Projetos
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Acervo Digital LEDOC: Acervo Documental e Audiovisual de Ensino-Aprendizagem, Cultura Popular e Vídeo Documentário em História
Este projeto propõe a organização, catalogação, conservação e digitalização dos acervos do Laboratório de Pesquisa em Cultura Popular e Vídeo Documentário (DOCPOP) e Laboratório de Ensino e Aprendizagem em História (LEAH) com intuito de preservá-los e disponibilizar ao público através da organização e criação de um acervo físico e digital.
Memórias do corredor do INHIS - Depoimentos de ex-alunos para celebração dos 60 anos do INHIS/UFU
Para celebrar os 60 anos da criação do Instituto de História (INHIS/UFU), convidamos os ex-alunos a compartilhar conosco memórias e experiências que marcaram suas vidas enquanto eram estudantes de nosso Instituto. Todos os vídeos estão disponíveis no canal do YouTube do INHIS/UFU.
Doc.Escola: oficinas de formação em documentário nas escolas
Visa capacitar de estudantes da rede pública na produção de audiovisual. Logo, as oficinas têm como objetivo geral possibilitar a integração interdisciplinar dos estudantes para a produção de audiovisual, induzindo essa produção a partir de tecnologias acessíveis, como celulares e tablets.
O Workshop Educação, História e Audiovisual é uma iniciativa do Laboratório de Pesquisa em Cultura Popular e Vídeo Documentário (DOCPOP), e tem como objetivo a capacitação de discentes, docentes e pesquisadores em geral na produção de documentários.
A palestra A teoria fílmica na produção de documentários está disponível em nosso canal do YouTube:
O projeto de extensão DOCCINE: Diálogos fílmicos e retratos históricos tem como objetivo organizar exposição cinematográfica para estudantes de graduação e estudantes da educação básica e propor debates historiográficos sobre temas relevantes à História e ao ensino de história com a participação de professores da educação básica e do ensino superior com intuito de refletir sobre a produção cinematográfica como fonte histórica.
"Não devemos chamar o povo à escola para receber instruções, postulados, receitas, ameaças, repreensões e punições, mas para participar coletivamente da construção de um saber, que vai além do saber de pura experiência feito, que leve em conta as suas necessidades e o torne instrumento de luta, possibilitando-lhe transformar-se em sujeito de sua própria história." (FREIRE, 1991, p. 16)
A perspectiva apontada por Paulo Freire é a inspiração para a proposta aqui apresentada. Ao longo de todo o ano letivo, professores e estudantes da educação básica são convidados e, por vezes, estimulados a desenvolverem projetos e ações sobre os temas transversais, conteúdos curriculares específicos, abordagens didático-pedagógicas que, muitas vezes, esvaem-se na dinâmica cotidiana do trabalho pedagógico e, quando muito, é registrada apenas pelos profissionais envolvidos nas atividades e se ficam restritas apenas àquele espaço escolar.
O processo de ensino-aprendizagem hoje, felizmente, não é mais como outrora. O estudante não é mais compreendido como um indivíduo “vazio” de saberes e conhecimentos e que pode ser preenchido de conteúdo. Este sujeito, agora, também é responsável pela construção do conhecimento, assim como a escola passou a ser compreendida como espaço de formação/construção e não apenas de “transmissão de conhecimento”. Tal perspectiva deve-se, em parte, aos esforços de análises, reflexões e proposições que buscaram (re)conhecer o espaço escolar em sua dinâmica, com suas culturas, saberes e práticas e intensificaram o olhar sobre as práticas docentes e discentes a partir da concepção de que a escola insere-se em uma realidade, uma dinâmica social e, de certa forma, responde às demandas e faz sentido naquela realidade.
Posto isto, há uma necessidade real de se rediscutir as práticas de ensino em sala de aula valorizando o aluno, aqui entendido como sujeito aprendiz, como agente principal dentro do processo formador e não tão somente um "receptáculo" de informações. Desta forma podemos valorizar suas experiências e práticas de vida passando a entendê-lo com sujeito ativo e inserido diretamente na prática.
