Breve descrição botânica: A uva é o fruto da videira, uma planta trepadeira lenhosa da família Vitaceae. Possui caule flexível que se apoia em suportes por meio de gavinhas (estruturas modificadas para fixação). As folhas são alternas, palmadas, com bordas serrilhadas e nervuras bem marcadas. As flores são pequenas, esverdeadas e dispostas em inflorescências do tipo cacho. Os frutos são bagas arredondadas ou ovais, agrupadas em cachos, com polpa suculenta e sabor adocicado ou ácido, dependendo da variedade. Cada fruto geralmente contém de 1 a 4 sementes.
Família vegetal: Vitaceae.
Nome(s) vulgar(es): Uva, videira, parreira.
Local onde a espécie pode ser encontrada no Brasil: É cultivada em diversas regiões do país, principalmente no Sul (Rio Grande do Sul), Sudeste (São Paulo e Minas Gerais) e Nordeste (Pernambuco e Bahia), com destaque para a Serra Gaúcha e o Vale do São Francisco.
Principais componentes benéficos para a saúde (Vitaminas, minerais, etc.): Vitaminas: Vitaminas C, K e do complexo B. Minerais: Potássio, fósforo, cálcio, ferro e magnésio. Compostos bioativos: Resveratrol (antioxidante poderoso, associado à saúde cardiovascular); Flavonoides e taninos (ação anti-inflamatória e antioxidante); Fibras alimentares (ajudam no funcionamento intestinal).
Habitat: Terrestre.
Hábito: Trepadeira lenhosa de médio porte, que pode atingir até 10 metros de comprimento, dependendo do suporte e manejo.
Órgão da planta utilizado: Principalmente o fruto (uva), mas também são utilizados as folhas (em preparos culinários, como charutos de folha de uva) e as sementes (em extratos ou óleos com propriedades antioxidantes).
Formas de usar e preparar a planta como o uso comestível: Uso comestível do fruto: Consumido in natura. Utilizado na produção de sucos, vinhos, geleias, passas e doces. Uso medicinal e funcional: O resveratrol presente nas cascas é estudado por seu efeito cardioprotetor. As sementes e a casca também são usadas na indústria de suplementos antioxidantes. As folhas podem ser utilizadas em preparações culinárias típicas (como dolmas).
Referências:
Lorenzi, H., & Matos, F. J. A. (2002). Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Instituto Plantarum.
Carvalho, P. E. R. (2006). Espécies arbóreas brasileiras. Embrapa Florestas.
Revista Brasileira de Fruticultura.
EMBRAPA Uva e Vinho – Informações agronômicas e nutricionais da videira.
Monteiro, J. B. R. et al. (2008). Compostos bioativos em frutas brasileiras. UFSCAR.