Sílvia de Fátima Moraes Nascimento, moradora de Jales há mais de 37 anos. Iniciou em 2017 o salão de dança com objetivo de ensinar passinhos flashback a toda população de Jales de forma gratuita.
Teve um trio de amigas chamadas “As Rebeldes” que aderiu a vários estilos e ritmos de dança, o que a permitia se apresentar em vários lugares na cidade de Jales. Com o passar dos anos, teve a ideia de criar o Art&Dance em 2019 com a ajuda e participação de jovens dançarinos de hip hop, cujo grupo de dança sua filha fazia parte.
Tempos mais tarde, após uma longa temporada sem se envolver com a dança, conheceu os jovens dançarinos do grupo do professor Alan. Foi então que o professor ALLAN, que deu a ela a oportunidade de apresentar os passinhos flashback aos jovens deste grupo onde sua filha fazia parte, lhe fez um convite para ajudá-lo servindo de apoio e incentivo. Neste momento, Silvana se deparou com sua história com a dança e viu que era hora de voltar.
Apesar dos momentos difíceis que passou e acreditar que aquele sonho já tinha morrido por dentro por conta de algumas decepções e uma sorrateira depressão, voltou a acreditar nele!
Então, foi por meio destes novos grupos de dança e destes jovens que teve a sua história com a dança, e também sua vida, de volta.
Em 2020 aconteceu o encerramento do grupo de hip hop do professor Allan que se chamava Super Star Dance. Sentiu que era hora de criar o próprio grupo, pois sentia falta da dança.
Foi aí que em 2021 Silvia decidiu montar o grupo Art&Dance. Os membros criaram as camisetas e realizaram a primeira apresentação, desta vez em Fernandópolis durante um encontro de grupos.
Teve a ideia, na época, de criar um projeto tendo como base a união de todos os grupos de dança flashback de Jales e região. Este projeto deveria contemplar aulas na praça e ser parte de um único movimento: o flashback.
Com isto quis mostrar o trabalho, o amor e a dedicação de cada grupo na expressão da sua cultura e arte. A arte de dançar, a arte do bem-estar e a arte de ser feliz. E deu certo! Hoje, a população pode contar com o MOVIMENTO FLASHBACK DE JALES por meio dos grupos que levam essa paixão no peito e inclusive mostrar o valor da cultura flashback e, ainda podem levar o reconhecimento, a união e o amor pelo trabalho de todos na cultura flashback com o ART&DANCE DE JALES.
O projeto ART & DANCE foi criado na cidade com o objetivo de trazer à população saúde física e mental para todas as idades e classes sociais. Seu projeto contempla todos os moradores sem distinção. O projeto ART&DANCE tem, também, o objetivo de ensinar a arte da dança flashback como forma de entretenimento, saúde, socialização e resgate cultural.
Somos um grupo de dança que apresenta flashback dos anos 1960, 1970 e 1980. A iniciativa tem como objetivo promover a cultura, o entretenimento e a socialização na comunidade local, além de resgatar a memória afetiva da música e da dança dessa época, proporcionando momentos de lazer e saúde comunitária.
A valorização da música e da dança dessas épocas enriquece o repertório cultural da comunidade e possibilita uma interação intergeracional, promovendo uma inclusão social e saúde comunitária.
Nos últimos anos, um fenômeno cultural tem ganhado destaque na música, moda e séries: o resgate da estética dos anos 70 e 80. Esse movimento tem conquistado especialmente as gerações Z e Alfa, jovens que nasceram e cresceram em um mundo digitalizado, mas que agora buscam um elo nostálgico com uma época que não viveram.
As influências dos anos 70 e 80 são visíveis em diferentes aspectos da cultura contemporânea, desde o surgimento de bandas musicais que se inspiram em sonoridades vintage, até as tendências da moda que resgatam elementos icônicos daquela época, como as roupas de cintura alta, as estampas retrô e os óculos de sol com shapes marcantes.
Essa atração pela estética do passado pode ser atribuída a diversos fatores. Em primeiro lugar, as novas gerações encontram nas referências dos anos 70 e 80 uma alternativa para escapar da saturação visual e sonora do mundo atual. A simplicidade e autenticidade dessas décadas são um contraponto ao excesso de estímulos visuais e auditivos que permeiam a sociedade contemporânea.
Além disso, o resgate da estética dos anos 70 e 80 está ligado à busca por identidade e pertencimento. Os jovens de hoje têm acesso a uma quantidade imensa de informações e referências culturais, o que pode gerar um sentimento de deslocamento e falta de identificação. Ao se apropriarem de elementos culturais do passado, eles buscam criar um elo com uma época que lhes parece mais genuína e autêntica.
As séries de televisão também têm desempenhado um papel fundamental nesse resgate estético. Produções ambientadas nas décadas passadas, como "Stranger Things" e "The Get Down", têm conquistado grande audiência entre as novas gerações, que se encantam com a atmosfera retrô e a trilha sonora nostálgica.
Dentro da indústria fonográfica não é diferente, o cantor Bruno Mars (EUA) têm influências da música funk dos anos 70, a cantora Dua Lipa (Reino Unido) incorpora elementos da música disco dos anos 70 em suas canções, o duo eletrônico Daft Punk (França) utiliza samples e referências da música dance dos anos 70 e 80 e o cantor fenômeno The Weeknd (Canadá) que trouxe influências da música synth-pop e new wave dos anos 80.
Esse movimento cultural vai além do mero saudosismo. Ele reflete a necessidade de ressignificar o passado e trazê-lo para o contexto atual, criando uma nova linguagem estética que dialoga com as aspirações e anseios das novas gerações.
Por fim, o resgate da estética dos anos 70 e 80 também pode ser interpretado como uma forma de enfrentar as incertezas e desafios do presente. Em tempos de rápidas transformações sociais e tecnológicas, buscar referências no passado pode proporcionar uma sensação de estabilidade e familiaridade.
Em suma, o resgate da estética dos anos 70 e 80 representa muito mais do que uma tendência passageira. Ele é um fenômeno cultural que expressa a busca por autenticidade, identidade e conexão com um tempo que ficou para trás. Ao revisitar as raízes culturais do passado, as novas gerações encontram uma forma de dar sentido ao presente e construir uma narrativa própria em um mundo cada vez mais complexo e diversificado.
O roteiro será permeado por depoimentos emocionantes e manifestações artísticas de coletivos representados por nossos alunos e instrutores. Durante o documentário, a proponente conversa com esses alunos contando suas impressões pessoais sobre o quanto foram beneficiadas com a dança.