Data e horário: 28 de maio, às 09:00h Auditório 411 - CCHLA - UFPB
➡️ PALESTRA PRESENCIAL
Palestra Presencial
RESUMO: Edição ampliada e revisada dos diários de Lúcio Cardoso, concebidos como um projeto artístico pelo próprio autor, figurando como uma obra-prima ao lado de Crônica da casa assassinada. O primeiro volume traz os diários do autor até 1951, repletos de citações literárias e de investigações bíblicas, uma obsessão de Cardoso. O segundo volume traz textos inéditos do escritor, além de uma coluna de jornal que Cardoso manteve e que recebeu o adequado título de "Diário não íntimo".
Breve currículo: É doutor em literatura brasileira pela USP, escritor e bibliófilo. Autor de, entre outros, E Lúcifer dá seu beijo (1993), Marés de amor ao mar (1998), Brincadeiras de palavras: A gênese da poesia infantil de José Paulo Paes (1998), Pontuação circense (2000), O riso escuro ou o pavão de luto: Um percurso pela poesia de Lúcio Cardoso (2006), 40 anos (2007), Estranhos próximos (2008), Drama em sol para o século XXI (2011), É o que tem (2018), Um olhar sobre o que nunca foi: (2019), Augusto 90 de fevereiros Campos (2021) e Presente (2021); e organizador e editor da Poesia completa (2011), dos Diários (2012), de Todos os diários (2 vols.) (2023), de Lúcio Cardoso, e das traduções de Lúcio Cardoso de O vento da noite (2016), de Emily Brontë, e de Ana Karenina (2021), de Liev Tolstói, e, com Marília de Andrade, de Maria Antonieta d'Alkmin e Oswald de Andrade: Marco zero (2003).
Palestra On-line
RESUMO: A década de 1930 foi marcada por intensas mudanças políticas e educacionais no Brasil, em meio à queda da República Velha e à ascensão do Getúlio Vargas. Nesse contexto de instabilidade e disputas ideológicas, Cecília Meireles destacou-se como uma importante voz do escolanovismo, atuando ativamente como jornalista, educadora e crítica do cenário político-educacional. Seus artigos, especialmente no Diário de Notícias, defendiam o escolanovismo tornando uma trincheira em torno da defesa da Escola Pública. Ao mesmo tempo, ela denunciava retrocessos autoritários, como a censura e fechamento da Biblioteca Infantil que dirigia; a interferência religiosa no ensino público e medidas governamentais que ameaçavam a liberdade pedagógica. A atuação de Cecília Meireles nos anos 1930 revela não apenas seu compromisso com a educação, mas também sua postura de resistência intelectual diante do avanço do autoritarismo. Ao confrontar decretos, questionar o Ministério da Educação e defender os direitos da infância, Meireles afirmou uma pedagogia crítica e humanista em tempos de repressão. Esta palestra propõe revisitar esse momento histórico para evidenciar como suas palavras e ações contribuíram para a defesa de uma escola democrática, tornando-a uma figura-chave na história da educação brasileira.
Breve currículo: Mestre em Educação (1999) e Doutor em Educação (2007) ambos pela Universidade Estadual de Campinas. Atualmente Professor Associado do Departamento de Fundamentos da Educação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO); Lider do Grupo de Estudos e Pesquisas em Filosofia e História da Educação (GPE FHE/ UNIRIO/ CNPq); docente do Programa de Pós-Gradução em Educação (PPGEDU/UNIRO) e do Curso de especialização Lato Sensu Fundamentos históricos e filosóficos da Educação. Também coorden do Laboratório de Fundamentos Histórico-Filosófico da Educação (LAFHFIL). Também sou Mestre de Capoeira Angola (2016). Tenho experiência na área de Educação, com ênfase em História da Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: anarquismo, educação libertária, Capoeira Angola, jogos cooperativos, história da educação, Primeira República e Era Vargas.
Palestra On-line
RESUMO: Minha intimidade com a “potência” de Cecília Meireles vem pelo fato de eu ser uma leitora multifacetada da pluralidade poética da autora. Nos últimos anos, dedico-me à história dos livros destinados às crianças. Entre eles, os escritos por Cecília Meireles, quer aqueles considerados pela história da literatura infantil como mais escolares, quer os que são reconhecidos pela sua literariedade. Nessa palestra, pretendo (re) apresentar sua produção poética destinada às crianças e adolescentes, destacando duas obras: Festa das Letras (1937) e Ou isto ou aquilo (1964).
