Jéssica Borges
Jéssica Borges
A educação é parte fundamental na formação no indivíduo. Auxilia no desenvolvimento individual, bem como interfere nas vivências coletivas, preparando a pessoa para o papel de cidadão, assim como escreve uma melhor expectativa de futuro ao qualifica-lo para o mercado de trabalho.
Previsto no Artigo 205 da Constituição e reafirmado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), o direito de todos à educação básica infelizmente encontra barreiras para ser integralmente garantido. Há fatores importantes que dificultam o acesso à educação, como desigualdade social, problemas na estrutura educacional, entre outros.
Atualmente, de acordo com a ONG Todos Pela Educação, mais de 2,4 milhões de crianças e jovens, entre 4 e 17 anos, estão fora da escola. A maior concentração está entre os jovens de 15 a 17 anos, 62% deles evadiram da escola. Os principais motivos de evasão escolar entre essas crianças e jovens vai de falta de transporte escolar até desinteresse por parte do aluno.
O dever do Estado de oferecer educação de qualidade passa pelos representantes escolhidos pela população. Como candidatos à presidência da república, Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (REDE) apresentam propostas semelhantes em seus programas de governo, ambos propõem valorização dos professores e investimentos na educação básica por meio do ensino integral.
O professor é a ponte entre o aluno e o conhecimento e tornar a carreira docente estimulante é um fator importante para melhorar a educação. Mas segundo o IBGE, o salário médio do profissional da educação equivale a 52,2% do salário de profissionais com a mesma escolaridade. Equiparar esses salários, criação de planos de carreiras e investimentos na formação dos professores estão entre as 6 de 20 metas do Plano Nacional de Educação(PNE) que visa o profissional da educação.
O PNE propõe metas essenciais para melhorar a qualidade da educação no Brasil, que no último ranking mundial(PISA) ficou nas ultimas posições. Investimento nos docentes, na educação básica, no ensino superior e na expansão curricular só será possível com investimentos econômicos, o que é contrária a Emenda Constitucional 95(EC 95) que limita os gastos públicos nas áreas sociais primárias, como: saúde e educação, que para Ciro Gomes “Impede a expansão infantil, do ensino médio e, muito mais, gravemente, impede a evolução para o tempo integral”.
A educação integral promete motivar o interesse do aluno e promover o entendimento da importância da educação na vida dessas pessoas em consequência, reduzir, por exemplo, a evasão escolar. Marina Silva propõe “as escolas com ensinos de dois turnos, para que as crianças possam no contraturno investir no esporte, nas artes plásticas e nas atividades extracurriculares". Investir nessa interdisciplinaridade que assegura o estímulo dado ao indivíduo na vida escolar. Mas para educação integral funcionar é necessário muito mais que investimento econômico. É preciso uma equipe multidisciplinar qualificada, participação dos pais e até mesmo um ambiente escolar saudável.
Para combater outras causas de evasão escolar, como pobreza, violência, gravidez na adolescência ou déficit de aprendizagem, os diversos setores da sociedade precisam se integrar para que um meio social saudável seja refletido na educação. Estado, escola e família juntos para que o individuo em suas particularidades consiga ter a autonomia para fazer boas escolhas como cidadão. Afinal, como disse Nelson Mandela: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.