Mads Mikkelsen
Psiquiatra renomado, com carreira consolidada e forte influência nos círculos acadêmicos e sociais de New York, o Patriarca Blackwood construiu sua reputação com base em discrição absoluta, uma qualidade que o tornou indispensável à elite. Especialista em crises que jamais chegam aos jornais, é procurado para tratar herdeiros problemáticos, esposas instáveis e segredos que precisam permanecer enterrados. Seu prestígio não vem apenas do conhecimento clínico, mas da capacidade de não fazer perguntas demais.
Conheceu a Matriarca Blackwood quando ainda era seu médico, tratando um quadro severo de ansiedade. O vínculo profissional evoluiu para algo íntimo, atravessando limites éticos que nunca foram oficialmente discutidos. O casamento, embora sólido em aparência, se sustenta em uma dinâmica de controle silencioso e dependência emocional mútua, ele oferecendo estabilidade e contenção, ela oferecendo influência social e acesso irrestrito a círculos que o consolidaram no topo.
É excessivamente protetor com os filhos, ainda que de formas distintas. Com Nix, exerce um controle clínico direto, tendo recorrido a internações em centros de reabilitação sempre que julgou necessário preservar sua imagem, e a da família. Leonid, por outro lado, nunca foi tratado como paciente, mas como variável de risco. O Patriarca reconhece no filho um temperamento explosivo e uma resposta violenta às ameaças, algo que prefere não medicalizar, mas conter à distância. Evita confrontos diretos, delegando à Matriarca o papel de mediação emocional, enquanto aceita silenciosamente o uso funcional do filho como linha de defesa informal da família. Já em relação a Asteria, acredita que ela seja a unica que não coloca a reputação da família em risco e por isso a trata como favorita.
Embora negue qualquer envolvimento direto com a Corte Carmesim, o Patriarca Blackwood sabe mais do que deveria e opta pelo silêncio não por ignorância, mas por sobrevivência. Para ele, enquanto a violência não ultrapassar os limites do escândalo público, a Corte não é um problema a ser corrigido, é um sintoma tolerável de um sistema que ele próprio ajudou a criar.
Katheryn Winnick
Foi uma das seis fundadoras originais da Corte Carmesim, ainda nos anos 90. À época, era jovem, carismática e emocionalmente instável, vivendo sob intensa pressão pública como atriz em ascensão. A ansiedade que a levou ao consultório do Patriarca Blackwood não era apenas fruto da exposição midiática, mas do peso crescente de segredos, alianças e pactos silenciosos que se formavam nos bastidores da elite. Sua saída abrupta da carreira artística marcou não apenas um colapso pessoal, mas uma decisão estratégica de desaparecer antes que alguém a derrubasse.
Ao se tornar mãe, abandonou completamente os palcos e reconstruiu sua imagem com precisão cirúrgica. Transformou-se em uma figura irrepreensível da elite educacional, assumindo com naturalidade o papel de mediadora, conselheira e autoridade moral. Atualmente, preside o Conselho de Mães e Pais da escola, exercendo influência direta sobre decisões internas, eventos e, sobretudo, silenciamentos estratégicos. Nada ocorre sem que ela saiba, aprove ou consiga, ao menos, redirecionar.
É profundamente leal à Corte, passada e presente, enxergando o grupo não como um erro juvenil, mas como uma estrutura necessária de proteção entre iguais. Recusa-se a reconhecer os excessos de Nix acreditando que qualquer exposição pública seria mais destrutiva do que os próprios atos cometidos. Para ela, erros são administráveis, escândalos, não.
Com Leonid, a relação é marcada por compreensão silenciosa e permissividade calculada. A Matriarca reconhece no filho um instrumento de contenção que ela própria ajudou a moldar, não através de afeto aberto, mas pela validação implícita de seus impulsos quando direcionados à proteção da família. Diferente do Patriarca, ela não tenta corrigir ou conter a violência de Leonid, prefere canalizá-la. Para a Matriarca Blackwood, enquanto o filho agir em nome do nome, da Corte e da preservação do legado, seus métodos são não apenas aceitáveis, mas úteis.
Elle Fanning
Tímida, introspectiva e extremamente observadora, Asteria vive à sombra da irmã mais velha e sob a vigilância constante da própria família. Encontra refúgio nos livros, na escrita e no silêncio — espaços onde consegue existir sem ser interrompida ou moldada. Poucos percebem, mas ela presta atenção a tudo: gestos, pausas, contradições. Aprende mais observando do que perguntando.
Está sendo iniciada na Corte Carmesim por Nix, embora ainda não compreenda completamente a extensão do que isso significa. A habilidade de Asteria em reconhecer padrões, captar detalhes e registrar acontecimentos a torna uma figura inquietante para quem a subestima. Guarda informações, conecta fatos e transforma silêncio em conhecimento. Alguns suspeitam que ela possa estar por trás do perfil anônimo de fofocas no Instagram, não por atitudes explícitas, mas pela combinação incômoda de inteligência silenciosa, talento narrativo e timing preciso. Não há provas, apenas a sensação persistente de que ela sabe mais do que deveria.
Leonid é o único com quem Asteria se permite ser plenamente ela mesma. Vê nele um protetor, mas também um limite: alguém que age onde ela observa, que confronta onde ela registra. Ele, por sua vez, enxerga na irmã mais nova algo que o desarma, uma fragilidade que o obriga a conter os próprios impulsos quando está perto dela.
