Este foi o nome com o qual ele se autodenominou desde nosso primeiro encontro, advindo por diversos outros, que vias de regra, estavam sempre apinhados do que eu advirto como sendo “revelações”, dado o modo de manifestações físicas pré-anunciada por ele, mas esta é somente a maneira como eu percebo as situações e tais ocorrências e não posso ser categórico quanto ao fato de ele ser verdadeiramente alguma espécie de oráculo.
Seja como for, em diversos destes encontros que não raramente passávamos bastante tempo juntos, ao menos para minha percepção humana relativa ao tempo físico, em muitas destas ocasiões, nós dois se quer trocamos uma mera palavra.
Ele simplesmente me conduzia para determinadas regiões do Cosmo ou Orbes específicos e desconhecidos para o meu cerne, e após breves momentos meditativos, por intermédio de uma técnica que somente nos dias atuais consigo compreender e ainda raramente me aventurar em empreendê-la, ele fazia surgir visões em minha mente, onde eram mostrados fatos, situações e pessoas específicas, muitas das quais eu conheço pessoalmente, e nestas visões, por meio de apontamentos silenciosos, mostrava-me certos detalhes cujo eu deveria ter uma observação mais atenta e apurada.
Talvez, de fato, ele tenha sido o catalizador que foi responsável por eu dar início a empreitada de escrever os meus manuscritos, dado a imensa quantidade de informação mostrada e que a partir de um determinado momento, passaram a ser quase que uma tarefa impossível de ser guardada somente na memória e não as manter por intermédio de anotações mais detalhadas.
Hoje, eu sei que não há um nada no universo que aconteça por um mero acaso, contudo, mesmo com toda minha experiência adquirida por meio de minhas vivências e experiências espirituais, ainda termino tendo certa dificuldade em fazer analogias corretas das situações descritas e dos momentos quando de fato ocorrem fisicamente e, em muitas destas vezes, só compreendo o que me estava sendo mostrado, após a concretização do fato em si, e até o momento, raras foram as vezes que de verdade eu tive a competência de me adiantar a tais ocorrências podendo quem sabe, ter contribuído de maneira produtiva para a resolução satisfatória da situação.
Mas hoje, também sei não ser nada produtivo me culpar ou me cobrar com relação a tudo isso, sendo que o que eu posso fazer de melhor, é tentar lapidar e acelerar o meu raciocínio para que eu possa vir a ser mais útil, e há tempos, também já descobri, que toda experiência adquirida, faz somente com que a meta a ser atingida seja elevada para um grau acima daquele que nos encontramos no momento, e admito que ter esta percepção e aceitação de não culpar a mim mesmo, não somente não foi uma tarefa fácil de ser obtida, como ainda, certamente eu não teria sido capaz de atingir, se eu não houvesse tido o valioso auxílio deste espírito *Longevo no trajeto.
Certamente vale eu ressaltar que já perfaz ser um longo tempo desde o nosso derradeiro encontro, que toda via, também, sempre ocorreram por uma iniciativa exclusiva dele, sendo que eu ainda não fui capaz de encontrar uma maneira pela qual eu consiga invocá-lo ou encontrá-lo pelas paragens cujo quais frequento no mundo espiritual. Tão pouco, sei a razão específica pela qual ele se aproximou de mim ou por que me escolheu para mostrar tudo que já me mostrou até hoje, mas como dito, absolutamente nada acontece por um mero acaso.
*Nota do Editor: Primeira aparição do personagem em Nova Era n°2, página 15. Para marcações no texto, consulte o Glossário.