OEIRAS INTERNET CHALLENGE

Teve lugar no dia 28 de abril a fase final do Oeiras Internet Challenge, um concurso no âmbito da Literacia da Informação, promovido pela Biblioteca Municipal de Oeiras. A representar a Escola Secundária Dr. Ginestal Machado estiveram as alunas Nicoleta Ababii e Margarida Guedes do 10º B, acompanhadas pela professora Vera Vicente.

O concurso consistia na resposta online a um quizz feito em Kahoot que exigia da parte das alunas a pesquisa de informação de diferentes tipos usando a Internet, sendo, por isso, requeridas sólidas competências no âmbito da pesquisa, seleção e tratamento da informação.

Para o ano letivo de 2022/23, ficou a promessa de a próxima edição do Oeiras Internet Challenge ser realizada presencialmente.

LIVROS ADQUIRIDOS - Abril 2022

Esta é a listagem de novidades adquiridas pelas bibliotecas do agrupamento, caso pretenda aproveitar a semana de paragem pascal para pôr as leituras em dia.

Permito-me destacar dois títulos: Vidas seguintes, do Nobel da Literatura 2021 , de Abdulrazak Gurnah, um relato terno sobre a natureza extraordinária de vidas ordinárias e O caso das mangas explosivas, de Mohammed Hanif, uma inteligente história negra que talvez explique que afinal o culpado pela morte do presidente Zia ul-haq não seja a impaciência da CIA, mas a estação das mangas.

Boas leituras!

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Listagem_Novidades_abril2022.pdf

Exposição "Instrumentos Náuticos"

Está a decorrer entre os dias 28 de março e 1 de abril 2022, na biblioteca da Escola Secundária Dr. Ginestal Machado, uma exposição sobre instrumentos náuticos, por altura dos Descobrimentos. É uma iniciativa dos professores de História e dos alunos do 8º ano.

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Dia Mundial da Poesia - 21 de março

21 de março é, simbolicamente, o Dia Mundial da Poesia. Que podemos nós dizer sobre a Poesia? Bastar-nos-á, porventura, esclarecer que só há uma leitura verdadeira de um poema: a primeira. Porque depois disso iludimo-nos, acreditamos que tanto as sensações quanto as impressões ao ler o poema se repetem. A verdade é que a poesia é uma experiência nova a cada vez, pois a cada leitura de um poema, uma experiência ocorre, uma nova experiência, e isto é poesia.

Ocasião aproveitada pela professora Mafalda Alexandra para que os seus alunos contactassem com alguns dos maiores poetas nacionais e internacionais com a organização de uma exposição no átrio da biblioteca da ES Dr. Ginestal Machado.

Encontro com o escritor Pedro Seromenho – 8 de março 2022

No dia 8 de março o autor e ilustrador Pedro Seromenho regressou ao Agrupamento de Escolas Dr. Ginestal Machado, desta vez para três sessões com os alunos do 1º ciclo da EB dos Leões, do Pereiro e Pré-escolar do Sacapeito.

Como é seu hábito, o Pedro, que se assume como um contador de histórias, encantou miúdos e graúdos com a sua sensibilidade e a sua paixão pelos livros, pela escrita e pela ilustração e o prazer de fazer brilhar os olhos das crianças.

Porque é que os animais não conduzem, A fuga da ervilha, O palhaço avaria, As gravatas do meu pai, 900-História de um rei, Nascente de Tinta, A cidade que queria viver no campo ou os mais recentes, A raposa fabulosa e O meu avô consegue voar são os títulos de algumas das histórias que o Pedro deu a conhecer de uma forma criativa, apaixonada e apaixonante, ao mesmo tempo que ia desenhando nas telas que, uma vez concluídas as sessões, foram oferecidas à biblioteca.

No final, depois de responder às questões que os alunos avidamente colocaram, foi tempo de autografar os livros comprados pelos alunos, professores e pais com a originalidade que caracteriza o autor: para além da dedicatória, em todos os livros o Pedro deixou uma ilustração original.


LIVROS ADQUIRIDOS - Março 2022


O título pode muito bem justificar um livro. Que dizer de Cães maus não dançam, O Caçador de Elefantes Invisíveis, Neve de primavera, O vício dos livros ou A segunda vida de Olive Kitteridge? Que são a expressão de uma impressão subjetiva, uma para-realidade simbólica, uma metáfora portanto? E se as estátuas descessem dos seus pedestais em vez de serem derrubadas? E se houvesse um mundo em que por vezes há clemência para os inocentes e justiça para os culpados? Há quem persista em relembrar-nos que nem toda a cicatriz é ferida futura, porque há feridas que nunca fecham, são sempre feridas. E quem nos diga que «Casa para terapia da alma» é o mais antigo mote bibliotecário.

Que os livros da listagem anexa possam, também eles, encontrar os seus leitores.

Boas leituras!


Lista_Nov_fev_2022.pdf

SEMANA DA LEITURA 2022


Listagem de livros adquiridos - Fevereiro 2022

Aqui pode encontrar alguns dos últimos títulos adquiridos para as bibliotecas do Agrupamento.


Boas leituras!


