025
Instigados pelas possibilidades colocadas pelos ciclos de leituras anteriores, como portais de tempos entreabertos ao acender sonhos e cultivar memórias, nos impomos a necessidade de fazer-pensar provocações que repercutissem nas pesquisas do Grupo Espaço Livre, em um novo ciclo de leituras. Partimos do interesse comum, a saber: o espaço público da cidade de Salvador e as interseções entre o habitar, o corpo e o lugar. Como proposta, refletimos sobre perspectivas que constituem uma outra cidade e que, de algum modo, mobilizam linguagens, narrativas e abordagens que dialogam com os interesses dos integrantes do Espaço Livre, sendo elas: 1. Produção do Espaço e Direito a Habitar: O Centro Histórico de Salvador à Luz da Antropologia e da História, de Urpi Montoya Uriarte; 2. Recordações de becos e vielas, de Mônica Santana, Alex Simões, Gildon Oliveira e Priscila Fulô; e 3. Ladeira da Preguiça, de Evanilton Gonçalves.
O ciclo foi organizado por Alisson de Almeida Alves e Igor de Jesus Santos e contou com participação e o envolvimento dos demais integrantes do grupo. O primeiro e o segundo encontros ocorreram no IGEO-UFBA. O terceiro encontro, na Ladeira da Preguiça e no Centro Cultural Que Ladeira é Essa?, foi uma experiência imersiva em paisagens e vivências estigmatizadas da cidade – embalados por uma trilha sonora com Jimmy Cliff, Luedji Luna e Edson Gomes, leituras realizadas por Marcelo Sousa Brito, pelo livro de Evanilton Gonçalves - Ladeira da Preguiça, e pelas conversas assertivas de Angelo Serpa – que revelou alguns desdobramentos para as pesquisas desenvolvidas pelo Grupo, desdobramentos esses que se abrem para novas reflexões. O texto de Igor de Jesus Santos sobre o ciclo pode ser conferido ao lado. Os registros fotográficos, alguns são do próprio autor, outros dos participantes do ciclo.
Outubro a dezembro de 2024
No segundo encontro do ciclo de leituras "Acender Sonhos e Memórias", Flávia Souza escreveu e apresentou o texto, que pode ser acessado aqui ao lado, falando da história do Grupo Espaço Livre de Pesquisa-Ação a partir dos títulos dos livros publicados por seus integrantes ao longo dos últimos anos. Célio Santos organizou esse encontro expondo em um mural, em forma de "varal de fotos", imagens da trajetória de encontros do Grupo.
Sobre o ciclo: ao considerar as propostas desenvolvidas nos ciclos anteriores, especialmente os de Nurit Bensusan e de Helena Silvestre, continuamos a leitura de textos que adotam linguagens e abordagens teóricas que se afastam das referências acessadas ao longo da graduação em Geografia e se aproximam de discussões levantadas por integrantes do Espaço Livre. O plano de leituras do ciclo “Acender sonhos e memórias” é composto por um artigo e dois livros completos. Foram eles: Racismo e sexismo na cultura brasileira, de Lélia Gonzalez; Becos da Memória, de Conceição Evaristo; e Não vão nos matar agora, de Jota Mombaça. O ciclo foi organizado por Crislane Rosa e Célio Santos.
Abril de 2021
As imagens que compõem a exposição virtual resultam de uma dinâmica realizada no Laboratório de Análise Urbano-Regional (NUAGEO), do instituto de Geociências, da Universidade Federal da Bahia, inspirada nas exposições universais de ciência, realizadas no âmbito de agremiações científicas e congressos de especialistas, sobretudo entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX, quando eram expostas descobertas e formulações científicas ao tempo em que suas formas de representação eram definidas/normatizadas por seus participantes. A proposta central da atividade era a de questionar e refletir sobre os processos de normatização e assimilação de representações técnico-científicas pela comunidade acadêmica ao longo do tempo. A exposição foi ao ar no mesmo momento de realização do Seminário “Representação e Geografia”, como resultado de projeto financiado pelo CNPq, realizado em parceria com o Grupo de Pesquisa Costeiros no âmbito das atividades do Laboratório de Análise Urbano Regional (NUAGEO).
Para acessar a exposição clique no link:
https://angeloserpa.wixsite.com/exponuageo
Maio a Agosto de 2018
O evento intitulado “O teatro como campo de batalha” coordenado por Marcelo de Sousa Brito, como parte de seu estágio de Pós-Doutorado junto ao Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA com a parceria do Grupo Espaço Livre de Pesquisa-Ação do Departamento e Pós Graduação em Geografia/UFBA, foi composto por leituras dramáticas de três textos emblemáticos na história da dramaturgia brasileira, os quais retratam lutas de movimentos sociais e realidade sócio-político-cultural do Brasil entre os anos 1950 e 1970: “Eles não usam black tie” (1958) de Gianfracesco Guarnieri, “Quando as máquinas param” (1963) de Plínio Marcos e “Murro em ponta de faca” (1978) de Augusto Boal.
Acesse ao lado o documento: "O TEATRO COMO CAMPO DE BATALHA: GÊNERO, CLASSE E ATIVISMO!"
Abril a Junho de 2016
Em meio a tantos compromissos, agendas, eventos etc., o grupo Espaço Livre de Pesquisa-Ação se deu o direito, ou a obrigação, de parar para pensar. Desta vez, mediados pelos escritos de Richard Sennett, uma série de encontros foi promovida para refletirmos sobre os mais diversos temas, repetindo o que já havia acontecido em anos anteriores, mudando o autor de referência. E provocados, sem compromisso com as nossas disciplinas e com os objetos delas, colocamos em diálogo o espaço, o território, o lugar e a cidade, pensando nos corpos, nas religiões, na economia, na política, na história e em outras tantas questões.
Acesse ao lado o documento “FRAGMENTOS SOBRE SENNETT: ESPAÇO LIVRE PARA A PESQUISA E A REFLEXÃO, UM DEBATE VIRTUAL”.