Colóquio Eduardo Lourenço e o Espírito da Heterodoxia
Abordagens filosóficas, literárias e artísticas
Colóquio Eduardo Lourenço e o Espírito da Heterodoxia
Abordagens filosóficas, literárias e artísticas
PALESTRANTES
Bruno Barreiros, Licenciado em Filosofia (UNL, FCSH, 2005) e pós-graduado em educação (UNL, FCSH, 2007), doutorou-se, em 2014, com uma tese intitulada Concepções do Corpo no Portugal do Século XVIII: Sensibilidade, Higiene e Saúde Pública (editada pela Húmus em 2016). No mesmo ano, coeditou o estudo O Labirinto da Harmonia: Estudos Sobre Leibniz. Organizou em 2015 e 2016, em colaboração com Adelino Cardoso, as Exposições "As Mil e Uma Entradas do Labirinto: Gottfried Wilhelm Leibniz (Biblioteca Nacional) e "Alguma Mezinha lá dessa Terra do Cabo do Mundo" (Padrão dos Descobrimentos). As suas investigações mais recentes cruzam a filosofia, a história da medicina e da psiquiatria e, mais recentemente, o estudo das formas de inteleção superior e dos limites da razão, tal como surgem teorizados na tradição literária, médica e mística. A este propósito, as suas publicações atuais têm-se centrado nos conceitos de génio como manifestação da loucura (Fernando Pessoa), na ideia de sono lúcido como via de acesso à verdade e ao inconsciente (magnetismo animal, Abade de Faria) ou no conceito de alienatio mentis na tradição mística cristã (Paulo de Tarso, Boosco Deleitoso). Integrou a equipa responsável pela tradução de Philippe Pinel para português. É, atualmente, investigador do CHAM - Centro de Humanidades (UNL) e Professor de Psicologia e Filosofia no Colégio Marista de Carcavelos.
Carlos Leone é investigador do Centro de Estudos Globais (Universidade Aberta) e autor de diversas obras sobre o pensamento português contemporâneo, v.g. Portugal Extemporâneo (2 vols., INCM, 2005). Colaborador de vários órgãos de comunicação social, dirigiu a revista Prelo (3a série, INCM, 2005-2009). Colaborou no Dicionário de História de Portugal - 1974-1976 (Figueirinhas, 2016). Mais recentemente, publicou o ensaio Normalidade (Theya, 2020).
Douglas Attila Marcelino, Professor Associado de Teoria da História e Historiografia da Universidade Federal de Minas Gerais. É Bolsista de Produtividade do CNPq. Realizou estágios de pós-doutorado na École des Hautes Études en Sciences Sociales e na Universidade de Coimbra. Entre suas publicações na forma de livro, destacam-se "A morte como metáfora do tempo: o ensaio em Eduardo Lourenço e Michel de Certeau" (2022), "Historiador, fotógrafo da morte: a escrita da história a partir de cinco filmes" (2021) e "O corpo da Nova República: funerais presidenciais, representação histórica e imaginário político" (2015). Foi vencedor do Prêmio Arquivo Nacional de Pesquisa 2009, do Prêmio de Pesquisa Anpuh-Rio Eulália Maria Lahmeyer Lobo 2012 e do Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2016 (modalidade Ensaio Social - Sérgio Buarque de Holanda).
Mário Vítor Bastos é investigador coordenador do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Universidade de Lisboa e professor do Departamento de Estudos Anglísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. O seu trabalho incide sobretudo em temas da literatura e cultura portuguesas contemporâneas em contextos da tradição europeia. Desenvolve actualmente um estudo dedicado a Mário Cesariny e o surrealismo.
Miguel Real é escritor, ensaísta e professor de filosofia. Recebeu o Prémio Revelação de Ficção da APE/IPLB, em 1979, com O Outro e o Mesmo. Em 2006, conquistou o Prémio Literário Fernando Namora com o romance A Voz da Terra. Licenciado em Filosofia pela Universidade de Lisboa e Mestre em Estudos Portugueses pela Universidade Aberta, com uma tese sobre Eduardo Lourenço. É, actualmente, colaborador do JL, Jornal de Letras, Artes e Ideias onde faz crítica literária. Colaborou no programa de rádio Um Certo Olhar, da Antena 2, apresentado por Luís Caetano, com nomes como Maria João Seixas, Luísa Schmidt e Carla Hilário Quevedo. Escreveu vários livros e ensaios Eduardo Lourenço entre os quais: O Essencial Sobre Eduardo Lourenço (INCM, 2003); Eduardo Lourenço - Os Anos da Formação 1945-1958 (INCM, 2003); Eduardo Lourenço e a Cultura Portuguesa (Quidnovi, 2008).