BE_Lista_Nov_fev2022.pdf

BOLETIM ESTATÍSTICO BE - 1º semestre 2021/2022

Boletim_Estatistico_BE_1º_Sem_2021-22.pdf

Palavras em Movimento e Literacia da Informação

1º Semestre

Durante este semestre chegaram alguns livros às Bibliotecas Escolares do Agrupamento. Novidades! Que bom! Os professores bibliotecários adoram ter novidades para distribuir por todos, através da leitura. Os meninos gostam e os professores também!

Foi com esta história que a professora Natália Duarte iniciou as "Palavras em Movimento" na Pré-escolar no 1º semestre - 2021/2022.

Uma atividade que todos gostam é a pintura. E, desta vez, pintaram algo que se iria transformar com a ajuda da aplicação Quiver 3D. Puderam, então, ver em 3D o pintainho que tinham acabado de pintar. Escusado será dizer que ficaram deliciados ao ver o pequeno animal a saltitar como se de um pintainho de verdade se tratasse! Adoraram! E não foram só os alunos....

Sempre que os grupos de alunos da pré-escolar se deslocam à biblioteca, têm também oportunidade de levar um livrinho para casa, no âmbito do projeto "Leitura em Vai e Vem"

Ao longo do período natalício, foram escolhidos vários livros sobre a época, entre eles, "O Rato que Cancelou o Natal". Durante a leitura, a cargo da professora Natália Duarte, os pequenos ouvintes tiveram oportunidade de acrescentar algumas ideias à história que estava a ser lida. Era vê-los a levantar os seus bracitos sempre que eram questionados sobre o que se iria passar a seguir. Alguns até se esqueciam de baixar o braço e assim ficavam até à próxima pergunta! Após a leitura, teve lugar uma atividade de pintura. Uma Árvore de Natal em papel para pintar ao gosto de cada um. Estes pequenos trabalhos resultaram numa bela decoração de Natal que encheu a biblioteca do espírito natalício.

Janeiro foi o mês de desafiar os grupos da pré-escolar com o livro "Lobo Bom ou Lobo Mau?", mais uma história do nosso conhecido Lobo Mau que conta as peripécias de um lobo bom que queria ser mau, muito mau! Vejam só!

Durante os meses de outubro e novembro, os alunos do 1º e 2º anos tiveram oportunidade de assistir à leitura de vários livros "O Incrível Rapaz que Comia Livros", "Baralhando Histórias", "A Montanha de Livros Mais Alta do Mundo", entre outros. É uma alegria quando estes pequenos ouvintes se sentam, fazendo um círculo à volta da professora Natália para ouvir, com muita atenção, as histórias e ver, com muita curiosidade, as ilustrações que vão sendo mostradas. A vontade de participar na história é tal que, às tantas, a distância entre a professora e os seus ouvintes, fica "perigosamente" reduzida.

Com muita pena, lá recuam para o seu lugar inicial, mas retomam o entusiasmo num ápice! Quando passam à pintura de pequenas imagens que lhes são fornecidas e conseguem visualizá-las em 3D, é a loucura total! Com a aplicação Quiver 3D podem ver as suas pinturas ganharem vida! É uma animação!

Durante o 1º semestre foram desenvolvidas várias atividades que abordaram temas previstos na Educação para a Cidadania com a leitura de obras como: "Palavras Bonitas sobre Contas", de Valter Hugo Mãe, "Maruxa", de Eva Majuto, "Jaime é uma Sereia", de Jessica Love e "Zé Pimpão, o Acelera", de José Jorge Letria. Através destas leituras foi possível abordar, nas turmas de 3º e 4º anos, os temas de Igualdade de Género, Instituições e Participação Democrática, Desenvolvimento Sustentável e Prevenção Rodoviária. Foram sugeridas várias atividades nas diversas Bibliotecas do Agrupamento, nomeadamente, construção de padlet com os trabalhos elaborados pelos alunos, visionamento de vídeos, pesquisas, debates, projetos a desenvolver, aplicação do questionário "Compromisso Verde", entre outras.

O projeto Literacia da Informação foi possível aplicar sem impedimentos na EB do Sacapeito, na medida em que esta escola tem recursos digitais que assim o permitem, ao contrário das restantes escolas do 1º ciclo do Agrupamento.

Com as turmas do 3º ano, o professor Artur Dagge começou pela leitura e exploração do livro "Palavras Bonitas sobre Contas" cujo tema subjacente é a Igualdade de Género: "Ela quer salvar o mundo através das contas, eu quero salvar o mundo com as palavras. A nossa maior diferença como se pode reparar, não vem de ela ser menina e de eu ser menino, vem das ideias."

Os alunos começaram, então, pela criação da sua pasta no computador para colocar, mais tarde, todos os trabalhos realizados no âmbito deste projeto. Responderam, igualmente, a um questionário "Compromisso Verde". Na sessão seguinte analisaram imagens que retratavam estereótipos de género e aprenderam a inserir e formatar imagens num documento Word.

Cada aluno explicou as suas escolhas, tendo sempre presente o tema que estava a ser tratado "Igualdade de Género". A propósito deste tema, as sessões seguintes foram dedicadas à construção de bandas desenhadas, recorrendo à aplicação makebeliefscomix.com. Antes de começarem a trabalhar com esta aplicação, procedeu-se às explicações necessárias para que fosse mais fácil a estes pequenos utilizadores iniciarem a sua experiência digital.

Seguidamente, elaboraram narrativas sobre o tema que, posteriormente, serviriam de base para as bandas desenhadas construídas na aplicação atrás referida.