Consoante a esta afirmativa, o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência (PIBID) oferece uma excelente ferramenta de diálogo e transformação das práticas de ensino, pois se constituiu em um programa que valoriza a formação do professor e abre a possibilidade de uma maior aproximação entre o ensino básico e o ensino superior, entre a escola e a Universidade, entre os diferentes saberes de ambos os espaços. Assim, as ações desenvolvidas por meio do PIBID nos ambientes das escolas públicas de educação básica auxiliam numa dinamicidade daquele espaço, são responsáveis pela interação entre discentes, pela divulgação de outras formas de se produzir conhecimento, pela sociabilização do conhecimento construído em sala de aula, assim como transforma a formação dos futuros professores, oportunizando avaliações, criticidade e maior atenção às necessidades reais dos estudantes da educação básica e da sociedade.
O envolvimento com esta dinâmica propiciada pelo PIBID possibilitou que observássemos muitas outras ações que são desenvolvidas nas diferentes escolas e que acabam por se tornar ações isoladas.
O intuito desta proposta é propiciar um espaço de diálogo, debates, interações, integrações e socialização de experiências desenvolvidas nas mais diferentes escolas da cidade de Uberlândia e região em que possam participar docentes da educação básica e também os estudantes através da apresentação de atividades realizadas e do debate de temas instigantes e prementes na sociedade atual e que compõem a dinâmica e o rol de preocupações dessa juventude.
Propomos romper com o isolamento e compor um espaço de socialização de experiências e práticas pedagógicas, mas também de resultados e de conhecimento produzido a partir das dinâmicas do espaço escolar. Para os docentes, o seminário será, ainda, constituir-se-á em possibilidade de formação continuada. Toda a programação das atividades, debates, mesas redondas e exposições serão realizadas a partir de temas que, historicamente, referem-se a grupos de excluídos e marginalizados socialmente e que estão na pauta de discussão entre os jovens e, também, como parte dos temas transversais que devem ser abordados nos espaços escolares. Entre eles destacam-se: saúde mental, desigualdade social, racismo, história e cultura afro-brasileira, histórias e culturas indígenas, intolerância religiosa, inclusão, direitos humanos, feminismos, movimento LGBTI e mídias sociais. Por tratar-se de um amplo leque de temas e abordagens, a equipe idealizadora do Seminário elegerá, a partir das temáticas mais presentes nos trabalhos desenvolvidos nas escolas, o tema que será o eixo das principais atividades como as conferências e mesas redondas.
Objetivamos, portanto, a criação de um espaço de diálogo, de trocas de experiências e de formação através de ações e projetos desenvolvidos por alunos da educação básica da rede pública de ensino, por professores da rede pública, pelos bolsistas e professores envolvidos no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) e no Programa Residência Pedagógica em História por via de um seminário. Neste espaço, todos os docentes e discentes ligados ou não a subprojetos e núcleos do Programa Institucional de Iniciação a Docências e ao Programa Residência Pedagógica, docentes e discentes de escolas públicas de Uberlândia e região terão a oportunidade de se integrar, criando um ambiente de sociabilidade, troca de experiências e crescimento didático-pedagógico.
Compreendemos que as diversas transformações na forma de organização, estrutura, objetivos e currículo da Educação Básica têm afetado diretamente os jovens estudantes e seu processo de formação. Mas, aos estudantes ainda é relegado o “lugar de escuta”, com poucas oportunidades de se exprimir, de emitir suas opiniões, de expressar seus conhecimentos. Nesse sentido, como aponta Arroyo:
"Avança a consciência de que tanto os mestres quanto os alunos têm direito a se saber, que as experiências sociais vividas como coletivos sejam interpretadas e que suas indagações – sobre sua condição docente e sua condição juvenil, suas histórias como membros de coletivos sociais, raciais, de gênero, de campo, como trabalhadores, produtores de cultura etc – sejam aprofundadas nos conhecimentos curriculares do Ensino." (ARROYO, 2014, p. 55)
Esta compreensão nos leva a reconhecer que professores e estudantes da educação básica são também produtores de conhecimentos, chegam à escola repletos de saberes, de experiências sociais, de indagações, de leituras de mundo e de si no mundo e a escoa torna-se o lugar de encontro, de reconhecimento e de sistematização desse conjunto de experiências na forma de conhecimento .
Ao propormos uma atividade que integre docentes e discentes da educação básica e do ensino superior objetivamos diminuir o abismo que ainda existe entre a Universidade e a Escola, em um momento de reflexão sobre as ações didático-pedagógicas e as experiências e práticas dos diferentes sujeitos no processo de ensino-aprendizagem.
