Dia "D" contra o aumento das tarifas de ônibus, 1987 - estudantes de História e diretores do Calhis saindo da invasão à Secretaria de Segurança Pública. Fotógrafia de Argemiro. (acervo pessoal de Gerson Albuquerque)
Dia "D" contra o aumento das tarifas de ônibus, 1987 - ônibus com estudantes de História e diretores do Calhis detido na delegacia da Extação Experimental. Fotógrafia de Argemiro. (acervo pessoal Gerson Albuquerque)
Estudantes de História durante as eleições para o DCE da Ufac do ano de 1988. Fotografia de Francisco Pereira. (acervo pessoal de Gerson Albuquerque)
Estudantes de História e da diretoria do Calhis em manifestação pela contratação de mais professores, 1988. Fotografia de Francisco Pereira. (acervo pessoal de Gerson Albuquerque)
Estudantes de História na entrada do VIII Congresso dos Estudantesda Ufac (COESU), 1988. Fotografia de Francisco Pereira (acervo pessoal de Gerson Albuquerque)
Estudantes de História, da diretoria do Calhis na primeira fila durante a abertura do VIII Congresso de Estudantes da Ufac (COESU) 1988. Fotografia de Francisco Pereira. (acervo pessoal de Gerson Albuquerque)
(Imagem tirada do Facebook, postada dia 26 de Abril de 2016)
(imagem tirada da página do Instagram, 13 de março de 2023).
O centro acadêmico foi fundado em contexto de ditadura-cívico-empresarial-militar em 1985, e desativado no ano de 2019. Resistiu a opressão através da luta estudantil, seu primeiro nome CALHIS (Centro acadêmico livre de história), em uma de suas atuações, segundo o Professor Dr. Gerson Albuquerque em 2019 no seu texto: "Uma Certa cidade na Amazônia acreana" fala a respeito de um cenário de lutas e tensionamento onde na época teremos o "Dia do Pule" marcado no ano de 1987 onde o prefeito de Rio Branco-Ac da época assinava um decreto que aumentava o valor da tarifa de três cruzados e cinquenta centavos para sete cruzados, numa manobra num tanto atual entre estado e empresas privadas, que na época era controlada pela - Viacão Rio Branco e TUT transportes - na mesma data em que haveria a estipulação do novo valor, a Casa do Estudante Acreano (CEA) e o CALHIS (centro acadêmico livre de história), Francisco Viana era o presidente do CALHIS e Hildo Montezuma o presidente do CEA. Foi então que organizaram um ato histórico o chamado "Dia do Pule", o chamado para o ato foi feito por estudantes da Ufac, em um panfleto A4 com um muro sendo quebrado e a chamada: "Pague 5 e pule a roleta. O resto é roubo". Houveram uma série de mudaças, caberá a nós, estudantes de um outro momento político investigar, catalogar e resgatar a memória desse importante centro acadêmico, que nasce como o primeiro centro acadêmico livre do Acre.
