O Espiritismo é uma doutrina de caráter filosófico, científico e religioso, codificada por Allan Kardec no século XIX.
Ele tem como base o ensino dos Espíritos Superiores, transmitido por intermédio de médiuns, e busca explicar as leis que regem a vida espiritual e sua relação com o mundo material.
Sua essência está no amor a Deus, no Evangelho de Jesus e na caridade para com o próximo, propondo o aperfeiçoamento moral do ser humano e a construção de uma sociedade mais justa e fraterna.
Consolar, esclarecendo que a vida continua após a morte.
Orientar para o progresso moral e espiritual.
Estimular a prática da caridade como exercício de amor e fraternidade.
Promover o estudo e a vivência do Evangelho de Jesus à luz da Doutrina Espírita.
A existência de Deus: inteligência suprema e causa primária de todas as coisas.
A imortalidade da alma: a vida não se encerra com a morte do corpo físico.
A comunicabilidade dos Espíritos: os Espíritos podem se comunicar com os encarnados.
A reencarnação ou Pluralidade das Existências: processo pelo qual a alma retorna a novos corpos para evoluir moral e intelectualmente.
A lei de causa e efeito: cada ação gera consequências, sendo instrumento de aprendizado e justiça divina.
A Pluralidade dos Mundos Habitados: A crença de que a vida existe em outros mundos, não apenas na Terra. Esses mundos podem ser mais ou menos evoluídos que a Terra e apresentam constituição material mais ou menos sutil atendendo as necessidades e condições evolutivas dos seres que os habitam.
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O Livro dos Espíritos (Paris, 1857)
Obra básica da Doutrina Espírita, publicada em 18 de abril de 1857, O Livro dos Espíritos aborda os aspectos científico, filosófico e religioso do Espiritismo. É composto por 1.019 perguntas e respostas, divididas em quatro partes: “Das Causas Primárias”, “Do Mundo Espírita ou dos Espíritos”, “Das Leis Morais” e “Das Esperanças e Consolações”. Cada uma dessas partes deu origem aos demais livros que compõem o Pentateuco Espírita.
O Livro dos Médiuns (Paris, 1861)
Publicado pela primeira vez em 1861, O Livro dos Médiuns é indicado para todos os interessados em fenômenos mediúnicos. É o mais completo manual explicativo das atividades de comunicação com o mundo espiritual, apresentando e detalhando gêneros e formas de manifestações. A obra apresenta o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os obstáculos que podem acompanhar o trabalho e a prática do Espiritismo.
O Evangelho Segundo o Espiritismo (Paris, 1864)
O Evangelho Segundo o Espiritismo foi publicado pela primeira vez em 1864 e é hoje o livro espírita mais lido no Brasil. Seu conteúdo consolador traz a Moral do Cristo, com o objetivo de ser um código moral universal ao alcance de qualquer pessoa. Estruturado em 28 capítulos, este livro oferece um roteiro seguro para a nossa reforma íntima, objetivo apontado por Jesus, como indispensável para alcançarmos a felicidade e a paz interior que tanto almejamos.
O Céu e o Inferno (Paris, 1865)
O Céu e o Inferno foi publicado pela primeira vez em 1865 e está dividido em duas partes. A primeira parte apresenta as diferentes crenças sobre céu e inferno, anjos e demônios, punições e recompensas depois da morte, sob o ponto de vista das próprias Leis da Natureza. A segunda parte aborda a real situação da alma, tanto durante o processo de desencarnação quanto após a morte, baseada em exemplos e depoimentos de inúmeros Espíritos.
A Gênese
(Paris, 1868)
A Gênese, publicada pela primeira vez em 1868, está organizada em três partes. A primeira parte analisa a origem da Terra e as gêneses orgânica, espiritual e mosaica, de forma lógica e racional. A segunda parte aborda a questão dos “milagres” de Jesus, explicando a natureza dos fluidos e os fatos extraordinários contidos no Evangelho. A terceira parte discute as predições do Evangelho, os sinais dos tempos e a geração do mundo de regeneração.
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O que é o Espiritismo (Paris, 1859)
Publicado pela primeira vez em 1859, este livro é um manual que discorre sobre os pontos fundamentais do Espiritismo. Divide-se em três capítulos. O primeiro, sob a forma de diálogos com um crítico, um cético e um padre, traz respostas àqueles que desconhecem os princípios básicos da Doutrina. O segundo capítulo expõe partes da ciência prática e experimental . O terceiro capítulo é uma síntese de "O Livro dos Espíritos", com discussões de ordem psicológica, moral e filosófica.
Obras Póstumas
(Paris, 1890)
Publicado em 1890, após a desencarnação de Allan Kardec, inicialmente apresenta a biografia do Codificador, seguida do discurso pronunciado por Camille Flammarion quando do seu sepultamento. Reúne registros deixados por Allan Kardec e se divide em duas partes. A primeira aborda assuntos como: fé raciocinada; caráter e consequências das manifestações dos Espíritos, estudo sobre a natureza do Cristo, entre outros. A segunda inclui apontamentos, como a missão de Allan Kardec, entre outros assuntos.
