A história de Covilhã é marcada pela sua localização estratégica na vertente da Serra da Estrela, o que influenciou o seu desenvolvimento desde a Antiguidade. Existem vestígios de ocupação romana na região, devido à sua posição entre o interior e as rotas de ligação para outras partes da Península Ibérica.
Durante a Idade Média, a Covilhã ganhou maior importância após a Reconquista Cristã. No século XIII, recebeu foral, o que contribuiu para a organização do território e para o crescimento da população. A partir daí, começou a desenvolver atividades económicas ligadas sobretudo à agricultura, pastorícia e, mais tarde, à produção artesanal de tecidos.
Com o passar dos séculos, a cidade destacou-se especialmente na indústria dos lanifícios (produção de lã e têxteis). Desde a Idade Média e sobretudo a partir da Idade Moderna, a Covilhã tornou-se um dos principais centros industriais têxteis de Portugal, chegando a ser apelidada de “Manchester portuguesa” devido à forte concentração de fábricas.
Nos séculos XVIII e XIX, a indústria têxtil consolidou-se como motor económico da cidade, trazendo crescimento urbano e populacional. No século XX, apesar das crises do setor, a Covilhã manteve a sua ligação aos têxteis, ao mesmo tempo que começou a diversificar a economia.
Um marco importante da sua história recente foi a criação da Universidade da Beira Interior, em 1979, que teve origem em instituições anteriores e trouxe uma nova dinâmica à cidade, com forte crescimento académico, científico e urbano.
Hoje, a Covilhã é uma cidade que combina o seu passado industrial com a modernização universitária, mantendo também uma forte ligação à Serra da Estrela e ao turismo de natureza.