Evangelização Espírita Infantojuvenil no Centro Espírita Amor e Caridade:
Dia. Segunda-feira
Horário: 20h00 às 21h00
Turmas atendidas:
Iniciantes (3 a 7 anos)
Intermediários (8 a 10 anos)
Pré-mocidade (a partir de 11 anos)
“A evangelização é o despertar dos homens para vivência cristã na busca pela perfeição” (Bezerra de Menezes)
Qual a finalidade da evangelização na casa espírita?
Alguns dirigentes de casas espíritas, muitas vezes, investem na evangelização da criança e do jovem pensando em prepará-los para assumir, no futuro, os trabalhos da casa. No entanto, a evangelização espírita infantojuvenil não deve ser reduzida a preparação de futuros dirigentes de casas espíritas, pois seu propósito divino é a formação de homens de bem. Pessoas e profissionais que vivenciem a moral do Cristo em suas vidas diárias, que levam a mensagem de Jesus não apenas em palavras, mas principalmente em ações. Que compreendam que a vida não é um momento passageiro que deve ser fruído em todos os prazeres, mas uma oportunidade bendita de evolução, onde cada um é responsável não somente pela própria existência, mas pelo conjunto que representa a humanidade. Que o amor é a força suprema, criadora de todas as coisas, o alimento divino que nos sustenta e que devemos repartir com todos aqueles que o desconhecem.
"[...] É notável verificar que as crianças educadas nos princípios espíritas adquirem uma capacidade de raciocinar precoce que as torna infinitamente mais fáceis de serem conduzidas. Nós as vimos em grande número, de todas as idades e dos dois sexos, nas diversas famílias onde fomos recebidos e pudemos fazer essa observação pessoalmente. Isso não às priva da natural alegria, nem da jovialidade. Todavia não existe nelas essa turbulência, essa teimosia, esses caprichos que tornam tantas outras insuportáveis. Pelo contrário, revelam um fundo de docilidade, de ternura e respeito filiais que as leva a obedecer sem esforços e as tornam responsáveis nos estudos. Foi o que pudemos notar, e essa observação é geralmente confirmada [...]”. Allan Kardec, em "Viagem Espírita em 1862”
Segundo O Livro dos Espíritos (Questões 379 à 385) a infância é vista como um período crucial de adaptação e reeducação para o espírito, que usa o corpo infantil como um "instrumento" em desenvolvimento. As imperfeições dos órgãos infantis e um processo de "perturbação" temporário restringem a manifestação do espírito, mesmo que este seja mais evoluído, tornando-o mais acessível a conselhos e dificultando a expressão de más tendências. A fragilidade da infância desperta o carinho e a simpatia dos adultos, facilitando a formação do caráter e o progresso do espírito, numa missão sagrada para os pais. Este conceito fundamenta a necessidade e a importância da evangelização infantil nas casas espíritas e nos lares.
Promover a integração do evangelizando consigo mesmo, com o próximo e com Deus.
Proporcionar ao evangelizando o estudo da lei natural que rege o universo; da natureza, origem e destino dos Espíritos; e de suas relações com o mundo corporal.
Oferecer ao evangelizando a oportunidade de perceber-se como ser integral, crítico, consciente, participativo, herdeiro de si mesmo, cidadão do Universo, agente de transformação de seu meio, rumo à toda perfeição de que lhe é suscetível.
Contribuir para formar o "homem de bem", promovendo o desenvolvimento moral e espiritual das crianças e jovens por meio do estudo da Doutrina Espírita e da prática do Evangelho de Jesus.
Em suma, a evangelização infantil espírita tem como meta: Promover a formação de pessoas de bem; Construir uma base moral sólida; Desenvolver a responsabilidade, a fraternidade e o respeito ao próximo; Auxiliar na preparação para a vida adulta.
Alguns autores, estudiosos do comportamento humano, descrevem as diferenças comportamentais observadas entre as gerações nascidas na Terra em diferentes épocas.
Baby Boomers
1946 a 1964: Cresceram no pós-guerra e durante os anos de crescimento econômico. Valorizam estabilidade, trabalho duro, lealdade institucional e profissional. Tiveram papel significativo nas lutas por transformações culturais nos anos 1960/70 no Brasil, como na cultura protesto, Tropicália etc.
