Espaço dedicado à palavra dos alunos...
A amizade é o laço que nunca se parte,
É o pássaro que dança no ar,
É o cobertor que aquece nos dias frios,
É a cachoeira que nunca vai parar.
7ºA (versão a partir do poema de Camões "Amor é fogo..."), um trabalho, em grupo,
realizado com a orientação da professora Paula Ferreira, 2024-2025
Poemas sobre o Holocausto
Uma atividade, em grupo, realizada na aula de Português com a professora Dora Gonçalves.
Não quero esquecer...
Não quero esquecer
que houve um holocausto
Não quero esquecer
as malas feitas à pressa
e que nunca foram abertas.
Não quero esquecer
a multidão como rebanhos
a sair dos vagões.
Não quero esquecer
a solidão no meio de milhões.
Não quero esquecer
o silêncio depois dos gritos.
Não quero esquecer
a esperança dos aflitos.
Alexandre Neto, Mariana Teixeira, Rodrigo Santos, Simão Marcelino (2023- 2024)
Não quero esquecer
o genocídio nos campos de concentração
Não quero esquecer
os judeus que morreram injustamente
Não quero esquecer
que o ódio de alguns homens
pode exterminar a humanidade.
Não quero esquecer
a separação à força das famílias.
Não quero esquecer
os corpos que ficaram estendidos
nas câmaras de gás.
Não quero esquecer
que houve alguém que sonhou
acabar com uma raça.
Inês Bacelar, Arshad Cassimo, Inês Pombeiro, Guilherme Silva, Pedro Rocha
Uma atividade do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares orientada pela professora Rosário Jacob.
Poema
Folhas despidas,
Cor encarnada,
amarela, alaranjada.
Representam mil vidas,
Tão engraçadas!
Chuviscos ou grandes chuvadas?
A água salpica nos telhados das casas.
Plim, plim, plim...
até rega o jardim.
Perto do dia das bruxas
Crianças assustadas,
Até aquelas de chuchas,
ficam baralhadas.
No fim do dia
Uma manta, um livro,
Um chá morno.
Com grande harmonia,
Apresento-vos...
o outono. Inês Sousa e Mariana Teixeira 7ºD (MIBE), 2024-2025
À roda da palavra nasceu um poema ...
Uma atividade do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares orientada pela professora Dora Gonçalves
A leitura é um pomar
A leitura cheira a tinta velha
A leitura sabe a mar que me ajuda a pensar
A leitura é amarela por ser tão bela
A leitura é um livro em prosa verso
que me faz pensar no Universo
A leitura uma harpa suave a tocar
que me ajuda a imaginar
A leitura é um castelo de areia no ar,
sempre, sempre, sempre a voar.
Tomás Ferreira, Pedro Afonso e Simão Marcelino, 7B (2023-2024)
A biblioteca é uma árvore cheia de frutos
A biblioteca cheira a histórias
A biblioteca sabe a morangos maduros
A biblioteca surge do arco-íris
A biblioteca é uma caixinha de surpresas
A biblioteca toca todos os silêncios
A biblioteca é um porto de abrigo!
Afonso Sousa, Inês Pombeiro e Leonor Sousa, 7B (2023-2024)
Imaginação
A imaginação corre solta
pelos corredores do palácio da mente
e contempla abertamente
a paisagem de horizontes que pode alargar
Ela é pintora
que nunca descansa
explora os limites da criatividade
não importa a idade
para quem é crente, é tudo verdade
A imaginação navega
Por mares de ideias
que nunca exploradas
revelam fantasias alheias
e sonhos inacabados
Anda muito nas nuvens
mesmo com o corpo no chão
pode ir para todos os lados
mas não perde a direcção
Com a imaginação
nada é aborrecido
Com a imaginação
Tudo é bem-vindo
Com ela tu navegas pelo espaço
ou fazes castelos gloriosos no ar
ela faz de tudo para manter o sorriso
e a vontade infinita de acreditar
Simão Marcelino, 6ºA
1º Prémio Escalão E (2º ciclo)
Concurso de Poesia Interescolas de Gaia 2022 /2023