A artrose do ombro acontece quando a cartilagem que reveste a articulação vai se desgastando ao longo do tempo. Isso pode causar dor, rigidez e dificuldade para realizar movimentos simples do dia a dia, como levantar o braço, se vestir ou alcançar objetos. Embora seja mais comum em pessoas mais velhas, também pode aparecer em quem já teve lesões ou sobrecarga na região.
Quando a dor e a limitação passam a atrapalhar muito a vida, uma das opções que pode ser considerada pelo médico é a colocação de uma prótese no ombro. A prótese substitui a articulação danificada, permitindo que a pessoa recupere boa parte dos movimentos e reduza a dor.
Nem todo caso de dor ou desgaste precisa de cirurgia, e existem várias etapas de tratamento antes de se chegar à prótese. No entanto, entender quando a artrose merece atenção e quais são as opções de cuidado ajuda a tomar decisões mais seguras e a preservar a qualidade de vida.
O Dr. Gabriel Alencar é ortopedista com ampla experiência no tratamento da artrose, e já ajudou diversos pacientes com esta condição.
Ele entende o quanto é frustrante lidar com aquela dor que não te deixa nem mexer o braço e a sensação de que nenhum tratamento funciona direito.
Ao invés de só mandar fazer repouso, ele vai atrás da causa do problema, jogando uma luz no que aconteceu exatamente. Por isso, em suas consultas, ele conversa e te examina até chegar em um diagnóstico.
E mais, ele vai te acompanhar de perto em cada passo do tratamento. Quando você entra pela porta do consultório, seu problema se torna o problema de toda a equipe também.
Sua carreira vai desde a formação em Medicina até as especializações em Ortopedia, Trauma do Esporte e Cirurgia do Ombro e Cotovelo, todas na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/Escola Paulista de Medicina). Isso conta com mais de 10 anos de experiência no seu problema.
A artrose do ombro é o desgaste da cartilagem que reveste a articulação. Essa cartilagem funciona como um “amortecedor”, permitindo que os ossos se movimentem sem atrito. Com o tempo, ela pode se tornar mais fina ou até desaparecer em algumas áreas, fazendo com que os movimentos fiquem dolorosos e limitados.
Esse desgaste pode estar ligado ao envelhecimento natural, mas também pode acontecer em pessoas que sofreram lesões antigas, tiveram cirurgias no ombro ou realizaram movimentos repetitivos por muitos anos.
Embora seja mais comum em pessoas mais velhas, a artrose também pode atingir pessoas ativas, principalmente atletas ou trabalhadores que sobrecarregam a articulação.
Nos estágios iniciais, a artrose do ombro costuma se manifestar como uma dor leve, geralmente após esforço ou no final do dia. Outra queixa comum é a rigidez, aquela sensação de “ombro preso” ao tentar levantar o braço ou realizar movimentos simples.
Com o tempo, a dor pode aparecer em repouso e até durante a noite, atrapalhando o sono. Também é comum ouvir ou sentir estalos e rangidos dentro da articulação, causados pelo atrito dos ossos.
Perceber esses sinais precocemente ajuda a buscar orientação antes que a artrose avance e comprometa ainda mais a mobilidade.
Sim, muitas vezes a dor no ombro causada pela artrose pode irradiar para o braço. Isso acontece porque a articulação do ombro é responsável por sustentar e movimentar o braço, e o desgaste pode gerar dor que se espalha.
Algumas pessoas sentem apenas dor localizada, enquanto outras relatam incômodo que desce até o cotovelo ou, em casos mais intensos, até a mão. Essa variação depende de como o ombro está sendo usado no dia a dia e do grau de desgaste da articulação.
Mesmo assim, nem toda dor que se espalha pelo braço significa artrose. Outros problemas, como tensão muscular ou alterações na coluna cervical, também podem causar sintomas parecidos.
Dores no ombro podem ter muitas causas, como inflamações nos tendões, problemas no manguito rotador ou até questões posturais. A artrose costuma estar ligada a dor mais persistente, rigidez e limitação progressiva dos movimentos.
Um sinal importante é a dor que piora com o uso e melhora apenas parcialmente com o repouso. O surgimento de estalos e a perda de força também podem levantar suspeita.
No entanto, apenas um profissional pode diferenciar com segurança a artrose de outros problemas, já que os sintomas muitas vezes se confundem.