Nessa perspectiva, entendemos que o Seminário constitui-se em uma atividade de ensino, pesquisa e extensão, de diálogo com os diferentes agentes do processo de formação, uma oportunidade de troca de experiências, de articulações e interações entre docentes de diferentes instituições de ensino, entre estudantes e, principalmente, um espaço formador que possibilite aos sujeitos aprendizes pensar, refletir, planeja e articular a construção de uma sociedade que combata o preconceito, a homofobia, o sexismo, o machismo que violenta mulheres e meninas, a desigualdade social e de gênero, entre outros pontos que se colocam como necessários à discussão, possibilitando a criação de um mundo, onde haja mais igualdades de direitos e respeito ao outro.
REFERÊNCIAS:
ARROYO, Miguel. Repensar o Ensino Médio: Por que? In.: DAYRELL, Juarez; CARRANO, Paulo; MAIA, Carla Linhares. Juventude e ensino médio : sujeitos e currículos em diálogo Belo Horizonte : Editora UFMG, 2014.
FREIRE, Paulo. A Educação na Cidade. São Paulo: Cortez, 199
O objetivo central deste projeto era mapear a dinamicidade cultural dos municípios atingidos pela UHE Serra do Facão, com intuito de compreender, analisar e promover ações de Preservação Cultural e de Educação Patrimonial. E como resultado da pesquisa, foram lançados um livro e um vídeo documentário (ambos com suas respectivas imagens acima).
O projeto de extensão propôs valorizar as experiências de grupos sociais como congadeiros e população de terreiro, respeitando suas dimensões sociais, culturais e étnicas, a fim de recuperar memórias adormecidas, silenciadas registrando-as por meio de produção de documentários a ser socializados e difundidos na programação da TV Universitária da Fundação Rádio e TV Universitária/UFU, permitindo que essas vozes ecoem de forma a contribuir para a valorização das suas pertenças identitárias e do reconhecimento cultural na construção da nossa identidade, como patrimônio cultural local capaz de nos oportunizar um entendimento da dinâmica social, numa perspectiva mais ampla e dialógica.
Por meio de olhares diferentes sobre a mesma realidade, dois documentários produzidos a partir de propostas diversas, se percebe quão complexo pode ser o real. O ponto conexo é o Jardim Gramacho – RJ – o maior aterro sanitário do mundo. Os personagens são anônimos sociais que sobrevivem do lixo. Alguns deles se tornaram (re) conhecidos por meio da arte de Vick Muniz, com seu filme “Lixo Extraordinário”. Outra, “Estamira”, com seus delírios, adquire lógica pelas imagens de Marcos Prado. Os devaneios dessa mulher incluem a miséria, a exploração e a violência vivida também por seus companheiros. A história aparece, por meio dos documentários, como nexo possível na transversalidade de narrativas sobre o social, cujos diálogos se interpõem e se enriquecem.
O Laboratório conquistou o Segundo Lugar na “IV Mostra de Cinema e Vídeo do Triângulo – Perpendicular”, realizada durante os dias 27 a 30 de novembro de 2011 pela Associação Cultural Nova Mídia/Uberlândia-MG, com o Fundo Estadual de Cultura do Governo de Minas Gerais. O Vídeo Documentário premiado foi o “Sertão de Dentro: travessias e veredas em Goiás”, o qual foi o resultado de uma parceria entre os integrantes do DOCPOP e o cineasta Flávio Citton, durante a realização do “Programa de Preservação do Patrimônio Histórico Cultural UFU/SEFAC – (Des) caminhos da memória: caminhos de muitas histórias”; “Populis em Ação: capacitação técnica para gestores e profissionais do patrimônio cultural”.
O projeto de extensão “História em Ação” teve como objetivo promover palestras e oficinas, nas quais o documentário é percebido, ao mesmo tempo, enquanto instrumento de pesquisa e também narrativa historiográfica. Nesse viés, o patrimônio cultural e as muitas histórias dos excluídos sociais, as práticas culturais populares instigam a construção de Histórias muitas vezes negligenciadas. Esse evento amplia o debate sobre essa nova forma de linguagem para a história e, nesse sentido, discutirá o documentário não só como mais uma ferramenta para a preservação da memória sócio regional, mas também salientar às diferenças entre a vídeografia, especifica do campo historiográfico e outros filmes ficcionais ou não.