Sitang não percebeu que havia mudado. A primeira coisa que ficou evidente foi que
ela estava aberta para que Jaojay entrasse em seu mundo. Ela contou a ela sobre
seus momentos ruins, mas não se deu conta disso até que sua melhor amiga lhe
contou.
— É uma coisa boa. -Pergunta Sitang.
— Bem?! -Pipim sorriu defensivamente antes de acrescentar...
— Não estamos abertos a aceitar qualquer pessoa em nossas vidas, mas se um dia
permitirmos que alguém entre em nossas vidas, isso significa que será uma coisa
boa, e mais importante, será mais especial do que qualquer outra pessoa.
Depois de ouvi-la assim, Sitang pensou que Jaojay era jovem, mas muito mais
madura do que outras pessoas de sua idade. Apesar da personalidade mal-
humorada, em outros assuntos, Jaojay era calmo com ela.
A outra era uma questão delicada. A senhora era quem começava e deixava a
menina começar também, sem se sentir obrigada a fazê-lo. Essa era a diferença,
porque Jaojay conseguia transformar as coisas de que não gostava antes em
coisas de que gostava, mas, mesmo assim, ela não pensou em contar a ninguém
sobre isso. A parte carinhosa de Jaojay queria mantê-la só para si, mas ela
escolheu sua amiga íntima para falar um pouco sobre isso.
— Ela é exigente.
— Sitang. -O autor da chamada tinha um brilho sério nos olhos.
— Hum? -Retruca Sitag.
— Você gosta da garota? -Perguntou a amiga.
A pergunta fez com que ela ficasse em silêncio por um momento, então a senhora
sorriu defensivamente, não respondendo nada, embora tivesse a resposta em sua
mente, mas tinha certeza de que sua amiga sabia qual era.
— À tarde, Jaojay irá conosco. -Diz Pipim.
— Veja? -Retorna Pipim.
— Veja o quê? -Responde Sitang.
— Eu lhe disse que essa garota é especial. -Diz Pipim.
Pipim não se importou com o fato de sua amiga não ter respondido, pois elas eram
próximas o suficiente para saber tudo uma da outra, inclusive suas personalidades.
Se Sitang estivesse pronta, ela mesma o diria. Foi uma perda de tempo pressionar a
amiga no caso de amor. Pipim achou que deveria deixar as coisas como deveriam
ser.
— Especial em que sentido? -Pergunta Sitang.
— Bem, especial porque, se eu fosse outra pessoa, não teria conseguido amolecer
seu coração. -Responde Pipim.
"...."
— Isso não é especial o suficiente? -Pipim perguntou, levantando uma sobrancelha
como se estivesse brincando.
— Não muito. -Sitang tentou não olhar nos olhos zombeteiros de sua amiga. Alguns
sentimentos não queriam ser aceitos muito rapidamente. O enraizamento que ainda
existia todos os dias lembrava a senhora de não ser descuidada a cada segundo.
Ela até olhou para as flores que adornavam o vaso ao lado da escrivaninha e que a
faziam se lembrar do homem com quem ela estava tendo problemas, que vivia
implicando com ela e lhe mandava flores todos os dias.
— O Weeraphon ainda a incomoda, Pipim? -Pergunta Sitang.
Pipim sorriu defensivamente antes de responder como se não sentisse nada.
— Ele até se ofereceu para me buscar. Ontem ele foi à minha casa, mas minha
irmã não o recebeu e ele teve que ir embora, só isso. Ele parecia frustrado! -Diz
Pipim.
— Como ele sabe que todos estavam o rejeitando, ele só quer continuar tentando
vencer.
— Ele costumava ter uma chance antes de qualquer outra pessoa, mas ele mesmo
a quebrou.
O jovem professor disse com indiferença, mas não havia como negar que
Weeraphon estava agindo como um valentão, que, depois de perder daquela
maneira, esperava ganhar de outra. Ele não se importava nem um pouco com o
método, mas se eu lhe contasse a história de Weeraphon, ele saberia que o
homem não era tão assustador assim.