Nutre uma paixão secreta pelo filho Pearson, sentimento que mantém cuidadosamente escondido, consciente de que, naquele círculo, afetos mal calculados se tornam armas.
Dove Cameron
É o rosto e a força por trás do renascimento da Corte Carmesim. Foi ela quem, após a morte acidental de um aluno durante uma festa clandestina organizada na piscina da escola, decidiu que o erro não poderia se repetir sem controle, exatamente como no passado.
Carismática, impulsiva e autodestrutiva, enfrenta problemas sérios com o consumo de álcool. Já passou por diversas internações em centros de reabilitação, sempre interrompidas precocemente por intervenção da mãe, que insiste em acreditar na sua recuperação.
Mantém um relacionamento secreto com o Dante Blackthorne, algo que alimenta rumores e preocupações dentro e fora da família. Para ela, esse vínculo representa poder, fuga e validação, ainda que seja mais uma peça em seu padrão de autossabotagem. A proximidade de Leonid com a banda de Dante faz dele uma ponte incômoda entre dois mundos que Nix insiste em manter separados.
A relação entre os dois é marcada por cumplicidade e tensão constante. Nix confia em Leonid para executar o que ela não pode fazer publicamente. Leonid confia em Nix para decidir até onde ele pode ir. Juntos, formam o eixo mais instável, e mais temido, da Corte.
Ela vê a Corte como um mecanismo de controle, proteção e superioridade social. Não pretende repetir os erros dos fundadores. Pretende superá-los.
É ex-namorada do filho Green, vínculo que ainda reverbera em alianças frágeis, suspeitas e rivalidades mal resolvidas dentro do grupo.
Thomas Alexander
Leonid Blackwood é um dos herdeiros da família Blackwood e se destaca por um comportamento explosivo e intensamente protetor em relação às pessoas que considera próximas, sobretudo suas irmãs. No convívio social, compartilha traços marcantes com a irmã gêmea, como carisma, facilidade de adaptação e habilidade de transitar entre diferentes círculos da elite. A diferença central entre ambos está na reação ao perigo: enquanto Nix atua de forma estratégica e contida, Leonid responde de maneira imediata, física e pouco calculada, fazendo com que sua presença frequentemente escale conflitos de forma abrupta.
Fisicamente, Leonid possui traços suaves e uma aparência quase angelical, o que cria um contraste marcante com seu temperamento agressivo. Alto, de porte atlético e com olhos semelhantes aos da irmã, costuma causar uma primeira impressão de cordialidade e acessibilidade. Em ambientes sociais, mantém uma postura relaxada e segura. No entanto, essa máscara se desfaz rapidamente diante de qualquer ameaça percebida às pessoas sob sua proteção, revelando tensão corporal e prontidão para o confronto.
Sua personalidade é guiada por impulsividade, lealdade extrema e baixa tolerância à frustração. Leonid reage instintivamente a provocações, raramente avaliando consequências a longo prazo, especialmente quando suas irmãs estão envolvidas. Apesar disso, no cotidiano demonstra ser sociável, articulado e até encantador, utilizando humor e charme como ferramentas sociais, o que torna seus episódios de violência ainda mais inesperados. Possui resistência a figuras de autoridade e reage de forma agressiva a tentativas de controle institucional ou psicológico.
Leonid participa ativamente da Corte, embora não ocupe cargos formais de liderança nem se envolva em sua organização estratégica. Sua função dentro do grupo é prática e direta: atuar como força de contenção e proteção contra ameaças externas. Não demonstra interesse em rituais, pactos ou justificativas morais associadas à Corte, para ele, o grupo existe como um meio funcional de garantir a segurança de Nix e daqueles que considera sob sua responsabilidade.
Confia quase exclusivamente em suas irmãs, mantendo uma relação próxima e visceral com ambas. Demonstra interesse explícito no filho da família Green, enquanto sustenta, em paralelo, um relacionamento secreto e estritamente físico com a Matriarca Bauer. Além disso, integra a banda de Dante Blackthorne como baterista fixo, utilizando a música tanto como válvula de escape quanto como extensão de sua presença intensa e instável dentro e fora da Corte.
Joe Manganiello
Sócio de um dos maiores bancos de Nova York, sempre acreditou que dinheiro não compra apenas conforto, mas imunidade. Casou-se ainda jovem com sua namorada da adolescência, construindo a imagem perfeita de estabilidade e sucesso.
Foi diretamente responsável pela morte acidental que deu origem à primeira Corte Carmesim, nos anos 90. Em pânico, articulou o pacto de silêncio que uniu os fundadores. Desde então, passou a ver a Corte não como um erro, mas como uma necessidade estratégica.
Manteve por anos um relacionamento extraconjugal com a matriarca Bauer, do qual nasceu um filho ilegítimo. Para preservar sua imagem, o menino foi apresentado ao mundo como seu sobrinho. Jamais assumiu a paternidade, mas garantiu proteção financeira e acesso privilegiado.
Mais tarde, conspirou com a matriarca Schweitzer para provocar a morte do patriarca Bauer, que sabia ter um caso com sua esposa, ajudando-a a se livrar do corpo. Para ele, eliminar ameaças sempre foi apenas uma questão de cálculo.
Jennifer Aniston
Conheceu o Patriarca ainda na adolescência e cresceu ao lado dele, compartilhando sonhos, ambições e segredos. Foi uma das fundadoras originais da Corte Carmesim, embora nunca tenha tido estômago para lidar diretamente com as consequências mais sombrias do grupo.
