“Só no quarto ano a gente entrou na São Remo e acho que isso é um termômetro do amadurecimento do nosso projeto. Porque a gente demorou pra lembrar que tinha uma favela ali do lado e a gente não tinha levado os materiais pra fazer as discussões ali. A gente pensou primeiro no parque do povo, que era um parque mais elitizado… A gente só conseguiu fazer as coisas de forma mais profunda depois que a gente discutiu o que era extensão e o que a gente queria”. - Marx 08.
“A universidade nessa época também mudou, então a gente não era isolado do universo universitário. O que estava rolando na universidade nessa época era discutir polícia no campus. … Foi na época do fechamento das portarias por conta da polícia no campus e do assassinato que teve na época.” - Cirrose 09.
“Foi um ato meio que político, a gente queria fazer na São Remo para diminuir essa barreira que tem.” - Orgia 09.
"Participar de um Bio na Rua é uma experiência única que resgasta um pouco do sentimento do que é ser um biólogo e sobretudo nosso papel social. Durante a nossa formação passamos muito tempo reclusos à universidade, dentro das salas de aula e laboratórios e nos distanciamos de um dos principais fins universitários: a extensão.
Passar uma tarde conversando sobre Biologia com pessoas das mais diversas formações, idades e histórias de vida é enriquecedor e excencial na formação de qualquer biólogo que veja na sua profissão uma forma de contribuir na construção de uma sociedade melhor para todos.
É preciso que a universidade se abra para todas e acredito que o Bio na Rua é uma pequena ponte que vem aumentanto ano após ano graças a uma ótima organização e empenho de seus monitores. Nada disso aconteceria sem pessoas incríveis dispostas a fazer o projeto acontecer." - Comofaz//