Matéria sobre as descobertas do progf. Luís Adriano Funez no Jornal de Santa Catarina: http://jornaldesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2018/06/blumenauense-descreve-12-novas-plantas-e-encontra-duas-especies-consideradas-extintas-10370235.html


Nas terras da antiga colônia Blumenau onde Fritz Müller desbravou e analisou a natureza no século 19, avanços do estudo da natureza foram possíveis. Depois, nomes como Fritz Plaumann, Padre Raulino Reitz e Roberto Klein varreram as terras de Santa Catarina no século 20 e catalogaram grande parte da fauna e flora do Estado em sua pluralidade do Litoral ao Oeste, passando pelos vales e serras.

Um trabalho de curiosos natos e de olhar apurado que conseguem identificar diferenças em meio ao verde e, nos mínimos detalhes, descrever novas espécies que ainda eram desconhecidas ou passavam despercebidas.

É essa curiosidade de conhecer o que vê e saber identificar espécies que move Luís Funez, blumenauense de 27 anos que tem se especializado em encontrar plantas que ainda não eram descritas no solo catarinense (confira quadro abaixo).

Desde 2015, o biólogo já encontrou e catalogou 12 novas espécies e redescobriu outras duas que nunca mais haviam sido encontradas – caso de uma de suas maiores descobertas, a Saranthe ustulata, planta descrita originalmente por Fritz Müller em meados de 1890 e considerada extinta desde o século passado, até ser reencontrada por Funez em Apiúna.


[continua no link acima]


O Laboratório de Botânica do Departamento de Ciências Naturais da FURB foi criado em 1990 com a participação dos professores de Botânica Alceu Natal Longo e Lucia Sevegnani. Com o aumento da demanda de pesquisa e estudo de docentes e alunos do curso de Ciências Biológicas, bem como necessidade de local para o incipiente herbário, para as coleções didáticas e científicas, e para o acervo bibliográfico resultantes das pesquisas em campo, houve necessidade de ampliação no espaço físico.


Com a chegada dos novos professores, Karin Esemann de Quadros, Sidney Luiz Stürmer e Alexandre Uhlmann, o laboratório teve ampliação física, totalizando 129 m², equipamentos e linhas de pesquisa e extensão. Atuam hoje junto ao Laboratório os professores Dr. Sidney Stürmer, Dr. André Luís de Gasper e MSc. Roberta Andressa Pereira, que estão no laboratório desde 2002, 2014 e 2015, respectivamente, além do técnico Morilo José Rigon Junior, que está no laboratório desde 2014, duas monitoras e bolsistas de projetos específicos dos professores do laboratório.


O Laboratório tem como objetivos:

  • Desenvolver pesquisas científicas nas áreas de Anatomia Vegetal, Botânica Sistemática e Taxonomia, Ecologia Vegetal e Micologia e suas interfaces com demais áreas de conhecimento;
  • Propiciar ambiente de estudo aos acadêmicos em nível de graduação e pós-graduação através de local de pesquisa de iniciação científica, mestrado e doutorado, extensão, bem como apoio didático aos acadêmicos dos cursos afins;
  • Promover apoio ao ensino de graduação e pós-graduação junto aos docentes e discentes através de sua estrutura física, equipamentos e monitorias;
  • Manter as coleções biológicas associadas (Herbário Dr. Roberto Miguel Klein e CICG - Coleção Internacional de Cultura de Glomeromycota) como referências científicas;


Fontes de financiamento: FAPESC, CNPq, INCT´s.

SÍMBOLO


A árvore símbolo do estado de Santa Catarina e também a planta símbolo do laboratório é uma imbuia: Ocotea porosa (Nees & C. Mart.) Barroso (Lauraceae); A prancha ao lado foi desenhada por Diana Marques para o 50º Congresso Nacional de Botânica ocorrido em Blumenau, SC, em 1999, nesta Universidade, como símbolo do mesmo.

Ocotea porosa por Diana Marques