Teve um caso com o patriarca Bauer antes de sua morte. Nunca conseguiu se livrar da sensação de que o marido teve algum envolvimento no ocorrido, mas a ausência de provas, e o medo da verdade, a mantiveram em silêncio.
Não sabe que o sobrinho do marido é, na verdade, seu filho fora do casamento. E, apesar de suspeitar de muitas coisas, aprendeu a não fazer perguntas demais.
Diferente da matriarca Blackwood, seguiu com a carreira artística, atuando em produções televisivas leves e populares. Nos bastidores, porém, é tão política quanto qualquer membro da Corte. Mantém uma amizade antiga e sólida com a matriarca Blackwood, baseada em cumplicidade e omissões.
Jacob Elordi
Sempre viveu sob expectativas altas: excelência acadêmica suficiente para não envergonhar o sobrenome e desempenho esportivo impecável para reforçar sua imagem pública. É carismático, competitivo e emocionalmente imaturo.
Teve um relacionamento breve e intenso com Nix Blackwood, marcado por impulsividade e segredos. Foi ele quem forneceu a chave da piscina da escola, possibilitando a festa clandestina que culminou na morte acidental de um aluno.
Apesar de detestar a ideia da Corte Carmesim, aceitou se tornar co-fundador ao lado dela para proteger o futuro de ambos. Para ele, a Corte não é um símbolo de poder, mas uma prisão necessária.
Após o acidente, o relacionamento se rompeu. Ela passou a suspeitar que ele seja o responsável pelas postagens anônimas, justamente por sua oposição ao clube, ainda que o subestime intelectualmente por ser “apenas um atleta”.
Atualmente está em um trisal com Freya Bauer e Beatrice Smith.
Ben Barnes
Oficialmente apresentado como sobrinho do Patriarca Green, ele cresceu amparado financeiramente pela família, envolto em uma narrativa conveniente que explicava sua presença como consequência de um erro juvenil distante. A verdade, no entanto, é que ele é filho da Matriarca Bauer, concebido na adolescência em um caso secreto com o Patriarca Green. A gravidez foi abafada, o nascimento ocorreu longe dos olhares públicos e sua identidade foi apagada para preservar reputações, selando um acordo silencioso que moldou toda a sua vida.
Formado em Física, seguiu inicialmente o caminho esperado ao estagiar no banco do “tio”, mas rompeu com esse destino ao abandonar o cargo para lecionar em Crimson Heights School. A escolha lhe deu autonomia, mas não o afastou completamente da família Green: ele continua próximo do primo, acompanhando suas atividades esportivas e circulando com naturalidade entre a elite. Observador e analítico, percebe inconsistências demais nas histórias que lhe contaram, reconhecendo silêncios e tensões que apontam para algo maior e mais antigo.
Embora oficialmente alheio à Corte Carmesim, ele suspeita de sua existência e intui que sua própria origem está ligada aos segredos da primeira geração. Mantem um relacionamento discreto com a professora de Teatro, o que o torna ainda mais visível dentro da escola. Sem saber, é uma prova viva de que o passado nunca permanece enterrado.
Robert Pattinson
Um dos fundadores originais da Corte Carmesim, o Patriarca Smith foi, na juventude, o mais relutante em aceitar o pacto de silêncio que se formou após a morte acidental que deu origem à sociedade. Na época do incidente, era o melhor amigo do Patriarca Green, relação que se rompeu de forma definitiva quando Smith defendeu procurar a polícia e encerrar o encobrimento.
Sua tentativa foi sufocada por uma chantagem conduzida pela Matriarca Blackwood em conluio com o Patriarca Green: se falasse, a verdade sobre o desfalque cometido por seu pai na empresa do falecido Patriarca Schweitzer viria à tona, arruinando não apenas o nome da família Smith, mas também o legado que ele ainda tentava construir. Diante da escolha entre justiça e destruição familiar, Smith cedeu, e nunca perdoou completamente.
Hoje, canaliza a culpa e o conhecimento jurídico acumulado em um escritório de advocacia especializado em acordos sigilosos, blindagem patrimonial e gerenciamento de crises. Defende a lei publicamente, mas conhece intimamente seus limites e brechas.
Tem dificuldade de criar vínculo com o filho por lembra-lo do falecido cunhado.
Zoe Kravitz
Irmã mais nova da Diretora Carter, a Matriarca Smith conheceu o marido ainda na juventude, apresentada por aquela que sempre foi sua principal referência. O relacionamento floresceu em meio a afinidades, ambições compartilhadas e uma confiança que jamais foi questionada. Para ela, o Patriarca Smith sempre representou estabilidade e segurança, alguém em quem nunca teve motivos para duvidar.
Artista plástica de renome no circuito cultural, sua ascensão foi impulsionada pelas influências do marido e pelas conexões estratégicas dos amigos dele. Embora seu talento seja real, o meio em que circula jamais a deixou esquecer que seu sucesso também carrega assinaturas invisíveis. Ainda assim, ela se recusa a reduzir sua trajetória a isso, defendendo com firmeza a própria identidade artística.
Ela desconhece completamente o envolvimento do marido na morte de seu irmão mais velho, o incidente que deu origem à primeira Corte Carmesim. Oficialmente, aceita a versão de uma tragédia mal esclarecida, sem jamais imaginar que o homem com quem construiu sua vida esteve diretamente ligado àquele momento. Por isso, nunca compreendeu o distanciamento da irmã, tampouco a desconfiança silenciosa que mantém em relação ao marido.