Durante o mês de janeiro iniciaram a utilização da aplicação pixton.com para a criação do seu avatar.

Nas turmas do 4º ano procedeu-se à leitura e exploração da obra de José Jorge Letria "Zé Pimpão, o Acelera"

Como não podia deixar de ser, teve lugar um debate sobre o tema da Prevenção Rodoviária, onde os pequenos tiveram oportunidade de expôr os seus conhecimentos e dúvidas sobre algumas regras e sinais rodoviários. Seguidamente, criaram pastas de trabalho no computador, para registo, mais tarde, de trabalhos de pesquisa no âmbito do tema abordado na Educação para a Cidadania - Prevenção Rodoviária. Aprenderam, então, a usar a aplicação BIG6, guião de pesquisa, selecionaram e trabalharam imagens no site da Internet da Prevenção Rodoviária. Após a pesquisa, escolheram, copiaram, colaram informação referente ao tema, assim como, legendas e referências bibliográficas e, por último, guardaram os documentos na respetiva pasta. Todos os trabalhos realizados foram apresentados e avaliados nas sessões de janeiro. Ainda há a referir uma sessão de jogos didáticos, relacionados com o tema.

No decorrer das sessões de Literacia da Informação, de uma forma geral, os alunos progrediram significativamente, revelando mais autonomia na forma como lidavam com as tarefas de pesquisa da informação, no processamento de texto e na execução das diversas tarefas propostas.

Livros Adquiridos - Dezembro 2021

Estas são as últimas novidades adquiridas para as bibliotecas do AE Dr. Ginestal Machado. Sugestões de leitura para jovens e menos jovens poderem aproveitar a pausa natalícia com uma caixa de bombons por perto!

Boas leituras

Artur Dagge

Lista2_Nov_dez21.pdf

Mais Livros - Dezembro 2021

Listagem dos últimos livros adquiridos para a biblioteca da ES Dr. Ginestal Machado, com sugestões para aproveitar para a leitura nos tempos mais livres entre as muitas compras deste período natalício.

Atrevo-me a destacar dois episódios, que poderiam muito bem ser três, de outros tantos títulos: a improvável e inverosímil fuga do elefante do decadente jardim zoológico de Pablo Escobar em O barulho das coisas ao cair, cujas histórias encerram em si mesmas o trágico destino da Colômbia; as traições e as alianças familiares em Rapariga A, a rapariga que conseguiu fugir da casa dos horrores.


Boas leituras!

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Lista_Nov_dez21.pdf

Livros Adquiridos - Novembro 2021

Esta é listagem de alguns dos últimos livros adquiridos e que estão disponíveis na biblioteca da ES Dr. Ginestal Machado. Permito-me destacar dois títulos: um sem interesse, da Raquel com o mesmo nome, em formato cartoon, que contém uma série de histórias para rir da triste vida de uma jovem moderna, logo precária, a quem não abundam a paciência e o dinheiro, ou seja, não tem nenhum dos dois, num projeto de vida em que trabalha demais num emprego que detesta, com os inevitáveis dilemas existenciais, gastando mais do que aquilo que tem e com asneiras à mistura. O outro, um romance satírico de Steinbeck, que nos prova, para completa estupefação, que alguém chamado Pepino foi mesmo coroado rei na orgulhosa França de antanho. Liberdade, igualdade e... oportunidade? E pelos vistos houve mais três pepinos já que este é o IV. Os restantes títulos são para os leitores de secretária e cadeira estofada, mais a sério.

Boas leituras!

Artur Dagge

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Lista2_Nov_dez21.pdf

Livros adquiridos - Outubro 2021

Listagem dos títulos adquiridos pela biblioteca escolar no mês de outubro, por oferta da Fundação Francisco Manuel dos Santos, divididos em duas coleções: Ensaios da Fundação e Retratos da Fundação. Estes títulos poderão ser requisitados na biblioteca da ES Dr. Ginestal Machado e/ou da EB Mem Ramires.

Biblioteca_Listagem_Docs_Adquiridos_out21.pdf

MIBE 2021 "Contos de fadas e contos tradicionais de todo o mundo"


AS ILUSTRAÇÕES DOS CONTOS

É por todos reconhecida a força que a imagem tem nas sociedades atuais, com particular intensidade junto dos mais jovens. No caso dos contos fábulas, as ilustrações são, em muitos casos, a primeira leitura que os mais jovens fazem e que chega inclusivamente a sobrepor-se à mensagem escrita. Também aqui a literacia crítica desempenha um papel fundamental na descodificação dos estereótipos e preconceitos que acompanham muitos dos trabalhos de ilustração dos textos.

Um exemplo clássico das imagens tendenciosas que acompanham grande parte dos livros ilustrados tem a ver com a representação das madrastas e das sogras que são, por norma, representadas como más, egoístas, interesseiras e vingativas. Numa experiência levada a cabo nos primeiros anos de escolaridade, foi pedido às crianças que construíssem uma lista de decisões semelhantes àquelas que os ilustradores têm de tomar quando desenham personagens para os textos – idade, expressão facial, roupa, forma do corpo e linguagem utilizada –, neste caso relacionadas com uma personagem (madrasta) de um livro que iam ler (Hansel & Gretel). Foi também pedido às crianças que desenhassem a personagem da forma como achavam que ia aparecer no livro. A conclusão a que se chegou é que as previsões e os desenhos das crianças estavam extremamente próximos das ilustrações do livro. Ou seja, os ilustradores tendem a utilizar ideias e conceitos pré-existentes relativamente à forma como os homens e as mulheres se vestem, se comportam, se parecem e comunicam (Pereira, 2009: 27). Ora, esta ideia tendenciosa de madrasta pode ser desconstruída utilizando as experiências das crianças, muitas delas com madrastas ou conhecedoras de madrastas de amigos, confrontando a visão do mundo presente nos contos com o seu conhecimento de como as coisas são na vida real, de forma a que reconheçam as contradições entre as duas realidades e possam compreender as consequências dessa visão estereotipada das madrastas.