Sitang suspirou, cansada dos problemas que não podia resolver porque Weeraphon
era de uma família poderosa.
Eles tinham tantos negócios que, às vezes, a própria Sitang trabalhava com sua
coo empresa.
— Não se preocupe, na próxima semana tenho um encontro marcado com o outro
lado e conversarei com eles para encontrar provas que refutem as acusações.
— Por que alguém assim tem de nascer em uma família grande? -Sitang murmurou
indignado.
A influência de sua família significava que ele não tinha medo de ninguém, não era
bem-educado, apenas bonito, portanto, não era incomum que uma família grande
tivesse alguém assim, mas era frustrante que ele continuasse a incomodá-los.
— Não só ele, você se esqueceu de que a família de Jaojay também é influente?
Pipim estava cética em relação à garota e começou a investigá-la. Ele notou o
sobrenome dela.
Piromrak era um sobrenome que as pessoas da comunidade empresarial deveriam
conhecer. Perguntando a dez pessoas, pelo menos cinco delas saberiam, ou, se
não soubessem, se você mencionasse o nome do hotel, Jao Pirom, elas teriam que
saber.
"...."
— Por que você não pergunta ao pai de sua futura namorada? -Pergunta Pipim.
Sitang acidentalmente fez uma expressão de repreensão para a amiga.
— Então, você já deu uma olhada em tudo? -Pergunta Sitang.
— Bem, eu só tenho uma melhor amiga, então se ela está se apaixonando por
alguém, eu tenho que investigar para obter informações, certo? -Diz Pipim.
— Quem está se apaixonando? -Retruca Sitang.
— Você é tão teimosa. -Diz Pipim, com uma expressão de deboche.
—Pipim.
A voz de repreensão de Sitang fez o jovem professor rir. Sem mencionar qualquer
outra coisa, mesmo que seu coração doesse quando ela falava sobre isso, era a
única coisa que tornava mais fácil se separar de sua amiga, mas se Sitang tinha
uma amante, ela precisava saber o quanto a pessoa estava levando a sério a
amiga.
— Acho que, como a garota também é uma mulher, é por isso que você está se
apaixonando. -Diz Pipim.
"...."
— Você pode não gostar dos sentimentos de muita severidade e pressão. E a
personalidade infantil de Jaojay faz você se sentir assim e, é claro, ela entende
mais as mulheres do que os homens. -Pipim disse antes de acrescentar como se
alguém tivesse acabado de descobrir algo.
— Não, acho que provavelmente é porque ela está tentando entender quem você
realmente é. -Acrescenta Pipim.
— Ainda não pensei sobre isso, mas é um pouco confuso". -Respondeu Sitang com
uma voz profunda, ainda hesitante e inseguro em seu tom.
— Mas você está feliz, não está? -Pergunta Pipim.
— Ter Jaojay por perto é melhor do que ficar sozinha". -Responde sitang.
A pessoa teimosa também não aceitou as acusações nem respondeu às perguntas
da amiga. Pipim sorriu e pegou sua mão, logo, ela usou as pontas dos dedos para
acariciar as costas da mão de Sitang antes de emitir um som suave e dizer.
— Vou parar de me preocupar com você porque já existe uma pessoa que está
mais preocupada com você do que eu". -Disse ela, decidindo que deveria parar de
se preocupar e parar de amá-la secretamente.
Naquela tarde...
Jaojay havia ligado para a senhora desde que as aulas haviam terminado, mas a
ligação não foi atendida, e a garota estava fora de si enquanto caminhava em frente
à faculdade. A senhora permaneceu ali, com um gesto de desinteresse pelo
ambiente que aumentava a sensação de angústia.
Jaojay olhou ao redor e viu que muitas pessoas estavam olhando para ela sem
parar, algumas até a encaravam e não conseguiam tirar os olhos dela, fazendo com
que ela não conseguisse ficar parada.
—Me vou.
