GUARDIÃ

ARTISTA: ÁGHATA EIRI

Na pintura, uma mulher cyberpunk também faz alusão aos papéis de gênero, representando a mulher como detentora de saberes que resguardam a natureza. O futuro previsto assim, não é aquele onde as novas tecnologias são ignoradas, mas utilizadas em conjunto com sabedorias ancestrais e milenares como forma de alcançar uma melhor relação entre o ser humano e o meio em que vivem"O Cyberpunk é um movimento literário de ficção científica que nasceu nos Estados Unidos na década de 80. É uma ruptura com a ficção científica padrão, um subgênero de ficção científica que se centra em uma esfera de alta tecnologia, porém sem que a qualidade de vida humana tenha progredido nesse processo. 


Com a palavra originada a partir da cibernética, traz uma visão de mundo underground da sociedade, ou seja, uma visão de contracultura, pois foge aos padrões impostos na intenção de obter novos espaços para expressão. O universo cyberpunk apresenta um futuro distópico e dominado pela tecnologia, que é utilizada para controlar a sociedade e oprimir as pessoas.

Somado a uma sociedade que não foi capaz de frear as crises e cataclismas climático-ambientais que assolam principalmente populações mais desfavorecidas. A principal característica do cyberpunk é a crítica ao capitalismo sem controle, a dominância de grandes corporações sobre as pessoas e a dependência do ser humano em relação às máquinas. 

Quase sempre as empresas multinacionais gigantescas substituíram os governos como centro de poder político, econômico e até mesmo militar. 

Por sua vez, os hackers entram nessa história como personagens centrais, porque muitas vezes são os únicos que possuem habilidades e conhecimentos para lutar contra as poderosas corporações e governos que controlam o mundo. Considerado um ativismo da cultura hacker, que tem como objetivo utilizar a tecnologia como liberdade de expressão. Aqui os artistas também podem ser considerados personagens principais, que usam da sua linguagem para deferir críticas ao sistema, criar pontes de debates políticos e alertar a população quanto aos papéis ideológicos representados sem a mínima consciência de um futuro sustentável para o planeta. 

O Artista busca, assim, através de sua arte trilhar um caminho legítimo e autêntico frente aos impasses sociais enfrentados em sua geração. 


#PraCegoVer

Texto Alternativo: A imagem contém cabeçalho em fundo azul-escuro: à esquerda o título ARTE POR TODA PARTE - O FUTURO É AGORA; ao centro o nome do Edital CONEXÕES URBANAS 2024 e o nome do local em que o projeto foi realizado, Colégio Estadual Almirante Rodrigues Silva; à direita o Selo VALENÇA 200 ANOS. Contém rodapé com régua de logomarcas dos realizadores em branco sobre fundo azul-escuro.


A obra artística é uma imagem central de uma grande cabeça feminina em tons de cinza e azul, circundada de flores cor de rosa semelhantes a hibiscos.