O mesmo tipo de raciocínio é válido, naturalmente, para outras imagens estereotipadas que ilustram os contos e fábulas tradicionais: a presença da mulher na cozinha em contraste com a total ausência do homem, o destaque da pujança física do homem e da beleza fútil da mulher, a sumptuosidade dos poderosos em contrate com a miséria dos mais desfavorecidos, a subserviência da mulher face ao homem, o trabalho braçal dos mais pobres (lenhadores, lavradores, sapateiros, carpinteiros…) em oposição à disponibilidade dos ricos e poderoso para atividades lúdicas e de entretenimento (bailes, concertos, caça, passeios…), etc.

Daí a importância de uma pedagogia da literacia crítica que leve ao questionamento do texto, encorajando o leitor a desafiar o status quo aí representado, colocando questões como as seguintes:

  1. Quem é representado e quem é deixado de fora?

  2. Quem é realçado e quem é diminuído?

  3. A quem se destina o texto?

  4. Como era o mundo quando o texto foi criado?

  5. O que é que o ilustrador/autor quer que nós sintamos ou pensemos?

  6. O que é que o ilustrador/autor espera que nós saibamos ou valorizemos?

  7. O que é que as ilustrações transmitem acerca das mulheres/ homens/ rapazes/ raparigas?

  8. Por que razão a personagem principal é bonita/ rica/ poderosa?

Não sendo uma listagem exaustiva, o importante é que perguntas deste género sejam colocadas para que outras possam surgir dependendo dos leitores e dos assuntos envolvidos, de modo a que sejam criadas oportunidades de diálogo dos leitores com os textos e aqueles possam refletir sobre questões de poder, género, classe social, religião, cultura e etnia, relacionando os textos com as suas próprias vivências.

LITERACIA CRÍTICA: QUE PAPEL PARA AS BIBLIOTECAS ESCOLARES?

O papel que cabe às bibliotecas escolares na pedagogia da literacia crítica desenvolve-se a dois níveis.

Num primeiro nível, o papel das bibliotecas escolares passa, naturalmente, pelo trabalho colaborativo com os professores na medida em que são estes que estão em contacto com os alunos de uma forma sistemática. As ações a desenvolver pelo bibliotecário e por aqueles que trabalham nas bibliotecas escolares deverão ser orientadas no sentido de demonstrar e sensibilizar os docentes para as vantagens de uma pedagogia da literacia crítica junto dos alunos, as quais poderão concretizar-se em sessões de leitura dinamizadas em conjunto, na realização de conferências ou workshops relacionadas com o tema ou na preparação de guiões de exploração de textos. O objetivo é que os professores estejam conscientes do “lado oculto” dos textos, experimentando uma relação menos confiante com o conhecimento textualmente oferecido, agindo pedagogicamente no sentido de levar as crianças ao reconhecimento de posicionamentos alternativos, inicialmente não visíveis.

Num segundo nível, as bibliotecas terão forçosamente de fazer todos os esforços para disporem de uma coleção que atenda à diversidade étnica, cultural, religiosa e ideológica dos seus utilizadores, o que implica na generalidade dos casos que os bibliotecários se disponham a analisar criticamente os recursos que constituem os fundos documentais das suas bibliotecas, sejam eles impressos, visuais ou eletrónicos.

No caso específico da literatura, designadamente os contos e fábulas tradicionais, a análise crítica dos recursos documentais existentes deverá levar a uma revisão da sua classificação da CDU (Classificação Decimal Universal) e consequente disposição física no espaço da biblioteca, retirando-os da classe 8- Literatura e colocando-os na classe 0- Generalidades/Publicações. Mais concretamente, em resultado de uma literacia crítica aplicada aos contos e fábulas tradicionais, da atual notação 82-342, destinada aos contos e fábulas com teoria ou prática moral – passar-se-ia para a notação 098.1, destinada às obras proibidas, ou, em alternativa, a notação 098.5, reservada às obras em código. Por uma questão de honestidade e coerência!


MIBE 2021 "Contos de fadas e contos tradicionais de todo o mundo"

A GATA BORRALHEIRA // BARBA AZUL // O PEQUENO POLEGAR // RIQUETE DO TOPETE

Dos contos de Perrault deter-nos-emos essencialmente nos estereótipos neles presentes, designadamente no que à imagem da mulher diz respeito. Em primeiro lugar, a ideia estereotipada da beleza feminina, ligada à magreza, como se comprova pelo excerto seguinte do conto A Gata Borralheira”:

Com a ideia de irem à festa, as meias-irmãs fizeram dieta: ficaram dois dias sem comer e quebraram mais de doze cordões de tanto puxarem por eles para apertarem o espartilho e ficarem com cinturinhas de vespa.

