Bela Vista, Cidade Tiradentes, Luta e Axé: Trajetos de Kika Silva (Brasil, 45', cor, 2025)
Kika Silva de Besen é um dos nomes fundamentais da articulação entre o movimento Negro e o movimento Feminista em São Paulo. Sua história de resistência, afeto e mobilização atravessa gerações, marcando a formação de mulheres, homens e jovens que aprenderam com ela o sentido profundo do ativismo por direitos e dignidade. Da Bela Vista à Cidade Tiradentes, sua atuação se entrelaça à própria memória política da cidade. Este filme registra sua trajetória e oferece uma potente homenagem à vida, à luta e ao legado de Kika.
Argumento: Aline Fátima. Roteiro: Aline Fátima e Gustavo Pagador. Montagem e edição: Gustavo Pagador. Pesquisa de imagens de arquivo: Gustavo Pagador. Trilha Sonora: Gustavo Pagador. Fotografia e captação de imagens: Allan Brasil e Elis de Castro. Direção de produção: Aline Fátima.
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Sussêgo (Brasil, 30’, cor, 2023)
Nascido no centro de São Paulo, Anderson Basílio conquistou admiradores por toda a cidade com seu carisma e seu talento. Cavaquinista e cantor - dos bons! - deixou sua marca nos corações das pessoas que tiveram a oportunidade de o ouvir em uma roda de samba ou pelos vagões do metrô de São Paulo, onde costumava apresentar sua arte. Falecido em 2020, Anderson, o Sussêgo, deixou saudades, mas sua luz permanece iluminando nossas memórias.
Argumento e roteiro: Aline Fátima Pesquisa e curadoria: Talita Maciel e Aline Fátima Produção: Mercúria Produtora e Talita Maciel Trilha sonora: Anderson Basílio (em memória) Montagem e edição: Aline Fátima
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Diáspora do Fluxo (Brasil, 30’, cor, 2022)
Num híbrido entre documentário e auto-ficção, a artista Aline Fátima relata o reencontro, depois de três anos, com Manhu, pai de seus filhos e parceiro artístico. A partir da narrativa real que conta a jornada de Manhu na Boca do Lixo, região do centro de São Paulo que vive um processo de degradação desde os anos 1990, o filme recria costumes, relações humanas e imaginários vivenciados por ele como cigarreiro no fluxo - aglomerações da região conhecida como "cracolância".
Direção: Aline Fátima/Argumento: Manhu (Thiago da Silva Magno)/ Roteiro: Aline Fátima e Airam Rudá/ Arte e Montagem: Aline Fátima/ Fotografia: Paulo César Lima/Aline Fátima/ Produção: Mercúria Produtora/ Trilha Sonora Original: Pagodub/Estrelando:Odete Machado; Airam Rudá; Aline Fátima; Manhu; Surat Puri
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Mãos Talhadas (Brasil, 10’, cor, 2021)
Geraldo Gonçalves Viana é um artista escultor de madeira mineiro que há anos trabalha e expõe seus trabalhos na Av. Paulista, ao lado do Masp. Apesar de suas notórias habilidade e estética, e de permanecer ao lado (de fora) de um dos maiores museus de arte do país, Geraldo vive em uma barraca, ali mesmo. Este é um pequeno registro de seu trabalho e de sua visão de mundo.
Direção: Aline Fátima/Direção de fotografia: Paulo César Lima/Codireção de fotografia: Dani Arakati/Captação de imagens: Paulo César Lima e Dani Arakati/Captação de som: Aline Fátima/Roteiro: Aline Fátima e Dani Arakati/Trilha musical: Aline Fátima/Produção: Aline Fátima/ Dani Arakati/ Paulo César Lima/Edição/montagem: Aline Fátima
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A Pagodópera da Malandra (Brasil, cor, 25 '26s, 2021)
As periferias do Brasil revivem em 2021 a fome, a violência policial, o desemprego e o caos na saúde acirrados pela pandemia da COVID19 e que marcaram a década de 1990. A partir de um olhar poético, ético e político, o pagode, gênero musical e fenômeno cultural da época, atua como o fio condutor da narrativa trágico-romântica nacional.
Direção: Aline Fátima /Roteiro e pesquisa: Aline Fátima /Montagem e edição: Aline Fátima/Fotografia: Victória Oliveira/ Making of: Talita Silva/cavaco: Ademir Gonçalves; surdo: Douglas Santana; cuíca, pandeiro, berimbau: Aline Fátima /figurinos: Aline Fátima
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Neomedusa Marco Zero (Brasil, 31:15, cor, 2021)
No pior momento da pandemia no Brasil, com mais de 4 mil mortos por dia, a Dança Macabra vem nos lembrar que não são apenas números, mas vidas ceifadas por um genocídio. Neste rito, Neomedusa traz a dança como manifestação imaginária do medo da morte. Um desejo de penitência e um ímpeto histérico pelo (último?) gozo. Realizado no Festival Mulheres na Travessa, 2021.
Concepção geral e performance: Aline Fátima/Trilha sonora: Antônio Michel (Pilantropov) e Diego Monte Alto (Xyrley Circuit)/Captação e montagem: Filmes Nômades, Giuliano Gerbasi, Wendel Yokoyama, Rayssa Nosralia/Som direto: Som de Black Maria Isadora Iracunda/Produção: Lamparina 313/Fábia Karklin.
