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Eu escrevo porque a Escritura não é decoração espiritual.
Ela é fogo.
A Tia de Bereia nasce da recusa em domesticar Deus para caber na cultura.
Não escrevo para confortar sensibilidades modernas, mas para restaurar a inteireza do evangelho - amor e ira, graça e juízo, misericórdia e santidade.
Minha voz não surge de tradição institucional, mas do confronto direto com o texto bíblico. Creio que a Palavra não precisa ser suavizada para ser aceita; precisa ser proclamada para ser entendida.
Escrever é um ato pastoral.
Ensinar é um ato de responsabilidade.
Silenciar diante da distorção é cumplicidade.
Minha obra se coloca contra a fragmentação teológica que transforma Deus em caricatura emocional. A fé cristã não é terapia moral nem performance religiosa — é encontro com o Deus vivo, inteiro, imutável.
Se minha escrita incomoda, é porque a verdade bíblica sempre incomodou. O profético nunca foi confortável. A Escritura não foi dada para agradar, mas para revelar.
A Tia de Bereia existe para lembrar que o evangelho não perdeu sua força. Nós é que desaprendemos a suportá-la.