Ora, numa altura em que a anorexia e a bulimia se tornaram um sério problema de saúde entre os jovens, nomeadamente do sexo feminino, só uma leitura crítica permite fazer com que este texto possa assumir um papel pedagógico adequado.

Em segundo lugar, a ideia preconceituosa de associar a beleza feminina à falta de inteligência, traduzida na convicção que as mulheres bonitas são burras e as feias é que são inteligentes. Essa é, de resto, a ideia que subjaz a todo o conto “Riquete do Topete”:

(…) aquela Princesinha seria pouco inteligente e teria tanto de estúpida como de bela. A Rainha ficou muito desgostosa mas, algum tempo depois, teve uma infelicidade ainda maior, pois a segunda filha que deu à luz era extremamente feia.

-- Não se aflija tanto, Majestade. A vossa filha será recompensada de outra forma e terá uma tal inteligência que ninguém reparará que lhe falta beleza.

Em terceiro lugar, o exagero de defeitos tidos por exclusivamente das mulheres como, por exemplo, a crítica da curiosidade feminina em “Barba Azul”. O castigo desse “defeito”, aplicado pelos homens, é violento mas aceite quase como “natural”, numa relação de clara subserviência da mulher para com o homem:

A jovem, porém, não se divertia nada ao ver aquelas riquezas, pois estava ansiosa por abrir o quartinho proibido. (…)

-- Ai não sabes? – zangou-se o Barba Azul. – Mas eu sei muito bem! Quiseste entrar no quartinho. Muito bem, pois agora vais lá entrar e tomar o teu lugar ao lado das outras que já viste.

A mulher ajoelhou-se aos pés do marido, chorando e pedindo-lhe perdão, parecendo sinceramente arrependida por lhe ter desobedecido.


De resto, a relação de inferioridade e subserviência da mulher em relação ao homem é uma das marcas mais presentes em muitos dos contos de Perrault, relação essa que só uma análise crítica permite expor e tornar objeto de discussão e clarificação com os leitores. Essa relação subserviente pode assumir a forma de violência física, como por exemplo no conto “O Pequeno Polegar”,

O Lenhador acabou por perder a paciência, pois a mulher não parava de repetir que se iriam arrepender e que ela o tinha avisado. Ameaçou bater-lhe se ela não acabasse com aquela conversa (…) e ele era dos que gostam das mulheres que têm opinião, mas que as acham insuportáveis quando a afirmam constantemente.


ou a conceção de mulher como alguém que não aspira a mais nada do que a casar com um jovem bonito, rico e bondoso, sendo a concretização do casamento o seu único ideal de felicidade e a mulher vista como um ser fútil, desprovido de vontade própria e totalmente submisso aos cânones sociais, como se pode constatar no gesto bondoso de Gata Borralheira para com as irmãs depois de ter casado com o príncipe dos seus sonhos:

Como tinha tanto de bondosa como de bonita, convidou as duas meias-irmãs a irem ao palácio e, nesse mesmo dia, casou-as com dois fidalgos.

Finalmente, a literacia crítica assume um papel essencial na denúncia de algumas ações presentes nos contos de Perrault que se traduzem atualmente em comportamentos totalmente inaceitáveis e, inclusivamente, legalmente penalizáveis. É o caso, por exemplo, do abandono dos filhos presente no conto “O Pequeno Polegar”,

Veio um ano muito mau e a fome foi tal que os pobres pais decidiram desfazer-se dos filhos.

Mais uma vez os pais decidiram fazer com que os filhos se perdessem, mas desta vez, para não caírem no erro anterior, levá-los-iam para um sítio ainda mais distante.

ou da manifestação da preferência de um filho relativamente aos demais por parte da mãe:

Este Pedrinho era o filho mais velho, que ela preferia a todos os outros.


MIBE 2021"Contos de fadas e contos tradicionais de todo o mundo"

O VELHO, O RAPAZ E O BURRO

Esta fábula conta a história de um velho e um rapaz que viajam acompanhados de um burro. O velho e o rapaz são sucessivamente criticados pelas pessoas por quem vão passando, ora porque só o velho vai montado no burro, ora porque é o velho que vai a pé, ora porque ambos vão montados no burro, ora porque ambos carregam o burro às costas, numa tentativa de agradar a quem os critica. A lição a retirar desta fábula pode ser traduzida no provérbio “Cada cabeça sua sentença”, pelo que não podemos agradar a toda a gente. Assim, alheios às críticas que possam acontecer, deveremos fazer as nossas opções unicamente de acordo com as nossas convicções, sem dar justificações a ninguém: “É mais que tolo quem dá/Ao mundo satisfações” (La Fontaine).

Ora, se é clara a defesa da determinação e iniciativa individuais em detrimento do peso da sociedade na modulação dos comportamentos, há, todavia, outros valores ideológicos nesta fábula que merecem ser realçados em resultado de uma análise mais profunda e questionadora. Em primeiro lugar, a defesa dos considerados mais frágeis, sejam eles os mais novos ou os mais velhos, representada pelo facto de inicialmente ser o jovem que vai montado no burro e, posteriormente, trocar de posição com o velho. Observados à entrada de uma qualquer escola em Portugal, facilmente veríamos um dos pais a carregar a mochila do(a) seu(sua) filho(a), enquanto este(a) se concentra no telemóvel enquanto caminha descoordenadamente, arrastando os pés e a vontade. Em segundo lugar, o respeito pelos animais, não sobrecarregando o burro quando ambos decidem caminhar. Em terceiro lugar, a disponibilidade para ouvir os outros, as suas opiniões e conselhos, revelando abertura de espírito e prudência, qualidades que se opõem frontalmente à impetuosidade e obstinação pessoais.


