Você está em um site de saúde mental! aproveite a estadia
A coragem para enfrentar os desafios da forma adequada e se adaptar, as vezes, dolorosamente. Hoje mais cedo estava assistindo uma entrevista de Amyr Klink onde ele falava que ao escolher um barco para atravessar o atlântico a remo, ele queria algo que não virasse em alto mar, quando o engenheiro responsável lhe disse "tu está fugindo do problema, tu precisa de um barco que vire com a tempestade e volte depois dela". Então pensava o quanto nos preparamos para enfrentar os desafios em vez de acompanhar o desafio, viver o desafio aprender com o desafio e sair dele com experiência. O quanto é difícil sair de uma posição de tentativa controle total e entrar em uma posição que flui com os desafios sem perder de vista suas consequências. Essas consequências e características dos desafios que sejam possíveis de lidar entender, compreender e transformar em suportável e talvez previsível, em parte. É difícil pois essa outra posição fala de enfrentar o desconhecido, fala de ter coragem e criar coragem para se adaptar e abrir mão das certezas que muitas vezes mais nos prendem do que nos libertam e acrescentam.
Ouvimos desde pequenos sobre a metamorfose da borboleta, era lagarta passou por um processo e se tornou borboleta. Falam sobre o tempo que a lagarta fica em repouso até que lhe cresçam as assas, da força que faz para sair do casulo, força essa necessária para preparar as assas dela para o voo posterior. E isso tudo é muito importante, mas a mudança e evolução nos requer um pouco mais enquanto humanos, requer paciência com nós mesmos. Paciência para tolerar o processo, paciência com nossas dificuldades, não conivência com elas, apenas paciência. Requer também abrir mão de coisas dentro da gente. Requer nos relacionarmos com nós mesmos.