Nuno Ribeiro é pós-doutorando do IELT (NOVA – FCSH), onde realizada uma pesquisa financiada pela FCT, ao abrigo do FSE (SFRH/BPD/121514/2016). É autor de mais de 20 edições sobre a obra de Fernando Pessoa publicadas na Europa, no Brasil e nos Estados Unidos. Publicou os seguintes ensaios pessoanos: Fernando Pessoa e Nietzsche: O pensamento da pluralidade (Verbo, 2011); Fernando Pessoa e a Filosofia: Um estudo a partir do espólio (Apenas Livros, 2016); A Filosofia como Poetar: Escritos sobre Wittgenstein e Fernando Pessoa (Apenas Livros, 2016); Fernando Pessoa entre Leituras e Poéticas (Húmus, 2021); Fernando Pessoa: Pré-heteronímia, Drama em Gente e Desassossego (Húmus, 2023, em co-autoria com Cláudia Souza).
Paulo Borges - Professor no Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e investigador do Centro de Filosofia da mesma Universidade, onde coordena o Seminário Permanente Vita Contemplativa. Autor de centenas de artigos e outros textos em revistas científicas e obras colectivas, publicados em Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, Croácia, Roménia, Turquia, Reino Unido, EUA, Brasil, Colômbia, Timor e Macau. Autor e organizador de 65 livros de ensaio filosófico, aforismos, poesia, ficção e teatro, publicados em Portugal, Espanha, Reino Unido e Brasil. Doutor Honoris Causa pela Universidade Tibiscus de Timisoara (Roménia), em 2017. Prémio Ibn Arabi – Taryumán 2019, atribuído pela Muhyiddin Ibn Arabi Society Latina, em 2019.
Romana Valente Pinho é doutora em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e professora adjunta na Universidade Federal de Uberlândia (Brasil), na qual lecciona Filosofia da Educação e Epistemologia. Pesquisadora do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e da Cátedra Agostinho da Silva de Estudos Humanísticos (UFU), dedica-se ao estudo do pensamento português, brasileiro e francês contemporâneos.
Renato Epifânio, Professor Universitário, Doutorado em Filosofia (Universidade de Lisboa); Membro do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, da Direcção do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira e da Associação Agostinho da Silva; Investigador na área da “Filosofia em Portugal”, com dezenas de estudos publicados. Dirige a NOVA ÁGUIA: Revista de Cultura para o Século XXI e a Colecção de livros com o mesmo nome (Zéfiro). Preside ao MIL: Movimento Internacional Lusófono desde a sua formalização jurídica (2010). É, desde 2021, Membro do Conselho Supremo da SHIP: Sociedade Histórica da Independência de Portugal e, desde 2022, Membro da Academia Internacional da Cultura Portuguesa e Presidente da Direcção da PASC: Plataforma de Associações da Sociedade Civil – Casa da Cidadania.
Silvina Rodrigues Lopes é Professora de Teoria da Literatura na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Lisboa, desde 1982. Obteve o grau de agregação em 1996, na Universidade NOVA de Lisboa. É autora de diversos livros, entre os quais: Tão Simples como Isso; E se-pára; Sobretudo as Vozes; A Legitimação em Literatura; Aprendizagem do Incerto; Teoria da Despossessão; A Alegria da Comunicação; Agustina Bessa-Luís. As Hipóteses do Romance; Literatura Defesa do Atrito; A Anomalia Poética; Exercícios de aproximação; A inocência do Devir. Foi investigadora do IHA – Instituto de História de Arte e do CEIL – Centro de Estudos sobre o Imaginário Literário. Atualmente, no IELT – Instituto de Estudos de Literatura e Tradição, coordena o Projeto Dobra.
(apud https://ielt.fcsh.unl.pt/team/silvina-rodrigues-lopes/)