MIBE 2021 "Contos de fadas e contos tradicionais de todo o mundo"

No âmbito do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, apresentamos mais uma fábula bem conhecida e os valores que estão por detrás da mensagem veiculada.

A Raposa e a Cegonha

Esta fábula conta a história de uma raposa que, querendo troçar de uma cegonha, a convida para jantar, servindo a refeição num prato raso. O resultado é que as migas do jantar são comidas pela raposa, sem que a cegonha consiga comer seja o que for por causa do seu longo bico. Esta, na procura de vingança, retribui o convite à raposa e serve-lhe o jantar numa estreita botija, impossibilitando-a, deste modo, de conseguir comer. Moral da história: “Nunca ninguém faça aos outros/O que não quer que lhe façam” (La Fontaine, 1996: 43).

Analisada criticamente, esta fábula levanta duas questões que vale a pena assinalar: em primeiro lugar, a validação da vingança traduzida no fazer justiça pelas próprias mãos. Quer isto dizer que se considerarmos que a vingança da cegonha é justa, então qualquer vingança que tenha um motivo atendível tem de ser considerada justa. Ora, num estado de direito democrático, as questões de justiça têm de ser decididas pelo poder judicial e não pelas próprias mãos. Em segundo lugar, a validação da dissimulação e do engano, traduzidos na mentira da cegonha que fingiu estar muito grata para com a raposa (“E afetando ser-lhe grata”, La Fontaine, 1996: 42). Ora, a dissimulação, o engano ou a mentira jamais poderão ser apresentados como valores positivos, independentemente dos resultados que se esperam alcançar.

OUTUBRO - MÊS INTERNACIONAL DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES

Outubro é o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares (MIBE), uma celebração anual das bibliotecas escolares em todo o mundo, uma oportunidade para darem a conhecer o trabalho que desenvolvem e mostrarem que não são apenas um serviço, mas um centro nevrálgico vital nas escolas.

Em Portugal, o Dia das Bibliotecas Escolares assinala-se na 4ª segunda-feira do mês de outubro, em 2021, dia 25/10. O tema do MIBE 2021 é “Contos de fadas e contos tradicionais de todo o mundo”. Uma oportunidade de regressarmos ao mundo mágico dos livros e à sempre presente afirmação “Era uma vez…”.

No entanto, como em tudo na vida, há que ler os contos tradicionais com o olhar do leitor desconfiado, o tipo de leitor que os esquivos romances policiais convocam.

Neste contexto, importa considerar a literacia crítica que surge como transversal a todas as literacias na medida em que traz consigo uma dimensão simultaneamente reflexiva e interventiva às práticas de literacia. A literacia crítica leva o leitor à reflexão que lhe permite aprender a reconhecer e resistir às leituras que lhe são impostas em cada texto. Através da desconstrução, da crítica e da subversão, o leitor pode por em causa as conceções tidas por corretas ou adequadas e passar a encarar os textos como propostas e não como janelas para a realidade.


CONTOS E FÁBULAS TRADICIONAIS E A LITERACIA CRÍTICA

Os contos e as fábulas tradicionais são géneros textuais com os quais as crianças entram em contacto logo nos primeiros anos de escola e até antes, desempenhando um reconhecido estímulo do desenvolvimento da competência leitora e da escrita através da sistematização das ideias. Sem terem sido inicialmente concebidos para as crianças e os jovens mas para os adultos, os contos e as fábulas tradicionais têm tido um valor pedagógico de grande relevo ao longo dos tempos.

Ora, à luz dos pressupostos sobre os quais assenta a literacia crítica, importa descortinar que valores e ideologias estão por detrás das mensagens mais imediatas e socialmente validadas que os contos e fábulas tradicionais veiculam, procurando, assim, levar os diversos intervenientes no processo educativo a uma atitude crítica e questionadora.

A CIGARRA E A FORMIGA

Apesar de ser uma fábula sobejamente conhecida, vale a pena relermos atentamente esta versão recolhida por Teófilo Braga:



Tendo a cigarra em cantigas

Folgado todo o Verão,

Achou-se em penúria extrema

Na tormentosa estação

“Amiga – diz a cigarra –

Prometo, à fé de animal,

Pagar-vos antes de Agosto

Os juros e o principal.”

Não lhe restando migalha

Que trincasse, a tagarela

Foi valer-se da formiga,

Que morava perto dela

A formiga nunca empresta,

Nunca dá, por isso junta.

“No Verão em que lidavas?”

À pedinte ela pergunta

Rogou-lhe que lhe emprestasse,

Pois tinha riqueza e brio,

Algum grão com que manter-se

Té voltar o aceso Estio.

Responde a outra: “Eu cantava

Noite e dia, a toda a hora:

– Oh, bravo! – torna a formiga; –

Cantavas? Pois dança agora”.

