Alberto Ruiz Souza Zanon é o nome de batismo oficial desta intrigante personalidade, cujo muito pouco se sabe sobre a infância e para qualquer outro detalhe que remonte aos seus antepassados ou as atividades profissionais cujo exercia antes das guerras que precederam a virada do novo milênio, assim como também, poucas são as pessoas que podem dizer que estiveram com ele de fato, e os pouquíssimos relatos atrelados com a sua vida, de maneira geral, são na maior parte obscuros, extremamente confusos e provenientes vias de regra, de fontes que carecem não só de veracidade como também de confiança da parte de quem os relata.
Por intermédio do minucioso cruzamento de algumas poucas informações oficiais de documentos de algumas entidades públicas do período anterior a guerra, sabe-se que o mesmo, manteve estreito convívio e vínculos com os militares Francisco Xavier Ribeiro e sua esposa Ana Maria Ribeiro, ele Tenente, e ela Capitã das Forças Armadas da *República Federativa do Brasil, os pais biológicos do futuro Almirante de Esquadra Francisco Domenico Bento Ribeiro, que mais tarde viria a desempenhar um importante papel nas maiores batalhas navais que se tem registro na história da humanidade e também, viria a ser empossado como o Imperador do *Reino terrestre, mas que no decorrer deste período citado, estava ainda em sua primeira infância.
Também é crível que neste período específico, Alberto Ruiz estava com mais ou menos no entorno de seus trinta anos de idade, sendo da mesma geração de ambos os amigos citados e que desempenhavam suas atribuições militares de maneira bastante discreta e sendo de muito pouca expressão nos quadros de oficiais do país.
Logo após a morte prematura e de fato inesperada de Francisco Xavier por intermédio de um câncer descoberto tardiamente e que o consumiu de maneira extremamente rápida, e de sua esposa após o fato, por consequência inevitável dado a proximidade de que ambos partilhavam, de modo também muito acelerado, desenvolver uma demência cujo teve que conviver por alguns anos, até também vir a falecer após um período de internamento em um hospital militar, o então pequeno Francisco, tornou-se muito próximo de Alberto, que desempenhou um papel de tutor para o garoto.
Este convívio entre ambos, oficialmente se deu até por volta dos dezesseis ou dezessete anos de Francisco, que já estando nos quadros de uma escola militar, solicitou ao tutor, sua emancipação para dedicar-se por completo aos estudos de engenharia aeroespacial, fator que exigiria dele uma completa autonomia, e desta maneira, ocorreu, segundo documentos oficiais dos órgãos militares.
Após estas ocorrências e de modo inevitável dado as novas atribuições do rapaz, ambos passariam a ter um convívio cada vez mais esporádico, mas que perdurou até um bom tempo após o casamento de Francisco com Raquel Menotti Fiorillo, com quem Alberto também manteve um convívio bastante próximo, inclusive também, com o primeiro filho de ambos.
O menino deveria estar em meados de sua primeira infância quando sucedeu o repentino desaparecimento de seu "tio Arszanon", e nem Francisco, nem Raquel, voltaria a ter notícias dele, ao menos até os manuscritos atribuídos ao seu nome começarem a ser difundidos pelas quatro Federações do planeta, entretanto, nesta altura, principalmente por razões da guerra em curso, ambos não foram capazes de encontrar maneiras de poder se aprofundar em uma busca mais minuciosa para reencontrar com o velho amigo.
*Nota do Editor: Arszanon é supostamente considerado como uma lendária personalidade do folclore popular nesta nova configuração de mundo, manifesto em todas as diferentes federações do planeta e cujo sua história e de seus escritos remonta ao período da *pré-colonização espacial e das guerras que precederam a terceira grande guerra. Para marcações no texto, consulte o Glossário.