Para fugir dos aluguéis caros, das dificuldades dos bairros periféricos e da solidão de morar sozinho, jovens do mundo todo tem apelado para uma tática conhecida: dividir a casa com outras pessoas. O chamado “coliving” é como um coworking, só que para morar (e não para trabalho).
Esta experiência se traduz na possibilidade de viver em comunidade (algo que cada vez mais raro nos grandes centros urbanos), que costumam incentivar a troca de ideias e projetos entre seus moradores. Além de otimizar espaço, ao abrigar um número maior de pessoas, o coliving traz de volta edifícios que hoje estão fechados, sem cumprir função alguma.
Neste modelo de moradia, o inquilino compartilha áreas comuns com todos o apartamento, que são a cozinha, banheiro e sala. Os quartos são individuais e com acesso exclusivo do morador. Também para facilitar a vida de todos e evitar discussões este modelo de moradia conta limpeza semanal de uma diarista, desta forma ninguém precisa ficar fazendo as piores partes da limpeza, só é necessário que o morador atenda a regras básicas de convivência, como por exemplo usar uma xicara para tomar um café e depois devolver limpa no escorredor. Porem a pior parte fica para diarista mesmo como limpeza de fogão, banheiros e as vezes um ralo entupido.
Ao contrário do que estabelecem os pensionatos que proíbem visitas, ou cobram por pessoa que entra visitar o morador, neste tipo de moradia é permitido a visita moderada, atendendo as regras de condomínio. A visita não é totalmente permitida e também não é totalmente proibida, de uma maneira geral uma visita em dias semana e mais uma aos finais de semana não geram maiores problemas para convivência coletiva.
Neste modelo de moradia não é necessário que o inquilino tenha uma fidelidade e seja obrigado a ter um contrato mínimo de tempo como exigem as imobiliárias. A forma de aluguel é do tipo por temporada, na qual o inquilino acerta o período que deseja ficar de forma antecipada, e ao fim deste período ele pode renovar a sua estadia ou simplesmente ir embora sem qualquer ônus, multa ou qualquer penalidade como existem em contratos de imobiliárias. Como não é hotel, no qual a pessoa pode ficar 1 dia e ir embora, neste modelo o que se busca é oferecer moradia econômica para pessoas que estejam na cidade por algum tempo, de uma maneira geral a partir de algumas semanas, desta maneira a rotatividade passa a ser controlada e não é alta como a de um hotel, pois é muito difícil um morador vir para a cidade ficar 1 mês e ir embora. Como o caso de estudantes universitários, dificilmente ficam menos de 6 meses por causa que as aulas são semestrais, mas assim que acaba a aula eles retornam para suas cidades passarem férias.
Como muitos dos moradores são jovens que vem de outras cidades para estudar ou que estão iniciando sua carreira profissional, E também estrangeiros fazendo estagio, recomendamos para pessoas que gostem de compartilhar experiências e conviver em grupo.