Um dos projetos mais marcantes do rapper D’Negry nasceu da sua profunda paixão pela arte e pela cultura. Desde a infância, ele cresceu envolvido com práticas artísticas e esportivas, participando ativamente de inúmeros eventos culturais na escola onde estudou durante grande parte da sua vida..
Vivendo uma realidade simples e humilde, muitas vezes com a falta até do básico, D’Negry encontrou na arte um refúgio, uma forma de sonhar com um futuro melhor — não apenas para si, mas para todos ao seu redor. A arte foi sua ferramenta de transformação, inspiração e esperança.
Movido pelo desejo de retribuir ao lugar onde nasceu tudo o que a cultura lhe proporcionou, ele sentiu a necessidade de contribuir não só com sua música, mas também com seu conhecimento, sua experiência e sua vontade incansável de ver sua comunidade transbordar em arte e cultura. Seu objetivo sempre foi garantir que jovens e adolescentes das novas gerações tivessem acesso às mesmas oportunidades que ele teve, mesmo diante das dificuldades.
Antes mesmo dos 15 anos de idade, D’Negry já organizava e realizava eventos culturais que movimentavam a cena local, como matinês de dança, desfiles, grupos de percussão e grupos de breaking (hip-hop). Logo após concluir o ensino médio, passou a produzir eventos de maior porte, chegando a lotar a quadra da comunidade com arte, cultura e participação popular.
Entre as diversas iniciativas idealizadas e realizadas por ele estão:
Encontro Cultural de Tanquinho
Festival HipHop Chapada
Projeto Batukart.
Sarau Cultural
E muitos outros movimentos culturais independentes e pequenos eventos que já realizou desde a sua infância como os matinês com os grupos de danças que fundou ainda adolescente, como ele próprio diz ter lembrança que acha que já aos 12 a 13 anos.
Muitas dessas ações aconteceram praticamente sem recursos e sem apoio, sendo financiadas, em várias ocasiões, com parte do seu próprio salário mínimo — uma verdadeira demonstração de resistência, força e amor pela cultura.
A trajetória de D’Negry é a prova de que a arte transforma vidas e comunidades. Seu compromisso com a cultura vai além dos palcos: está na formação, na mobilização e no fortalecimento da identidade cultural do seu território.
Grupos de Itaberaba que participaram do nosso Primeiro Encontro Cultural de Tanquinho, contribuindo para a diversidade artística e o intercâmbio cultural do evento, onde juntos celebramos a arte e cultura da nossa região.
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Como já sabemos, D’Negry é, antes de tudo, um artista compositor e intérprete, antes mesmo de se tornar um fazedor de cultura por amor. Por isso, ele é uma presença essencial no Primeiro Encontro Cultural de Tanquinho.
Esta imagem representa sua apresentação durante a primeira edição do evento.
Banner criado para o Primeiro Encontro Cultural de Tanquinho, realizado em 2014, no centro cultural do povoado. Embora o evento tenha sido inicialmente idealizado com foco no hip-hop, reuniu diversas linguagens artísticas, promovendo a integração da cultura local por meio da arte.
Banner do Segundo Encontro Cultural de Hip-Hop, realizado em 2015, que, além do foco na cultura hip-hop, também acolheu diversas linguagens artísticas, ampliando o alcance cultural do evento.
Grupo Ehtnos Dança e Teatro, do povoado do Capão, no município de Palmeiras, com participação no Encontro Cultural em 2017, trouxe inovação ao misturar o teatro com a dança caracteristica do HipHop que o Breaking dance.
2016
Grupo Eletric Dance, mais do que um grupo artístico, é um projeto cultural da cidade de Itaberaba. Participou de todas as edições do Encontro Cultural, estendendo sua presença até o Festival da Cultura Hip-Hop, fundado pelo fazedor de cultura e professor de diversas outras artes e esportes Ivan Grafite como é conhecido no municipio de Itaberaba.
2016
Grupo The Mob, coletivo de dança da sede de Lençóis, formado exclusivamente por mulheres.
2017
Grupo Percohits, projeto da sede do município, fundado e organizado pelo percussionista Diogo Silva.
2017
Projeto Batukart iniciativa também fundada pelo Rapper D'Negry que também tem trajétoria como percussionista, também fez parte de grandes momentos no Encontro Cultural.
2017
Dupla Lavinia e Ricardo, bailarinos hiphop charme de Lençóis encontro cultural 2018
Dupla Felipe e luana no encontro cultural 2018
D'Negry HopHop em seu momento de show no encontro cultural 2018
Ninhoo Bailarino de HiPHop do povoado de Tanquinho encontro culltural 2018
Imagens do momento da roda de breaking, que reuniu diversos b-boys de cidades vizinhas. A quadra ficou lotada, com a roda aberta para o público presente. Foi uma edição incrível e inesquecível.