Mas desde então, compreendendo um contexto um pouco mais atual, ainda com o nome de CALHIS, teremos entre o ano de 2012 a 2016, alguns marcos e atuações, teremos no a criação do blog do Calhis, que em sua formatação seriam publicados em formato de arquivos textos de outros contextos geográficos, como a publicação da "Relatoria: CONEHI Janeiro/2012 - São Paulo" (MORTHLY ARCHIVES, 2012), e ainda em 2012 a discente Dayane Barbosa Matos irá publicar um texto autoral: "Mulher: Sujeito de experiência [1] na batalha da Borracha". (MATOS, 2012). Ainda em 30 de março de 2012, o CALHIS realizou "palestra sobre a ditadura militar no Brasil com o prof. Dr Francisco Bento da Silva" (BlogCalhis, 2012), nesse mesmo período de Março, ainda no mesmo dia que ocorreu a palestra, o centro acadêmico convocou conselho de entidade de BAse (CEB), devido a ausência de eleições para o diretório central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Acre, desde 2009, e a reclusa do ocupante do cargo da época em convocar o CEB, em articulação política o Calhis convocaria um CEB nos termos do Estatuto do DCE/Ufac para o dia 30 de março de 2012, no bloco de mestrado, às 18h em primeira convocação e em segunda convocação às 19h que tomará como objetivo deliberar:
Convocação do Congresso dos Estudantes Universitários (COESU) da Ufac para deliberar sobre:
1) Calendário das Eleições para o DCE/Ufac – Gestão 2012/2013
2) Formação da Comissão Eleitoral para o pleito. (BlogCalhis, 2012)
Como resposta a negligência do DCE, dez centros acadêmicos assinaram a convocação do CEB:
Presidentes dos CA’s e DA que assinam esta convocação:
Renato da Silva – CA do Curso de História (Noturno)
Luma da Costa – CA do Curso de Biologia
Warlle Almeida – CA do Curso de Física
Isabelle Moreira – CA do Curso de Engenharia Civil
Evandro Ferreira – CA do Curso de Engenharia Florestal
Eduardo Cavalcante- CA do Curso de Medicina Veterinária
Karoline Camurça- CA do Curso de Matemática e Estatística
Wesley de Oliveira- CA do Curso de Filosofia
Cássio Pinheiro – CA do Curso de Direito
Victor Gusman – DA do Curso de Medicina
Obs.: Apesar do CALHIS não está relacionado no site da UFAC entre as entidades que assinaram o documento acima, informamos que assinamos o mesmo. (BlogCalhis, 2012)
A luta política sempre se estendeu a diversas areás muito além de somente o interior do curso, se estendendo a sociedade e a outras entidades do curso. Toda a construção da época irá nos proporcionar uma luta tão concisa do centro acadêmico livre de história prof. Rômulo Garciaque será capaz em Rio Branco-Ac no dia 18 de Maio de 2012: "A greve dos estudantes de História da Ufac", que em seu texto de conjuntura irão nos explicar os motivos que levaram a greve estudantil:
As instituições públicas de ensino superior do Brasil estão passando por um processo de defasagem e total descaso do governo, agravando-se com o fato da cooptação dos movimentos estudantis que venderam-se as questões partidárias e governistas. Com o enfraquecimento do movimento estudantil, foram aplicadas politicas neoliberais à educação brasileira que trouxeram prejuízos sem procedentes para o futuro da universidade pública. Estamos em uma conjuntura em que a autônoma universitária está sendo retirada em prol de uma educação tecnicista e mercadológica, o REUNI está na pauta do dia em todas as IFES com a proposta de “reformar” as nossas universidades. Resta saber a quem interessa o definhamento da educação superior pública, e todos sabem, o capital neoliberal se farta com a mediocridade das IFES. O sucateamento é interessante ao governo federal, que se sente mais confortável sem o incomodo dos “subversivos” universitários sempre a denunciar as falcatruas e maracutaias dos representantes do povo. (BlogCalhis, 2012).
A trajetória do centro acadêmico livre de história sempre foi marcada de lutas e enfrentamento contra o projeto neoliberal principalmente ao que se refere à educação brasileira, ainda em contexto de uma educação tecnicista e mercadológica, as chamadas educação bancária, vale lembrar que o ano de 2012 foi governado pela Presidente Dilma Rousseff e seu vice-presidente Michel Temer que quatro anos depois irá da o "Golpe de Impeachment" no dia 31 de agosto de 2016, mas cabe em nossa discussão retomar as bandeiras que levaram a greve estudantil dos estudantes de história:
–Acessibilidade para pessoas com necessidades especiais;
– Construção de um novo restaurante universitário e melhoria da alimentação;
– Volta do ônibus satélite;
– Ampliação do acervo da biblioteca universitária;
– Voto paritário para eleição de reitoria, centros acadêmicos e coordenadores de cursos;
– Construção de um bloco para os cursos de História;
– Contratação de novos professores com carga horaria de dedicação exclusiva;
–Contratação de técnicos administrativos;
– Transparência na aplicação dos recursos repassados à universidade;
– Incentivo a pesquisa e extensão na área de história. (BlogCalhis, 2012)
Os estudantes então decidiram entrar em greve, o marco da luta estudantil nos leva a refletir também sobre cenários que irão desecandear lutas posteriores.
