O Brasil apresenta índices desesperadores nesta pandemia: aumento da pobreza, da violência, inflação e caos na saúde. Parece que fizemos uma viagem no tempo de volta à década de 1990 em que os índices de má gestão do Estado eram alarmantes.
Quem viveu na periferia durante os anos 90 viu fome, miséria, violência, crack, nóias, polícia matando, preços dos alimentos impraticáveis. Quem assistiu a tudo isso, hoje se depara com uma situação muito parecida.
O pagode embalava pequenas e grandes melancolias.
Estimulada por necessidades comerciais, a indústria fonográfica avalizou a gravação de pagodes com uma roupagem mais "adocicada" na letra, mas principalmente na harmonia, que ficou bastante modificada pelos constantes acordes sintetizados dos teclados eletrônicos, os quais resultam em um som com características da música pop.
Nesta ópera, o pagode vai narrar a tragédia cômico-romântica do Brasil.
Um grito-canto-dança diante do horror do presente e do passado do Brasil. Nosso amado Brasil. A gente chora, a gente, bebe, a gente samba, a gente faz arte, a gente ama. Todo dia um revide. Todo dia uma esquiva.
A gente fica castelando um futuro, um país em que a justiça social seja uma realidade. Enquanto a gente entorpece a alma - esperançando. Olhamos no espelho, os olhos vermelhos de tanto chorar.