Estar na FLIP 2025 como autora na da Casa Escreva, Garota foi mais do que uma realização profissional — foi um momento de potência, conexão e afirmação do meu lugar como escritora mulher, periférica e da Baixada Fluminense.
A mesa que compus teve como eixo central o empoderamento feminino através da literatura. Dividi o espaço com autoras incríveis, em uma conversa que foi íntima e política ao mesmo tempo — como costuma ser toda escrita feita por mulheres que vivem e resistem.
Falamos sobre as cicatrizes que carregamos, sobre os silêncios que aprendemos a romper, e sobre a coragem de transformar vivências em palavras. Compartilhei meus contos e poesias, nascidos entre o cotidiano e o afeto, entre o enfrentamento e a delicadeza.
A Casa Escreva, Garota foi um espaço de escuta, troca e pertencimento. Um território de palavras onde nos reconhecemos e nos fortalecemos. E a FLIP, com toda a sua importância simbólica e cultural, mostrou que há espaço — e necessidade — para que vozes como a nossa ecoem cada vez mais longe.
Saio dessa experiência com a certeza de que escrever é também um gesto de empoderamento. E que cada vez que uma mulher conta sua história, ela abre caminho para que outras também contem as suas.