Desde então, iremos acompanhar algumas lutas do contexto de luta estudantil da época a "I SEMANA ACADÊMICA DOS ESTUDANTES DE HISTÓRIA: A trajetória dos movimentos sociais: o surgimento de novas tendências e perspectivas". (Agenda Semanal CALHIS, 2016), com o legado de luta estudantil no dia 01/12/2016 na quinta-feira o CALHIS realizou uma reunião de discussão que teve como pautas: Avaliação do curso, Dia de Mobilização junto a Adufac, colegiado, conselho de turma, Consul, Sala Calhis, DCE. Foi através dessa reunião que chegaram a algumas conclusões como; a elaboração do formulário de avaliação do curso através do grupo de Whatsapp do CALHIS, buscar informações com Adufac para a intervenção previstas para a paralisação do dia 13/12/2016, assim como, parceria para o ato político dos estudantes de história, a formação do colegiado com uma eleição que aconteceria em três fases, a primeira começaria colhendo os nomes dos interessados na formação do conselho de turma, segundo passo, através da distribuição das cédulas para a escolha dos represetantes, terceiro passo, passagem de salas divulgando os resultados e puxar assinatura da ATA, e para o a construção do conselho de turma foi feita através de passagem das salas colhendo nomes de vice-líderes e líderes, e ainda sobre a reunião teremos o tópico do CONSU onde as chapas seriam formadas com base - nas próprias palavras deles - em "identificar as chapas que atendem nosso interesse para que possuamos unir forças no consul" (BlogCalhis, dezembro de 2016), essa mesma reunião abordou um tema num tanto atual "A sede do CALHIS", como bem compreendemos o centro acadêmico de história desde sempre teve uma grande importância dentro da Ufac, tomando como foco a reunião também temas como eleições do DCE, que teve como proposta sentar e discutir com a Chapa Alvorada 91 propostas que contemplem as suas necessidades. E quatro anos depois acontecerá a reeativação da página do Centro Acadêmico de História Licenciatura o Calhis, e a 4ª edição do Jornal no dia 28 de outubro de 2016. A luta é reascendida cada vez mais devido ao "Golpe de Impeachment" onde o Temer irá se tornar o presidente devido ao golpe, e como proposta será instituido a PEC 241 de 2016, que vai instituir o chamado "teto de gastos" que irá congelar orçamento da educação em 17% com o novo regime fiscal congelando para cada exercício, limite individualizado para despesas primárias total dos três poderes, e para contextualizar o que irá instituir o "Debate sobre a PEC 241" no auditório Pedro Martinello no dia 08/11/2016 às 15h, e como forma de continuação de um movimento que não podia parar somente nesse debate nasce o movimento "Ocupa Ufac", que publicará pela página do Calhis o texto "Retrospectiva: Ocupações Estudantis e o "Ocupa Ufac", que irá nos da o teor das discussões da época nos trazendo para o campo da memória o ano de 2015, que os estudantes secundaristas do Estado de São Paulo ocuparam escolas estudais em protestos contra a chamada "Reorganização" desencadeada pelo governo Geraldo Alckimin (PSDB) que fechou quase 100 colégios, mas como resposta ao retrocesso neoliberal os estudantes secundaristas ocuparam 200 escolas e resistiram à repreensão da Policia Militar à trabalho do Governo Alckimin, os resultados do movimento estudantil obrigou o governo Alckimin a recuar, o sentimento era um só "Revolta popular", chegando aos movimentos estudantes da Ufac, onde os estudantes no dia 24/11/2016 participaram da assembleia geral organizada pela Adufac, que doscentes e discentes da Ufac optaram pela realização de um de mobilização, protestos, discussão política e apresentações culturais que seriam realizadas no dia 29/11/2016 com concentração no estacionamento do Bloco Jorge Kalume (Ao lado do atual Bloco "B1", 2026).