Alguns hábitos podem acelerar o desgaste ou piorar os sintomas da artrose do ombro. Movimentos repetitivos, carregar peso em excesso, má postura e esforços acima da cabeça são fatores comuns que aumentam a dor.
O sedentarismo também é prejudicial, já que a falta de fortalecimento muscular deixa o ombro mais vulnerável. Por outro lado, exagerar em atividades sem preparo adequado pode sobrecarregar ainda mais a articulação.
Manter equilíbrio entre movimento e descanso é fundamental para evitar que a artrose avance mais rápido.
Nem todo caso de artrose precisa de cirurgia. Muitas vezes, o tratamento começa com medidas simples, como mudanças de hábitos, fortalecimento muscular orientado e cuidados para proteger a articulação no dia a dia.
Recursos como fisioterapia, exercícios adaptados e ajustes na postura podem ajudar a reduzir a dor e a rigidez. Algumas pessoas também encontram alívio com calor local ou gelo, dependendo do tipo de desconforto.
Essas estratégias podem controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida, mesmo em quem tem desgaste avançado.
A prótese de ombro geralmente é considerada quando a dor da artrose se torna intensa e limita muito as atividades, mesmo após tentativas de tratamento sem cirurgia. Ela pode ser indicada em casos de desgaste avançado ou quando a articulação já não responde bem a outras medidas.
A decisão não é apenas baseada na dor, mas também no impacto na qualidade de vida. Se atividades simples, como vestir-se ou dormir, se tornam quase impossíveis, a prótese pode ser uma opção para recuperar função.
Somente avaliação profissional pode indicar se esse é o momento certo de considerar a cirurgia.
As próteses de ombro modernas são projetadas para durar muitos anos. Em média, podem funcionar bem por mais de uma década, dependendo do tipo de prótese, da idade do paciente e de como o ombro é usado no dia a dia.
Atividades muito intensas ou movimentos repetitivos podem acelerar o desgaste da prótese. Por isso, os cuidados após a cirurgia são essenciais para aumentar a durabilidade.
Apesar de existirem casos em que é necessário trocar a prótese após alguns anos, muitas pessoas convivem bem com ela por longos períodos.
A recuperação após a cirurgia de prótese do ombro acontece em etapas. No início, o braço fica imobilizado para proteger a articulação. Depois, exercícios leves e progressivos ajudam a recuperar a mobilidade e a força.
O tempo total de recuperação varia, mas normalmente são necessários alguns meses até que o ombro esteja mais estável e funcional. O processo exige paciência e comprometimento com orientações de reabilitação.
Seguir corretamente as recomendações é fundamental para obter bons resultados e garantir o sucesso da prótese no longo prazo.
Depois da recuperação, muitas pessoas conseguem voltar a praticar atividades físicas. Esportes de baixo impacto, como caminhada, bicicleta ergométrica e exercícios adaptados, geralmente são bem tolerados.
Já esportes que exigem impacto, esforço intenso ou movimentos repetitivos acima da cabeça podem não ser recomendados, pois aumentam o desgaste da prótese.
O retorno às atividades depende de cada caso e deve ser feito de forma gradual, sempre respeitando os limites do ombro operado.
Sim, embora seja menos comum que no ombro ou no joelho, a artrose também pode atingir o cotovelo. Ela costuma aparecer em pessoas que tiveram lesões antigas, fraturas ou que usam muito essa articulação em atividades repetitivas.
Os sintomas incluem dor, rigidez, dificuldade para esticar ou dobrar o braço e, em alguns casos, estalos dolorosos.
Assim como no ombro, a gravidade varia, e nem todos os casos exigem cirurgia. Medidas simples e acompanhamento adequado podem ajudar bastante.
Embora não seja possível “curar” a artrose, é possível evitar que ela avance mais rápido. Fortalecer os músculos do ombro, manter uma boa postura e evitar esforços exagerados são medidas importantes.
Praticar atividades físicas de baixo impacto, com orientação, ajuda a preservar a mobilidade e a reduzir a rigidez. Além disso, evitar movimentos repetitivos sem pausas protege a articulação.
O acompanhamento regular com um profissional garante que os cuidados sejam ajustados conforme a evolução, ajudando a manter qualidade de vida mesmo com artrose.