O presente artigo é, na verdade, um relato a respeito de um processo de descoberta ao qual sua autora foi submetida desde à primeira disciplina cursada no Programa de Mestrado em Educação da Universidade São Francisco. O que consta nas páginas seguintes é uma síntese sobre as discussões realizadas na sala a respeito do ofício do historiador, com base na leitura de Marc Bloch, somadas à análise de dois filmes alemães,“Uma cidade sem passado” e “Adeus, Lenin!”, que contribuíram para ilustrar alguns dos paradoxos enfrentados por aqueles que se propõem a fazer uma busca ou análise histórica. Para introduzir o assunto, é apresentado um resumo de cada um dos filmes, seguidos por uma breve descrição do momento em que foram produzidos e lançados, contextualizando temporalmente as obras. Nas discussões, trechos extraídos do livro de Bloch dialogam com as situações vivenciadas pelos personagens dos filmes, fazendo um paralelo com o que o autor relata sobre memórias, fatos, ferramentas e desafios do historiador, quando também se estabelece a proximidade destes com o ofício do pesquisador. Nas considerações finais, enfim, revelam-se a angústia e, ao mesmo tempo, a satisfação de saber que a jornada de descobertas está apenas começando.