O exame preventivo, também conhecido como Papanicolau, é um procedimento ginecológico que tem o objetivo de detectar alterações nas células do colo do útero da mulher, como pré-câncer ou câncer cervical.
Como realizar a coleta?
A coleta do material é feito em um laboratório ou consultório médico. É introduzido um instrumento chamado espéculo na vagina (conhecido popularmente como “bico de pato”, devido ao seu formato). O médico faz a inspeção visual do interior da vagina e do colo do útero. A seguir, o profissional provoca uma pequena escamação da superfície externa e interna do colo do útero com uma espátula de madeira e uma escovinha e o material coletado é armazenado e utilziado para realizar o exame laboratorial. Para garantir um resultado correto, a mulher não deve ter relações sexuais (mesmo com camisinha) nos dois dias anteriores ao exame, evitar também o uso de duchas, medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nas 48 horas anteriores à realização do exame. É importante também que não esteja menstruada, porque a presença de sangue pode alterar o resultado.
Dúvidas frequentes sobre o exame preventivo ou papanicolau:
O exame é doloroso?
A maioria das mulheres relata apenas um desconforto leve durante o exame, mas ele não deve ser doloroso. Com a devida técnica e cuidado do profissional de saúde, o procedimento é geralmente bem tolerado.
Posso realizar o exame no período de menstruação?
Não, pois a presença de sangue pode alterar o resultado do exame.
Quem deve fazer o exame preventivo?
Em geral, todas as mulheres com vida sexual ativa ou a partir dos 21 anos devem realizar o exame preventivo regularmente. As recomendações específicas podem variar dependendo da idade, histórico de saúde e orientações médicas.
Com qual frequência deve ser realizado o exame?
Para mulheres de 21 a 65 anos, a recomendação comum é que o exame preventivo seja realizado a cada 3 anos. Isso é válido se os resultados dos exames anteriores forem normais. Após os 65 anos, se uma mulher tiver um histórico recente de resultados normais e estiver em baixo risco de câncer cervical, seu médico pode recomendar que ela pare de fazer exames preventivos. No entanto, as mulheres que têm um histórico de resultados anormais ou outros fatores de risco podem continuar a ser monitoradas. Mulheres que passaram por histerectomia (remoção do útero) por condições não relacionadas ao câncer cervical e que não têm um histórico de pré-câncer cervical geralmente não precisam mais fazer exames preventivos.