Jaojay se virou para contar à sua melhor amiga, que olhou para ela atônita, dizendo
que não entendia qual era a pressa dela. Mas quando ela acenou com a cabeça
para a bela chefe que estava esperando, Tawan a deixou ir. Não havia nem mesmo
a chance de conhecer a senhora quando Jaojay disse o nome de Winnie.
Só de ouvir esse nome, era como se estivesse programado para sair com pressa.
Tawan tinha que chegar até Winnie antes que aquela linda garotinha fosse cercada
por outras pessoas, mas mesmo quando ela olhava para a senhora de longe, uma
aura poderosa podia ser vista e ela não podia deixar de pensar que Sitang e sua
amiga eram perfeitas uma para a outra.
— Por que você me deixou ir com você dessa vez? -Perguntou a garota quando
chegaram ao restaurante que haviam reservado.
A princípio, ela pensou que teria de se sentar separadamente. Jaojay tinha baixa
autoestima e era humilde com ela em algumas questões, pois ela não sabia no que
podia ou não se envolver.
No momento em que a bela chefe ficou séria, Sitang ordenou com os olhos que ela
se sentasse ao lado dela.
Dessa vez, Jaojay se virou para prestar seus respeitos a Pipim oficialmente.
Nenhuma visão paranoica, como na manhã anterior, porque o professor era amigo
íntimo da pessoa que ela amava. O comportamento rebelde não deveria ser
demonstrado porque poderia fazer com que a pessoa ao seu lado se sentisse mal e
você não queria fazer isso.
— Porque desta vez você está incluído no problema. -Sitang respondeu em voz
baixa quando viu que Jaojay estava concentrado o suficiente para ouvir.
O homem que desviou o dinheiro da empresa e depois caluniou o pai de Pipim
falsificando assinaturas havia investido esse dinheiro na empresa deixada pelo pai
de Sitang. Ele comprou ações de outros acionistas e, como a situação da empresa
não era tão boa, as pessoas estavam dispostas a vender por um preço mais baixo.
Para pessoas com poder em suas mãos, Sitang preferiu se soltar.
Eles queriam trapacear, mas ela não se importava. Como resultado, a estrutura da
empresa estava em desordem, então, o homem viu uma maneira de ganhar ações
de outros e voltou a administrá-la porque a empresa já era famosa o suficiente. Se
tivesse o poder em suas mãos, ele achava que poderia lidar com ela sem tanta
dificuldade. Ele não percebeu que havia deixado suas pegadas e que não havia sido
difícil encontrá-las.
Sitang queria deixar a empresa como uma árvore que foi desidratada,
negligenciada, atingida por ventos tempestuosos, comida por insetos e que
gradualmente murchará e morrerá. Seria assim, se isso não tivesse começado a
criar problemas para uma pessoa próxima a ela. Portanto, ela teve que tomar
medidas que só ela poderia tomar.
— Então, você vai ter que confirmar que o nome do pai da professora não está na
lista de acionistas?
Sitang assentiu com a cabeça. A bondade de Jaojay foi em termos de trabalho ou
qualquer outra coisa relacionada ao controle das emoções em relação a ela. A
garota era inteligente. Pode-se dizer que, apesar de seu relacionamento particular,
Jaojay era uma pessoa com visão, inteligente e sabia jogar, mesmo sem ter
experiência.
Documentos internos ajudarão a confirmar isso.
— Você entende por que se trata de você desta vez?
— Então... você quer que eu o ajude?
— Não sei, você acha que pode ajudar?
Além de não responder às perguntas, a senhora também perguntou novamente. O
problema que ela queria que Jaojay ajudasse era quase inexistente, mas como ela
não se importava com essa história, não queria que Jay pensasse muito nela
novamente. Seria melhor contar a ela.
Mas o que Sitang não sabia era que Jaojay estava pensando seriamente. O cérebro
estava processando a melhor maneira e resposta, antes de responder com certeza.
— Para a lista de acionistas a ser solicitada ao departamento de desenvolvimento
de negócios e outros documentos internos, seria melhor pedir a ajuda de meu pai
ou pelo menos consultá-lo.