Socialmente, mantém uma relação cordial e harmoniosa com todas as matriarcas e patriarcas da elite, transitando com facilidade entre eventos beneficentes, exposições e reuniões escolares. Existe, porém, uma exceção notável: a presença do Patriarca Green sempre lhe causa um desconforto difícil de nomear. Não sabe se são olhares prolongados, silêncios calculados ou a sensação persistente de que ele sabe algo que ela não sabe, apenas sente que algo não está certo.
Ela não tem conhecimento da existência da Corte Carmesim. Ainda assim, caso descubra a verdade, será impossível que o impacto não abale profundamente seu casamento.
Paola Locatelli
Cinco minutos mais velha que o irmão gêmeo, Beatrice sempre carregou a sensação de ter nascido para liderar, mesmo quando finge não querer. Atleta de tênis reconhecida nacionalmente, acumula títulos, patrocínios juvenis e uma disciplina impecável que contrasta com o caos silencioso que permeia sua vida pessoal. Dentro das quadras, é calculista e precisa, já fora delas, aprende a jogar jogos muito mais perigosos.
Apesar da rotina rigorosa de treinos, nutre uma paixão genuína pelas artes. Herdou da mãe o apreço pelo meio artístico e integra o clube de teatro da escola sempre que o calendário esportivo permite. No palco, encontra um espaço onde pode controlar narrativas, emoções e silêncios, uma habilidade que se revela essencial em seu círculo social. Mantém um relacionamento assumido em trisal com Karl Green Green e Freya Bauer, ligação que nunca foi exatamente escondida e que, por isso, se tornou um ponto constante de atrito com a tia, a Diretora Carter. A relação conturbada entre as duas se intensificou justamente pela exposição do namoro, que Carter enxerga como imprudente e perigoso, sobretudo por envolver herdeiros diretamente ligados ao passado que ela tenta desenterrar.
Em segredo absoluto, faz parte da Corte Carmesim. Nem o pai nem a mãe sabem de seu envolvimento, algo mantido fora do alcance deles justamente por causa do relacionamento com Karl Green. Ainda assim, sua presença na Corte é cautelosa e ela evita se aprofundar demais nos acontecimentos, tentando manter distância da sujeira que sabe existir. Não por ingenuidade, mas por autopreservação.
Nutre uma antipatia declarada pela filha mais velha dos Blackwood, não apenas por ser ex de seu namorado, mas por enxergá-la como instável, impulsiva e perigosa demais para alguém que já causou problemas irreversíveis. Para Beatrice, certos erros não merecem segundas chances, especialmente quando deixam rastros.
Rome Flynn
Melhor amigo do Karl Green, vínculo que se fortaleceu naturalmente a partir do relacionamento da irmã com ele. Embora conviva de perto com o trisal, nunca escondeu achar o conceito estranho, não por julgamento moral, mas por não compreender a exposição emocional que aquilo exige. Ainda assim, mantém-se leal, preferindo observar a interferir.
Ele tem conhecimento da existência da Corte Carmesim, mas escolheu conscientemente não fazer parte dela. Para ele, a lógica é simples: fora dos olhos, fora da mente. Acredita que manter distância é a única forma de não ser tragado por um sistema que sabe ser maior e mais sujo do que aparenta. Sua recusa silenciosa o coloca em uma posição rara entre os herdeiros da elite, alguém que sabe demais, mas se recusa a jogar.
Percebe com clareza o afastamento emocional do pai, uma distância que nunca foi explicada, apenas sentida. Essa ausência o aproxima da mãe, com quem construiu uma relação baseada em afeto, escuta e incentivo. Ela se torna seu porto seguro em uma casa onde certos assuntos nunca são ditos em voz alta.
Namora a Filha Pearson, relacionamento estável e discreto, longe dos escândalos que cercam outros herdeiros. Encontra no Alistair Pearson a figura de referência que lhe falta em casa. É ele quem o orienta, o incentiva e o projeta para uma possível carreira em Relações Internacionais, área que combina perfeitamente com seu perfil diplomático, atento e estrategista.
Entre alianças silenciosas, escolhas conscientes e caminhos traçados fora da Corte, o Filho Smith talvez seja o mais perigoso de todos, e o torna o principal suspeito de ser o autor por trás do Instagram.
Meryl Streep
Dona de uma das revistas de moda mais influentes da cidade, construiu seu império sobre prestígio, controle e alianças cuidadosamente calculadas. Sempre enxergou pessoas como peças em um tabuleiro maior, sobretudo quando se trata da própria família. Foi ela quem arquitetou o casamento da filha com o Patriarca Bauer, usando sua vasta rede de contatos para garantir status, poder e uma imagem pública irrepreensível.
Por trás da fachada elegante, acumulou crimes e segredos capazes de moldar gerações. Ao descobrir o caso extraconjugal do genro com a Matriarca Green, não hesitou e envolveu-se diretamente em sua morte, junto ao Patriarca Green, tratando o assassinato não como um ato passional, mas como uma correção necessária para preservar a honra familiar. Para ela, reputação sempre esteve acima de qualquer laço emocional.
Anos antes, quando a própria filha tinha apenas 16 anos, tomou uma decisão igualmente cruel e estratégica: enviou-a para um colégio interno a fim de ocultar uma gravidez indesejada. O filho gerado nesse período, fruto de um relacionamento adolescente com o Patriarca Green, foi apagado da narrativa oficial da família. O escândalo jamais veio à tona, e a filha aprendeu desde cedo que sentimentos não têm lugar quando ameaçam o nome Schweitzer.