A Mobilização é contra a PEC 55 e a retirada dos direitos, contra o desmonte de serviços públicos e contra o MP746, que reforma o Ensino médio e em defesa dos direitos dos trabalhadores, do emprego, da aposentadoria, da saúde e da educação. (Página do Facebook Calhis, 30 de novembro de 2016)
A PEC 55 é parte da PEC 241 de 2016, mas em particular a emenda à constituição nº 55, de 2016, irá reeincidir ao modelo de "teto de gastos públicos", limitando o orçamento da educação, e em se tratando da Medida provisória nº 746/2016 convertida no ano de 2017 para Lei nº 13.415/2017, a reforma do novo ensino médio que em seu intinerário formativo se integra as escolas bancárias, que até dezembro de 2016 é postado um texto do Calhis questionando: "2016, ANO DE COMEMORAR O QUE?":
E mais uma vez quem sofre é o pobre, nosso grito não foi ouvido, nossos debates e ocupações ignoradas, por queles que querem com discursos eufóricos e toscos, convencerem que nos representam. A grande parceka que tem seus titúlos de deputados e senadores, representam de fato, uma parcela mínima que tem sido significamente beneficiada ccom os segmentos da política atual. Hoje é dia de choro, a cada dia que passa, parece que andamos em círculos. (Página do Facebook do Calhis, 13 de dezembro de 2016).
Com isso entraremos no início de fevereiro de 2017 um guia de informações do Calhis em suas redes sociais para a volta as aulas em fevereiro com a seguinte frase:
Amanhã 02/02/ se inicia novamente as aulas na nossa querida UFAC e caso você ainda não conheça nossas iniciativas aqui em um breve texto
E você que é o novo calouro do curso de História-UFAC, você precisa conhecer as nossas inicativas e os programas que estão ligados ao nosso curso.
PIBID: É o programa de iniciação a Docência destinado para os alunos da licenciatura.
PIBIC: É o programa de iniciação científica, ele é destinado a todos os alunos dos três cursos.
Extensão: É o programa que envolve a Universidade com a Comunidade, sua execução é para estreiar os laços do mundo acadêmico com a comunidade.
Centros acadêmicos - CA´s: Atualmente a história conta com dois centros acadêmicos ativos o CALHIS de licenciatura em história - Matutino e o CABAH de bacharelado em História - Vespertino, os centros acadêmicos servem como representração estudantil dentro do seu respectivo curso.
Empresa Jr: A empresa Jr de História - Capital Jr vem com o papel de inserir o estudante de história - seja ele do bacharelado ou da licenciatura - no mercado de trabalho através das atividades desenvolvidas pela Capital Jr.
Atlética: a A.A.A.H Perversa, a Atlética de História - UFAC é para a interação dos três cursos, nela é desenvolvidado atividades esportivas e festivas.
Jornal de História: OBoteco da História - O Jornal de História vem para divulgar o pensamento do discente sobre as questões da nossa sociedade, ele é livre, sem censura, todos os alunos podem publicar textos em suas páginas.
(Página do Facebook Calhis, janeiro de 2017).
Sua atuação foi buscando compreender as necessidades do mundo do trabalho a questões que competem ao mundo acadêmico. Ainda em 2017, acontecerá a Greve Geral do dia 28 de Abril com o dilema Dando um salto, para 2022, a história do centro acadêmico se mantém em novos contextos, passando agora por uma reconstrução estatutária, em uma compreensão num tanto equivocada da história que somente entre “1985 - 2016” que teríamos um centro acadêmico ativo.
