A Emei Jardim Vitória II está localizada na Região Nordeste de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais. O bairro Jardim Vitória surgiu a partir do retalhamento da antiga "Fazenda do Barreiro", como parte de um programa da prefeitura municipal nos anos 80, chamado "PROFAVELA", que visava a entrega de lotes de terra para moradores residentes em condições de vulnerabilidade.
O Programa Municipal de Regularização de Favelas foi concebido em 1983, atendendo às reivindicações e pressões dos movimentos sociais, com o objetivo de propiciar a regularização fundiária dos assentamentos informais. Esse documento, conjugado às legislações Federal e do município, possibilitava, além do tratamento urbanístico e jurídico, a integração dessas áreas ao mapa da cidade formal, contribuindo para a elevação dos padrões de qualidade de vida e o acesso dessa parcela da população pobre aos diversos serviços públicos e privados e à propriedade da terra.
De lá para cá, mesmo com a falta de planejamento com que o programa foi conduzido, o bairro, hoje com uma população correspondente 0,40% em comparação a de Belo Horizonte, está em franco desenvolvimento, possuindo serviços básicos para habitação, como 4 escolas Municipais, uma Estadual, 4 Emeis, 1 creche conveniada com a prefeitura, Escolas Infantis Particulares, 2 postos de saúde, um localizado no centro do Vila Maria - como o bairro também é conhecido - e outro na região leste do bairro, chamada Bela Vitória, um posto de polícia militar que atualmente está desativado, centros de recreação, pontos comerciais de boa localização, razoável acessibilidade junto ao grande centro, transporte público com várias linhas e saneamento básico de qualidade razoável.
O bairro, a despeito destes grandes avanços, sofre com alguns males típicos de regiões periféricas das grandes metrópoles brasileiras. Déficit de Segurança, saúde e moradia, falta de saneamento, exclusão social, política e digital, pobreza, educação superior ainda de difícil acesso, e tantas outras mazelas, que infelizmente são problemas comuns, e principais alvos de queixas da população local.
O bairro Jardim Vitória é composto pela região do Vila Maria, Pousada Santo Antônio, Vitória, Bela Vitória e Getsemani (originado do loteamento da Fazenda São José) e a Umei Jardim Vitória II fica na região denominada Vitória, parte de recente construções residenciais do bairro. A Avenida dos Borges e Avenida Magenta, são as principais do bairro, é a que concentram a maior quantidade de estabelecimentos comerciais. Consta que aos fins de semana, dia que é dedicado às compras, a aglomeração de pessoas é intensa nos locais. Essas avenidas concentram a maior parte dos residenciais, possui comércio variado como Loja de Roupas e Acessórios, Depósitos, Padarias, Farmácias, Restaurantes, Mercearias, Igrejas, Praças, Lanchonete, Academia, Academia a Céu Aberto, Ginásio Poliesportivo, Clínica Médica e Odontológica além de empresas e empreendedores de diversos nichos. Essas Avenidas são o caminho de maior acessibilidade à Emei Jardim Vitória II.
Nas adjacências do bairro existem empresas de grande e médio porte que compõe o parque industrial, tais como a TAKONO S/A empresa do ramo da indústria pesada, a PLASTIFICA INDUSTRIAL LTDA atua em materiais plásticos e embalagens, D'GRANEL TRANSPORTE LTDA empresa especializada em transporte de cargas, o pátio de apreensão do DETRAN, a GARRAFIX, que trabalha com peças de fixação automotiva, dentre outras.
Há também uma Unidade do SEST SENAT- Serviço Social do Transporte (SEST) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT) - que são entidades civis, sem fins lucrativos, cujo objetivo é articular as ações de desenvolvimento profissional e promoção social em um ambiente favorável às práticas educativas. Com espaços, ferramentas e tecnologias dedicados ao conhecimento e à qualificação, oferece serviços de Odontologia, e aulas de Futebol, Natação e Hidroginástica com baixos custos para os moradores do bairro.
No bairro Jardim Vitória, na região da Vila Maria há também o Projeto Providência, criado em 1988, época em que a Vila Maria era conhecida como “Favela dos Caixotes”, por causa das casas de madeirite, onde viviam dezenas de famílias que perderam suas casas, em virtude da enchente que atingiu a região do Perrela, e foram transferidas para lá. Todas viviam em situação de miséria na época. O projeto oferecia atendimento para a faixa etária entre 3 e 18 anos com Educação Infantil e brinquedoteca, apoio pedagógico, oficina de trabalhos manuais, horticultura, oficinas de educação pelo trabalho, Informática, formação sócio-profissional, oficina de arte culinária, oficina de eletricidade, oficina de corte e costura, oficina de arte em madeira formação sócio-político-ambiental-religiosa, atendimento odontológico, biblioteca, momentos de recreação, canto, teatro e esporte, além de curso de Informática, Pacto Nutricional, Grupo de Apoio e Reunião de Pais para adultos de toda a comunidade. Como a ausência da Presidência do Padre Mario outra entidade passou a manter o projeto e hoje é conhecido como Colégio Santa Maria Minas Providência - Unidade Jardim Vitória Belo Horizonte - MG.
A UMEI Jardim Vitória II era uma Unidade Escolar pertencente à Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte vinculada à Escola Municipal Professora Helena Abdalla inaugurada em 27 de outubro de 1986.
Em 2018 ocorreu a transição da Unidade pertencente à Escola Municipal Professora Helena Abdalla que passou a vigorar com o nome Escola Municipal de Educação Infantil Jardim Vitória II - EMEI Jardim Vitória II.
O trabalho com crianças na fase da educação infantil surgiu no Município de Belo Horizonte a partir da necessidade de se reverter o grande índice de mortalidade infantil no município. Essa ação iniciou a oferta para famílias e envolvia lugar seguro, alimentação, higienização e melhores condições de saúde. Depois, esse atendimento se justificou pela demanda das famílias, cujas mães precisavam trabalhar fora de casa. Esse atendimento foi iniciado por meio da criação de creches comunitárias, filantrópicas e/ou confessionais na região metropolitana de Belo Horizonte. Isso ocorreu principalmente no final da década de 70 e ampliando-se na década de 80.
Ocorre, a partir desse momento, um crescimento significativo destas instituições, buscando contribuir com uma situação complexa, a amplitude do quadro de exclusão social, aliado a lutas por melhores condições de vida de comunidades mais vulneráveis. A demanda por atendimento na Educação Infantil continuou crescente. As comunidades e instituições religiosas se organizaram ainda mais e multiplicaram a criação de creches, que de certa forma passaram a desenvolver uma das funções do Estado.
As sistematizações de ações, por meio de políticas públicas, surgiram a partir de 1993, com a finalidade de melhorar as condições de atendimento e implementar diretrizes específicas para a Educação infantil. A publicação da LDBEN 9.394, em 1996, e o reconhecimento da Educação Infantil como primeira etapa da Educação Básica, começa a ter, nacionalmente e também em Belo Horizonte, o reconhecimento de sua importância e o direcionamento político necessário à sua estabilização.
O histórico detalhado e completo de toda essa trajetória de luta profissional e valorização de uma educação voltada para crianças na fase da educação infantil, pode ser contemplado no Caderno das Proposições Curriculares para a Educação Infantil da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte, Volume I, Fundamentos, Histórico, Páginas 23 à 33.