Em uma situação como essa, era melhor não intervir, pois ela só queria ajudar a
pessoa amada. Colocar-se em qualquer situação sem consciência não era uma
coisa boa. Mas a vasta experiência de seu pai o ajudaria. Jaojay acreditava nisso.
Sitang sorriu com a resposta. Outra vantagem de Jaojay era que ele não se achava
melhor do que ninguém. Ela estava disposta a pedir conselhos e ajuda às pessoas
ao seu redor, apesar de sua imagem arrogante.
Mas, em um contato mais próximo, você descobriria que Jaojay era suave e
humilde; apenas a camada externa era dura. Embora Sitang não tenha entendido, a
ideia de Jaojay foi bastante interessante.
— Tudo bem, mas desta vez eu mesmo ligarei para o cara para marcar um horário.
-Disse Sitang.
Quando ela disse isso, Jaojay imediatamente desbloqueou o celular.
— Use meu telefone. - Diz Jaojay.
E isso surpreendeu Sitang, pois ela não imaginava que Jaojay fosse tão rápido.
— Não teme que haja algo pessoal sobre você? -Pergunta Sitang.
Na verdade, a senhora tinha o número de contato do pai de Jaojay, mas quando
Jay o ofereceu a ela dessa forma, ela não quis ir contra.
— Não há nada a esconder, se você quiser abri-lo, se quiser ver o que há dentro
dele, faça isso. Eu lhe dou permissão total. -Responde Jay.
A jovem professora tossiu baixinho, interrompendo o flerte do casal, e então disse o
que tinha a dizer depois de ficar em silêncio por tanto tempo, como se não
existisse.
— O presidente enviará sua filha mais velha para discursar. Se pudéssemos
explicar, os advogados teriam uma defesa no tribunal. Os documentos que a Sitang
levará para confirmar isso lhe darão mais peso.
Jaojay olhou para o professor com olhos mais amigáveis. Apesar de suas palavras,
alguns dos sentimentos sugeriam que a professora Pipim não interviria ou
interferiria no relacionamento delas.
— Quem é ela, professor?", perguntou Jaojay. Ela queria saber mais informações
para poder ajudar em caso de força maior.
— Seu nome é Peeraya. -Pipim explicou antes de suspirar e acrescentar.
Infelizmente, ela é prima de Weeraphon, não sei se ela terá o mesmo hábito que
ele, talvez precisemos apenas dos documentos de Sitang para confirmar isso.
A família de Weeraphon era enorme, e por isso, ele conseguia intimidar Pipim e
Sitang.
O pai da jovem professora era o chefe do departamento financeiro da empresa de
sua família. Foi uma coincidência frustrante.
Jaojay franziu as sobrancelhas porque o nome era muito familiar e pegou os papéis
que Sitang estava segurando para lê-los. O jornal dizia o sobrenome de alguém.
Depois de pensar por um momento, Jaojay começou a sorrir.
Peeraya Tantipaiboon
Se ela for irmã de Perth, minha família e eu a conhecemos.
"...."
— Desta vez, acho que meu pai deve ser de grande ajuda.
A jovem se virou e enviou um sorriso de alegria a sua jovem chefe antes de
estendê-lo também a Pipim. O negócio pode ou não ser complicado, mas para
alguém com as conexões certas, como seu pai, isso daria a Jaojay uma vantagem.
Era fácil se deixar levar pelas conversas nas festas da sociedade, mas isso facilitou
para ela conhecer esse tipo de pessoa.
Jaojay não tinha certeza se a senhora perceberia que o papel de parede era uma
foto delas caminhando juntos. Foi a foto do casal que foi tirada secretamente
enquanto elas estavam a caminho para assistir ao evento. As sombras caíram no
chão e ela viu que eram bonitinhas, mas quando as pegou, elas pareciam melhores
do que ela imaginava, então ela as usou.
Quando lhe entregou o celular, ela não pensou nisso e, naquele momento, já era
tarde demais para evitá-la.
— O que papai disse? -Jaojay perguntou depois que a moça lhe devolveu o celular.
