HISTÓRIA DO CENTRO DE TRADIÇÕES GAÚCHAS SANGUE NATIVO
Em meados dos anos 80, na localidade de Catanduva Grande, em Santo Antônio da Patrulha, um grupo formado por cinco jovens que participaram de várias Entidades Tradicionalistas da região, decidiram montar seu próprio grupo onde não haveria regras burocráticas como as que fizeram com que eles se afastassem de outras entidades. Os jovens eram Paulo Ricardo Machado, João Rogério Machado, João Belisário da Silva, Inácio Florindo de Azevedo e Gildo Pedro Agliardi.
No inicio suas apresentações ou participações em rodeios eram somente nas modalidades Chula, Malambo, Dança dos Facões, Declamação e Musical, que eram feitas somente pelos peões do Grupo..
Após um tempo juntou-se ao grupo as Prendas Maria Angélica Machado, Marcia Aparecida Agliardi, Jane Luce de Souza e Regina Belisário da Silva, formando assim quatro pares, mais o Posteiro de Danças que também era o gaiteiro do grupo.
Ainda em Catanduva Grande, as vésperas da primeira apresentação do grupo na Escola Estadual 12 de Outubro, os jovens se depararam com um problema, o grupo precisaria de uma denominação, onde passou a chamar-se Grupo Folclórico Sangue Nativo, nome esse dado pela Sra. Elony Marcelino Machado, esposa de Sebastião Paulo Machado, pais dos Machado citados acima e proprietário da Casa onde foi a primeira sede do grupo por um longo período.
Como alguns do integrantes já moravam em Parobé, o grupo começou a atuar mais diretamente no município e em 16 de outubro de 1983, em uma reunião na Câmara Municipal de Parobé, chefiada pelo então Prefeito Sr.José Alexandre Haack, que comovido por ver o esforço que estes jovens faziam, decidiu ajudá-los, mantendo as despesas do grupo, mas em troca pediu que levassem o nome do município nas apresentações que viessem a fazer em rodeios, tertúlias e fandangos, para isso istituiu o Grupo Folclórico Sangue Nativo como adido a Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Parobé, que foi registrada em ATA secretariada pelo então Vice-Prefeito Sr. Antônio Carneiro de Souza.
Após dois anos de intensa movimentação do Grupo Folclórico Sangue Nativo, por ocasião do Festival de Musicas e Poesias de Parobé, realizado no Barracão Católico da cidade, onde estavam reunidos integrantes do Grupo Folclórico Sangue Nativo, políticos, empresários e outras autoridades municipais, surgiu a idéia de transformar aquele Grupo nomade até então, em um CTG com sede definitiva.
A reunião de transformação de Grupo Folclórico Sangue Nativo para CTG Sangue Nativo, ocorreu no dia 12 de outubro de 1985, na residência do Sr. Sérgio Ademir Corrêa e Maria Elisabete Corrêa, sito na rua Adão Pires Cerveira, Nº 122, no bairro Planalto, com os seguintes membros:
José Alexandre Haack - Prefeito Municipal
Aiser Hehn - Presidente da Câmara de Vereadores
Sérgio Ademir Corrêa - Comandante da brigada militar da Região.
Daltro Luiz VaÍin - Coordenador da 22ª RT
Teresinha Ivone Homem - Secretária de Educação.
Gildo Pedro Agliardi – Patrão do Grupo Folclórico Sangue Nativo
João Rogério Machado – Posteiro do Grupo Folclórico Sangue Nativo
Paulo Ricardo Machado – Tesoureiro do Grupo Folclórico Sangue Nativo
Após a lavratura da ata de criação (redigida por Daltro Luiz Valin), foi deliberado a partir daquele momento, a escolha do presidente provisório quando foi eleito o senhor Sérgio Ademir Corrêa, até a realização da eleição da primeira patronagem do CTG Sangue Nativo. Fizeram parte da comissão além do presidente os senhores: Deroci José Homem, Paulo Ricardo Machado, João Rogério Machado, Gildo Pedro Agliardi, José Alberto Oliveira da Silveira (Beto), Marcelo Berg Mosmann, Taurino Alves Saldanha (Neto Saldanha), e outros.
Após a tramitação legal da documentação, a comissão juntamente com o então Coordenador da 22ª Região Tradicionalista, senhor Paulo Ricardo Machado, no dia 07 de junho de 1986 escolheu (elegeu) o primeiro patrão desta entidade tradicionalista sendo o senhor DEROCI JOSÉ HOMEM,
o qual contou com o apoio de sua esposa, a senhora Teresinha Ivone Homem e filhos.
Como não possuía sede própria, os documentos eram elaborados na Brigada Militar, ou na própria casa de alguém da patronagem. O primeiro evento para angariar fundos foi um meio frango realizado no Barracão Evangélico, que juntamente com os outros recursos adquiridos foi comprado um antigo galpão da madeireira Sturmm e ali foi erguido o CTG onde permanece até hoje, sito à Rua Nilo Carlito Koetz, número 222, no bairro Centro na cidade de Parobé.
O lema do CTG SANGUE NATIVO foi sugerido pela senhora Maria Elisabete Corrêa, a qual inicialmente sugeriu o lema: ”Sangue e Tradição, Cultivá-los é Obrigação”.