Rigorosa, fria e implacável, prioriza dinheiro, influência e legado acima de tudo. A Matriarca Schweitzer não governa com afeto, mas com silêncio, medo e cálculo. E mesmo à beira da velhice, permanece como uma das figuras mais perigosas da elite, porque nunca age por impulso e jamais deixa rastros.
Jessica Chastain
A Matriarca Bauer é uma das fundadoras originais da Corte, ao lado de seu falecido marido, pai de sua filha, em uma união marcada muito mais por conveniência, prestígio e expectativas sociais do que por qualquer afeto genuíno. Antes mesmo desse casamento, porém, ela já carregava um segredo cuidadosamente enterrado desde a adolescência: um filho fruto de um relacionamento com o Patriarca Green, escândalo abafado com rigor por sua mãe, que tratou a gravidez como uma falha a ser apagada da história familiar. O caso jamais veio à tona, mas deixou marcas profundas em sua forma de amar, confiar e se vincular emocionalmente.
Seu envolvimento com os acontecimentos que culminaram na criação da Corte é direto e irreversível. Na noite da festa que deu origem à tragédia, o irmão gêmeo da Diretora Carter flagrou Bauer e Green juntos, em uma situação íntima que jamais deveria ter sido descoberta. Esse momento foi o estopim silencioso de decisões desesperadas, mentiras encadeadas e de uma morte que, mais tarde, seria encoberta sob pactos, alianças e culpa coletiva, dando forma à primeira Corte.
Atualmente, a Matriarca Bauer mantém um relacionamento discreto e profundamente controverso com o cunhado, irmão de seu falecido marido. Embora a relação aparente estabilidade aos olhos da sociedade, é rejeitada pela filha, que vê no novo companheiro da mãe uma afronta direta à memória do pai e uma violação irreparável do luto. Essa tensão doméstica permanece como uma ferida aberta, evitada com silêncio calculado e distância emocional, estratégia que Bauer conhece bem demais. Apesar desse relacionamento, ela mantém um caso extraconjugal com Leonid Blackwood, sendo apenas físico o relação dos dois.
Sua maior aliada é Calliope Pearson, amizade iniciada nos anos de colégio interno e preservada apesar dos casamentos arranjados, das pressões sociais e dos segredos compartilhados pela elite. Por influência dela, Bauer tenta manter distância da Matriarca Blackwood, consciente de que a proximidade com figuras instáveis pode trazer à tona verdades que jamais deveriam ser revisitadas. Ainda assim, participa ativamente do Conselho de Pais, onde atua ao lado de Blackwood com diplomacia controlada e cautela constante.
Tom Hiddleston
Construiu sua posição na elite longe do sobrenome que carrega. Sócio do Patriarca Smith em um respeitado escritório de Advocacia, sempre preferiu atuar nos bastidores, onde o poder não precisa ser anunciado para ser exercido. Diferente do irmão mais novo, o falecido Patriarca Bauer, jamais se deixou seduzir pelo protagonismo ou pela exposição que a Corte exigia.
Ele sabe exatamente quem matou o irmão. Desde cedo, tem plena consciência de que a Matriarca Schweitzer, mãe da Matriarca Bauer, esteve diretamente envolvida na morte do irmão. Ainda assim, escolheu o silêncio absoluto. Não por lealdade familiar, mas por cálculo: sempre foi apaixonado pela Matriarca Bauer e entendeu que proteger esse segredo era unir o útil ao agradável, preservar a mulher que ama e garantir seu próprio lugar ao lado dela.
Embora tenha conhecimento da existência da primeira geração da Corte, jamais se envolveu com ela, mantendo distância das decisões, rituais e pactos que consumiram o irmão. Sua postura sempre foi de observador atento, alguém que conhece as regras do jogo, mas prefere jogar em outra mesa. Essa lucidez o tornou perigoso à sua maneira: sabe demais para ser ignorado, mas nunca o suficiente para ser diretamente acusado.
Atualmente, compartilha um segredo delicado com a Matriarca Blackwood e o Patriarca Blackwood, uma informação capaz de desestabilizar alianças antigas e expor feridas que jamais cicatrizaram. O conteúdo desse segredo permanece intocado, sustentado por interesses mútuos e pela certeza de que, naquele círculo, a verdade só tem valor enquanto moeda de troca. Para o Cunhado Bauer, silêncio não é omissão, é estratégia.
Kennedy Walsh
Única filha do falecido Patriarca Bauer, cresceu à sombra de uma morte jamais esclarecida e de uma mãe cercada por silêncios calculados. Inteligente, perceptiva e emocionalmente mais madura do que aparenta, aprendeu cedo que observar é mais seguro do que confiar. A ausência paterna moldou seu senso crítico e a tornou profundamente desconfiada das alianças que sustentam a elite, alianças que, para ela, sempre parecem esconder algo podre sob a superfície polida.
Mantém uma relação abertamente tensa com a mãe, tensão que se intensificou após o início do relacionamento desta com o próprio cunhado. Para ela a união simboliza mais do que uma quebra moral: é a prova de que sentimentos, luto e lealdade são facilmente sacrificados em nome de conveniência social e estabilidade aparente. Recusa-se a aceitar a nova dinâmica familiar, tratando o companheiro da mãe, seu tio e irmão do falecido pai, com frieza deliberada e rejeitando qualquer tentativa de aproximação.