Estávamos sentados no carro particular de Jaojay. Quanto à Pipim, ela havia se
desculpado porque tinha algo a fazer.
— Ele disse que posso encontrá-lo agora mesmo. -Diz Sitang.
— Então vamos lá?
— Sim.
—Jay. -Cita Sitang.
— Sim? -Jay responde.
— E essa imagem na tela?! -Pergunta a senhora.
Como a garota pensou... uma pessoa como ela iria notar isso.
— Ei... Você está com raiva? -Pergunta a jovem.
—Não. -Responde Sra. Si.
— Hum? -Questiona Jay.
— Se for tirar uma foto, diga-me. -Diz Sitang, diretamente.
— Você quer tirar uma foto comigo? -Dessa vez, Jaojay perguntou, parecendo
surpreso e encantado. Além de não ter se irritado, ela teve permissão para tirar
uma foto juntas novamente.
— Sim. Ela respondeu de forma breve como sempre, mas o sorriso de Jaojay
apareceu, enchendo seu rosto antes que ela perguntasse com uma voz clara e
alegre que o ouvinte pudesse reconhecer.
A energia de Jaojay nessa área teve um grande impacto nas emoções de Sitang.
Como as cores acinzentadas que tinham sido tão predominantes em sua vida
estavam começando a desaparecer, e havia outras cores para adicionar a ela, esse
era o seu mundo. Mas o que mudou foi que ele parecia mais vibrante.
— Então, podemos levá-lo agora? -Pergunta Sitang.
— Em um carro como este? -Questiona Jay.
— Sim, face a face. -Responde Sitang.
Sitang estreitou os olhos para Jaojay e, como se isso fosse uma resposta, a garota
não pegou o celular para tirar uma foto, apenas dirigiu para casa com o coração
mais quente.
A casa de Jaojay tinha um novo membro. Ele era um poodle marrom escuro, alegre
e brilhante, conhecia todo mundo, mas foi como se naquele momento ele tivesse
conhecido a pessoa errada, pois a senhora não gostava de animais porque ele não
era tão familiar. Ela ficou imóvel como uma estátua quando o cão se levantou e
usou as patas dianteiras para bater uma na outra.
Uma mão fina agarrou o braço de Jaojay, apertando-o com força antes de dizer em
um tom de desaprovação.
— Tire-o daqui.
-— Hum?
— Leve o cachorro para fora.
Eu estava com medo da postura ameaçadora do cão. Nenhum deles sabia que sua
intenção era apenas exigir para jogar. Ela queria acabar com seus medos, mas
algumas coisas simplesmente não podiam ser feitas de repente. Então, ela só pôde
sacudir o braço da garota para pedir que ela o impedisse.
Jaojay se abaixou e o pegou no colo. O terror melhorou assim que ela viu que
poderia finalmente soltar sua mão do braço de Jaojay. Ele não parecia um cão
ruim, pelo contrário, parecia um bom cão. Mas...
— Não o solte.
— O quê?
— Não solte meu braço, pois se você soltar, eu também soltarei a Jelly.
— Vai me deixar abraçá-la?
— Sim.
A senhora franziu a testa porque Jaojay queria ser inteligente. As mãos dela se
inseriram nos braços dela e ela se aproximou mais até que a maciez se esmagasse
contra a parte superior dos braços dela. Jaojay afastou o braço como se tivesse
tocado em algo quente. Ela tentou afastar o braço, mas a senhora também
continuou a provocá-la.
— Hey! Se quiser que eu o abrace, fique parado.
— Por que você vai colocar seu peito no meu braço?
Jaojay sorriu quando seu rosto ficou vermelho. Se você perguntasse se ela gostou
da ação e ela dissesse que não, provavelmente seria uma mentira, mas quando a
ação aconteceu na casa onde todos os membros de sua família estavam reunidos,
a garota foi atenciosa.
— Bem, você me disse para não deixá-lo ir. Você pode segurá-lo à distância.
— Se eu ficar longe ou não, cabe a mim decidir. Qual é o problema com você?