Por sugestão de Neto Saldanha, foi substituído palavra SANGUE por NACIONALISMO. Ficando então:
"NACIONALISMO E TRADIÇÃO, CULTIVÁ-LOS É OBRIGAÇÃO"
A contribuição de Neto Saldanha foi além disso pois ele criou a bandeira para a CTG SANGUE NATIVO.
Significado de composição da bandeira:
Cor azul clero em consonância com a bandeira do município de Parobé;
Mapa do Rio Grande do Sul;
Duas lanças Jarreteiras(cortadoras de jarrete);
Duas bandeiras do Rio Grande do Sul;
Engrenagem também em consonância a bandeira do município de Parobé;
Passados quase dois anos, inicia-se a construção do galpão em 22 de julho de 1987 e em seguida realizou-se o primeiro Concurso de Prendas Interno do CTG Sangue Nativo. Como o CTG não tinha sede própria concluída, o evento ocorreu na Sociedade Cultural e Recreativa de Parobé, no dia 12 de setembro de 1987, sendo composto por uma prova escrita e uma oral, onde foram obtidos os seguintes resultados:
Categoria Mirim - Eliane Gaube Petter
Categoria Juvenil - Ionara Dutra
Categoria Adulta - Dinara Gaube Petter
Ao longo desses 40 anos, o CTG passou por várias patronagens, todas empenhadas para fazer o melhor possível na agregação dos associados e o bem-estar de quem o visita.
Os patrões que contribuíram para a história dessa entidade tradicionalista até os nossos dias
foram os seguintes:
1986 a 1987 - Senhor Deroci José Homem e sua esposa Terezinha lvone Homem;
1987 a 1992 - Senhor Waldemar Ângelo da Rosa e sua esposa Lucila Hedwig da Rosa;
1992 a 1994 - Senhor Waldemar Pedro da Rosa e sua esposa Círia Oliveira da Rosa;
1994 a 1996 - Senhor Sérgio Francisco de Mello e sua esposa Eunice Bomerich de Mello;
1997 e 1998 - Senhor Renato Marques de Souza e sua esposa Marisa Marques de Souza;
1999 e 2001 - Senhor Sérgio Ademir Corrêa e sua esposa Maria Elisebete Corrêa;
2000 - Senhor João Carlos Vicente da Cruz e sua e sua esposa Cléria da Cruz;
2002 - Senhor João Geraldo Costa e sua esposa Vera Rejane de Souza Costa;
2003 - Senhora Vera Rejane de Souza Costa e seu esposo João Geraldo Costa;
2004 - Senhora Cleusa Wagner dos Santos e seu esposo Carlos Alberto de Melo;
2005 a 2006 - Senhor Carlos Alberto de Melo e sua esposa Cleusa Wagner dos Santos;
2007 a 2008 - Senhor Celso Gheno e sua esposa lvani Gheno;
2009 a 2010 - Senhor lvonir Alexandre Ev e sua esposa Daiane Ev;
2011 - Senhora Neusa Giacobo e seu esposo;
2012 a 2013 - Senhor Jovenil Padilha e sua esposa;
2014 - Senhor Edmilson Pires da Silva e sua esposa;
2015 a 2016 - Senhor Jovenil Padilha e sua esposa;
2017 a 2020 - Senhor Jones Bortolemedi e sua esposa;
2021 e 2024 - Senhora Cinara Calvi da Silva e seu esposo;
A história do CTG Sangue Nativo estaria incompleta e injusta se não fosse mencionado o importantíssimo apoio do Sr. Taurino Alves Saldanha (Neto Saldanha)!
Natural de Caçapava do Sul, que estava de passagem por aqui a trabalho quando entrou para
nossa história! Sendo ele conhecedor nato de tudo que se refere e tradição gaúcha, deu total
apoio aos membros iniciantes e, juntamente com João Rogério Machado, criou o primeiro Estatuto
do CTG Sangue Nativo. Tudo foi possível, unindo a boa vontade do grupo e o conhecimento dele!
Um homem simples, amigo de todos e, dentro de uma GRANDE humildade, estava um GRANDE conhecimento! Onde quer que esteja, merece nossa gratidão.
Atualmente o CTG SANGUE NATIVO tem no comando das atividades o Patrão Volnei Gilberto Fetter e conta com o apoio de uma equipe de colaboradores que integram sua patronagem e com as invernadas Pré mirim, mirim, Juvenil, Adulta e Campeira.
Nosso CTG SANGUE NATIVO vem se destacando com participações em rodeios e na comunidade em geral bem como suas prendas e peões nos concursos regionais e estaduais além de sua invernada campeira conquistando títulos inéditos. São mais de 400 premiações(troféus) das mais variadas. Entre as conquistas estão ENART com forças A e B, FESTMIRIM com força A, campeões em vários rodeios regionais, Campeão no rodeio internacional de Passo Fundo, Campeão regional de laço de inverno, finalista no festival dos festivais ENART – FEGADAN - FEGACHULA em 2021, 3ª PRENDA JUVENIL estadual 17/18, 1º PIÁ FARROUPILHA estadual 22/23, 2ª PRENDA ADULTA estadual 24/25, entre outras tantas agremiações(troféus identificados) que dispomos em nosso CTG SANGUE NATIVO.
Dentro de nossas ações artísticas e culturais, conduzimos ótimos projetos sociais que auxiliam nosso município.