A Constelação Familiar é uma terapia criada pelo psicanalista Bert Hellinger, um aleção que estudou as interações sociais na África do Sul por 16 anos e expandiu sua pesquisa através de diversos métodos de terapias. Na união dessas várias técnicas e através das suas observações, percebeu que a felicidade, prosperidade e saúde eram conquistadas somente se houvesse harmonia nas interações sociais (família, trabalho, amigos, etc.). E para que haja tal harmonia, é necessário que 3 regras irrefutáveis e básicas nessas relações sejam mantidas. Ele as chamou de Regras de Leis Sistêmicas.
A terapia funciona como um desbloqueio mental, no nível da inconsciência, onde a maioria das pessoas têm ligações bloqueadas à felicidade, prosperidade e saúde por causa de situações de fidelidade ao seu sistema familiar. Dessa forma, ao fazer as liberações desses bloqueios (Bert Hellinger chama isso de fidelidade sistêmica), o indivíduo flui na vida, conseguindo sair dos seus problemas (emaranhamentos: são as "complicações" geradas em um sistema falimiliar pela não aplicação das leis sistêmicas. É como se a energia que devesse chegar até você (por fios) estivesse toda embolada e não esticada em linha reta.)
Mãe;
Pai;
Criança interior;
Ancestralidade;
Feminino e Masculino (trabalhando a reconexão com essas energias);
Filho/Filha;
Irmão/Irmã;
Relacionamento;
Peso ideal;
Dinheiro;
Saúde;
Amor e outros.
Onde o assistido receberá frases sistêmicas para repeti-las diariamente por determinado tempo ressignificando sua relação com o tema que for indicado.
Exemplo de como essa dinâmica funciona:
Se a vida flui em todas as áreas é provável que esteja em ressonância com estas leis. Em contrapartida, problemas e conflitos surgem de forma constante quando em dissonância com alguma delas. Por isso, o "honra teu pai e tua mãe" torna-se fundamental. Não reconhecer o valor do que lhe foi dado por eles poderá trazer efeitos negativos. Os mais comuns são: brigas e conflitos constantes em casal; não conseguir encontrar uma pessoa parceira para se relacionar; problemas constantes com figuras de autoridade no trabalho; desarmonia e dificuldade com os filhos; carência e cobranças excessivas com amigos, etc.
Assim, estar em desarmonia com a lei da ordem, onde se enquadra tomar ou honrar os pais, torna a vida mas pesada e conflituosa de maneira geral ou em alguma área específica.
Excluir o pai da sua vida é perigoso: quando excluímos alguém de nossa alma e consciência, seja porque o tememos, o condenamos ou o esquecemos, haverá terríveis consequências. A consciência coletiva do sistema familiar gera em nós uma pressão por compensação ou expiação, muitas vezes fazendo com que um membro de uma geração seguinte represente o membro excluído, repetindo o seu destino para que os outros, de alguma forma, o olhem. Um neto, por exemplo, pode imitar, por identificação inconsciente, um avô excluído por ter tido um filho extraconjugal. Assim, passa a viver, sentir-se e fracassar como seu avô, sem estar consciente dessa conexão. Quem rejeita o pai, por exemplo, rejeita a si mesmo e sente-se vazio, sem realização, sem propósito de vida. Esta pessoa, muitas vezes, ter várias profissões e não se fixar em nenhuma, ou mesmo não ter profissão alguma. E quando a mãe não só oculta a identidade do pai, mas também impede o filho de ter acesso a ele por raiva ou mágoa, esse filho pode, mais tarde, como adulto, querer fugir da realidade, seja pelo consumo de drogas ou pela devoção cega a uma seita ou religião, por exemplo. É uma forma desesperada de preencher um vazio interno, uma busca secreta do pai não tomado.
O exemplo do pai é apenas um dos muitos temas que a Terapia de Reconexão Familiar trabalha e mostra a importância de trabalhar essas questões.
Para quem tiver interesse em se aprofundar no assunto recomendo a leitura do livro que você encontrará clicando no botão abaixo: