Ordens Honoríficas
Ordens Honoríficas
Uma Ordem Honorífica representa um reconhecimento público concedido por um governo soberano, monarca, casa dinástica, ou organização a um indivíduo em particular, como uma forma de honrar seu mérito distinto. As modernas ordens nacionais e ordens de mérito evoluíram no século XIX, surgindo da tradição das ordens militares, notadamente das ordens de cavalaria da Idade Média, das quais elas se inspiraram.
A palavra "ordem" (do latim "ordo") pode ser rastreada até a cultura das ordens de cavalaria, incluindo as ordens militares, que, por sua vez, receberam seus nomes de ordens religiosas católicas. As honrarias e distinções honoríficas emergiram dessa cultura de ordens de cavalaria que se estabeleceu na Idade Média, originalmente ligadas às Cruzadas e às ordens militares católicas, como a famosa ordem dos Templários, cujo nome oficial é Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão.
Durante o Renascimento, muitos monarcas europeus adquiriram e/ou criaram suas próprias ordens de cavalaria, como uma forma de recompensar civis dedicados e especialmente oficiais militares. No entanto, essas ordens geralmente eram limitadas a pessoas de posição nobre ou com origem nobre, sendo de acesso restrito ao público em geral.
Ao longo do século XVIII, houve uma mudança gradual no conceito das ordens, que evoluíram de "sociedades honrosas" para honras mais visíveis e abertas. Um exemplo desse desenvolvimento gradual pode ser visto em duas ordens fundadas por Maria Teresa da Áustria. Enquanto a Ordem de Maria Teresa (1757) foi aberta a qualquer oficial militar digno, independentemente de sua origem social, e concederia títulos de nobreza a alguns membros, a Ordem de Santo Estêvão da Hungria (1764) ainda exigia que os membros tivessem pelo menos quatro gerações de ascendência nobre.
Atualmente, muitas ordens dinásticas ainda são concedidas por casas dinásticas (in exilium) a indivíduos notáveis por seus serviços e conquistas.
Inspirado no gradiente que existe entre a Ordem de Maria Teresa e a Ordem de Santo Estêvão da Hungria, S.A.S. Fürst Dom Guilherme von Thurgau fundou duas ordens, uma mais restrita, a Principesca Ordem da Concha de Ouro e outra mais aberta, a Principesca Ordem de São Miguel da Rocha.
Clique nas insígnias abaixo para ler mais sobre cada uma delas
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A Banda das Duas Ordens
Banda das Três Ordens
Inspirada na Banda das Três Ordens, cuja qual fora criada na reforma das Ordens Honoríficas do Reino de Portugal por D. Maria I, em 17 de junho 1789, e também na ignota Banda das Seis Ordens retratada e fotografada sempre sobre o peito de Dom Pedro II; a Banda das Duas Ordens da Casa de Catolé-Primavera, tem o mesmo intuito inicial da Banda das Três Ordens, não gradualizar as Ordens, isto é, colocar mais importância de uma sobre a outra.
Além de sua existência ter o objetivo de não dar maior importância de uma ordem sobre a outra, ela é reservada ao uso exclusivo do Grão Mestre de ambas ordens, S.A.S. Dom Guilherme, Embora ele faça maior uso heráldico do Grão Colar da Principesca Ordem da Concha de Ouro.
E como pode se ver abaixo, na insígnia oval da Banda das Duas Ordens, contêm as cruzes da Principesca Ordem de São Miguel da Rocha, da Principesca Ordem da Concha de Ouro e sobre elas o Imaculado Coração de Maria.
Banda das Seis Ordens em pintura de D. Pedro II
Banda das Seis Ordens em fotografia de D. Pedro II