Atendimento Online e Presencial em Vila Velha
Por Dr. Diogo Guidi Feitosa
Cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física. No entanto, ainda é comum que sinais emocionais sejam confundidos com “cansaço”, “fraqueza” ou “fases ruins” da vida. Reconhecer esses sintomas e procurar ajuda de um médico psiquiatra pode ser o passo decisivo para recuperar qualidade de vida, equilíbrio emocional e bem-estar.
O psiquiatra é um médico especializado em saúde mental. Ele avalia de forma global o paciente, considerando fatores biológicos, psicológicos e sociais, para chegar a um diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado.
Entre suas principais funções estão:
Diagnosticar e tratar transtornos como depressão, ansiedade, esquizofrenia, transtorno bipolar e dependência química.
Prescrever medicamentos quando necessários.
Solicitar exames para investigar causas clínicas associadas.
Trabalhar em conjunto com psicólogos, terapeutas ocupacionais e outros profissionais de saúde, compondo um tratamento multidisciplinar.
Importante lembrar: o psiquiatra não atua apenas em casos graves. Muitas vezes, ele é o primeiro passo para quem enfrenta sintomas aparentemente “leves”, mas que já comprometem o dia a dia.
É comum a dúvida: quem devo procurar, psiquiatra ou psicólogo?
Psiquiatra: médico formado em medicina, com residência em psiquiatria. Pode diagnosticar, prescrever medicamentos e acompanhar clinicamente transtornos mentais.
Psicólogo: profissional formado em psicologia. Atua com psicoterapia, ajudando o paciente a compreender suas emoções, pensamentos e comportamentos.
Na prática, os dois profissionais se complementam. Por exemplo:
O psiquiatra pode prescrever medicação para controlar crises de pânico.
O psicólogo auxilia o paciente a entender os gatilhos emocionais dessas crises e desenvolver estratégias de enfrentamento.
Essa combinação é, muitas vezes, a chave para melhores resultados.
Indiferença e ausência de emoção (apatia constante): quando a pessoa parece desligada de tudo, sem motivação ou prazer em atividades antes prazerosas.
Tristeza profunda e sem motivo aparente: diferente da tristeza passageira, aqui o humor rebaixado é persistente e compromete a rotina.
Irritabilidade frequente: explosões de raiva ou impaciência desproporcionais a situações comuns.
Mudanças bruscas de humor: alternância entre euforia, irritação e tristeza em curtos períodos de tempo.
Preocupação excessiva e ansiedade desproporcional: pensamentos recorrentes e catastróficos que impedem o foco em atividades cotidianas.
Insônia ou sono excessivo: dificuldade para adormecer, despertares frequentes ou sono prolongado sem descanso reparador.
Compulsão alimentar ou perda de apetite: variações intensas nos hábitos alimentares.
Dificuldade de concentração e memória: esquecimentos constantes, perda de produtividade no trabalho ou nos estudos.
Falta de energia e desânimo persistente: sensação de fadiga mesmo após repouso adequado.
Negligência com higiene ou autocuidado: sinais de descuido que refletem um sofrimento psíquico mais profundo.
Se esses sintomas passam a atrapalhar o trabalho, os estudos, as relações sociais ou a rotina diária, é hora de procurar ajuda profissional.
A psiquiatria abrange condições de diferentes graus de complexidade:
Depressão: humor persistentemente triste, falta de energia, perda de prazer nas atividades.
Transtornos de ansiedade (TAG, pânico, fobias): preocupação constante, crises de medo intenso, sintomas físicos como palpitação e falta de ar.
Esquizofrenia: alucinações, delírios, dificuldade de contato com a realidade.
Transtorno bipolar: alternância entre fases de euforia/irritação e depressão profunda.
TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo): pensamentos repetitivos associados a rituais compulsivos.
Burnout e estresse crônico: exaustão emocional e física relacionada ao trabalho.
Transtornos alimentares (anorexia, bulimia, compulsão alimentar): alterações graves da relação com a comida e com a imagem corporal.
Transtornos de personalidade: como borderline, esquizoide e narcisista, que impactam os relacionamentos e a estabilidade emocional.
A primeira consulta costuma durar entre 1 e 2 horas. Nela, o médico:
Realiza uma entrevista clínica detalhada.
Avalia histórico médico, familiar e social.
Aplica o exame do estado mental, observando humor, pensamento, memória e cognição.
As consultas de acompanhamento, em geral, duram de 30 a 50 minutos. Nesse espaço, são feitos ajustes no tratamento, revisão de sintomas e apoio psicoterápico.
Embora o diagnóstico seja essencialmente clínico, alguns exames podem auxiliar:
Exames laboratoriais: função da tireoide, níveis hormonais, vitaminas, litemia (monitoramento de lítio).
Eletroencefalograma (EEG): útil em casos de suspeita de epilepsia ou alterações neurológicas associadas.
Ressonância magnética (RM) e tomografia (TC): ajudam a descartar causas orgânicas como tumores ou sequelas de AVC.
PET scan: usado em casos específicos de pesquisa ou avaliação mais detalhada.
Algumas atitudes podem otimizar a avaliação:
Anotar sintomas, quando começaram e sua intensidade.
Observar qualidade do sono e do apetite.
Levar lista de medicamentos em uso (inclusive fitoterápicos e suplementos).
Reunir histórico médico e familiar.
Estar aberto a falar de hábitos de vida, incluindo consumo de álcool ou drogas.
Reconhecer os sinais é o primeiro passo. O próximo é entender como o psiquiatra atua para ajudar na recuperação — confira em O que o psiquiatra faz?
Quando é a hora de procurar um psiquiatra?
Quando sintomas como tristeza profunda, ansiedade excessiva, insônia ou falta de energia persistirem por semanas e atrapalharem a vida diária.
Qual a diferença entre psicólogo e psiquiatra?
O psiquiatra é médico e pode prescrever medicamentos. O psicólogo atua com psicoterapia. Ambos se complementam no tratamento.
O psiquiatra só trata doenças graves como esquizofrenia?
Não. Ele trata desde sintomas leves, como insônia e ansiedade, até quadros complexos como esquizofrenia e bipolaridade.
Preciso tomar remédio sempre que vou ao psiquiatra?
Não necessariamente. O uso de medicação depende da avaliação clínica. Em muitos casos, psicoterapia ou mudanças de estilo de vida são suficientes.
Quanto tempo dura o tratamento psiquiátrico?
Varia de acordo com o diagnóstico e a resposta do paciente. Pode ser breve (meses) ou prolongado (anos).
O psiquiatra pode pedir exames de sangue ou de imagem?
Sim. Eles auxiliam a descartar doenças clínicas, acompanhar efeitos de medicamentos e complementar o diagnóstico.
Crianças e adolescentes podem ir ao psiquiatra?
Sim. A psiquiatria infantil acompanha desde dificuldades escolares até transtornos do desenvolvimento e do comportamento.
Quanto custa uma consulta com psiquiatra?
Os valores variam conforme a região, experiência do médico e modalidade (presencial ou online). Em planos de saúde, pode haver cobertura.
Com que frequência devo ir ao psiquiatra?
No início, geralmente mensalmente. Depois, conforme a estabilidade do quadro, as consultas podem ser mais espaçadas.