Seu envolvimento em um trisal com Karl Green e Beatrice Smith não nasce apenas de afeto ou curiosidade adolescente, mas também de provocação consciente. É uma forma de confrontar a mãe, de expor hipocrisias e de afirmar controle sobre a própria narrativa, ainda que isso a coloque diretamente no epicentro de conflitos maiores do que imagina.
Diferente da Smith, sua ligação com a Corte Carmesim não é passiva. Está ali por escolha e por ambição. Herdou da avó Schweitzer o gosto pelo poder, pela influência silenciosa e pela sensação de estar um passo à frente dos demais. Envolve-se ativamente nas decisões, absorve segredos, testa limites e compreende que a Corte não é apenas um pacto de proteção, mas uma ferramenta. Usa a influência na polícia de sua prima Karma quando necessário.
Sem saber, repete padrões que atravessam gerações da sua família. E talvez seja justamente essa consciência parcial, misto de rebeldia e cálculo, que a torne uma das peças mais perigosas da nova Corte Carmesim, até mais que Nix Blackwood.
Matthew Mcconaughey
Embaixador, tem uma inimizade com o patriarca Green.
Diplomata, amiga próxima da Matriarca Bauer. Não gosta da matriarca Blackwood, acha que ela esconde algo e ainda não sabe o que. Descendente da realeza britânica.
Nix Beiar
Criada entre salões diplomáticos, residências oficiais e regras que nunca precisaram ser ditas em voz alta, a filha mais velha da Família Pearson carrega com naturalidade o peso de um legado real. É a única pessoa, além da mãe e do irmão, que possui sangue genuinamente real da aristocracia britânica, algo que ela raramente menciona, mas que influencia silenciosamente a forma como é tratada.
Namora o Filho Smith, relação construída sobre confiança, diálogo e uma recusa mútua em se deixar engolir pelos jogos da elite estudantil. Foi por meio dele que tomou conhecimento da existência da Corte Carmesim, após ele recusar abertamente o convite para participar. Embora esteja ciente do que a Corte representa, escolheu manter distância, acreditando que poder exercido nas sombras sempre cobra um preço alto demais.
Mantém uma boa relação com Beatrice Smith, construída longe de rivalidades artificiais. Admira sua disciplina como atleta e, apesar da Pearson ser uma exímia esgrimista, as duas costumam dividir momentos descontraídos jogando tênis juntas, longe de olhares e expectativas alheias. Esses encontros funcionam como um raro espaço de normalidade em meio à pressão constante da elite.
Por ser uma forasteira, recém-chegada ao ambiente fechado de Crimson Heights, e por sua postura excessivamente controlada, muitos alunos passaram a suspeitar de que ela possa ser a mente por trás do Instagram anônimo de fofocas. A hipótese é alimentada por sua inteligência estratégica, discrição impecável e pela facilidade com que parece saber mais do que deveria, mesmo sem nunca se expor.
Ela não confirma nem nega nada. Observa, escuta e aprende. Acostumada a cortes reais onde o silêncio é uma arma tão poderosa quanto a palavra, entende melhor do que a maioria que informação é moeda, e que, em certos círculos, quem parece estar fora do jogo costuma ser quem melhor conhece suas regras.
Milo Manheim
Criado sob rígidos códigos diplomáticos e expectativas quase invisíveis, aprendeu desde cedo a medir palavras, gestos e intenções. Carrega com discrição o fato de possuir sangue real britânico, assim como a mãe e a irmã algo que influencia silenciosamente sua postura confiante e sua facilidade em ocupar espaços de poder, mesmo quando não o faz conscientemente.
Nutre sentimentos por Asteria Blackwood, sem saber que o interesse é correspondido. Ainda assim, jamais tentou se aproximar de fato. O principal obstáculo não é a falta de coragem, mas a consciência política: sabe do desprezo que a mãe sente pela Matriarca Blackwood e entende que qualquer envolvimento poderia se transformar rapidamente em conflito familiar e diplomático. Prefere guardar o afeto como algo não dito, protegendo-a à distância. Conhece a Corte por conta dela, mas não foi iniciado, ou convidado a participar.
Teve um relacionamento secreto com a Filha Bauer, caso mantido longe de olhares curiosos e abafado antes que pudesse gerar rumores. A relação terminou sem escândalos, mas deixou resquícios emocionais que ambos fingem não carregar. Para ele, o silêncio foi menos uma escolha romântica e mais uma imposição do meio em que vivem.
Sente um ciúme sutil da proximidade entre o Filho Smith e o Patriarca Pearson, sentimento que raramente verbaliza, mas que se manifesta de forma clara quando os dois estão juntos. Nessas ocasiões, adota uma postura mais dominante, quase territorial, como se precisasse reafirmar sua posição, não apenas como filho, mas como herdeiro. Mesmo sem fazer parte da Corte Carmesim, compreende instintivamente as dinâmicas de poder que regem Crimson Heights e sabe que, naquele ambiente, ninguém observa sem também ser observado.
Lola Tung
Bolsista em Crimson Heights, esconde cuidadosamente sua origem social e o fato de a guitarrista da banda ser sua irmã mais velha, tomada por vergonha da realidade precária em que vivem. Para os outros alunos, prefere parecer distante, calculista e ambiciosa, nunca vulnerável.