A garota fez uma careta indiscutível. Felizmente, a dona de Jelly - Jaokha - saiu e
encontrou seu cachorro. Jaojay apressou-se em entregá-lo a ela antes de agarrar o
braço da senhora e entrar.
—Palhaça. -Diz Sitang.
— O quê?
— Você zombou de mim.
— Bem, quem foi a primeira a ser inteligente?
"....."
— Foi exatamente isso. Quando você me apertava, eu não reclamava.
— Miss Si!
A senhora franziu a testa antes de repreendê-la.
— Por que você tem que falar tão alto?
Jaojay murmurou desculpando-se antes de acrescentar os motivos pelos quais elas
ainda estavam discutindo.
— Bem, as emoções levaram a melhor sobre mim.
— Você diz que não há entusiasmo agora? -Continua Jay.
— Não é assim. -Diz Sitang.
— Não? -Diz Jaojay.
— Se fôssemos só nós duas e você tivesse que se despir, eu não o proibiria. -
Continua Jay.
Jaojay pensou que tudo acabaria depois que ela dissesse isso. A senhora
entenderia que eu só queria fazer isso em particular. Mas...
— Bem, se eu estiver nu na sua frente, não fique com raiva.
— Hum?
— Até lá, não posso mexer com você.
— Não é a mesma coisa.
— O que não é o mesmo?
Jaojay desistiu. Cansado de discutir para vencer, pois sabia que não conseguiria.
Não havia como ela derrotar essa mulher, ou se houvesse um dia em que ela
desistiria, teria que ser o dia em que ela quisesse que ela desistisse.
— Não discutirei mais. Diz a jovem.
— O que você quer dizer com isso? -Questiona A senhora.
— Eu desisto. -Reafirma fortemente sua opinião a jovem.
O debate terminou enquanto elas caminhavam para a sala de estar. Ela colocou
Gelly no quarto antes de sair e agarrar os braços de Sitang como se eles não
estivessem próximos há muito tempo. Uma voz chamou Sitang, fazendo com que
Jaojay sentisse um pouco de inveja de sua própria irmã, pois a senhora costumava
ser muito gentil com Jaokha.
O jantar terminou. A atmosfera calorosa entre a família também foi transmitida a
Sitang, e isso fez com que a palavra família não significasse algo tão ruim quanto
antes.
O calor que senti parecia ser capaz de limpar as feridas que haviam sido infligidas.
Era diferente, mas a sensação era tão boa que era quase uma loucura.
Mas a seriedade começou depois do jantar. Sitang desapareceu no escritório de
Jinnapat por meia hora, e Jaojay não sabia sobre o que os adultos estavam
falando. Se fosse ela, ela também queria saber, mas não queria ser teimosa, pelo
menos não naquele momento.
A primeira coisa que Jay disse ao pai foi para convidar a chefe para dormir em sua
casa em vez de voltar para o condomínio em uma noite tão escura. Poder segurá-la
e adormecer, juntamente com o cheiro, era como uma droga. Se você já
experimentou uma vez, é difícil não desejar novamente.
Mas quando ela saiu do escritório de seu pai com uma sensação de alívio. Os
lábios de Jaojay se fecharam em um sorriso e ele imediatamente se aproximou.
— Você está bem? -Pergunta a jovem.
— Sim, o cara vai ajudar muito. -Responde Sitang.
— Meu pai é bom em tudo, seja no trabalho ou na família. -Diz Jay.
— Eu sei.
Sitang não argumentou porque se sentia assim. Era uma sensação boa quando
alguém olhava para ela com um humor semelhante ao de Jaojay, olhando uma
para a outra com olhos diferentes.
Estava quente. Era uma sensação de segurança, um sentimento pesado que a
ajudou a se manter de pé enquanto a pessoa à sua frente parecia estar sempre
apaixonada, sempre fascinada.
Era diferente, mas a sensação era tão boa que era quase uma loucura.
Quando encontramos alguém em quem podemos confiar, tudo se torna tão
brilhante que ela pensou que poderia ser apenas um sonho.