Nesta edição de 2019 lotamos a quadra do povoado com nosso publico fiel e com mais de 100 artistas entre grupos, mc's e dj e bboys,"o nosso de Tanquinho sempre amou a cultura e a arte, desde a epóca dos matinês vi a paixão do nosso por pela arte que a gente vinha trazendo e isso me impulsionou mais ainda pra continuar fomentando e fazer arte".
Em 2023, o evento passou de Encontro Cultural para Festival, marcando uma nova fase em sua trajetória. Nesse momento, ocupamos mais um espaço público importante da nossa cidade: a Praça do Mercado, fortalecendo a presença cultural no território e ampliando o acesso do público às atividades.
O ano de 2024 marcou um importante experimento na trajetória do nosso evento. Além da mudança de nome, também realizamos a alteração do local, buscando experimentar e ocupar espaços públicos da nossa própria cidade que, apesar de pouco utilizados, são ideais para o desenvolvimento do nosso trabalho. Essa iniciativa também proporcionou maior aproximação com as famílias e com o público que acompanha e valoriza o evento.
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Mais do que cultura, trata-se também de inclusão social. A jovem da imagem é uma pessoa com deficiência auditiva e se destacou com uma apresentação marcante de dança hip-hop durante o Festival, edição de 2024.
Sempre fortalecemos espaços de inclusão e valorização para todos, com destaque especial para a participação das mulheres, que sempre tiveram lugar para expressar seu talento em nossas edições. Esta é Ynna B-Girl e MC, da cidade de Itaberaba, uma jovem que inspira a todos com sua presença e contribuição em nossos eventos ao longo dos anos.
A cultura hip-hop sempre foi a base deste projeto, que teve início como Encontro Cultural e posteriormente se tornou Festival. Ao longo dessa trajetória, artistas e grupos de outras cidades sempre tiveram espaço aberto em nossos eventos, reforçando a importância da conexão, do compartilhamento e da troca cultural.
Este grupo da imagem é o Step Crew, da cidade de Itaberaba, que participa dos nossos eventos desde a primeira edição. Assim como o grupo Eletric Dance, sempre contribuiu com sua arte para o incentivo e fortalecimento da cultura hip-hop e do fomento à arte.
A criançada sempre esteve presente, abrilhantando todas as edições do nosso projeto. Sempre prezamos para que a mensagem transmitida fosse a melhor possível para elas, garantindo momentos de aprendizado e diversão em nossos eventos.
Nosso intuito sempre foi fazer com que o projeto alcançasse as famílias da melhor forma, fortalecendo a participação de todos ao longo das edições. As famílias e as crianças sempre demonstraram grande carinho e identificação com o projeto.
A inclusão sempre foi um dos pilares centrais dos projetos de D’Negry, enquanto a exclusão é uma ideia que nunca fez parte de sua trajetória. Desde o início, ele sempre deixou claro que seus projetos carregam temas, ideologias e mensagens de aprendizado, independentemente da linguagem artística envolvida.
O mais importante sempre foi somar forças, fomentar a arte e a cultura e abrir espaço para diferentes expressões. Se a arte é para o bem coletivo, então ela é sempre bem-vinda.
HIPHOP NA ESCOLA " ENTRE LINHAS E O CONHECIMENTO" 2025
Em 2025, durante o Mês do Hip-Hop, fui convidado a levar o conhecimento da cultura hip-hop para a escola onde estudei durante toda a minha vida e onde iniciei minha trajetória na arte.
Além de apresentar e compartilhar esse conhecimento, também cantei músicas que não poderiam faltar em um momento tão especial como esse. Ainda tive a oportunidade de arriscar alguns passos de dança, relembrando a época em que fazia parte de um grupo de dança.
Foi uma experiência fantástica retornar à escola levando o hip-hop. Uma sensação de missão cumprida e de orgulho por toda a caminhada construída até aqui.
Também levei minha filha, que conhece todas as minhas músicas e gosta de cantar comigo. Ela se apresentou e encantou todos os presentes.
Uma criança apaixonada pela arte, assim como o pai, já dando seus primeiros passos na articulação de grupos de prática artística junto com suas colegas.
Cantei faixas importantes e falei sobre o surgimento da cultura hip-hop. Apresentei seus elementos e coloquei a molecada para dançar alguns passos. Também abri espaço para que os alunos participassem de um momento de improviso de rimas, tivemos a participação de alguns jovens alunos do colégio que deram um show de improviso levando todos presentes ao delirio com suas rimas inteligentementes improvisadas.
Este evento foi de extrema importância para aproximar cada vez mais a educação e a cultura. A iniciativa contou com o empenho da direção da unidade, juntamente com as professoras Zenilda Fontenelle, Wilma Vila Nova, Creuza Maria e Edilma Andrade, além da diretora Reginilce Santana e da vice-direção.