É melhor amiga de Asteria Blackwood, laço que lhe deu acesso a informações, privilégios e segredos que jamais teria sozinha. Ao mesmo tempo, evita Nix Blackwood, ciente do relacionamento dela com o vocalista da banda em que sua irmã toca. A proximidade é desconfortável demais, quase ameaçadora.
Desde cedo, demonstrou vocação clara para o alpinismo social. Ambiciosa e estratégica, sabe exatamente onde quer chegar, e quem precisa escalar para isso. Tem conhecimento da paixão da Asteria Blackwood pelo Filho Pearson e, justamente por ser algo confidencial, vê ali uma oportunidade. Não é amor: é influência, status e acesso. E ela está disposta a tomar o que considera necessário.
Atleta da natação, treina ao lado de Karl Green e desconfia que ele tenha sido o responsável por entregar a chave da piscina na noite do acidente. Embora não possua provas, guarda a informação como moeda futura. Sabe da existência da Corte Carmesim por meio da Asteria Blackwood e já deixou claro, ainda que discretamente, seu interesse em ingressar. Para ela, a Corte não é um perigo: é um atalho.
Andy Blossom
Carrega uma maturidade forçada pelo luto precoce. Após a morte dos pais em um acidente de carro, assumiu a guarda da irmã mais nova ainda muito jovem, abrindo mão da própria trajetória acadêmica para garantir sobrevivência e estabilidade mínima. Abandonou a faculdade de música, onde conheceu o vocalista da atual banda, para se dedicar integralmente à carreira musical alternativa, vivendo de bicos, shows mal pagos e promessas que ainda não se concretizaram.
Além de guitarrista, trabalha como barista e barwoman, alternando turnos exaustivos quando não está em turnê ou ensaiando. A música, para ela, nunca foi glamour; sempre foi resistência. Sua ligação com a Professora de Teatro nasceu justamente dessa fase difícil: um relacionamento intenso, criativo e emocionalmente desbalanceado, que terminou, mas deixou marcas profundas inclusive uma dívida silenciosa de gratidão.
Foi graças a essa conexão que conseguiu uma bolsa de estudos em Crimson Heights para a irmã mais nova. Embora orgulhosa da conquista, carrega culpa constante por não conseguir oferecer mais do que isso. Sua maior preocupação é proteger a irmã do mundo que já a consumiu cedo demais, mesmo sabendo que talvez já seja tarde.
Penn Badgley
Intelectual, observador e exigente, o Professor de Literatura de Crimson Heights acredita que a palavra escrita é uma ferramenta de confronto, consigo mesmo e com o mundo. Em sala, incentiva os alunos a irem além do óbvio, apresentando obras densas, moralmente complexas e, muitas vezes, desconfortáveis. Para ele, literatura não serve para consolar, mas para provocar pensamento crítico e amadurecimento.
É amigo próximo da Professora de Teatro, com quem compartilha debates sobre arte, juventude e os excessos da elite que domina a escola. Juntos, costumam ser vistos como figuras “perigosamente lúcidas” dentro de um ambiente que prefere aparências a verdades.
Por sua postura acessível e escuta atenta, alguns alunos acabam confiando a ele segredos pessoais, inseguranças e conflitos que não ousariam dividir com outros adultos. Essa proximidade, porém, o coloca diretamente na mira da Diretora Carter, que observa suas relações com desconfiança constante. Nos corredores, seu nome já circula como um dos possíveis responsáveis pelo Instagram anônimo de fofocas, suspeita alimentada por sua inteligência, discrição e conhecimento excessivo sobre os bastidores estudantis.
O que poucos sabem é que o professor já tem consciência de que algo maior se esconde por trás do comportamento dos herdeiros. Certa vez, escutou uma conversa abafada da diretora com outra pessoa, atrás de uma porta entreaberta, onde o nome da Corte foi mencionado com tensão demais para ser ignorada. Ele não sabe exatamente do que se trata, mas entende que não é apenas uma brincadeira juvenil. Desde então, observa com mais cuidado, consciente de que, em Crimson Heights, quem lê demais acaba descobrindo histórias que nunca foram feitas para serem contadas.
Devon Aoki
Jovem demais para já ter tantas histórias mal resolvidas, ela é conhecida por sua intensidade emocional e pela forma quase visceral com que conduz suas aulas. Para ela, o palco é um espaço de verdade, ainda que essa verdade nem sempre seja confortável. Incentiva seus alunos a explorarem sentimentos profundos, conflitos internos e limites pessoais, o que a torna uma figura admirada e observada.
Mantém um relacionamento discreto com o Sobrinho da família Green, união construída sobre afinidade intelectual e uma conexão silenciosa marcada por segredos que ele próprio nunca verbaliza por completo. Ela não conhece a real origem dele, mas percebe que há camadas demais em sua história para serem ignoradas. Ainda assim, escolhe não perguntar, talvez por medo do que a resposta possa revelar. Antes disso, viveu um relacionamento intenso com a guitarrista da banda, marcado por paixão criativa e rupturas dolorosas. É amiga próxima do Professor de Literatura, com quem compartilha reflexões críticas sobre a elite que domina a escola. Em contraste, sente um medo constante da Diretora Carter, como se o olhar atento da diretora fosse capaz de atravessar máscaras e enxergar verdades inconvenientes.
Embora desconheça completamente a existência da Corte, já presenciou cenas que a deixaram inquieta: alunos herdeiros cochichando nos cantos, conversas interrompidas ao se aproximar, expressões carregadas de tensão que pareciam dramáticas demais para serem apenas exageros adolescentes. Ainda assim, prefere acreditar que se trata apenas de jovens ricos brincando com o perigo sem imaginar que, em Crimson Heights, o drama raramente é apenas encenação.