— Cuide de Jaojay, por favor. -Diz o pai de Joajay.
— Hum? -Pergunta Sitang sem entender o que pai de Jay havia lhe dito.
— Minha filha, ela nunca foi tão descuidada. -Diz o pai de Jay.
"...."
— Você sabia que o JaoPirom Hotel terá uma oferta para sua empresa? -Pergunta
o pai de Jay.
— Eu não sabia disso. -Diz Sitang.
— Jay não lhe disse nada? - Diz o pai de Jay e a expressão no rosto de Jinnapat
brilhava com suspeita.
—Não. Ela não disse nada sobre o trabalho. - Responde Sitang.
Jinnapat riu.
— Isso é tudo. Minha filha me deu um ultimato para me tornar sócio
Jinnapat estava mais tranquilo porque Sitang era próximo a ele.
— Então, você não acha que isso é estranho? - Pergunta Sitang.
— O que é estranho? -Questiona o Pai.
— O que Jaojay fez. -Diz Sitang.
Jinnapat balançou a cabeça. O homem de meia-idade achou que entendia o que a
senhora à sua frente faria. Seria bom se você pudesse marcar mais alguns pontos
para sua filha.
— A felicidade de minha filha não é algo comum. -Diz o pai.
"...."
— Se há algo incomum, é que Jaojay não está tentando agradar as pessoas que
ama.
Sitang não conseguia falar, mas, estranhamente, não se sentiu pressionada a
responder.
— Jaojay me tem como modelo, o que me deixa muito orgulhoso, sabe"?!
Jinnapat olhou para a senhora antes de acrescentar.
— Ela gosta de dizer que nossa família tem sorte porque o papai é assim e a
mamãe é assim.
"....."
Jinnapat olhou para a mulher silenciosa antes de dizer em uma voz suave e sem
pressão.
— Mas se houver um dia em que você não queira cuidar de Jaojay, devolva à para
mim.
— Sim.
Sitang não conseguiu aceitar as palavras. Eu não tinha certeza se poderia devolver
Jaojay para a pessoa à minha frente. Aquela garota negligenciada que gostava de
ir e fazê-la se sentir bem toda vez que se encontravam. A senhora, que estava
perdida em seus pensamentos, ficou consciente devido à risada baixa.
— Por que a risada? -Pergunta Sitang.
— Algo me ocorreu de repente". -Respondeu Jaojay.
— Eu admirava meu pai porque ele fazia toda a família se sentir sortuda, amada e
por ter encontrado uma família como esta.
"...."
E isso me faz lembrar que um dia, no futuro, vou deixá-lo com inveja de si mesmo
por ser minha pessoa de sorte.
— O que você está dizendo...?
— A verdade. Um dia vou deixar todo mundo com inveja de você, que tem uma
namorada incrivelmente bonita e rica como eu.
Sitang suspirou e olhou para Jaojay com um olhar incrível.
— Agindo de forma presunçosa novamente. Como você se atreve a dizer uma
coisa dessas?
Sitang acordou no meio da noite, suando com as imagens e os sons de um sonho
que claramente a assombrava e ainda estava disperso. Cacos de vidro estavam
espalhados pelo chão. Ela se viu, aos 14 anos, sentada de joelhos, escondida
embaixo da mesa da sala de jantar.
O som de pessoas gritando passou por sua mente. Às vezes, havia o som de
palmas batendo na mesa. Como resultado, a figura menor estremeceu tanto que
teve de se abraçar. O corpo da garota tremeu e ela gemeu, mordendo o lábio até
que o sangue espirrasse.
Repetidamente, uma pessoa conhecida de seus pais brigava por coisas. Os
pertences são usados para dar vazão às emoções. Não houve agressão física
entre eles porque ainda me lembro da maneira como se olhavam.
Era preciso manter uma parceria confiável. Várias vezes, Sitang viu seu pai fingindo
bater em sua esposa com a mão, mas ele parava. Era como se algo o estivesse
prendendo....