Nosso perfil foi criado com a intenção de divulgar todo o processo em prol da reabertura do Centro Acadêmico do Curso de Licenciatura em História da Ufac, entidade fundada em 1985 e desativado desde 2016. (página do Instagram CALICEH, 2022)
mas qual a compreensão que temos de “um centro acadêmico ativo”? Mesmo com todas as contradições que consideramos um centro acadêmico ativo aqueles que atuam mais, devemos desconsiderar a pouca atuação de um centro acadêmico? Mesmo em 2017, teremos a atuação de um projeto que existia desde 2016, como “Botecos da História | Jornal da História” que contribuía para lutas e atividades de comunicação políticas importantes, se torna cada vez mais pertinente investigarmos esse processo de “desativação” do centro acadêmico. Mas entram algumas lacunas nesse processo, será no ano de 2017-2018 a maior reincidência da educação focada principalmente no governo facista de Michel Temer, mas em 28 de Abril de 2017, o jornal de história irá publicar a seguinte matéria em favor da greve da Greve Geral:
Sendo considerado um dos maiores eventos paredistas da história que totalizou mais 40 milhões de trabalhadores e trabalhadoras nas ruas (Brasil de Fato, São Paulo, 2017), o jornal se estendeu também a comunicar sobre a (contra) reforma do novo ensino médio que constituía a obrigatoriedade das matérias de matemática e português e tornava optativa matérias das Ciências humanas e biológicas.
Voltando ao ano de 2022, acontecerá diversas reconstruções como a mudança do nome de antigo “Calhis” (centro acadêmico livre de história) para “Caliceh” (Centro Acadêmico de história de licenciatura em história). A luta para a aprovação do estatuto se deu por volta de agosto até novembro de 2022.
E em 2023 após longa espera teremos chapa única concorrendo às eleições para centro acadêmico de licenciatura em história a chapa 01 “Antonieta de Barros”, composto por: Adriane Ribeiro (Presidente), Raylane Gomes (Vice Presidente), Amanda Carvalho (Diretora de assuntos estudantis), Mariana Saady (Diretora administrativa e de patrimônio), Arão Roque ( Diretor de Finanças), Rikelme Bezerra ( Secretário Geral), José Lucas ( Diretor de Ensino, Pesquisa e Extensão) e Jhônatas Nathan (Diretor de comunicação Social e Eventos). Como forma de campanha política a Chapa seguiu a seguinte ordem: Apresentação dos candidatos - História de Antonieta Barros e Propostas políticas. Mas afinal quais eram as propostas políticas?
A campanha de eleição duraram 8 dias, e no dia 21/03/2023 ocorreram de fato as eleições, como chapa única foram eleitos. Puderam contribuir na luta estudantil desde então, com a atuação em diversos atos, como: “Ato contra a redução do número de bolsas de assistência estudantil”. Pois no
Ano de 2023 a universidade sofre diversas crises internas, geradas principalmente pela administração superior da ufac - A reitoria e pró-reitorias - que mesmo recebendo como recomposição orçamentária o valor de 9,3 milhões de reais, como decisão diminui o valor de bolsas assistenciais, a concentração não poderia ser em outro lugar, senão, o Hall da reitoria, o cenário parecia cada vez mais irredutível para o diálogo com as decisões arbitrárias da reitoria, mas frente a tantos silenciamentos, sua luta se estendeu além dos muros da universidade em ato político contra a redução das linhas de transporte, linha operada pela empresa “Ricco transportes”, que reduziu mais de 13 linhas de ônibus em um ato unificado decidiram ir ao terminal urbano promovendo ato com faixas, caixas de som e cartazes. As eleições se encerraram em fevereiro de 2024, sendo convocada logo em seguida nova reunião para formação de chapa, lançando como chapa única: “Chapa 01 Carlos Mariguela”. A chapa foi composta por: Kassyus Kley (presidente), Brendha Geovana (Vice presidente), Cristian Souza (Secretário Geral), Thiago Pinheiro - Rue (Diretor de Finanças), Yan Correia (Diretor de Patrimônio e administrativo), João Lucas (Diretor de Assuntos estudantis), Claudia