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Neomedusa Vai Bailar (Brasil, cor, 10 '57s, 2021)
Na virada de 2020 para 2021, o Brasil já somava mais de 200 mil mortes pela COVID 19. Entretanto, por todo o país aconteciam aglomerações, inclusive na periferia, mas não somente nela. "Neomedusa vai bailar" foi uma performance realizada em Guaianases, bairro periférico de São Paulo, no tradicional (antes mesmo da pandemia) fluxo da Rua do Meio. Uma crítica à hipocrisia que criminaliza a juventude periférica, mas absolve as elites, uma afronta dançada à necropolítica que rege nossos tempos e um elogio à fonte inesgotável da cultura periférica.
Concepção, direção, montagem e performance: Aline Fátima/Fotografia: Alline Bianca/Produção: Analu Maciel/ Assistentes de produção: Carl J e Victória Oliveira.
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Tia Eliza (Brasil, cor, 15 '21s, 2020)
Tia Eliza é benzedeira conhecida internacionalmente. Mulher preta, carioca radicada no Bixiga, em São Paulo, tem em sua casa uma capela dedicada a Santo Antônio de Categeró, de quem é devota. O santo, de origem africana, foi escravizado no século XV e levado à Itália, onde se dedicou à vida religiosa. A capela é ecumênica e louva outras cosmovisões religiosas para além do catolicismo como as de matrizes afro-ameríndias. O filme apresenta um pequeno recorte da imensidão que é Tia Eliza.
Concepção, direção e montagem: Aline Fátima/Produção: Aline Fátima e Enrico de Luca.
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Sete Dias (Brasil, cor, 06 '10s, 2020)
Encapsulado em sete simbólicos dias, um diário lírico motivado por uma reclusão involuntária – a quarentena da Covid-19. Da periferia paulistana, num cotidiano marcado por descaso estatal e maravilhamento com a simplicidade, uma voz apresenta sua perspectiva única sobre desejo, medo, indignação e esperança nessa contingência. Premiado pelo Projeto Curta em Casa do Instituto Criar.
Direção e montagem: Aline Fátima/Captação de imagens: Aline Fátima, Airam Rudá, Melissa Rosa de Oliveira/Trilha Sonora Original: Aline Fátima.
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Uma vez no point (Brasil, cor, 14 '04s, 2020)
Filme etnográfico que registra uma edição do tradicional encontro semanal de pixadores de São Paulo, no qual trocam ideias, assinaturas e histórias. Um recorte da cultura da maloqueiragem, da juventude negro-periférica, da cultura de rua e da noite paulistana, reunindo suas belezas, poesias, drogas, viagens, mas também seus perigos, opressões e violências.
Argumento, direção, fotografia e edição: Aline Fátima/Apresentando: Diego de Jesus (LINK).
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Lázaro (Brasil, cor, 8’, 2020)
Uma reflexão imagética sobre a fé em Salvador (BA), sobre sincretismo e sobre os encontros e desencontros entre o sagrado e o profano. Realizado no Santuário de São Lázaro, conta com as narrativas míticas de Julieta e Adelisa, frequentadoras e zeladoras do local.
Roteiro, fotografia, som e edição: Aline Fátima.
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Neomedusa (Brasil, cor, 16 '05, 2019)
"Uma Neomedusa arrasta suas correntes quebradas”. Este verso de um poema é o ponto de chamada de uma entidade estética resgatada das profundezas do inconsciente de uma mulher que dança delirantemente em meio a luzes e trevas de uma festa rave. O filme extrapola fronteiras oficiais entre realidade e fantasia em uma auto ficção da artista, cujos interesses estéticos passam pela cultura clubber e pela mitologia criativa.
Argumento, direção e roteiro: Aline Fátima/Montagem: Gean Almeida/Produção: Aline Fátima/Trilha Sonora Musical: KARMALEOA.
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Lança (Brasil, 22’, cor, 2018)
Um jovem poeta ressignifica frascos vazios usados de lança perfume os preenchendo com pequenos poemas que escreve à mão e os redistribui para os frequentadores de uma praça conhecida por ser um local de consumo de drogas, no bairro de Cidade Tiradentes, extremo Leste de São Paulo, durante um sarau. No desenrolar da performance, testemunhamos como espectadores as manifestações artísticas dessa juventude, suas relações com drogas, com a violência, com o futuro.
Direção: Aline Fátima/Roteiro: Aline Fátima e Gabriela Alves/Montagem e edição: Gabriela Alves /Fotografia: Ana Julia Travia.
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Imago Femina (Brasil, cor, 26', 2016)
Imago é a fase em que o inseto passa pela transmutação no casulo, já com asas, se prepara para voar. Uma jovem enfrenta os desafios de manifestar para o mundo o conteúdo mais profundo de si: sua arte. Numa encruzilhada, terá de decidir entre se entregar ao salto ou se recolher frente ao medo.
Direção: Aline Fátima/Fotografia e Edição: Maria Clara Cardoso /Trilha Sonora: Thiago da Silva Magno/Com: Irenita Lopes, Aline Binns, François Augusto dos Reis, Amanda Freire.
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