A tripla mensagem que esta fábula procura passar é clara: por um lado, a valorização do trabalho produtivo, que é aquele que a formiga faz (“Tinha riqueza e brio”); por outro lado, a desconsideração do trabalho não produtivo, que a cigarra representa (“Tendo a cigarra em cantigas/Folgado todo o Verão”); finalmente, a afirmação de justiça que existe no castigo aplicado a quem não trabalha (“Cantavas? Pois dança agora”). Esta é, digamos assim, a leitura que resulta da simples descodificação do texto.

Contudo, analisada criticamente, esta fábula levanta duas questões de grande pertinência e atualidade, nomeadamente num contexto histórico e social em que o interesse individual tende a sobrepor-se ao interesse coletivo. Senão vejamos: em primeiro lugar, o trabalho artístico é totalmente desconsiderado e desvalorizado (“Folgado todo o Verão”; “a tagarela”), logo, escritores, poetas, músicos, compositores, encenadores, bailarinos ou atores, entre muitos outros ainda piores, são pessoas destinadas à penúria e à pedinchice por não terem um trabalho digno que lhes permita conseguir riqueza e brio; em segundo lugar, o princípio da solidariedade é totalmente posto de parte e substituído pela arrogância e pelo egoísmo, mesmo perante a promessa de pagamento de juros.

Celebremos, pois, os contos tradicionais!


2021/2022

BOM ANO LETIVO PARA TODOS!


#EscolaEmSegurança - Regras Ensino Pré-Escolar e 1.º Ciclo

Palavras em Movimento 2020/2021- 2-3ºperíodo

Atividades com as turmas do Pré-Escolar e do 1º ciclo das escolas do Agrupamento

Apesar da instabilidade causada pela pandemia, as "Palavras em Movimento" retomaram as suas atividades assim que foi possível, com as adequações necessárias. Tal como já ficou registado anteriormente, procurou-se sempre ir ajustando a planificação aos tempos que correm, muitas vezes, sacrificando as atividades pós-leitura, tais como a utilização dos meios informáticos, devido às restrições impostas.

Assim, durante o 3º período, sempre que uma turma vinha à biblioteca era presenteada com a leitura de vários livros, reflexão sobre os temas abordados e posterior partilha de opiniões. Tentou-se, desta forma, colmatar as restrições no uso das tecnologias digitais.

As turmas da pré-escolar ouviram muitas histórias, "É só desta vez!" foi uma delas, com uma mensagem que os pequenos reconheceram de imediato: CUIDAR DO MEIO AMBIENTE É UM DEVER DE TODOS!

"Os lobos que vieram para o jantar", outra história escolhida para estes pequenos que deram largas à sua imaginação através do desenho.


Outro dia houve em que ficaram maravilhados porque não iriam ouvir só uma história, como habitualmente, mas três. Que bom! Qual delas a melhor?! Adoraram!

As obras inicialmente escolhidas para o 1ºano seriam "Baralhando histórias", "Estranhas criaturas" e "O que fazer com uma ideia?".


Dado que o 3º período se prolongou por mais uns dias, possibilitou a leitura de outros livros que não estavam previstos na planificação de atividades, tais como "O incrível livro sem fim" e "Socorro, estamos no livro errado!" A propósito deste último, desenvolveu-se uma atividade com origami: construção de um barco de papel.


"O fim? Isto não acaba assim", "Álvaro Saltarico" e "Socorro estamos no livro errado!" foram, entre outras, as histórias para o 2º ano.


"Impossível", "Pergunta ao teu pai" e "Baralhando histórias", foram as obras selecionadas para o 3º ano durante o mês de abril. "Caça-olhares"e O fim? Isto não acaba assim" foram as restantes histórias contadas durante os meses de maio e junho.


As escolhas para o 4º ano incidiram sobre temas que levavam ao debate de ideias, partilha de opiniões e respeito pelas mesmas. " O protesto" e "O que fazer com uma ideia?" foram, então, duas leituras que suscitaram pequenas discussões entre os ouvintes que estão a terminar o 1º ciclo e que iniciarão um novo ciclo para o próximo ano letivo.

A Biblioteca Escolar deseja a todos BOAS FÉRIAS!


Sugestões de Leitura

PLANO NACIONAL DE CINEMA - 2020/2021

Mais informações - clicar na barra lateral à esquerda e procurar Lab.Digital


Obras oferecidas à Biblioteca da ES Dr.Ginestal Machado

Listagem_Livros_Sec_dez2020.pdf

Boletim Estatístico 2020/2021 - 1ºperíodo

Boletim_Estatistico_BE_set-dez_2020.pdf

Palavras em Movimento 2020/2021- 1ºperíodo

Atividades com as turmas do Pré-Escolar e do 1º ciclo das escolas do Agrupamento

Com todas as medidas que se impõem em tempos de pandemia, cá estamos para dar continuidade aos projetos dinamizados pelas bibliotecas do Agrupamento de Escolas Dr. Ginestal Machado. "Palavras em Movimento" continua com a sua dinâmica de sempre. Devido à necessidade de desinfetar os espaços da biblioteca após cada utilização por um grupo/turma, não foi possível manter o mesmo número de atividades dinamizadas no ano letivo transato.

"Abre com muito cuidado, este livro está mordido!" , de Nicola O'Byrne , obra selecionada para o pré-escolar, deu início às "Palavras em Movimento" deste ano letivo.