Geração X
1965 a 1980 (algumas definições vão até 1984): Vivenciaram o final da ditadura militar, crises econômicas dos anos 70 e 80, hiperinflação. São descritos como mais independentes, críticos, valorizando equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Adaptaram-se às tecnologias emergentes, mas não nasceram imersos digitalmente.
Geração Y / Millennials
1981 a1996/99: Cresceram com a expansão da internet, grande parte da juventude se conecta digitalmente desde cedo. Valorizam propósito, flexibilidade no trabalho, diversidade, inovação, experiências mais do que bens materiais. Estão mais expostos às mudanças rápidas culturais, tecnológicas e sociais.
Geração Z
1997 a 2010: Nativos digitais: cresceram com smartphones, redes sociais, conectividade constante. Expectativas sobre justiça social, diversidade (racial, de gênero, identitária), sustentabilidade. Maior consciência global, mas também enfrentando inseguranças econômicas, desafios de inserção profissional, pressão sobre a imagem pessoal etc.
Geração Alpha
2010 em diante: Primeira geração nascida completamente no século XXI, em contexto de forte presença de telas, IA, conectividade ubíqua. Crianças com acesso digital imediato, imersas em ambientes tecnológicos desde muito jovens. Características ainda em desenvolvimento, mas espera-se que lidem naturalmente com multitecnologia, adaptação rápida e olhar crítico sobre ambiente digital.
(Marcelo Borges, 2025 - A dança das Gerações: da geração perdida à geração Alpha)
Essas diferenças observadas em cada época, em relação às gerações, reforçam o conceito de que o ser humano está em constante evolução. No Capítulo I da obra "A Gênese", Allan Kardec nos instrui que "Caminhando de par em para com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrarem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará" Entretanto, os fatos desvendados pela ciência até o momento, só têm confirmado as revelações do espiritismo.
No mesmo livro "A Gênese", quando é abordada a questão do mundo de regeneração, ou a transição planetária, Capítulo XVIII (São Chegados os Tempos) no item 27 e seguintes. Allan Kardec nos vai falar sobre "A Geração Nova". Ele nos informa que são chegados os tempos, com isso estaremos a frente de duas gerações: uma resistente ao progresso moral e que deverá partir da Terra gradualmente para outros mundos de provas e expiações; a outra, oposta a primeira, com novas disposições morais, disposição intuitivas, inteligência e razão geralmente precoces, juntas os sentimento inato do bem e das crenças espiritualistas. Essa geração nova, não se comporá exclusivamente de espíritos eminentemente superiores, mas daqueles que já progrediram e estão dispostos a assimilar as ideias de progresso e regeneração.
Analisando as gerações atuais, chamadas de Geração Alpha, podemos inferir que o momento de renovação está em curso e nos perguntamos: Estamos preparados para a educação e condução dessa geração para o desenvolvimento do ser integral? Nós estamos trabalhando nossa reforma interior para operarmos a regeneração em nós? Eis aí a chamada para a responsabilidade dos pais, educadores e evangelizadores!
O preparo para receber e conduzir essas almas no caminho do bem é urgente e a missão de evangelizadores, seja nas casas espíritas ou nos lares, assume um papel fundamental na educação desses seres de luz.
Sempre estarmos apoiados no estudo: "Espíritas, amai-vos, eis o primeiro mandamento; instruí-vos, eis o segundo" (Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo).
Boa vontade: Desejar e praticar o bem, impulsionado pela vontade. A boa vontade é um atributo da alma e fator essencial para a evolução espiritual. Trata-se do motor da existência e do leme que direciona as ações para um ideal elevado, levando à transformação moral e ao enriquecimento da vida através do amor ao próximo e do trabalho edificante.
Compromisso: o compromisso abrange a responsabilidade com a própria evolução espiritual e com o próximo, sendo um dever para consigo e para com os outros, que se manifesta no respeito à diversidade, no amor incondicional e no seguimento das diretrizes de Jesus. Esse compromisso exige dedicação à tarefa de aprender, amar e fazer o bem, compreendendo a lei de causa e efeito e a continuidade da vida após a morte.
E, essencialmente, AMAR: O que significa seguir o exemplo de Jesus que, segundo a questão 625 de O Livro dos Espíritos, é nosso guia e modelo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem.