Olá! Se você está iniciando sua jornada na área do TDAH, TOD Autismo ou apenas querendo aprender mais sobre o mundo da Psicologia Infantil, a Terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada), você veio ao lugar certo. Neste blog, vamos explicar o que é a Terapia ABA e como ela funciona no processo de intervenção para pessoas com funções diferentes dentro da Psicologia.
O que é a Terapia ABA?
A Terapia ABA, ou Análise do Comportamento Aplicada, é uma ciência aplicada que utiliza os princípios da análise do comportamento para melhorar a qualidade de vida de indivíduos com transtornos do neurodesenvolvimento, como TDAH, TOD e o autismo. A sigla ABA vem do inglês, mas é amplamente utilizada no contexto brasileiro.
A Terapia ABA é uma abordagem baseada em evidências que busca identificar e modificar comportamentos, aumentando habilidades e reduzindo comportamentos inadequados. Ela se baseia em três bases principais: a análise experimental do comportamento, a análise do comportamento aplicada e a análise do comportamento de serviços.
As três bases da Terapia ABA
A primeira base da Terapia ABA é a análise experimental do comportamento, que estuda os processos básicos do comportamento humano e como os organismos se comportam. Através dessa análise, é possível entender os mecanismos por trás dos comportamentos e desenvolver intervenções eficazes.
A segunda base é a análise do comportamento aplicada, que utiliza os conhecimentos experimentais para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Nessa base, são desenvolvidas intervenções específicas para aumentar habilidades e reduzir comportamentos problemáticos.
A terceira base é a análise do comportamento de serviços, que envolve a disponibilidade e acesso às intervenções baseadas em ABA para a população que precisa delas. Essa base abrange desde a disponibilidade de profissionais capacitados até a implementação de programas em diferentes contextos, como escolas e clínicas.
O processo de intervenção baseada em ABA
A intervenção baseada em ABA segue um processo estruturado, que envolve avaliação, estabelecimento de objetivos, programação e supervisão. Esse processo visa entender o comportamento do indivíduo como um todo e promover o seu desenvolvimento.
Avaliação
A primeira etapa do processo é a avaliação, que envolve ouvir os pais e a própria pessoa com deficiência, além de analisar o comportamento do indivíduo. Nessa avaliação, são identificados comportamentos excessivos e deficitários, ou seja, comportamentos que precisam ser reduzidos ou desenvolvidos.
Os comportamentos excessivos são aqueles que causam prejuízo, como agressões físicas ou comportamentos repetitivos. Já os comportamentos deficitários são aqueles que deveriam estar presentes, mas estão ausentes, como habilidades de comunicação e interação social.
Além disso, a avaliação também leva em consideração os marcos do desenvolvimento esperados para cada faixa etária, e as habilidades necessárias para a autonomia e inclusão do indivíduo em diferentes contextos.
Estabelecimento de objetivos
Com base na avaliação, são estabelecidos os objetivos da intervenção. Esses objetivos devem ser claros, mensuráveis e orientados para o desenvolvimento de habilidades relevantes na vida do indivíduo.
Os objetivos são definidos considerando as habilidades que mais abrem portas para o indivíduo, como a imitação e a alfabetização, além dos pré-requisitos necessários para a aprendizagem dessas habilidades.
Programação
A programação é a etapa em que são definidos os programas de ensino para alcançar os objetivos estabelecidos. Esses programas devem ser detalhados e claros, de forma que possam ser implementados por profissionais capacitados.
Os programas de ensino são implementados diariamente e registrados em folhas de registro, que acompanham o progresso do indivíduo. Esses registros são fundamentais para avaliar a eficácia da intervenção e tomar decisões durante o processo.
Supervisão
A supervisão é realizada por profissionais experientes, que analisam os registros e avaliam o progresso do indivíduo. Durante a supervisão, podem ser feitos ajustes nos programas de ensino, caso necessário.
Os pais também são orientados e participam ativamente do processo de intervenção para promover a generalização das habilidades aprendidas para além do ambiente de ensino.