Angela Bassett
Assumiu o comando de Crimson Heights carregando uma motivação que vai além da excelência acadêmica. Seu irmão gêmeo foi a vítima do acidente que deu origem à primeira Corte Carmesim, um episódio oficialmente tratado como tragédia juvenil, mas que, para ela, sempre cheirou a encobrimento. Desde então, a escola deixou de ser apenas um local de ensino e se tornou um espaço de vigilância silenciosa.
Ela nunca aceitou o casamento de sua irmã com o Patriarca Smith. Para Carter, a união sempre pareceu estratégica demais, conveniente demais, como se fosse mais um pacto selado para manter verdades enterradas. Embora nunca tenha conseguido provar nada, carrega a convicção de que a família Smith esteve envolvida no acordo que sustentou o silêncio após a morte de seu irmão gêmeo.
Atenta, rígida e profundamente desconfiada, Carter percebe sinais claros de que a história está se repetindo. Mudanças de comportamento, reuniões discretas e um padrão inquietante entre os herdeiros da elite a levam a acreditar que a Corte Carmesim foi revivida pela nova geração. Sem poder confrontá-los abertamente, ela observa, registra e espera, consciente de que, se estiver certa, Crimson Heights volta a ser o palco de segredos que custam vidas.
A primeira geração da Corte suspeita que ela seja a responsável pelo Instagram anônimo.
Damiano David
Carismático, instável e movido por excessos, Dante é uma figura que transita entre o fascínio e o caos. Conhecido pela presença magnética no palco e pela intensidade emocional fora dele, carrega uma reputação marcada por altos e baixos, tanto artísticos quanto pessoais. Sua voz é o que sustenta a banda, mas sua vida fora dos holofotes é o que realmente preocupa quem o conhece de perto.
Mantém um caso conturbado com Nix Blackwood, relação iniciada durante um período em comum em um centro de reabilitação. A conexão entre os dois nasceu da vulnerabilidade compartilhada e rapidamente se transformou em dependência emocional mútua. O relacionamento é instável, marcado por recaídas, afastamentos e reconciliações intensas, refletindo o estado psicológico de ambos.
Embora não seja aluno de Crimson Heights, está diretamente ligado aos acontecimentos da Corte Carmesim por meio da namorada e do círculo social que frequenta. Sua presença constante em festas, bastidores e eventos informais o colocou mais perto dos segredos da elite estudantil do que alguém de fora deveria estar. Ele não compreende completamente a extensão da Corte, mas sabe o suficiente para entender que certas histórias não devem ser repetidas em voz alta.
É melhor amigo da Filha Young mais velha, relação construída sobre lealdade, música e sobrevivência dentro de um ambiente criativo instável. Compartilham confidências, vícios emocionais e a sensação constante de estarem sempre à beira do colapso.
Durante visitas à casa dos Blackwood, passou a desviar medicamentos do Patriarca Blackwood, uso que ele racionaliza como necessário para manter controle emocional e desempenho nos shows, ainda que saiba, no fundo, que está apenas repetindo ciclos que prometeu abandonar. Essa atitude, se descoberta, pode não apenas destruí-lo, mas expor ainda mais fissuras dentro de uma família já fraturada.
Carlson Young
Ocupa uma posição periférica, porém estrategicamente relevante dentro da elite de New York. Filha do cunhado da família Bauer com Petra Kuznetsov, falecida em circunstâncias pouco esclarecidas, cresceu cercada por influência, acordos silenciosos e relações de conveniência. Optou por manter o sobrenome materno como forma de preservar sua identidade e autonomia, ainda que o vínculo com os Bauer funcione como acesso indireto aos círculos mais restritos da cidade.
Atualmente, trabalha como curadora de joias para a revista comandada pela matriarca Schweitzer. Sua função exige discrição, sensibilidade estética e capacidade de lidar com figuras de alto escalão sem jamais ultrapassar limites visíveis. Karma possui um olhar técnico apurado e uma habilidade natural para compreender o valor simbólico das peças que seleciona, bem como o peso social de quem as ostenta. Sua presença nos bastidores editoriais a coloca em contato constante com segredos, alianças e negociações não oficializadas.
Apesar de não integrar a Corte Carmesim devido à idade, Karma atua como aliada externa em momentos críticos. Sua prima recorre a ela sempre que a situação exige contenção institucional ou intervenção indireta. Isso se deve à influência de sua família materna, que mantém contatos sólidos dentro da polícia, alguns deles financeiramente comprometidos. Karma não participa de rituais nem decisões ideológicas, mas compreende o funcionamento da Corte como um sistema de proteção e gerenciamento de crises.
Em termos comportamentais, Karma é reservada, analítica e emocionalmente contida. Evita confrontos diretos e raramente se expõe publicamente, preferindo agir nos bastidores. Sua postura equilibrada faz com que muitos subestimem sua relevância, ignorando o alcance de suas conexões e o controle que exerce sobre informações sensíveis. Para Karma, poder não está na visibilidade, mas na capacidade de intervir sem deixar rastros.
Karma não é leal à Corte por crença ou devoção. Sua lealdade é funcional. Enquanto o sistema for útil para preservar nomes, silenciar excessos e manter o equilíbrio da elite, ela continuará sendo uma peça silenciosa, porém indispensável.