Sentadinhos com o distanciamento que a sinalética da biblioteca indica através de círculos colados no chão, fizeram silêncio para ouvir a história que a professora Natália se preparava para contar. Ajeitou a viseira, começou por mostrar a capa do livro e falou sobre o seu título tão sugestivo! "Abre com muito cuidado, este livro está mordido!" Cuidado?! Porquê? O que estará dentro do livro, alguma coisa perigosa? Será que podemos abri- lo? De imediato, os meninos responderam com um estrondoso: SIM!!

Agora que a curiosidade dos meninos estava ao rubro, a professora começou a contar a história de um crocodilo divertido que vai comendo partes da história e, como tudo indica, tinha obrigatoriamente de sair do livro, caso contrário, os meninos ficariam sem nada para ouvir. Lá conseguiram empurrá-lo para fora do livro, mas o maroto deixou um buraco no livro por onde se escapuliu.

Seguidamente, foi proposta uma atividade de pintura de um marcador e todos os meninos levaram para casa um livro que retiraram de uma mesa onde estavam dispostos para escolha. Este é o projeto "Leitura em Vai e Vem" já conhecido da maior parte dos meninos e suas famílias. Este ano com outras regras: primeiro escolhiam só com os olhinhos e, quando encontrassem um que gostassem de levar para casa, esse livro era colocado na mochila com o marcador que tinham acabado de pintar. E lá iam eles, uns com a mochila mais composta, outros com ela mais pendurada, mas todos com o seu livrinho para uma leitura em família.

Para o 1º ciclo (1º e 2º ano) e não esquecendo que decorria o Mês das Bibliotecas, a obra escolhida foi "O incrível rapaz que comia livros". Henrique adorava livros mas de uma forma estranha até aprender que os livros são para ler. Mesmo assim, não resistiu a dar uma dentada na contracapa!

"Mãos e Livros", de Isabel Minhós Martins foi a história para o 3ºano: uma festa dedicada ao livro.

"É isto um livro

Esta coroa, esta arca,

este recém-nascido, este vaso tremelicante

feito para andar de mão em mão,

este mapa por onde se passeiam

impressões digitais

de todos os tamanhos

de todos os tempos

e lugares

Esta festa!"


Para o 4º ano foi escolhido "O meu livro é um navio", de José Fanha. Uma história que nos transporta para a maravilha que é viajar no navio das palavras:

"Agora é contigo, disse-me a minha avó, já sabes juntar as letras(...) está na hora de começares a navegar."

"Será o mar o meu lugar?", de Sarah Roberts, livro selecionado para o pré-escolar e para o 1º ano, com atividades diferentes para cada nível etário. Assim, a professora Natália procedeu à leitura do livro interagindo com os pequenos, questionando-os e direcionando-os para os problemas ambientais causados pela enorme quantidade de plásticos que vai parar ao mar. Foi o que aconteceu ao Tomé, um saquinho que passou muitas tormentas nas mãos, na boca ou no bico de vários animais. Sempre à procura do seu lugar, transforma-se, por último, num lindo papagaio nas mãos de um menino.

"Qual é o lugar dos sacos de plástico?", perguntava a professora Natália. " No ecoponto amarelo!", respondiam os meninos.

Leitura ideal para sensibilizar as novas gerações para um problema ambiental de extrema gravidade. Colorir um saquinho de papel e visionamento de vídeos sobre a problemática, foram as atividades para o pré- escolar e 1º ano, respetivamente.

"Maruxa e Zézinho

viviam na aldeia

Maruxa lavava

cosia e varria

Zézinho folgava

cantava e dormia

Mas um belo dia..."

O livro escolhido para o 3º ano fala de Maruxa que cansada de tantas tarefas domésticas que tem a seu cargo, decide dar uma lição ao marido. Este livro é baseado numa canção popular polaca e os seus versos de seis sílabas procuram manter o ritmo da canção original. Maruxa pode ser qualquer mulher que se encontre numa situação semelhante à descrita no livro. A este propósito, a professora Natália colocou várias questões à pequena plateia. Cada aluno dava a sua opinião sobre o que tinha acabado de ouvir e sobre o vídeo que tiveram oportunidade de ver.

Todos chegaram à conclusão que todas as tarefas devem ser equitativamente distribuídas entre o homem e a mulher para que tudo se torne mais justo.

Durante o mês de dezembro, "Feliz Natal Lobo Mau" e "Vamos apanhar o Pai Natal?" fizeram as delícias dos pequenos ouvintes. Desta vez, o lobo mau foi à procura do Capuchinho Vermelho mas deu de caras com o Pai Natal. Uma história muito divertida que os meninos acompanharam com muita atenção e até antecipavam a ação, tentando adivinhar o que ia acontecer a seguir. "Será que o lobo mau merece um presente? NÃO!, disseram todos.

MARCAS NA HISTÓRIA - Concurso "Vamos Fotografar as nossas Tradições" (2º ano)

O projeto é uma parceria entre Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), Bibliotecas Municipais da RIBLT e RIBO aderentes a este projeto e Centro de Informação Europe Direct do Oeste e Lezíria do Tejo.

Conheça melhor o Projeto AQUI

Biblioteca Escolar Digital - Atendimento Online

Informamos que, para contactar as bibliotecas do Agrupamento de Escolas Dr. Ginestal Machado através da Plataforma Zoom - https://zoom.us/join - deverá abrir GINESTAL ON, colocar ID e senhas para cada escola devidamente identificada e entrar na reunião/atendimento. Esta plataforma deverá estar instalada no seu computador ou outro dispositivo.

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