Chegamos ao mundo com curiosidade, olhando infinitas possibilidades. Queremos explorar, entender e aprender. Damos passos corajosos, tropeçamos e experimentamos.
Vamos observando como os significados mudam consoante os corpos, os lugares e os trilhos que percorremos. Começamos a ver como as nossas ações impactam as pessoas e os espaços, e como nos constroem também.
Como nos atravessamos e nos encontramos no mundo a que chegámos. Junto com a gente, vão nascendo e crescendo perguntas.
Há espaço para nós? Que terra é essa que a gente pisa? Há espaço para mais gentes também? Sabemos reconhecer o que nos faz ser quem somos? E as amarras que oprimem, como as desenlaçamos? Sabemos o que implica acolher realmente todas as pessoas?
Como garantimos direitos humanos, sociais, políticos e migratórios? É possível educar para emancipar, incluir e transformar? Como seria construir caminhos onde cabe toda a gente?
Descobrimos que temos poucas certezas, mas temos uma convicção inabalável: em coletivo, é possível construir alternativas.
Acreditamos que não há só um modo de construir, e por isso nos comprometemos a dar passos para ampliar os diálogos, os espaços e a nossa disponibilidade para escutar e seguir com ética, transparência e esperança.
Acreditamos ainda que todo o espaço é lugar das mulheres, das mães, e também das crianças, que nos ajudam a construir sensibilidades outras.
Acreditamos que a crítica impulsiona, que as contradições mostram onde crescer, e que tudo só faz sentido porque caminhamos com um tanto de gente tão parecida e tão diferente que acredita junto.
Acreditamos que a participação social e política é um caminho importante, e nossa voz se junta a tantas outras para que isso seja promovido, em especial junto das pessoas que migram.
A gente sonha alto e grande, e nossa ambição não poderia ser outra que não a construção coletiva de uma sociedade equânime. Queremos viver num mundo que acolhe, que cuida, que proporciona e impulsiona espaços, e em que todas as pessoas têm oportunidades e direitos iguais de participar e decidir.
Ainda acreditamos nas possibilidades.
Então, hoje, o nosso compromisso é para com a curiosidade. Vem com a gente?