A criança não tinha permissão para chorar e não se preocupava em sentir esses
acontecimentos. O pai não machucou a mãe, mas abordou a filha. Às vezes, Sitang
era chamado para uma reunião e punido por um pequeno erro.
Uma birra violenta era semelhante a uma menina de quatorze anos sendo espiada
como uma onda que quebra na praia. Sitang não sabia como eram as outras
crianças em seus quatorze anos. Mas para ela foi tão ruim...
— Classificações baixas! Por que você não dá mais atenção ao seu estudo?
"..."
— Responda-me!
A garota estremeceu, inclinando a cabeça para responder à pergunta.
— Eu estou prestando atenção, papai
— Não discuta!
Mais uma vez, uma voz soou, batendo na mesa. O corpo da garota estremeceu
novamente, o terror se acumulando em sua mente, sem saber quantas vezes ele
havia entrado.
— Você não é o que eu esperava!
"....."
— Para que você teve que nascer?
Sitang, o que significa que ela não havia pedido. Se ele não quisesse, por que a
deixaria nascer? O que ela tinha que poderia exigir desde então até agora? Nada
"....."
Ela já tinha idade suficiente para reconhecer que seus pais não estavam
apaixonados, apenas casados, para obter benefícios, mas ainda assim, ela queria
perguntar. Será que ela estava tão errada a ponto de ter nascido por causa de duas
pessoas que não se amavam?
Essas dores não continuaram a machucá-la por muito tempo. Então, ela sabia que
era um sonho, um sonho do qual precisava acordar, por isso tentou ao máximo ficar
acordada do pesadelo, mas era exaustivo, além do esforço para fazê-lo, e aquele
estremecimento teria acordado a pessoa ao seu lado.
Ela deixou Jaojay fazer uma cara de atordoado. Quando viu a expressão no rosto
da outra mulher, ela acordou.
— Não está conseguindo dormir? -Jaojay perguntou com uma voz suave.
— Eu já estou dormindo!
— Mas....
— Não pergunte.
Sitang ainda não estava pronta para explicar nada, pois achava que, se dissesse,
seria como reabrir uma ferida antiga e, é claro, seria muito doloroso explicar isso a
alguém.
Jaojay ficou parado antes de perguntar em uma voz abafada.
— Então, você quer abraçar ou ser abraçado?
A pergunta deixou a senhora atônita. A pergunta de Jaojay tinha apenas duas
opções e, de qualquer forma, tinha a intenção de confortá-la.
Quando não houve resposta, Jaojay se aproximou e se encostou na cabeceira da
cama. Dois braços se abriram, como se Sitang não estivesse respondendo. Em vez
disso, Jaojay optou por responder à pergunta dela.
Sitang se aconchegou nos braços de Jaojay, deixando que seu cabelo fosse
acariciado para frente e para trás. Deixe que o próprio corpo seja acariciado.
Permitindo que Jaojay a beijasse repetidamente em sua cabeça.
Ela achava que estava bem agora, até ......
— Não há problema, todas as pessoas têm algo que as assombra.
"......"
— Não há problema se você ficar triste com isso.
"..."
— Eu lhe disse que vai ficar tudo bem, que você vai superar isso.
"...."
As palavras carinhosas flutuaram no vento, seguidas de um toque suave em seu
cabelo. Sitang não soluçou, mas isso não fez com que a dor fosse menor. Ela
costumava lutar contra seus sentimentos, sozinha, abraçando a si mesma com
força para não se machucar, ela fechou o caminho de volta para ontem por causa
do terror.
Mas não importava o quanto eu a enterrasse, ela sempre encontrava uma maneira
de aparecer. O melhor que ele podia fazer era não enterrar o assunto no fundo do
coração, mas deixá-lo ir.
Sitang não sabia há quanto tempo ela estava presa. Mas quando se sentiu melhor,
ela disse em voz baixa e sufocada. Mas foi um golpe violento no coração de Jay.
— Sabe, talvez eu sinta que tenho muita sorte por ter você". -Disse Sitang, e ela
estava falando exatamente o que sentia.