Joseanne (Diretora de comunicação social e Eventos) e Kelme Espina (Diretora de ensino, pesquisa e extensão). As eleições ocorreram e como resultado esperado de uma chapa única, a chapa Carlos Marighela foi eleita, formando em Abril de 2024, a recepção organizada por veteranos do curso para Calouros. Como bem sabemos, trata-se de uma história que não é linear, os eventos se repetem, no mesmo período em que são eleitos, a nova gestão do centro acadêmico, posta nota sobre “o congelamento por tempo indeterminado das bolsas e auxílios permanência, no semestre 01/2024”, na qual a Pró-reitoria de assuntos estudantis (Proaes), no dia 18/04/2024 postaria uma decisão, certamente como forma de desmobilização da greve dos técnicos administrativos da Ufac, como um edital de suspenso das bolsas, e ainda no mesmo mês, no dia 27 de Abril de 2024, o centro acadêmico ocupa o antigo CFCH, e declara: “ocupação lic. história Caliceh em luta pelo espaço fisíco do C.A”. E no dia 02/05/2024 se inicia a greve dos docentes da Ufac que aprovaram no dia 29/04/2024 a greve geral contra uma política de continuação do governo Michel Temer estendido ao governo Lula, com poucas alterações da política de “teto de gastos” - PEC 55 - com a nova formulação no governo Lula para “Arcabouço Fiscal”, que continuou com a política de congelamento de gastos da educação e diversos outros setores. A greve continuou durante o mês de maio enquanto ao mesmo tempo havia a ocupação do centro acadêmico, foram necessárias diversas reuniões e assembleia que fossem capaz de explicar o que seriam as greves e os motivos que a levaram. Foi decidido em assembleia que seria necessário levar as pautas para todos os setores da ufac, desde movimentos estudantis a setores institucionais chamada “carta em defesa do centro acadêmico de licenciatura em história”, a carta que foi levada ao CEB (Conselho de entidade de base) o total de 18 entidades representativas, mas somando o total de 23 assinaturas Comuns e Representativas que assinaram a carta incluindo o Comando Local de Greve e os Centros acadêmicos, que mesmo após repercussão e comoção calorosa, o Diretório central dos Estudantes (DCE) se recusou a assinar a carta. O CLGE (Comando Local de greve estudantil), também montou comissão e conseguiram também conquistas, como a volta de bolsas na forma de “auxílio alimentação”, R.U ativo e Bolsa de pró-estudo e pró-inclusão mantida por mais um mês. A reitoria nunca esteve ao lado dos estudantes, e por diversas vezes se retirava e suspendia de mesas de negociações. É em agosto que o cenário de disputa política fica cada vez mais evidente, a investida da reitoria em oprimir os estudantes aumenta, junto a ela um movimento de desocupação do centro acadêmico físico, com a agressão do chefe de segurança federal ao Secretário geral do Caliceh (Cristian Bezerra), no qual se tornou notícia em muitos veículos de internet. Foi através de alguns movimentos culturais e artísticos que conseguiram manter a organização e assimilação do espaço para os estudantes, com o projeto “Cinema em movimento”, a ocupação continuava diariamente e se estendeu a outros atos, que hoje emergem cada vez mais, como a escala 6X1, contra o PL 1904/2024 que criminalizava o aborto, a favor de cotas PPI no concurso da Secretaria de educação e esportes do Acre em 2024 e suas diversas participações em atos e passeatas como “O grito dos excluídos.
Em defesa do povo palestino, mulheres trans e mulheres cis, em defesa de trabalhadores, em defesa da floresta, em defesa de quem vive na floresta, em defesa dos povos indígenas, em defesa de negros, em defesa dos direitos LGBTQIAPN+, em defesa da Amazônia, em defesa de professores e em defesa dos ditos “silenciados”.
Todas as atividades financeiras são para arrecadar fundos para manutenção e investimento em melhorarias para os estudandes do curso de história licenciatura.
📍24VM+FX - Campus da Universidade Federal do Acre, Rio Branco - AC, 69917-400. (Próximo ao auditório Garibaldi.)