Intervenção baseada em ABA na prática
A intervenção baseada em ABA é intensiva e individualizada, podendo variar de duas a quatro horas diárias, dependendo das necessidades do indivíduo. É importante ressaltar que a intervenção baseada em ABA não é feita em formato de vídeo ou podcast, mas sim através de profissionais treinados e supervisionados.
Existem diferentes contextos em que a intervenção baseada em ABA pode acontecer, como em clínicas, escolas ou até mesmo em casa. O importante é que seja garantida a qualidade do processo, com profissionais capacitados e supervisão adequada.
Conclusão: A Terapia ABA é uma abordagem baseada em evidências que busca melhorar a qualidade de vida de indivíduos com transtornos do neurodesenvolvimento, como o autismo. Ela segue um processo estruturado, que envolve avaliação, estabelecimento de objetivos, programação e supervisão.
A intervenção baseada em ABA é intensiva e individualizada, visando promover o desenvolvimento de habilidades relevantes para a vida do indivíduo. É fundamental contar com profissionais capacitados e uma supervisão adequada para garantir a eficácia da intervenção.
Esperamos que este blog tenha esclarecido suas dúvidas sobre a Terapia ABA e como ela funciona.
Um grande abraço e até a próxima!
A Ser criança é mergulhar em um mundo de descobertas e de transformações todos os dias. É nessa fase que a criatividade se expressa, que surgem os primeiros afetos e que se alimentam os medos fantasiosos. Quando a bagunça e o barulho dão espaço ao silêncio e ao isolamento é momento de cuidar da saúde mental dos pequenos.
Uma lista de afazeres e obrigações grandes também gera um pressão sem medidas e, às vezes, insuportável para as crianças. Conseguir corresponder a todas essas expectativas torna-se um pesadelo, que na maioria das vezes, elas não conseguem expressar em palavras. É nesse contexto, que entra a psicologia infantil.
A psicologia infantil trabalha com a psicoterapia. O objetivo é auxiliar na expressão das emoções de cada criança, pois através da brincadeira ela pode expandir seus sentimentos acumulados e ressignificar os eventos traumatizantes. Desta forma, o psicólogo exerce a função de facilitador, sendo capaz de identificar os conflitos e auxiliar na busca por melhores alternativas para lidar com eles.
Esse cuidado na infância é de grande importância para que as fases seguintes não sejam prejudicadas. Cuidar da saúde mental das crianças é também exercer a função de prevenção de saúde mental do adolescente, contribuindo para que ele seja um adulto mais consciente de seus sentimentos.
Como funciona o atendimento as crianças?
Sabemos que as crianças não expressam seus sentimentos e emoções como fazem os adultos. Elas verbalizam menos e tem outras formas de comunicação. Por isso, todo atendimento é feito de forma lúdica, ou seja, através de brincadeiras, desenhos, jogos e massinhas.
É através do brincar que a criança consegue expressar os seus sentimentos e o seu mundo. Com o auxílio da psicologia infantil, elas encontram recursos de enfrentamento para se posicionar de forma saudável e sem prejuízos no seu dia a dia.
Encontros periódicos com os pais também serão importantes ao logo da psicoterapia. A participação dos mesmo é imprescindível neste processo. Muitas vezes, se faz necessário solicitar aos pais informações, como também, oferecer-lhes auxílio para o desenvolvimento satisfatório do processo. A parceria com a escola também é importante, já que é no ambiente escolar que a criança passa boa parte do tempo e onde, frequentemente, as dificuldades e conflitos se manifestam.
Confira alguns sinais de que seu filho precisa de um psicólogo:
1. Tristeza, muito choro e mudança de comportamento
2. Distúrbios físicos
3. Fica doente com muita frequência
4. Compulsão na comida
5. Dificuldade de interagir socialmente
6. Intolerância e agressividade
7. Agitação e falta de concentração
8. Dificuldade de aprendizagem
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