Revista Espírita - Ano I (1858) - Edição FEB
Revista Espírita - Ano II (1859) - Edição FEB
Revista Espírita - Ano III (1860) - Edição FEB
Revista Espírita - Ano IV (1861) - Edição FEB
Revista Espírita - Ano V (1862) - Edição FEB
Revista Espírita - Ano VI (1863) - Edição FEB
Revista Espírita - Ano VII (1864) - Edição FEB
Revista Espírita - Ano VIII (1865) - Edição FEB
Revista Espírita - Ano IX (1866) - Edição FEB
Revista Espírita - Ano X (1867) - Edição FEB
Revista Espírita - Ano XI (1868) - Edição FEB
Revista Espírita - Ano XII (1869) - Edição FEB -
Revista Espírita - Ano 163 - Nº 01 (Out-Nov-Dez/2020)
Revista Espírita - Ano 164 - Nº 02 (Jan-Fev-Mar/2021)
Revista Espírita - Ano 164 - Nº 03 (Abr-Mai-Jun/2021)
Revista Espírita - Ano 164 - Nº 04 (Jul-Ago-Set/2021)
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Revista Espírita - Ano 165 - Nº 06 (Jan-Fev-Mar/2022)
Revista Espírita - Ano 165 - Nº 07 (Abr-Mai-Jun/2022)
Revista Espírita - Ano 165 - Nº 08 (Jul-Ago-Set/2022)
Revista Espírita - Ano 165 - Nº 09 (Out-Nov-Dez/2022)
Revista Espírita - Ano 166 - Nº 10 (Jan-Fev-Mar/2023)
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Revista Espírita - Ano 166 - Nº 12 (Jul-Ago-Set/2023)
Revista Espírita - Ano 166 - Nº 13 (Out-Nov-Dez/2023)
Revista Espírita - Ano 167 - Nº 14 (Jan-Fev-Mar/2024)
Revista Espírita - Ano 167 - Nº 15 (Abr-Mai-Jun/2024)
Revista Espírita - Ano 167 - Nº 16 (Jul-Ago-Set/2024)
Revista Espírita - Ano 167 - Nº 17 (Out-Nov-Dez/2024)
Revista Espírita - Ano 168 - Nº 18 (Jan-Fev-Mar/2025)
De volta à França, Rivail dedicou-se à educação, publicando diversos manuais escolares, gramáticas e obras sobre ensino de ciências. Também fundou cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia comparada e Astronomia, contribuindo para a democratização do conhecimento em uma época em que o acesso era restrito. Foi membro de diferentes sociedades científicas e recebeu prêmios por seus estudos pedagógicos.
Entre suas obras mais notáveis estão:
Curso prático e teórico de Aritmética segundo o método de Pestalozzi (1824);
Gramática francesa clássica (1831);
Soluções racionais de questões e problemas de Aritmética e Geometria (1846);
Catecismo gramatical da língua francesa (1848).
Antes de adotar o pseudônimo Allan Kardec, já era reconhecido como educador respeitado, com vasta produção intelectual voltada à instrução pública.
Em meados do século XIX, fenômenos espirituais como as “mesas girantes” despertavam curiosidade na Europa. Rivail abordou o tema com seriedade científica, observando e registrando os fatos sem preconceito. Percebeu, então, que tais manifestações revelavam uma nova lei natural, referente à relação entre o mundo visível e o mundo espiritual.
O resultado dessas pesquisas foi a publicação de O Livro dos Espíritos em 18 de abril de 1857, marco inicial da Codificação Espírita e nascimento oficial da Doutrina Espírita.
Sob o pseudônimo Allan Kardec, organizou o corpo doutrinário espírita, estruturado em cinco obras fundamentais:
O Livro dos Espíritos (1857) – Filosofia Espírita;
O Livro dos Médiuns (1861) – Aspectos experimentais e científicos;
O Evangelho segundo o Espiritismo (1864) – Moral cristã à luz do Espiritismo;
O Céu e o Inferno (1865) – Justiça divina segundo o Espiritismo;
A Gênese (1868) – Origem do mundo, milagres e previsões.
Nesse período, fundou ainda a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas (1858) e a Revista Espírita, periódico mensal de estudos psicológicos que manteve até sua morte.
Trabalhador incansável, Kardec dedicou-se integralmente ao Espiritismo até o fim de sua vida. Em 31 de março de 1869, faleceu em Paris, vítima de um aneurisma, quando se preparava para mudar-se de residência, a fim de ampliar suas atividades editoriais e doutrinárias.
Seu legado ultrapassou o século XIX, consolidando o Espiritismo como uma doutrina de esclarecimento, consolo e transformação moral, sustentada pelo lema:
“Fora da caridade não há salvação.”
Os espíritas inauguram o monumento tumular em memória a Allan Kardec, com a seguinte inscrição:
“Naítre, mourir, renaítre encore et progresser sans cesse telle est la loi”.
"Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a Lei".
Na Obra “Justiça Divina”, capítulo 33 “Problema Conosco”, psicografada por Francisco Cândido Xavier, o Benfeitor Emmanuel faz referência à citação que sintetiza o Espiritismo nos seguintes termos: "É por isso que o Evangelho assevera: “Ninguém entrará no Reino de Deus sem nascer de novo”. E o Espiritismo acentua: “Nascer, viver, morrer, renascer de novo e progredir continuamente, tal é a lei”.