Breve currículo: Professora colaboradora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (FE-UNICAMP). Atua no programa de pós-graduação, na linha de pesquisa “Linguagem e Arte em Educação”. Atualmente, é vice coordenadora do grupo de pesquisa Grupo de pesquisa “Alfabetização, Leitura, Escrita e Trabalho Docente na Formação Inicial” – ALLE/AULA. Fez livre docência na área “Conhecimento e Linguagem” (MS-5) FE/Unicamp; pós-doutorado no Centro de Artes e Comunicações da Universidade do Algarve, Faro-Portugal; Doutorado e Mestrado em Educação, na Unicamp e graduação em Letras e Pedagogia. Tem experiência nas áreas da educação e linguagem, com pesquisas nos seguintes temas: história da leitura, literatura infantil, alfabetização e livros escolares.
Palestra On-line
RESUMO: Abordar a conceituação do amor, atentando para seus matizes, implica ingressar numa seara de incontestável inventividade literária e, ao mesmo tempo, admitir uma difícil peregrinação pelo caminho da filosofia. Mas o que é o amor? De que matéria é feito? Quais são as suas razões? Essas são indagações tão antigas quanto os fundamentos do mundo. Considerando tais questionamentos, pretende-se realizar uma breve incursão pelo projeto estético-literário de Lúcio Cardoso (1912-1968), observando os modos como o escritor lida com a matéria do amor em seus escritos diarísticos, poéticos e ficcionais.
Breve currículo: Doutorando e Mestre em Literatura Comparada pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Ceará, onde desenvolve pesquisa sobre a ficção de Lúcio Cardoso. Integra o Grupo de Estudos Vertentes do Mal na Literatura. Leciona na rede pública de ensino e já exerceu a função de Técnico de Língua Portuguesa na Secretaria Municipal de Cascavel – CE.
Palestra On-line
RESUMO: Os diálogos sobre arte, poesia, folclore, política e educação de Cecília no Diário de Notícias.
Breve currículo: Doutora em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) com Estágio no Exterior (PDEE), na Universidade de Lisboa (UL). Pós-Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - PROPED-UERJ. Professora Associada do Curso de Pedagogia do Departamento de Ciências da Educação (DED) da Universidade Federal de Rondônia-UNIR, Campus Porto Velho. Coordenadora do Curso de Especialização Lato Sensu em Gestão Escolar, da Universidade Aberta do Brasil (UAB). Membro Permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação Escolar - Mestrado e Doutorado Profissional (PPGEEProf). Líder do Grupo de Estudos Interdisciplinares em Educação, História e Memória - MNEMOS.
Data e horário: 28 de maio, às 16:00h Auditório 411 - CCHLA - UFPB
➡️ PALESTRA PRESENCIAL
Palestra Presencial
RESUMO: Caminhos da Imagem Poética em Solombra de Cecília Meireles trata de uma breve apresentação da dissertação de Mestrado intitulada "A transfiguração da realidade: morte, solidão e sonho" em que a ultima obra publicada em vida por Meireles é vista pela perspectiva da História, Memória e tempo.
Breve currículo: Mestre em História da Literatura pela FURG( Universidade Federal do Rio Grande) e Técnica em Assuntos Educacionais na UNILA- Universidade da Integração Latino Americana em Foz do Iguaçu. Atualmente em PGD, programa de Gestão em Desempenho, realizando no formato remoto o acompanhamento pedagógico de estudantes que não conseguem integralizar o curso de Graduação. Daiane diz que adora desempenhar o trabalho pedagógico de técnica em educação, mas o amor sem fronteiras reside na pesquisa em Poesia.
Palestra On-line
RESUMO: Pretende-se mostrar como se manifesta o discurso da interdição no romance Crônica da casa assassinada, de Lúcio Cardoso, a partir da análise da categoria espaço. Na narrativa, instauram-se duas ordens de espaço: o das relações prescritas e o das não-prescritas. Na articulação alto vs. baixo, o primeiro é o espaço da cultura, das coerções sociais, das relações prescritas; o segundo é o espaço da natureza, das pulsões individuais, das relações não-prescritas. Os espaços de interdição, levando-se e m conta a categoria verticalidade, correspondem ao baixo.
Breve currículo: Ernani Terra é doutor em Língua Portuguesa pela PUC-SP, com estágio pós-doutoral na Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), sob a supervisão da professora doutora Diana Luz Pessoa de Barros. Professor aposentado, atuou no ensino básico e superior, lecionando as disciplinas: língua portuguesa, literaturas de língua portuguesa, práticas de leitura e escrita e metodologia do trabalho científico. É membro do Grupo de Estudos Semióticos da USP (GES-USP) e autor de mais de 30 livros, nas áreas de língua portuguesa, entre os quais Linguagem, língua e fala; Práticas de leitura e escrita; Leitura do texto literário e O conto na sala de aula, em co-autoria com Jessyca Pacheco.