Ampliada a pesquisa para além do brejo paraibano encontra-se grande incidência de Alves Chianca no Rio Grande do Norte[1], em sua maioria dos municípios de Jardim do Seridó e Caicó, localizados no sertão do Seridó, região de considerável importância na primeira metade do séc. XIX que começou a ser povoada ainda na segunda metade do séc. XVIII, devido a este fato possui registros eclesiásticos que se iniciam em 1780 estando, em sua maioria, bem preservados.
Ao avançarmos na pesquisa dos registros em Seridó nos deparamos com três registros de batismo da década de 1820 em que consta o casal Joaquim Antonio Álvares Chianca e Maria Teixeira.
A grafia do sobrenome de Antônio José varia de acordo com fontes consultadas em Lisboa. Encontram-se ao menos cinco variantes: Xança, Xiança, Xianca, Chiança, e Chianca, existem também registros em que simplesmente não há menção do sobrenome Chianca[1].
A fonte que melhor esclarece a origem do sobrenome e da própria família é a analise de dois documentos do acervo do Arquivo Nacional da Torre do Tombo. O primeiro é um processo do Juízo de Órfãos, datado de 1805, no qual consta a transcrição do registro de casamento de Antônio José e Mariana Patricia[1] que por provável equívoco do Prior da Igreja de São Pedro, o sobrenome de sua mãe, Maria Fernandes Xança, que principia com a letra X, constou na transcrição com a letra M (Mança), devido a uma característica da escrita do final do século XVIII em que há grande semelhança na grafia das letras X e M.